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	<title>Arquivo de 4 mil quilombolas no Maranhão - WeekNews</title>
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		<title>Quilombo urbano na Glória é tombado pelo Iphan e vira símbolo de resistência no Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2026 22:38:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Quilombo Urbano Ferreira Diniz, na Glória, zona sul do Rio de Janeiro, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O local, que abriga 14 famílias na Rua Cândido Mendes, é o primeiro quilombo do estado do Rio a receber essa proteção. O tombamento abrange toda a área do terreno, incluindo o quintal e os casarões, reconhecidos como referências culturais e espaços de uso comunitário. A medida foi oficializada em reunião que contou com a presença da superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Corrêa. Segundo ela, o tombamento cumpre múltiplas funções: jurídica, ao restringir demolições e intervenções incompatíveis com o valor cultural; territorial, ao consolidar o espaço como bem cultural coletivo e não como mercadoria imobiliária; simbólica, ao afirmar&#8230;</p>
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<p>O Quilombo Urbano Ferreira Diniz, na Glória, zona sul do Rio de Janeiro, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O local, que abriga 14 famílias na Rua Cândido Mendes, é o primeiro quilombo do estado do Rio a receber essa proteção. O tombamento abrange toda a área do terreno, incluindo o quintal e os casarões, reconhecidos como referências culturais e espaços de uso comunitário.</p>
<p>A medida foi oficializada em reunião que contou com a presença da superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Corrêa. Segundo ela, o tombamento cumpre múltiplas funções: jurídica, ao restringir demolições e intervenções incompatíveis com o valor cultural; territorial, ao consolidar o espaço como bem cultural coletivo e não como mercadoria imobiliária; simbólica, ao afirmar a relevância da presença negra no território urbano; e reparatória, ao enfrentar o apagamento e a expulsão de comunidades negras de áreas centrais e valorizadas das cidades.</p>
<p>As famílias Ferreira e Diniz ocupam o terreno desde a década de 1950, quando a matriarca Maria Isabel Ferreira, descendente de africanos escravizados de Minas Gerais, mudou-se para o casarão principal ao se casar com o zelador do prédio, Antônio Dias Pessanha. O imóvel, de estilo neoclássico, funcionava como antiga hospedagem e hoje abriga as moradias subdivididas das famílias. Em 2023, os dois grupos foram reconhecidos como quilombolas pela Fundação Cultural Palmares.</p>
<p>O quintal, descrito pelo Iphan como polo gastronômico e cultural, é o coração da comunidade. Nele, crianças jogam bola, moradores organizam festas religiosas como Folia de Reis e São Jorge, celebram aniversários e realizam rodas de capoeira. O espaço também sedia a tradicional Feijoada da Tia Cida, servida às sextas-feiras por Maria Aparecida Ferreira, conhecida como Tia Cida. A renda do prato ajuda a custear a manutenção do casarão e remunera as famílias.</p>
<p>&#8220;Eu me sinto muito honrada em fazer essa feijoada, lembro da minha mãe, das minhas mais velhas&#8221;, disse Tia Cida. Ela conta que o primeiro feijão que cozinhou na vida &#8220;foi uma catástrofe&#8221;, quando decidiu que faria &#8220;o melhor feijão do mundo&#8221;. &#8220;Hoje, quando cozinho, eu me concentro para passar para as pessoas que comam da minha comida, saúde e força, para que saiam daqui do quintal alegres.&#8221;</p>
<p>A comunidade atrai cariocas e turistas. A psicóloga Brenda Pimentel Torres reuniu a família para um almoço no local e destacou a importância de estar em um espaço de resistência. &#8220;Há um apagamento da história dos negros [no Brasil] e essas pessoas aqui estão resistindo, sobrevivendo, inclusive, ao racismo&#8221;, afirmou. Ela comemorou o tombamento e lembrou que a escravidão no Brasil foi um processo recente.</p>
<p>O quilombo Ferreira Diniz é um dos 13 quilombos urbanos do estado do Rio, de um total de 54, segundo a Associação Estadual das Comunidades Quilombolas do Rio de Janeiro. O Iphan pretende realizar um inventário de referências e manifestações culturais do quilombo como desdobramento da proteção.</p>
<p>A presidenta da Associação da Comunidade do Ferreira Diniz, Érida Ferreira, espera que o tombamento impulsione o reconhecimento da posse coletiva do imóvel pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Procurado, o instituto informou que acompanha o processo, ainda em fase inicial. Com a escritura em mãos, a comunidade espera acessar programas de reforma do casarão. A regularização fundiária também protege o grupo de desapropriações e da eventual venda fracionada do terreno por herdeiros.</p>
<p>Historiadora formada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Érida destacou que o diferencial da medida do Iphan é incluir a comunidade como parte do bem tombado. &#8220;É o tombamento de cultura, de patrimônio vivo, da comunidade de nossa história, que está enraizada na Glória&#8221;, completou. &#8220;Dar condições de permanência à comunidade é garantir um futuro com mais diversidade.&#8221;</p>
<p>Para o reconhecimento pelo Incra, a primeira etapa é a elaboração de um estudo técnico pela Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF). A professora Ana Carmen Amorim Jara Casco é responsável por levantar o histórico das famílias e relatar seu modo de vida no terreno, em documento que será entregue ao Incra até o final de 2026. Ela observa a comunidade há três anos e afirma que o grupo tem lições a dar sobre o passado e a formação do Brasil. &#8220;No quilombo, uma criança, por exemplo, não é filha do &#8216;fulano&#8217;, mas filha de todo mundo, todo mundo cuida dela, se preocupa com ela, se ela vai para escola, se tem lanche, se almoçou, se está doente, é um modo de vida coletivo completamente diferente&#8221;, disse.</p>
<p>Análise WeekNews: O tombamento do Quilombo Ferreira Diniz pelo Iphan representa um reconhecimento jurídico e simbólico de uma comunidade negra que resiste no espaço urbano desde a década de 1950. A medida, que inclui a comunidade como parte do bem tombado, cria mecanismos de proteção contra a especulação imobiliária e a descaracterização do território. A expectativa de regularização fundiária pelo Incra, embora ainda em fase inicial, indica um caminho possível para garantir a permanência das famílias e a preservação de um modo de vida coletivo em uma das áreas mais valorizadas da cidade.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil.</p>

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		<title>PM suspeito de feminicídio em Embu das Artes tem prisão mantida após audiência de custódia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 20:30:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[4 mil quilombolas no Maranhão]]></category>
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		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Policial militar é preso suspeito de feminicídio em Embu das Artes]]></category>
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		<category><![CDATA[Programa de Reforma Agrária inclui 2]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Contra a Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil O policial militar Vinícius Costa Silva, principal suspeito da morte da esposa, a radiologista Larissa Cruz Morata, de 29 anos, permanece preso. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na manhã desta segunda-feira (8) em São Paulo. Silva foi detido no domingo (7), durante o velório da vítima, em Embu das Artes, na região metropolitana da capital paulista. Larissa foi encontrada morta no sábado (6), com um tiro na cabeça, no banheiro da casa onde o casal vivia. Eles tinham um filho de 2 anos. À polícia, o suspeito afirmou que encontrou a esposa caída e que ela teria cometido suicídio após ele comunicar a intenção de terminar o relacionamento. No entanto, a Secretaria Estadual de Segurança Pública&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/09/larissa-cruz-morata-foi-encontrada-morta-na-casa-em-que-morava-com-o-marido-o-policial-militar-vinic-1024x512.jpeg" alt="PM suspeito de feminicídio em Embu das Artes tem prisão mantida após audiência de custódia" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-09/apos-audiencia-de-custodia-pm-suspeito-de-matar-esposa-continua-preso" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
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<p>O policial militar Vinícius Costa Silva, principal suspeito da morte da esposa, a radiologista Larissa Cruz Morata, de 29 anos, permanece preso. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na manhã desta segunda-feira (8) em São Paulo.</p>
<p>Silva foi detido no domingo (7), durante o velório da vítima, em Embu das Artes, na região metropolitana da capital paulista. Larissa foi encontrada morta no sábado (6), com um tiro na cabeça, no banheiro da casa onde o casal vivia. Eles tinham um filho de 2 anos.</p>
<p>À polícia, o suspeito afirmou que encontrou a esposa caída e que ela teria cometido suicídio após ele comunicar a intenção de terminar o relacionamento. No entanto, a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a prisão foi decretada porque as investigações apontaram indícios de crime, considerando a dinâmica dos fatos e elementos encontrados no local. O caso foi registrado como &#8220;morte suspeita&#8221;.</p>
<p>A família de Larissa contesta a versão de suicídio. O pai dela, Edson Morata, disse à TV Brasil que o relacionamento da filha com o PM era conturbado e que ela pretendia se separar. &#8220;Ela conversava muito com a minha mãe, ela ligou [minutos antes de morrer] falando que ia se separar. O moleque dela era tudo pra ela, ela era uma supermãe. Ele é que era possessivo&#8221;, afirmou.</p>
<p>Vinícius está detido no Presídio Militar Romão Gomes (PMRG), na zona norte de São Paulo.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-09/apos-audiencia-de-custodia-pm-suspeito-de-matar-esposa-continua-preso" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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