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	<title>Arquivo de Acidentes de Trânsito - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Acidentes de Trânsito - WeekNews</title>
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	<item>
		<title>PRF registra 84 mortes e 1.167 feridos nas estradas durante feriado</title>
		<link>https://weeknews.online/prf-registra-84-mortes-e-1-167-feridos-nas-estradas-durante-feriado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 15:40:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes de Trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Feriado de Tiradentes aumenta fluxo de passageiros em aeroportos]]></category>
		<category><![CDATA[fiscalização em rodovias]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[PRF]]></category>
		<category><![CDATA[PRF: quase 44% das mortes nas estradas envolvem veículos de carga]]></category>
		<category><![CDATA[rodovias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O período do feriado de Tiradentes registrou 84 mortes e 1.167 feridos nas estradas federais, segundo balanço parcial divulgado nesta quarta-feira (22) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Foram 1.022 sinistros de trânsito ao longo dos cinco dias de feriado. A PRF informou que, das 84 mortes, 14 ocorreram em dois sinistros de trânsito.  Notícias relacionadas: PRF: quase 44% das mortes nas estradas envolvem veículos de carga. Feriado de Tiradentes aumenta fluxo de passageiros em aeroportos. Um em Formosa, Goiás, onde a colisão frontal entre uma van e um caminhão, na BR-020, deixou oito mortos. Os feridos foram encaminhados para hospitais da região. O segundo acidente grave ocorreu na cidade mineira de Salinas, na BR-251. A colisão entre um carro e um caminhão deixou&#8230;</p>
<p class="excerpt-more"><a class="blog-excerpt button" href="https://weeknews.online/prf-registra-84-mortes-e-1-167-feridos-nas-estradas-durante-feriado/">Leia mais...</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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				</p>
<p>O período do feriado de Tiradentes registrou 84 mortes e 1.167 feridos nas estradas federais, segundo balanço parcial divulgado nesta quarta-feira (22) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Foram 1.022 sinistros de trânsito ao longo dos cinco dias de feriado.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776872448_417_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776872448_748_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>A PRF informou que, das 84 mortes, 14 ocorreram em dois sinistros de trânsito.</strong> </p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>PRF: quase 44% das mortes nas estradas envolvem veículos de carga.</li>
<li>Feriado de Tiradentes aumenta fluxo de passageiros em aeroportos.</li>
</ul>
<p>Um em Formosa, Goiás, onde a colisão frontal entre uma van e um caminhão, na BR-020, deixou oito mortos. Os feridos foram encaminhados para hospitais da região.</p>
<p>O segundo acidente grave ocorreu na cidade mineira de Salinas, na BR-251. A colisão entre um carro e um caminhão deixou seis pessoas mortas.</p>
<h2>Fiscalização</h2>
<p>Equipes da PRF reforçaram, desde sexta-feira (17), a fiscalização em trechos considerados críticos, onde o número de sinistros de trânsito costuma ser maior e de maior risco, pela forma mais arriscada como alguns condutores dirigem.</p>
<p><strong>Durante as fiscalizações nas rodovias, as irregularidades mais observadas pelos policiais foram ultrapassagens irregulares, que resultaram em 5.320 infrações, e a falta ou mau uso do cinto de segurança</strong> e do dispositivo de retenção para crianças, as cadeirinhas, que somaram 4.342 infrações.</p>
<p>Segundo a PRF, a fiscalização com uso de radares portáteis identificou 28.373 veículos acima do limite de velocidade estabelecido para as rodovias. Foram também registradas 1.183 infrações relacionadas a consumo de álcool (recusa e constatação).</p>
<p><strong>“No total, as equipes fiscalizaram 192.921 pessoas e veículos. Os policiais realizaram 69.824 testes do etilômetro, para identificar possível consumo de álcool pelos motoristas, e 75 pessoas foram detidas por embriaguez ao volante”, detalhou a PRF.</strong></p>
<p>Duas ocorrências foram destacadas pela PRF. A apreensão de 1,3 tonelada de skunk, na BR-316, em Geminiano, no PI, e a apreensão de 30 kg de skunk e maconha com um casal de estrangeiros com uma criança.</p>
<p> Pedro Peduzzi &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-04/prf-registra-84-mortes-e-1167-feridos-nas-estradas-durante-feriado">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 22 Apr 2026 12:10:00 -0300 </p>

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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Acidentes em estradas federais durante o feriado matam 109 pessoas</title>
		<link>https://weeknews.online/acidentes-em-estradas-federais-durante-o-feriado-matam-109-pessoas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 19:03:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes de Trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes em rodovias federais matam 111 pessoas no feriadão de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[estradas federais]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Mortes no Trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Ano Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Rodoviária Federal]]></category>
		<category><![CDATA[PRF]]></category>
		<category><![CDATA[Regras para ciclomotores começam a valer nesta quinta; saiba mais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Os acidentes em estradas federais durante o feriado do ano novo resultaram na morte de 109 pessoas e em 1.315 feridos, segundo números da Operação Ano Novo, divulgados nesta segunda-feira (5) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O levantamento contabiliza os acidentes entre os dias 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026. Durante o período, foram reforçados os trabalhos de fiscalização de trânsito e de prevenção de sinistros causados por condutas de risco. Notícias relacionadas: Acidentes em rodovias federais matam 111 pessoas no feriadão de Natal. Regras para ciclomotores começam a valer nesta quinta; saiba mais. Nos seis dias da Operação Ano Novo feita na transição 2024 para 2025, entre 27 de dezembro e 1º de janeiro do ano passado,&#8230;</p>
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				</p>
<p>Os acidentes em estradas federais durante o feriado do ano novo resultaram na morte de 109 pessoas e em 1.315 feridos, segundo números da Operação Ano Novo, divulgados nesta segunda-feira (5) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/01/1767639816_784_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/01/1767639816_522_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O levantamento contabiliza os acidentes entre os dias 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026. Durante o período, foram reforçados os trabalhos de fiscalização de trânsito e de prevenção de sinistros causados por condutas de risco.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Acidentes em rodovias federais matam 111 pessoas no feriadão de Natal.</li>
<li>Regras para ciclomotores começam a valer nesta quinta; saiba mais.</li>
</ul>
<p><strong>Nos seis dias da Operação Ano Novo feita na transição 2024 para 2025, entre 27 de dezembro e 1º de janeiro do ano passado, foram contabilizadas 79 mortes e 1.339 pessoas feridas nas rodovias federais do país.</strong></p>
<p>Segundo a PRF, as fiscalizações na operação mais recente resultaram na abordagem de 101.118 pessoas e de 74.594 veículos. Foram contabilizados 1.152 sinistros de trânsito.</p>
<h2>Estados</h2>
<p><strong>Os estados com maior número de sinistros de trânsito foram Minas Gerais (5.040), seguido do Mato Grosso do Sul (4.885) e Santa Catarina (4.517).</strong></p>
<p>Apesar de a Operação Ano Novo já ter sido encerrada, os números ainda podem ser atualizados, na medida em que as informações venham a ser consolidadas nos sistemas da PRF.</p>
<h2>Alcoolemia</h2>
<p>De acordo com a PRF, durante o feriado de ano novo foram feitos 61.426 testes de alcoolemia, que resultaram em 789 autuações por embriaguez.</p>
<p><strong>Essas autuações vão desde a recusa ao teste até a constatação da presença da substância no organismo.</strong> Pessoas que apresentam sinais de consumo de bebidas alcoólicas podem, portanto, ser autuadas.</p>
<p>“Nos seis dias de operação, 41 pessoas foram detidas por apresentar sinais de embriaguez ou teor alcoólico no organismo considerado crime pela legislação de trânsito”, informou a PRF.</p>
<h2>Outras infrações</h2>
<p><strong>Os policiais flagraram 23.079 veículos acima do limite de velocidade.</strong> Os três estados com maior número de flagrantes de veículos com excesso de velocidade foram Minas Gerais (4.105), Paraná (3.818) e Rio Grande do Sul (1.837).</p>
<p>Entre as demais infrações registradas nas rodovias federais estão a de ultrapassagem proibida (3.438); não uso de cinto de segurança ou de dispositivos de retenção para crianças (3.470) e uso de celular durante a direção de veículo (341).</p>
<p> Pedro Peduzzi &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-01/acidentes-em-estradas-federais-durante-o-feriado-matam-109-pessoas">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 05 Jan 2026 15:34:00 -0300 </p>

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		<item>
		<title>Acidentes de trânsito caem, mas reabilitação onera o SUS</title>
		<link>https://weeknews.online/acidentes-de-transito-caem-mas-reabilitacao-onera-o-sus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 21:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes de Trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes de trânsito no Rio este ano já superam os de 2022 e 2021]]></category>
		<category><![CDATA[emergência]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo com IA identifica padrões relacionados a acidentes de trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sequelas permanentes afetam 1/3 dos motociclistas vítimas do trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://weeknews.online/acidentes-de-transito-caem-mas-reabilitacao-onera-o-sus/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Dados preliminares contabilizam que neste ano já ocorreram no Brasil 453 mil acidentes de trânsito. Segundo o Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito (Renaest), entre janeiro e maio deste ano, 7,4 mil dessas ocorrências foram fatais. O número representa uma queda de 3,67% em relação ao mesmo período de 2024, mas especialistas alertam que, além das mortes, milhares de vítimas enfrentam sequelas que exigem longos processos de reabilitação. Notícias relacionadas: Acidentes de trânsito no Rio este ano já superam os de 2022 e 2021. Sequelas permanentes afetam 1/3 dos motociclistas vítimas do trânsito. Estudo com IA identifica padrões relacionados a acidentes de trânsito. Segundo Flávio Adura, diretor Científico da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o impacto dos acidentes de&#8230;</p>
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				</p>
<p>Dados preliminares contabilizam que neste ano já ocorreram no Brasil 453 mil acidentes de trânsito. Segundo o Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito (Renaest), entre janeiro e maio deste ano, 7,4 mil dessas ocorrências foram fatais.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758837185_455_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758837185_797_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>O número representa uma queda de 3,67% em relação ao mesmo período de 2024, mas especialistas alertam que, além das mortes, milhares de vítimas enfrentam sequelas que exigem longos processos de reabilitação.</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Acidentes de trânsito no Rio este ano já superam os de 2022 e 2021.</li>
<li>Sequelas permanentes afetam 1/3 dos motociclistas vítimas do trânsito.</li>
<li>Estudo com IA identifica padrões relacionados a acidentes de trânsito.</li>
</ul>
<p>Segundo Flávio Adura, diretor Científico da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o impacto dos acidentes de trânsito sobre a saúde pública é expressivo. </p>
<blockquote>
<p>“Em 2024, foram registradas 227.656 internações hospitalares no SUS devido a sinistros terrestres, o que significa que, a cada 2 minutos, uma vítima de trânsito necessita de atendimento de emergência. Ao longo dos últimos 10 anos, o SUS contabilizou 1,8 milhão de internações por sinistros de trânsito, com despesas hospitalares diretas que somam R$ 3,8 bilhões”, disse.</p>
</blockquote>
<p>De acordo com Adura, jovens do sexo masculino, principalmente motociclistas, concentram mais de 60% dos atendimentos, seguidos por pedestres (16%), ciclistas e ocupantes de automóveis (7% cada). As lesões cervicais e múltiplos traumatismos, segundo o especialista, são mais comuns em motoristas. Em pedestres e ciclistas, predominam fraturas e lesões de coluna. Já para os motociclistas, o quadro mais recorrente é o de politraumatismos.</p>
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<p><strong>Nesse cenário, tratamentos de reabilitação são necessários para reduzir as sequelas e garantir a qualidade de vida das vítimas.</strong> </p>
<p>“Muitas vezes, essas situações deixam sequelas importantes, desde limitações de movimento até, em casos mais graves, amputações. Com a atuação do fisioterapeuta, é possível acelerar a recuperação, favorecer a independência e apoiar o retorno às atividades diárias e profissionais”, complementa Bruno Oliveira, coordenador geral de fisioterapia da faculdade Estácio no Rio de Janeiro.</p>
<h2>Semana</h2>
<p><strong>Terminou nesta quinta-feira a Semana Nacional de Conscientização do Trânsito, iniciada no dia 18, com o tema Desacelere. Seu bem maior é a vida.</strong> </p>
<p>A iniciativa tem como objetivo conscientizar pedestres, ciclistas e motoristas sobre ações de prevenção e redução de riscos.</p>
<p><em>* Estagiária sob supervisão de Gilberto Costa</em></p>
<p> Alice Rodrigues * , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-09/acidentes-de-transito-caem-mas-reabilitacao-onera-o-sus">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 25 Sep 2025 18:35:00 -0300 </p>

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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Acidentes de trânsito no Rio este ano já superam os de 2022 e 2021</title>
		<link>https://weeknews.online/acidentes-de-transito-no-rio-este-ano-ja-superam-os-de-2022-e-2021/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 22:42:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes de Trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[motos]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Sequelas permanentes afetam 1/3 dos motociclistas vítimas do trânsito]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://weeknews.online/acidentes-de-transito-no-rio-este-ano-ja-superam-os-de-2022-e-2021/</guid>

					<description><![CDATA[<p>. Os sinistros de trânsito na cidade do Rio de Janeiro estão em uma acelerada trajetória de alta e, no acumulado entre janeiro e agosto de 2025 somam mais de 20 mil, superando os 12 meses de 2022 e os de 2021. Os dados foram apresentados pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, durante o evento &#8220;A violência no trânsito e seus indesejáveis efeitos&#8221;, promovido pelo Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) na última segunda-feira (23). O seminário foi uma ação de conscientização pela Semana Nacional do Trânsito, comemorada entre 18 e 25 de setembro com o tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida”. Notícias relacionadas: Sequelas permanentes afetam 1/3 dos motociclistas vítimas do trânsito. O levantamento da secretaria municipal mostra um aumento constante nos sinistros&#8230;</p>
<p class="excerpt-more"><a class="blog-excerpt button" href="https://weeknews.online/acidentes-de-transito-no-rio-este-ano-ja-superam-os-de-2022-e-2021/">Leia mais...</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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				</p>
<p>Os<strong> sinistros de trânsito na cidade do Rio de Janeiro </strong>estão em uma acelerada trajetória de alta e, <strong>no acumulado entre janeiro e agosto de 2025 somam mais de 20 mil, superando os 12 meses de 2022 e os de 2021</strong>.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758667329_801_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758667330_68_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Os dados foram apresentados pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, durante o evento &#8220;A violência no trânsito e seus indesejáveis efeitos&#8221;, promovido pelo Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) na última segunda-feira (23). O seminário foi uma ação de conscientização pela Semana Nacional do Trânsito, comemorada entre 18 e 25 de setembro com o tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida”.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Sequelas permanentes afetam 1/3 dos motociclistas vítimas do trânsito.</li>
</ul>
<p>O levantamento da secretaria municipal mostra um<strong> aumento constante nos sinistros de trânsito nos últimos cinco anos</strong>:</p>
<ul>
<li>2021: 13.965</li>
<li>2022: 19.625 (+40%)</li>
<li>2023: 24.793 (+26%)</li>
<li>2024: 32.401 (+30%)</li>
<li>2025 (até agosto): 20.201</li>
</ul>
<p>Nesse contexto, o secretário destacou o peso do aumento da frota e dos incidentes com motocicletas na cidade. Segundo Soranz, <strong>em 2021, o Rio teve 5,8 mil quedas de moto, número que aumentou para 12,4 mil, em 2024</strong>.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Os acidentes de moto e as vítimas fatais nesses acidentes têm se multiplicado. Isso gera uma sobrecarga sobre todos os serviços de urgência e emergência na cidade do Rio de Janeiro. A gente tem dezenas de pessoas internadas nos hospitais precisando de uma cirurgia ortopédica, e a gente não tem capacidade de atender todas as pessoas, porque o número cresce em proporções assustadoras&#8221;, alertou.</p>
</blockquote>
<p>Para mostrar que a violência no trânsito pesa mais do que muitas doenças para a saúde pública, o secretário comparou que a<strong> mortalidade causada por esses sinistros a cada 100 mil habitantes chega a ser dez vezes maior que a provocada pela dengue</strong>.</p>
<p>No Rio de Janeiro, a Comissão Permanente de Segurança Viária é presidida pela Secretaria Municipal de Saúde e inclui mais 10 órgãos. O grupo é responsável por implementar o Plano de Segurança Viária da cidade, que tem como<strong> meta reduzir as mortes no trânsito em 50% até 2030</strong>, acompanhando os objetivos da década de redução de mortes no trânsito proposta pela Organização Mundial da Saúde.</p>
<p>Além da redução das mortes no trânsito, o <strong>plano espera reduzir em até 30% as internações hospitalares de motociclistas até 2030</strong>.</p>
<p>&#8220;Esse plano tem foco nos pedestres, ciclistas, motociclistas e entregadores, com intervenções urbanas que possam ajudar a reduzir os sinistros, com uma integração intersetorial entre saúde, mobilidade urbana, fiscalização e educação&#8221;, explicou o secretário.</p>
<p>O plano prevê a requalificação, até 2026, de 60 cruzamentos considerados críticos, além de ampliar os pontos de controle de velocidade em 40% até 2027. Pelo lado da conscientização, a prefeitura planeja chegar a todas as escolas municipais até 2028 com campanhas permanentes sobre segurança viária.</p>
<p>&#8220;Há óbito, mas há também uma quantidade imensa de sequelas permanentes e amputações em acidentes de trânsito O custo social é altíssimo para as famílias, para os indivíduos e para toda a sociedade&#8221;, afirmou.</p>
<p> Vinícius Lisboa &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-09/acidentes-de-transito-no-rio-este-ano-ja-superam-os-de-2022-e-2021">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 23 Sep 2025 16:37:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/acidentes-de-transito-no-rio-este-ano-ja-superam-os-de-2022-e-2021/">Acidentes de trânsito no Rio este ano já superam os de 2022 e 2021</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Semana Nacional de Trânsito debate a redução da velocidade nas vias</title>
		<link>https://weeknews.online/semana-nacional-de-transito-debate-a-reducao-da-velocidade-nas-vias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 17:23:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes de Trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Detran]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Semana Nacional de Trânsito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Com o tema Desacelere, seu bem maior é a vida, foi aberta oficialmente nessa quarta-feira (17) a Semana Nacional de Trânsito 2025, na sede do Ministério dos Transportes. A campanha é promovida pelo Conselho Nacional de Trânsito e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e tem como objetivo reforçar atitudes mais humanas e responsáveis nas vias públicas. O secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, explicou que o tema desta edição serve para provocar a reflexão das autoridades locais sobre os limites de velocidade das vias. “O tema deste ano, sobre desacelerar, está preocupado com uma questão muito importante, que é um grande fator de risco para sinistros e mortes no trânsito, que é o tema da gestão das velocidades. A gente quer apontar para&#8230;</p>
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        </a>
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Feed Últimas.<br />
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 </p>
<p><strong>Com o tema <em>Desacelere, seu bem maior é a vida</em>, foi aberta oficialmente nessa quarta-feira (17) a Semana Nacional de Trânsito 2025, na sede do Ministério dos Transportes.</strong> A campanha é promovida pelo Conselho Nacional de Trânsito e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e tem como objetivo reforçar atitudes mais humanas e responsáveis nas vias públicas.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758216186_285_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758216186_220_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, explicou que<strong> o tema desta edição serve para provocar a reflexão das autoridades locais sobre os limites de velocidade das vias.</strong></p>
<blockquote>
<p>“O tema deste ano, sobre desacelerar, está preocupado com uma questão muito importante, que é um grande fator de risco para sinistros e mortes no trânsito, que é o tema da gestão das velocidades. A gente quer apontar para esse problema para que as autoridades, especialmente as autoridades locais, os gestores das vias, avaliem se a gestão da velocidade daquelas vias está adequada para o uso que a gente faz delas”.</p>
</blockquote>
<p>Adrualdo Catão também chama a atenção para as metas alcançadas pela campanha. “A Semana Nacional de Trânsito sempre gera resultados interessantes porque mobiliza né, muita gente, e amplia esse debate. Então o que a gente verifica na verdade é que o resultado é um resultado a longo prazo e que tende a levar a ações mais concretas relacionadas ao tema que foi definido”.</p>
<p><strong>A Semana Nacional de Trânsito vai até o dia 25 de setembro.</strong> Como parte da campanha, o Detran do Distrito Federal e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares realizam ações educativas e interativas, no estacionamento da Funarte, em Brasília, na quinta e sexta-feira.</p>
<p> Carolina Pessoa &#8211; Repórter da Rádio Nacional , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-09/semana-nacional-de-transito-debate-reducao-da-velocidade-nas-vias">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 18 Sep 2025 13:59:00 -0300 </p>

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		<title>Divergência entre São Paulo e Rio expõe complexidade dos mototáxis</title>
		<link>https://weeknews.online/divergencia-entre-sao-paulo-e-rio-expoe-complexidade-dos-mototaxis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Aug 2025 12:26:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[acidentes de motos]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes de Trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[cartilha]]></category>
		<category><![CDATA[decreto municipal contra os mototáxis]]></category>
		<category><![CDATA[diz Senatran]]></category>
		<category><![CDATA[lei federal]]></category>
		<category><![CDATA[Moto cresce como opção perigosa para quem teve mobilidade negada]]></category>
		<category><![CDATA[Motociclistas]]></category>
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		<category><![CDATA[tragédia anunciada]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte público melhor pode reduzir mortes em motos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. As duas maiores cidades brasileiras avançam em caminhos diferentes na abordagem dos serviços de transporte por aplicativo. Enquanto os riscos associados à vulnerabilidade da moto levaram São Paulo a proibir o serviço, o Rio de Janeiro quer que as plataformas uniformizem suas regras e apertem o cerco contra infrações de trânsito dos motociclistas. Na quinta reportagem da série Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade, a Agência Brasil compara os dois pontos de vista. Desde o início de 2025, a prefeitura de São Paulo e as plataformas de aplicativos travam uma disputa judicial sobre a permissão do serviço na cidade. Enquanto as empresas recorrem a uma lei federal que, em seu entendimento, autoriza a prestação do serviço do país, a prefeitura&#8230;</p>
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				</p>
<p>As duas maiores cidades brasileiras avançam em caminhos diferentes na abordagem dos serviços de transporte por aplicativo. <strong>Enquanto os riscos associados à vulnerabilidade da moto levaram São Paulo a proibir o serviço, o Rio de Janeiro quer que as plataformas uniformizem suas regras e apertem o cerco contra infrações de trânsito dos motociclistas.</strong> Na quinta reportagem da série <em>Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade</em>, a <strong>Agência Brasil</strong> compara os dois pontos de vista.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754828765_126_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754828765_796_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Desde o início de 2025, a <strong>prefeitura de São Paulo e as plataformas de aplicativos travam uma disputa judicial sobre a permissão do serviço na cidade</strong>.<strong> Enquanto as empresas recorrem a uma <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12587.htm" target="_blank">lei federal</a> que, em seu entendimento, autoriza a prestação do serviço do país, a prefeitura editou um <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/decreto-62144-de-6-de-janeiro-de-2023" target="_blank">decreto municipal contra os mototáxis</a>, justificando a decisão com os riscos aos usuários.</strong> Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), <strong>um sinistro de moto tem 17 vezes mais chance de ser letal na comparação com um automóvel</strong>.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left">
<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=411282:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --><br />
            <img decoding="async" src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/_pin8854.jpg" alt="São Paulo (SP), 16/01/2025 - Aplicativo 99, lança serviço de Moto Taxi em São Paulo, contrariando norma da prefeitura que proíbe o serviço.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil" title="Paulo Pinto/Agência Brasil"><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/_pin8854.jpg" alt="São Paulo (SP), 16/01/2025 - Aplicativo 99, lança serviço de Moto Taxi em São Paulo, contrariando norma da prefeitura que proíbe o serviço.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil" title="Paulo Pinto/Agência Brasil"><br />
    <!-- END scald=411282 --></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h6 class="meta">Prefeitura de SP e plataformas travam disputa judicial sobre permissão do serviço de mototáxi na cidade &#8211; <strong>Foto: Paulo Pinto/Arquivo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=411282--></h6>
</div>
</div>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Transporte público melhor pode reduzir mortes em motos, diz Senatran.</li>
<li>Moto cresce como opção perigosa para quem teve mobilidade negada.</li>
</ul>
<p>Em janeiro, <strong>o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, chegou a afirmar que a plataforma 99 era ”assassina” e queria levar uma carnificina para São Paulo</strong>. Na época, a <strong>plataforma respondeu que o decreto que impedia o serviço era inconstitucional e que estava comprometida a promover viagens seguras</strong>.</p>
<p>“Nós não vamos permitir que essa empresa venha para cá e faça uma carnificina. São assassinos. Essas empresas são empresas assassinas e irresponsáveis. Elas não vão fazer na cidade de São Paulo aquilo que elas pretendem, só buscando lucro”, enfatizou Nunes.</p>
<p>Em junho, o governador paulista, Tarcísio de Freitas, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.doe.sp.gov.br/executivo/leis/lei-n-18156-de-23-de-junho-de-2025-202506231152101161519" target="_blank">sancionou uma lei </a>que deu autonomia aos municípios para regulamentar o transporte individual de passageiros por meio de motocicletas. A prefeitura paulistana reforçou, então, que essa modalidade de transporte seguirá proibida enquanto o tema permanece em debate na Câmara Municipal.</p>
<blockquote>
<p>“A lei sancionada pelo governo de São Paulo chancela o caminho tomado pela prefeitura no sentido de proibir o serviço de mototáxi na cidade. A administração municipal tem atuado fortemente para evitar que seja oferecido um modal de transporte que se prova perigoso diante de acidentes que resultaram nas mortes de passageiros&#8221;, disse a prefeitura.</p>
</blockquote>
<h2>Incentivo a motociclistas</h2>
<p><strong>A prefeitura do Rio de Janeiro, por sua vez, assinou um termo de cooperação com as principais plataformas de entregas e transporte para ter acesso aos dados, mapear os pontos críticos e propor um nivelamento das regras. O resultado deve ser divulgado ainda neste mês de agosto.</strong></p>
<p>“Em breve, vamos anunciar medidas que igualam, nivelam, para que todos os aplicativos tenham o mínimo de regras”, disse o vice-prefeito Eduardo Cavalieri. “Como muitos deles [motociclistas] trabalham em diferentes aplicativos, a gente precisa que as regras sejam uniformes entre as plataformas, para que não haja incentivo a eles migrarem de uma para outra e para nenhuma plataforma se beneficiar por não estar cumprindo a regra.”</p>
<p><strong>A prefeitura do Rio pretende construir pontos de apoio para entregadores e mototaxistas </strong>com apoio das plataformas <strong>e também ampliar as faixas exclusivas para moto</strong> em vias da cidade.</p>
<blockquote>
<p>“A gente quer incentivar isso cada vez mais. Numa lógica de que são empreendedores que cuidam das suas famílias cada vez mais a partir do trabalho com as motos”, diz Cavalieri, que, apesar disso, reconhece que há uma epidemia de acidentes de moto na cidade, que viu o número de emplacamentos quintuplicar desde a pandemia.</p>
</blockquote>
<p>Somente na rede municipal de saúde do Rio, de janeiro a junho de 2025, foram atendidas 14.497 vítimas de acidentes com moto em hospitais de urgência e emergência. Isso significa que <strong>cerca de 80 atendimentos foram realizados por dia na cidade</strong>.</p>
<p>Na última sexta-feira (1º), o Hospital Municipal Barata Ribeiro, unidade referência em ortopedia, recebeu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que anunciou um reforço para triplicar a capacidade de cirurgias, atendimentos e exames, com o programa Agora Tem Especialista.</p>
<p> </p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=432661:cheio_8colunas --><br />
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754744290_242__rbr4159.jpg" alt="Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2025 - Motociclistas de aplicativos transitam pelas ruas do centro do Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"><br />
    <!-- END scald=432661 --></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h6 class="meta">Motociclistas de aplicativos transitam pelas ruas do centro do Rio &#8211; <strong>Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=432661--></h6>
</div>
</div>
<h2>Jovens de comunidades</h2>
<p>Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, a<strong> prefeitura gasta mais de R$ 130 milhões por ano para realizar os atendimentos de vítimas de colisões, atropelamentos e quedas de motocicletas.</strong> <strong>O perfil mais comum entre essas vítimas é homem, jovem de 23 a 33 anos e morador de comunidades</strong>. Já o período em que mais acontecem os incidentes é das 7h às 9h, no deslocamento para a rotina diária.</p>
<p>O perfil tem semelhanças com o observado nacionalmente. Segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade, <strong>entre 2010 e 2023, 56,5% das mortes em sinistros com motos foram de jovens de 20 a 39 anos</strong>.<strong> Cerca de 70% tinham menos de 11 anos de estudo</strong>, o que significa que não concluíram o ensino superior, e <strong>61,2% eram negros</strong>.</p>
<p>Em relação ao ano de 2024, o Ministério da Saúde conduziu um estudo que contou com 42 mil entrevistas em unidades de pronto atendimento e emergências do país, o Viva Inquérito 2024. Segundo dados preliminares apresentados na Conferência Nacional de Segurança no Trânsito, <strong>uma em cada cinco vítimas do trânsito era trabalhador de aplicativos</strong>.</p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=432498:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --><br />
            <img decoding="async" src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754828766_65_2025-5-12_atlas_da_violencia_helio_montferre-ipea_45.jpg" alt="Brasília (DF), 31/07/2025 - Técnico de pesquisa e planejamento do Ipea Erivelton Guedes na apresentação do Atlas da Violência 2025. Foto: Helio Montferre/Ipea" title="Helio Montferre/IPEA"><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754828766_65_2025-5-12_atlas_da_violencia_helio_montferre-ipea_45.jpg" alt="Brasília (DF), 31/07/2025 - Técnico de pesquisa e planejamento do Ipea Erivelton Guedes na apresentação do Atlas da Violência 2025. Foto: Helio Montferre/Ipea" title="Helio Montferre/IPEA"><br />
    <!-- END scald=432498 --></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h6 class="meta">&#8220;Tragédia anunciada&#8221;, diz o especialista Erivelton Guedes sobre disseminação do serviço de mototáxi por aplicativos &#8211; <strong>Foto: Helio Montferre/Ipea</strong><!--END copyright=432498--></h6>
</div>
</div>
<h2>Tragédia anunciada</h2>
<p>Para o técnico de pesquisa e planejamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e doutor em engenharia de trânsito Erivelton Guedes,<strong> a disseminação dos serviços de transporte de passageiros por motociclistas de aplicativos é uma tragédia anunciada</strong> e sua regulamentação não deveria ser considerada pelas autoridades pelos riscos para a saúde que ela representa</p>
<p>“Qualquer regulamentação vai acabar incentivando e, talvez, dando a falsa impressão de que, seguindo aquele monte de regras, vai dar certo”, diz.</p>
<p>Guedes foi um dos responsáveis pela inclusão das mortes no trânsito no Atlas da Violência 2025. Segundo o atlas, “o usuário da motocicleta é, atualmente, a maior vítima dos sinistros de trânsito no Brasil”. <strong>Entre 2019 e 2023, o número de vítimas de sinistros com motos subiu de 11.182 para 13.477.</strong></p>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754828766_280_ws_seguracatransito_fotokarinazambranaopasoms_63.jpg" alt="Brasília (DF), 25/06/2025 - Oficial técnico em segurança viária e prevenção de lesões não-intencionais da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil Victor Pavarino. Foto: Karina Zambrana/OPAS/OMS" title="Karina Zambrana/OPAS/OMS"><br />
    <!-- END scald=432691 --></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h6 class="meta">Oficial técnico em segurança viária da Opas no Brasil, Victor Pavarino diz que é preciso desincentivar a troca do transporte público pelo transporte individual motorizado &#8211; <strong>Foto: Karina Zambrana/Opas/OMS</strong><!--END copyright=432691--></h6>
</div>
</div>
<p>O oficial técnico em segurança viária e prevenção de lesões não intencionais da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil Victor Pavarino acredita que <strong>é preciso desincentivar a troca do transporte público pelo transporte individual motorizado por meio de medidas medidas de impacto coletivo, como a ampliação do transporte público, a adoção de tarifa zero e o encorajamento dos deslocamentos por caminhada e bicicletas</strong>, por meio de cidades mais convidativas ao pedestre e ao ciclista.</p>
<p>“De certa forma, o que está ocorrendo com a moto é que um imenso segmento da população, não só do Brasil, está recorrendo a uma possibilidade de mobilidade que lhes foi negada durante décadas”, pondera Pavarino.</p>
<blockquote>
<p>“É difícil a gente falar que não se pode ou não se deve usar motos, enquanto, em muitos casos, como em favelas, ela é a única forma que boa parte da população tem para chegar até sua casa e como ganha-pão”, acrescenta o especialista em segurança viária.</p>
</blockquote>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=432988:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --><br />
            <img decoding="async" src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/whatsapp_image_2025-08-05_at_17.47.45.jpeg" alt="Rio de Janeiro (RJ), 05/08/2025 - O diretor do Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (Sindmoto-RJ), Alfredo Barbosa de Lima. Foto: Alfredo Barbosa de Lima/Arquivo Pessoal" title="Alfredo Barbosa de Lima/Arquivo"><br />
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    <!-- END scald=432988 --></div>
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<h6 class="meta">O diretor do Sindmoto-RJ, Alfredo Barbosa de Lima, elaborou uma cartilha com orientações contra acidentes de motos &#8211; <strong>Foto: Alfredo Barbosa de Lima/Arquivo pessoal</strong><!--END copyright=432988--></h6>
</div>
</div>
<p>Para o diretor do Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (Sindmoto-RJ), Alfredo Barbosa de Lima, é preciso reforçar a educação para a segurança no trânsito de motociclistas e passageiros de mototáxis.</p>
<p>No entendimento dele, isso implica <strong>facilitar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e elaborar orientações específicas para que os caronas saibam como se portar na moto sem atrapalhar os condutores</strong>.</p>
<p>“Eu já sofri 17 acidentes de motocicleta. Então, eu percebi que as orientações contra acidentes de motocicletas são muito básicas e não são o suficiente”, afirma ele, que, ao longo de oito anos, elaborou uma <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.alfredocartilha.com.br/manual-do-motociclista/" target="_blank">cartilha</a> divulgada pelo sindicato da categoria. “É preciso ter um curso de direção defensiva que não reprove ninguém. O domínio da moto você ganha com o tempo.”</p>
<p> Vinícius Lisboa &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-08/divergencia-entre-sao-paulo-e-rio-expoe-complexidade-dos-mototaxis">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 10 Aug 2025 08:57:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/divergencia-entre-sao-paulo-e-rio-expoe-complexidade-dos-mototaxis/">Divergência entre São Paulo e Rio expõe complexidade dos mototáxis</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Conheça dez cuidados para uma viagem de moto mais segura</title>
		<link>https://weeknews.online/conheca-dez-cuidados-para-uma-viagem-de-moto-mais-segura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Aug 2025 12:13:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[ Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[1%]]></category>
		<category><![CDATA[4 milhão de motociclistas foram internados]]></category>
		<category><![CDATA[99Moto]]></category>
		<category><![CDATA[Abraciclo]]></category>
		<category><![CDATA[acidentes de motos]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes de Trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Código de Trânsito Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[diz Senatran]]></category>
		<category><![CDATA[frota de motos do país]]></category>
		<category><![CDATA[Moto cresce como opção perigosa para quem teve mobilidade negada]]></category>
		<category><![CDATA[Motociclistas]]></category>
		<category><![CDATA[motos]]></category>
		<category><![CDATA[Rota Perigosa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[segurança no trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte público melhor pode reduzir mortes em motos]]></category>
		<category><![CDATA[Uber Moto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O crescimento do uso de motocicletas no Brasil veio para ficar e está relacionado à falta de opções mais eficientes de transporte público. A frota de motos do país aumentou em quase 5 milhões desde a pandemia de covid-19 e já passa de 29 milhões de veículos. Em seis estados do Norte e Nordeste brasileiros, elas já superaram os automóveis. Com tantas motos nas ruas, as mortes em quedas, colisões e atropelamentos sobre duas rodas dispararam: já são uma em cada três entre todos os casos de vítimas do trânsito. Mas os óbitos são apenas parte do problema: segundo o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2023, 1,4 milhão de motociclistas foram internados após incidentes nas ruas brasileiras, o que corresponde a 57,2%&#8230;</p>
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				</p>
<p>O crescimento do uso de motocicletas no Brasil veio para ficar e está relacionado à falta de opções mais eficientes de transporte público. <strong>A frota de motos do país aumentou em quase 5 milhões desde a pandemia de covid-19 e já passa de 29 milhões de veículos.</strong> Em seis estados do Norte e Nordeste brasileiros, elas já superaram os automóveis.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754828007_567_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754828007_816_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Com tantas motos nas ruas, <strong>as mortes em quedas, colisões e atropelamentos sobre duas rodas dispararam: já são uma em cada três entre todos os casos de vítimas do trânsito</strong>. Mas os óbitos são apenas parte do problema: segundo o Ministério da Saúde, <strong>entre 2010 e 2023, 1,4 milhão de motociclistas foram internados após incidentes nas ruas brasileiras, o que corresponde a 57,2% de todas as internações associadas a lesões de trânsito no país.</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Transporte público melhor pode reduzir mortes em motos, diz Senatran.</li>
<li>Moto cresce como opção perigosa para quem teve mobilidade negada.</li>
</ul>
<p>Para encerrar a série <em>Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade</em>, a <strong>Agência Brasil separou cuidados apontados pela legislação, plataformas de aplicativo e especialistas em segurança viária que podem fazer as viagens de moto menos arriscadas.</strong></p>
<h2>Use capacete</h2>
<p><strong>É obrigatório no Brasil utilizar capacetes adequados em viagens de moto – isso vale tanto para o condutor quanto para o carona</strong>. O equipamento de segurança deve estar em bom estado; possuir viseira ou óculos de proteção; ter adesivos retrorrefletivos na parte frontal, lateral e traseira; e exibir selo holográfico da certificação do Inmetro. A lei determina que o capacete deve estar afivelado e que a viseira deve estar sempre abaixada para a proteção dos olhos do condutor e do carona. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o uso correto de capacetes pode reduzir em 42% o risco de mortes e em 69% o risco de lesões graves.</p>
<h2>Não use celular durante a viagem</h2>
<p>O uso de celular gera distração e pode prejudicar o equilíbrio sobre a moto. Os condutores devem segurar as duas mãos no guidão, e os caronas também devem estar atentos e se segurar com as duas mãos durante as viagens de moto. A Opas alerta que <strong>os condutores que usam celulares enquanto dirigem têm cerca de quatro vezes mais chances de estarem envolvidos em um acidente</strong>.</p>
<h2>Respeite os limites de velocidade</h2>
<p>Conduzir em alta velocidade torna manobras e frenagem mais arriscadas, reduz a capacidade de se antecipar às surpresas do trânsito e também pode dificultar a reação de outros condutores, motoristas e pedestres. Além disso, aumenta a força do impacto que os corpos do motociclista e do carona vão sofrer em caso de colisão. <strong>Segundo a Opas, cada acréscimo de 1% na velocidade média produz um aumento de 4% no risco de ter um sinistro fatal no trânsito. Isso significa que, caso haja um sinistro, há 132% mais riscos de morrer a 80 km/h do que a 60 km/h.</strong></p>
<p> </p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=432658:cheio_8colunas --><br />
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/_rbr4136.jpg" alt="Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2025 - Motociclistas de aplicativos transitam pelas ruas do centro do Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta">Motociclistas transitam pelas ruas do centro do Rio &#8211;  <strong>Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=432658--></h6>
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<h2>Viaje sóbrio</h2>
<p><strong>Conduzir um veículo sob efeito de álcool e outras substâncias que prejudicam a lucidez e o equilíbrio é um crime previsto no Artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro.</strong> Da mesma maneira, embarcar na garupa de uma moto sob o efeito de substâncias aumenta os riscos para condutor e passageiro, que pode atrapalhar o motociclista no controle da direção. Os aplicativos de transporte, por exemplo, recomendam os usuários a escolher uma viagem de automóvel caso tenham bebido e orientam os motociclistas a não transportarem passageiros embriagados.</p>
<h2>Use roupas adequadas</h2>
<p>A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) e outras entidades que produzem materiais sobre segurança viária recomendam o uso de jaquetas, calças e luvas de material resistente e cores claras, calçados fechados. Além disso, calce sapatos fechados ou botas que protejam seus pés e tornozelos e evite tecidos longos, chinelos e outras roupas ou acessórios que podem se prender à moto. Lembre-se que, <strong>em caso de queda, a roupa pode proteger ou expor o corpo ao contato com o asfalto.</strong></p>
<h2>Tenha cuidado no corredor entre os veículos</h2>
<p><strong>Não é proibido circular no corredor entre os demais veículos nas cidades brasileiras, mas isso aumenta o risco de acidentes.</strong> Motoristas de carros maiores podem trocar de faixa sem ligar a seta, passageiros podem abrir as portas dos veículos, e pedestres podem atravessar entre os carros, fora da faixa. Quando for necessário trafegar no corredor, vá em baixa velocidade e não faça ultrapassagens pela direita.</p>
<h2>Crianças, só após os 10 anos</h2>
<p><strong>A legislação brasileira só permite transportar crianças em motocicletas a partir dos 10 anos. Para tal, é necessário uso de capacete adequado para o tamanho da criança</strong>. A idade mínima para ser condutor de moto no Brasil é 18 anos – não é possível conduzir ou tirar CNH categoria A (moto) antes disso nem com consentimento do responsável.</p>
<h2>Use farol baixo mesmo durante o dia</h2>
<p>O uso do farol baixo ajuda o veículo a chamar mais atenção de outros condutores no trânsito. Segundo a Opas, <strong>um trânsito com motocicletas de farol baixo ligado tem risco até 20% menor de colisões</strong>.</p>
<h2>Leve apenas um passageiro</h2>
<p><strong>Os condutores de motocicleta só podem transportar um passageiro na garupa da moto.</strong> Transportar passageiro fora do assento suplementar colocado atrás do condutor ou em carro lateral é infração gravíssima prevista no Artigo 244, Inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), penalizada com multa e suspensão do direito de dirigir.</p>
<h2>Segure firme e mantenha o equilíbrio</h2>
<p><strong>Se você vai na garupa em uma viagem de moto, deve segurar com as duas mãos nas alças traseiras da motocicleta ou no motociclista e manter os pés nos pedais de apoio durante toda a viagem.</strong> É importante não segurar em outras partes laterais da moto e se manter afastado do escapamento. Durante a viagem, é necessário alinhar seu corpo com o do condutor e acompanhar o movimento do corpo dele suavemente, principalmente nas curvas. O carona pode atrapalhar o equilíbrio do condutor durante a viagem e até causar quedas e colisões.</p>
<h2>Confira mais dicas de segurança:</h2>
<ul>
<li><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://abraciclo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Folder-Dicas-de-Seguran%C3%A7a-no-Tr%C3%A2nsito-2.pdf" target="_blank">Abraciclo</a></li>
<li><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://99app.com/blog/99moto/10-dicas-de-seguranca-no-transito-para-motociclistas/" target="_blank">99Moto</a></li>
<li><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.uber.com/pt-BR/blog/seguranca-e-uber-moto/" target="_blank">Uber Moto</a></li>
<li><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.alfredocartilha.com.br/manual-do-motociclista/" target="_blank">Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro</a></li>
<li><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503compilado.htm" target="_blank">Código de Trânsito Brasileiro</a></li>
</ul>
<p> Vinícius Lisboa &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-08/conheca-dez-cuidados-para-uma-viagem-de-moto-mais-segura">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 10 Aug 2025 09:01:00 -0300 </p>

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		<title>Mototáxi por aplicativos é tragédia anunciada, diz pesquisador do Ipea</title>
		<link>https://weeknews.online/mototaxi-por-aplicativos-e-tragedia-anunciada-diz-pesquisador-do-ipea/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Aug 2025 12:58:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[acidentes de motos]]></category>
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		<category><![CDATA[diz Senatran]]></category>
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		<category><![CDATA[SUS]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte público melhor pode reduzir mortes em motos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. A disseminação dos serviços de transporte de passageiros por motociclistas de aplicativos é uma tragédia anunciada em um trânsito já marcado pela alta mortalidade em colisões e quedas de motocicletas, avalia o técnico de pesquisa e planejamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Erivelton Guedes, em entrevista à Agência Brasil. Doutor em engenharia de transporte, Guedes foi um dos responsáveis pela inclusão das mortes no trânsito no Atlas da Violência 2025. “Qualquer regulamentação vai acabar incentivando e, talvez, dando a falsa impressão de que, seguindo aquele monte de regras, vai dar certo”, diz. “É uma tragédia anunciada. Eu vejo com muito pessimismo isso evoluir”. Notícias relacionadas: Transporte público melhor pode reduzir mortes em motos, diz Senatran. Moto cresce como opção perigosa para quem&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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				</p>
<p><strong>A disseminação dos serviços de transporte de passageiros por motociclistas de aplicativos é uma tragédia anunciada em um trânsito já marcado pela alta mortalidade em colisões e quedas de motocicletas</strong>, avalia o técnico de pesquisa e planejamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Erivelton Guedes, em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>. Doutor em engenharia de transporte, <strong>Guedes foi um dos responsáveis pela inclusão das mortes no trânsito no Atlas da Violência 2025.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754744289_904_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754744289_105_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<blockquote>
<p>“Qualquer regulamentação vai acabar incentivando e, talvez, dando a falsa impressão de que, seguindo aquele monte de regras, vai dar certo”, diz. “É uma tragédia anunciada. Eu vejo com muito pessimismo isso evoluir”.</p>
</blockquote>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Transporte público melhor pode reduzir mortes em motos, diz Senatran.</li>
<li>Moto cresce como opção perigosa para quem teve mobilidade negada.</li>
</ul>
<p>A quarta reportagem da série <em>Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade </em>discute a demanda pelos serviços de transporte de passageiros em corridas de motocicletas contratadas em aplicativos, como o Uber Moto e o 99 Moto, e os riscos envolvidos nessas viagens.</p>
<p>Lançado em 2020, <strong>o Uber Moto já transportou cerca de 20 milhões de brasileiros ao menos uma vez, o que significa quase 10% da população</strong>. Essas viagens foram realizadas por 800 mil motociclistas. Já o <strong>99Moto foi lançado em janeiro de 2022</strong>, com expansão gradual nos meses seguintes. Atualmente, <strong>o serviço está presente em mais de 3,3 mil cidades e já realizou 1 bilhão de viagens</strong>.</p>
<p> </p>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/_rbr4136.jpg" alt="Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2025 - Motociclistas de aplicativos transitam pelas ruas do centro do Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"><br />
    <!-- END scald=432658 --></div>
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<h6 class="meta">Motociclistas de aplicativos de transporte de passageiros transitam pelas ruas do centro do Rio &#8211; <strong>Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=432658--></h6>
</div>
</div>
<h2>Cada vez mais mortes</h2>
<p>Produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Atlas da Violência 2025 alertou que, enquanto os homicídios estão em queda, <strong>o número de vítimas de colisões, atropelamentos e outros sinistros de trânsito vem crescendo desde 2020.</strong></p>
<p><strong>Em 2019, houve 31.945 vítimas do trânsito no Brasil, número que aumentou nos anos seguintes até chegar a 34.881 em 2023. Neste mesmo período, o número de vítimas de sinistros com motos subiu de 11.182 para 13.477</strong>.</p>
<p>O fator de maior peso nessa alta é o número de ocorrências envolvendo motocicletas, que já respondiam por uma em cada três mortes no trânsito brasileiro em 2023, último ano com dados disponíveis no Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde. Segundo o atlas, “o usuário da motocicleta é, atualmente, a maior vítima dos sinistros de trânsito no Brasil”. Guedes acredita que, no ano que vem, quando o atlas incluir os dados de 2024,<strong> a disseminação dos serviços de aplicativo contribuirá para um aumento ainda maior nas mortes.</strong></p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=432498:grande_6colunas {"additionalClasses":""} --><br />
            <img decoding="async" src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/2025-5-12_atlas_da_violencia_helio_montferre-ipea_45.jpg" alt="Brasília (DF), 31/07/2025 - Técnico de pesquisa e planejamento do Ipea Erivelton Guedes na apresentação do Atlas da Violência 2025. Foto: Helio Montferre/Ipea" title="Helio Montferre/IPEA"><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/2025-5-12_atlas_da_violencia_helio_montferre-ipea_45.jpg" alt="Brasília (DF), 31/07/2025 - Técnico de pesquisa e planejamento do Ipea Erivelton Guedes na apresentação do Atlas da Violência 2025. Foto: Helio Montferre/Ipea" title="Helio Montferre/IPEA"><br />
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<h6 class="meta">Técnico de pesquisa e planejamento do Ipea Erivelton Guedes foi um dos responsáveis pela inclusão das mortes no trânsito no Atlas da Violência 2025 &#8211;<strong> Foto: Helio Montferre/Ipea</strong><!--END copyright=432498--></h6>
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</div>
<p>“Na moto, o carona é muito mais exposto ao perigo do que o próprio motociclista. Principalmente nesse mundo de viagens por aplicativo, o carona precisa saber andar de moto”, alerta. “Além disso, o motociclista, bem ou mal, está enxergando o que está acontecendo, e o passageiro está ali passivamente. Então, para ele, uma ocorrência é algo que surge naquele instante.”</p>
<p>Outro ponto que preocupa o especialista em engenharia de trânsito é a <strong>inadequação da vestimenta de pilotos e passageiros que se vê nas ruas</strong>. </p>
<p>“Idealmente, os dois, condutor e passageiro da moto, deveriam estar com roupas adequadas: botas, calças de couro, jaqueta de couro e capacete. Na prática, a gente não vê isso nos condutores e muito menos no passageiro, que, muitas vezes, está de sandália, roupa curta e com o celular na mão em vez de estar segurando no piloto.”</p>
<p>Apesar dos problemas, Guedes avalia que dificilmente esses serviços serão suspensos. Na visão dele, <strong>além da pressão econômica das próprias empresas que os oferecem, há a demanda pelo trabalho e renda gerados por essa atividade.</strong></p>
<blockquote>
<p>“A gente até acha que é uma luta perdida, e que a moto por aplicativo vai vencer, porque existe uma pressão econômica, uma pressão de vários lados, incluindo o do próprio condutor. Ou ele se acha um empreendedor ou ele precisa almoçar e não tem outra alternativa. Então, ele escolhe arriscar a vida e almoçar. A gente também tem que entender o lado dele, e o poder público precisa oferecer alternativas. Enquanto não houver alternativa de emprego mais saudável, essa pressão pela moto por aplicativo vai continuar ganhando.”</p>
</blockquote>
<h2>Letalidade 17 x maior</h2>
<p>O presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Antonio Meira Júnior, acredita que<strong> é preciso fazer um estudo do impacto social e na saúde coletiva que esses serviços trazem. E isso deve considerar a vulnerabilidade a que os passageiros de motocicletas estão expostos</strong>.</p>
<blockquote>
<p>“A vulnerabilidade dos motociclistas é de tal nível que a sua letalidade, ou seja, a probabilidade de morte em acidente, chega a ser 17 vezes maior do que comparado com ocupantes de um automóvel”, afirma ele. “Se me perguntarem se eu seria a favor de utilizar a moto como meio de transporte [de passageiros], nós seremos contrários pelo fato de sabermos os riscos e a tendência de ter um maior número de pessoas expostas a esses riscos. Se mais pessoas estiverem transportando outras pessoas na moto, mais pessoas também estarão expostas a esse risco. A probabilidade de ocorrerem mais acidentes com lesões graves e mortes é maior.”</p>
</blockquote>
<p>Meira Júnior detalha que <strong>motociclistas e caronas não têm qualquer proteção em caso de impacto</strong>, que é diretamente absorvido por seus corpos. As motos circulam entre veículos de maior massa e resistência, frequentemente em velocidade diferente, no meio das faixas, o que também dificulta que sejam vistas. Além disso,<strong> não contam com equipamentos de segurança que evitem que os passageiros sejam lançados em caso de colisão</strong>. Somados a isso, imperfeições no asfalto, pedras, areia, óleo e outros elementos que seriam pequenos problemas para um automóvel podem provocar incidentes graves com motos.</p>
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<h6 class="meta">Presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Antonio Meira Júnior diz que impacto social de acidentes com motos é &#8220;imensurável&#8221; &#8211; <strong>Foto: CFM/Divulgação</strong><!--END copyright=432693--></h6>
</div>
</div>
<p><strong>O</strong> <strong>resultado de toda essa desproteção são lesões severas e politraumas, que, quando não matam, facilmente causam internação por tempo prolongado e provocam deficiências ou sequelas permanentes</strong>. </p>
<p>“O impacto social é imensurável. A grande maioria das pessoas ficam com sequelas que, muitas vezes, deixam a pessoa incapaz para o trabalho, precisando de fisioterapia e tratamento pós-hospitalar, ou até a vida toda dependendo de outras pessoas e causando uma complexa mudança de estilo de vida de toda a família.”</p>
<h2>Queda simples, lesão complexa</h2>
<p>Um exemplo da vulnerabilidade descrita pelo presidente da Abramet foi vivida pela assistente social Erika Rogatti, de 35 anos. Moradora da zona norte do Rio de Janeiro, ela já havia se acostumado a utilizar serviços de transporte por aplicativo em motos para deslocamentos de seu dia a dia, como ir e voltar do trabalho. Mais barato que um carro de aplicativo ou táxi, o serviço também dispensava as baldeações e caminhadas entre o ônibus e o metrô, que não têm integração tarifária na capital carioca.</p>
<p>Em um sábado à noite do último mês de abril, porém, a caminho de um <em>show</em>, <strong>a corrida de aplicativo acabou sendo interrompida por uma queda.</strong> Quando estava freando em um sinal vermelho, o condutor e ela não conseguiram se equilibrar entre os carros, e a moto caiu sobre sua perna esquerda, que foi imprensada pelo veículo. Mesmo em um incidente em baixa velocidade, que poderia parecer simples, <strong>a exposição característica da moto proporcionou lesões dolorosas, afastamento do trabalho e repercussões em outras questões de saúde.</strong></p>
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<h6 class="meta">Erika Rogatti mostra ferimentos e pé engessado após acidente com moto &#8211; <strong>Foto: Erika Rogatti/Arquivo pessoal</strong><!--END copyright=432478--></h6>
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<p>“A nossa sorte foi que o sinal estava fechado, e os carros estavam parando, porque eu caí sentada na moto, no meio dos carros. Foi o suficiente para eu fissurar o meu dedão [do pé esquerdo] e ficar com vários hematomas. Na hora, ficou bem ralado, bem feio e percebi que eu estava com muita dor nesse pé, em que eu já tenho artrose.”</p>
<p>Erika não precisou ser internada, mas<strong> ficou imobilizada em casa por mais de 20 dias e, quatro meses após a queda, ainda faz fisioterapia e não se recuperou das dores e do inchaço causados pelas lesões</strong>. As dores da artrose também pioraram. Mesmo assim, Érika não abandonou o serviço de transporte por aplicativo e já realizou novas corridas.</p>
<h2>Falta de opção</h2>
<p>Para o professor do Programa de Engenharia de Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) Glaydston Ribeiro, o<strong> crescimento do uso de motocicletas está profundamente ligado ao modo como as cidades brasileiras foram estruturadas, priorizando o transporte individual motorizado e negligenciando o transporte público de qualidade, especialmente nas periferias.</strong></p>
<blockquote>
<p>&#8220;Essa urbanização desigual faz com que a população mais vulnerável busque soluções individuais de mobilidade, e aí surge, naturalmente, a motocicleta, que passa a ser o veículo possível, entre aspas, para o acesso a trabalho, educação e serviços.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Essa <strong>precariedade nos transportes públicos</strong>, descreve Ribeiro, com problemas como baixa oferta, horários reduzidos e falta integração tarifária,<strong> torna o uso de motos uma solução necessária, ainda que seja arriscada, principalmente nas periferias</strong>.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Motociclistas de aplicativos de transporte de passageiros transitam pelas ruas do centro do Rio &#8211; <strong>Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=432661--></h6>
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</div>
<p>&#8220;A popularização dos aplicativos de entrega e mototáxi ampliou essa tendência, levando o usuário a se expor a um sistema de mobilidade informal, sem regulamentação e proteção social devida.&#8221;</p>
<p>Apesar disso, ele considera que <strong>a proibição do serviço tenderia a penalizar os mais pobres, que recorrem à moto por necessidade, e não por escolha</strong>. &#8220;É necessário pensar em alternativas que ampliem as opções de mobilidade e não somente punir quem já está em situação vulnerável.</p>
<h2>Uber Moto</h2>
<p>Procurada pela <strong>Agência Brasil</strong>,<strong> a Uber afirmou que sua prioridade é a segurança das viagens</strong> e que conta com a participação de engenheiros e especialistas brasileiros no desenvolvimento de seus recursos de segurança.</p>
<p>A plataforma cita medidas como <strong><em>selfies</em> para verificar a identidade do motociclista, uso do capacete e o alerta de velocidad</strong>e, que monitora o respeito aos limites das vias e envia um conteúdo educacional caso o motociclista os tenha excedido.<strong> Motociclistas e passageiros também contam com seguro</strong>: morte acidental: R$ 100 mil; invalidez permanente total ou parcial por acidente: até R$ 100 mil, dependendo do grau de perda ou redução funcional do membro afetado; despesas médicas hospitalares e odontológicas: até R$ 15 mil de reembolso.</p>
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            <img decoding="async" src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/_mg_5303.jpg" alt="Brasília (DF), 22/01/2025 - Aplicativo do Uber para Motos. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil" title="Bruno Peres/Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta">Aplicativo do Uber para motos &#8211; <strong>Foto: Bruno Peres/Agência Brasil</strong><!--END copyright=411710--></h6>
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<p>“O desrespeito às regras de trânsito configura violação ao Código da Comunidade e aos Termos e Condições exigidos tanto de parceiros quanto de usuários e pode levar a desativação da conta”, afirma.</p>
<p>Para realizar o cadastro, a Uber pede que os motociclistas tenham mais de 19 anos, CNH definitiva na categoria A (para veículos motorizados de duas ou três rodas) e se enquadrem nos requisitos da legislação federal em vigor. </p>
<p>A empresa também cita contrato com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para confirmar as informações cadastrais dos parceiros e afirma que todos os cadastrados passam por uma checagem periódica de apontamentos criminais, desde a primeira viagem.</p>
<p>A Uber apresenta dados de pesquisa realizada com seu apoio pelo Instituto Cordial, em parceria com a Abramet, que aponta que <strong>deslocamentos diários simples, em que não há geração de renda, concentram pouco mais que a metade (quase três em cada cinco) dos sinistros envolvendo moto</strong>. Além disso, segundo a Uber,<strong> 19% dos entrevistados haviam consumido álcool ou outras drogas antes do sinistro e não estavam envolvidos com atividade em apps.</strong></p>
<h2>99moto</h2>
<p>Também em resposta à <strong>Agência Brasil</strong>, a<strong> 99 informou que investe em conscientização de forma continuada e que 0,0003% das mais de 1 bilhão de viagens realizadas tiveram algum acidente de trânsito.</strong> “Todas as viagens intermediadas pela 99 também contam com seguro de acidentes pessoais, tanto para passageiros como para motociclistas parceiros”, afirma.</p>
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<h6 class="meta">Aplicativo Mototáxi 99 &#8211; <strong>Foto: Bruno Peres/Agência Brasil</strong><!--END copyright=411252--></h6>
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</div>
<p>A plataforma declara que<strong> oferece orientações sobre como andar na garupa da moto com segurança</strong>, incluindo <strong>seguir as instruções do condutor, manter os pés na pedaleira mesmo com a moto parada em semáforos, evitar calçados que possam sair facilmente do pé e não utilizar roupas longas como vestidos e calças largas</strong>. A empresa também orienta que <strong>passageiros que tenham consumido álcool ou substâncias que alterem o equilíbrio não realizem corridas de 99Moto e optem pelas categorias com carros</strong>.</p>
<p>Os motociclistas, por sua vez, são orientados a sempre verificar se o passageiro tem experiência com transporte de moto e, quando necessário, auxiliá-lo a afivelar o capacete corretamente e orientar sobre como subir na motocicleta e se apoiar adequadamente para evitar desequilíbrios durante a corrida.</p>
<p>Em sua resposta, a 99 contesta análises que atribuem aos aplicativos a responsabilidade por eventuais aumentos de acidentes de trânsito argumentando, entre outros pontos, que os 800 mil motociclistas cadastrados na 99, iFood e Uber respondem por apenas 2,3% da frota nacional de 34,2 milhões de motocicletas.</p>
<p>“A taxa de sinistros fatais é quatro vezes menor na 99Moto em comparação às motocicletas como um todo, enquanto o número de sinistros fatais é de menos de 1 a cada milhão de viagens”, diz a plataforma.</p>
<p> Vinícius Lisboa &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-08/mototaxi-por-aplicativos-e-tragedia-anunciada-diz-pesquisador-do-ipea">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 09 Aug 2025 09:33:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/mototaxi-por-aplicativos-e-tragedia-anunciada-diz-pesquisador-do-ipea/">Mototáxi por aplicativos é tragédia anunciada, diz pesquisador do Ipea</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Emergências com motociclistas adiam cirurgias complexas no SUS</title>
		<link>https://weeknews.online/emergencias-com-motociclistas-adiam-cirurgias-complexas-no-sus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 10:45:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[ Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[acidentes de motos]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">https://weeknews.online/emergencias-com-motociclistas-adiam-cirurgias-complexas-no-sus/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Cirurgias eletivas de alta complexidade que só podem ser atendidas pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) no Sistema Único de Saúde (SUS) têm sido adiadas para que os recursos da unidade sejam direcionados para vítimas de colisões, atropelamentos e quedas envolvendo motocicletas. Na terceira reportagem da série Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade, a Agência Brasil mostra o impacto na saúde pública da epidemia de lesões sofridas sobre duas rodas. Em 2024, 1.450 cirurgias eletivas de alta complexidade deixaram de ser realizadas no Into por causa das transferências de emergência. Um em cada cinco desses pacientes transferidos havia sofrido uma lesão grave em uma moto. Notícias relacionadas: Moto cresce como opção perigosa para quem teve mobilidade negada. Transporte&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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</div>
<p>
Feed Últimas.<br />
<br />
 </p>
<p><p style="text-align:center">
                    <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/02/logo-agenciabrasil.svg.svg+xml" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px">
				</p>
<p><strong>Cirurgias eletivas de alta complexidade que só podem ser atendidas pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) no Sistema Único de Saúde (SUS) têm sido adiadas para que os recursos da unidade sejam direcionados para vítimas de colisões, atropelamentos e quedas envolvendo motocicletas. </strong>Na terceira reportagem da série<em> Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade,</em> a<strong> Agência Brasil </strong>mostra o impacto na saúde pública da epidemia de lesões sofridas sobre duas rodas.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754649914_332_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754649914_505_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Em 2024, 1.450 cirurgias eletivas de alta complexidade deixaram de ser realizadas no Into por causa das transferências de emergência. <strong>Um em cada cinco desses pacientes transferidos havia sofrido uma lesão grave em uma moto.</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Moto cresce como opção perigosa para quem teve mobilidade negada.</li>
<li>Transporte público melhor pode reduzir mortes em motos, diz Senatran.</li>
</ul>
<p>Segundo o instituto, <strong>quando uma cirurgia de emergência com trauma ortopédico chega à unidade, cinco pacientes que aguardavam na fila deixam de ser atendidos conforme o programado</strong>.</p>
<p>Referência em pesquisa e formação de profissionais especializados, o Into é apenas um dos pontos do SUS em que o impacto das lesões no trânsito de motociclistas tem causado preocupação.</p>
<h2>Metade das internações</h2>
<p>Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde apresentados na Conferência Nacional de Segurança no Trânsito no fim de julho,<strong> entre 2010 e 2023, 1,4 milhão de motociclistas foram internados após incidentes nas ruas brasileiras, o que corresponde a 57,2% de todas as internações associadas a lesões de trânsito no país</strong>.</p>
<p>A segunda categoria mais presente entre essas hospitalizações foi a de pedestres, com quase 1 milhão de casos a menos e uma fatia de 19,4% do total. Os motoristas e passageiros de automóvel, por sua vez, respondem por 188 mil casos e 7,4% do total.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Motociclistas de aplicativos transitam pelas ruas do centro do Rio &#8211; <strong>Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=432659--></h6>
</div>
</div>
<p><strong>As internações de motociclistas exigiram um gasto de mais de R$ 2 bilhões, ou 55,2% de tudo o que foi investido em gastos hospitalares de vítimas de trânsito.</strong></p>
<p>Além disso, dados preliminares do Viva Inquérito 2024, realizado pelo Ministério da Saúde, indicam que <strong>20,8% dos acidentados que chegavam a serviços de pronto atendimento eram trabalhadores de aplicativos</strong>.</p>
<p>A pesquisa contou com 42 mil entrevistados em unidades de pronto atendimento (UPAs) e outras que funcionam com portas abertas. <strong>A situação é mais grave em São Paulo e Belo Horizonte, onde o percentual chega a 31%.</strong></p>
<p> </p>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/perfil-dos-motociclistas-mortos.jpg" alt="Brasília (DF), 06/08/2025 - Arte para matéria sobre o Perfil do motociclista. Arte/Agência Brasil" title="Arte/Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta"><strong>Arte/Agência Brasil</strong><!--END copyright=433112--></h6>
</div>
</div>
<h2>Recorde de emergências</h2>
<p>Neste ano, o cenário caminha para um recorde de atendimentos de vítimas do trânsito no Into. <strong>De janeiro a junho, o instituto calcula que precisou realizar cirurgias de alta complexidade em cinco pacientes graves por semana transferidos após sinistros de trânsito.</strong></p>
<p>A diretora-geral do Into, Germana Lyra Bahr, conta que a transferência de pacientes de emergência, o que inclui as vítimas do trânsito, muda a programação de cirurgias eletivas, que são a missão do instituto na condição de unidade de referência do SUS e principal centro de formação e pesquisa em traumatologia e ortopedia do país.</p>
<blockquote>
<p>“No ano passado, a gente fez 7 mil cirurgias o ano inteiro. E a gente recebeu 966 pacientes transferidos de unidades de urgência e emergência. É como se a gente parasse mais de um mês inteiro de atender os pacientes que estão aguardando na fila para atender emergências que vêm de outras unidades.”</p>
</blockquote>
<p>Germana explica que <strong>uma cirurgia de urgência de vítimas do trânsito também tem um custo muito maior para o instituto do que uma eletiva</strong>, ainda que ambas sejam de alta complexidade. Um paciente que passa pela preparação para a cirurgia eletiva chega a ter o tempo de internação cinco vezes menor do que uma vítima de trânsito, que, em média, fica 25 dias internada e pode precisar de anos de reabilitação.</p>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/_rbr4328.jpg" alt="Rio de Janeiro (RJ), 31/07/2025 -Germana Lyra Bähr, diretora-geral do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta">Diretora-geral do Into, Germana Lyra Bähr diz que uma cirurgia de urgência de vítima do trânsito custa mais que uma eletiva &#8211; <strong>Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=432656--></h6>
</div>
</div>
<p>“Mas não é só o tempo, a gente tem muito gasto com antibiótico de alto custo, porque eles vêm, muitas vezes, infectados, porque sofrem lesões de rua, caem no asfalto.”</p>
<p>O aumento desses casos preocupa o Into e o sistema de saúde como um todo, porque já era esperado que o envelhecimento da população demandaria cada vez mais cuidados de ortopedia e traumatologia. A diretora do Into explica que<strong> a maior expectativa de vida da população não tem sido acompanhada pelo adiamento da manifestação de problemas de saúde mais associados à idade avançada, e o resultado tem sido um número cada vez maior de doenças crônicas.</strong></p>
<p>“Na ortopedia, isso é muito importante. Gera osteoartrite, necessidade de próteses e outras questões. Se aumenta a demanda de pacientes para [cirurgia] eletiva e aumenta a demanda de pacientes transferidos por acidentes de trânsito, a gente não consegue dar conta de tudo. Nosso problema não é orçamentário, é físico. Não vai ter gente suficiente para dar conta.”</p>
<h2>Tratamento para toda a vida</h2>
<p>Desde que foi transferido para o Into, em janeiro de 2023, Eduardo Barbosa, de 39 anos, conta com os cuidados especializados do instituto em sua reabilitação. Uma vez por semana, ele passa o dia inteiro na unidade, para sessões de fisioterapia, terapia ocupacional e psicoterapia.</p>
<p>“Eu não sabia que existia um hospital no Rio de Janeiro com a qualidade que eu encontro aqui. A gente se sente muito acolhido, e isso é muito importante para quem passa por uma mudança tão radical de vida.”</p>
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<h6 class="meta">Vítima de acidente com moto, o entregador Eduardo Barbosa faz sessões de reabilitação no Into &#8211; <strong>Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=432651--></h6>
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<p>Em julho de 2022, Eduardo comemorou a compra de uma moto nova para trabalhar ─ ele fazia as entregas, e seu companheiro preparava os lanches na lanchonete que administravam.<strong> Em um fim de semana de folga, porém, em setembro daquele ano, os dois bateram na lateral de uma carreta que, durante uma curva fechada, invadiu a pista em que desciam a Serra da Mantiqueira, em Resende (RJ).</strong></p>
<p>Eduardo estava no carona, com capacete, jaqueta de couro e toda a proteção que é possível ter em uma moto. Mesmo assim, <strong>o choque com um veículo tão pesado causou as lesões tão graves que quase causaram tetraplegia e amputação do braço esquerdo</strong>.</p>
<p>“O meu acidente poderia ter sido pior se a gente tivesse sido imprudente e estivesse em alta velocidade. Como a gente estava devagar, o mais precioso Deus guardou, que foi a vida.”</p>
<p>Quando foi socorrido, Eduardo ficou 44 dias internado no Hospital Dona Lindu, em Paraíba do Sul (RJ). Ao longo desse período, ele passava por cirurgias toda segunda, quarta e sexta. Foram necessárias intervenções no rosto, na coluna, no ombro e no braço esquerdo, membro em que perdeu ossos, músculos e dois dedos, incluindo o polegar. Depois disso, foi transferido para o Into para a realização de cirurgias de alta complexidade ao longo de mais três dias de internação. <strong>Foram os profissionais do instituto que salvaram seu braço esquerdo da amputação.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Eu estou há três anos [em tratamento] e ainda tenho muito mais anos pela frente. Tem pacientes com dez, 12 anos [de reabilitação] e que ainda estão em tratamento. Não é algo que eu possa falar que vou ter alta em dois anos. Pode ser que dure a vida inteira”, conta ele, que passou a morar com a mãe e ainda tem cinco cirurgias para fazer.</p>
</blockquote>
<p>“Quando eu ganhar uma alta, se eu tiver uma oportunidade de fazer uma atividade que eu consiga exercer, eu pretendo voltar para o mercado de trabalho. Até para me sentir vivo, independentemente do acidente”, sonha ele, que conseguiu acesso ao auxílio-doença porque mantinha em dia as contribuições previdenciárias de seu registro de microempreendedor individual.</p>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/_rbr4301.jpg" alt="Rio de Janeiro (RJ), 31/07/2025 - Martha Menezes Lucas, terapeuta ocupacional do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta">Martha Menezes Lucas, terapeuta ocupacional do Into, conta de 90% de seus pacientes são motociclistas &#8211; <strong>Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=432655--></h6>
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<h2>Qualidade de vida</h2>
<p>Entre os cuidados da reabilitação, ele passa por sessões no Laboratório de Atividade da Vida Diária, onde reaprende tarefas do dia a dia, como varrer, cortar alimentos, dobrar roupas e arrumar a cama.</p>
<p>A terapeuta ocupacional Martha Menezes Lucas acompanha Eduardo e outros pacientes nessa recuperação e <strong>vê com preocupação a quantidade de motociclistas que precisam dessa assistência</strong>. Ela é especializada na recuperação de pessoas que sofreram lesões no plexo braquial, uma rede de nervos que passa pelo pescoço, ombros, braços e mãos.</p>
<blockquote>
<p>“Noventa por cento dos meus pacientes são motociclistas, porque essa lesão de plexo acontece com muita facilidade nesses impactos de moto. E, ultimamente, também temos recebido pessoas que estavam em motos por aplicativo, que não tinham experiência em andar de moto e acabaram caindo.”</p>
</blockquote>
<p><strong>Martha conta que esses pacientes sofrem frequentemente com limitações graves e permanentes, que geram perda de qualidade de vida e condições laborais</strong>. Isso se torna mais dramático porque também é comum que sejam trabalhadores informais que não contribuem para a Previdência Social.</p>
<p>“Muitas vezes, era o principal mantenedor da casa. E, quando ele perde a capacidade de trabalhar e precisa de, no mínimo, dois ou três anos de reabilitação, fica dependendo do companheiro, da ajuda da mãe e do pai. E eles perdem muito também na capacidade de socializar. Quando você está com dor, em reabilitação e com menos recursos, você já não sai mais, não vê seus amigos, perde relacionamentos. É uma perda grande de qualidade de vida.”</p>
<p> Vinícius Lisboa &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-08/emergencias-com-motociclistas-adiam-cirurgias-complexas-no-sus">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Fri, 08 Aug 2025 07:25:00 -0300 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>Transporte público melhor pode reduzir mortes em motos, diz Senatran</title>
		<link>https://weeknews.online/transporte-publico-melhor-pode-reduzir-mortes-em-motos-diz-senatran/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 10:54:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[acidentes de motos]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes de Trânsito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O cenário de alta nas mortes por quedas, colisões e atropelamentos com motocicletas deve ser enfrentado com a promoção de melhorias do transporte público e maior acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em entrevista à Agência Brasil, o secretário nacional de Trânsito, do Ministério dos Transportes, Adrualdo de Lima Catão, defendeu que é preciso incluir mais motociclistas no Sistema Nacional de Trânsito, por meio de uma habilitação desburocratizada. Na segunda reportagem da série Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade, ele também rechaça propostas como a cobrança de impostos sobre motocicletas para compensar os custos da saúde pública com as lesões nos sinistros de trânsito. Notícias relacionadas: Moto cresce como opção perigosa para quem teve mobilidade negada. “Como é que você vai criar&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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Feed Últimas.<br />
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<p><p style="text-align:center">
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				</p>
<p>O cenário de alta nas mortes por quedas, colisões e atropelamentos com motocicletas deve ser enfrentado com a promoção de melhorias do transporte público e maior acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH).<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754564093_345_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1754564093_936_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, <strong>o secretário nacional de Trânsito, do Ministério dos Transportes, Adrualdo de Lima Catão, defendeu que é preciso incluir mais motociclistas no Sistema Nacional de Trânsito, por meio de uma habilitação desburocratizada.</strong> Na segunda reportagem da série <em>Rota Perigosa: brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade</em>, ele também rechaça propostas como a cobrança de impostos sobre motocicletas para compensar os custos da saúde pública com as lesões nos sinistros de trânsito.</p>
<blockquote>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Moto cresce como opção perigosa para quem teve mobilidade negada.</li>
</ul>
<p>“Como é que você vai criar uma trava penalizando o mais pobre? Isso não resolve essa questão socioeconômica. O caminho não é penalizar o mais pobre, é garantir a segurança para ele num transporte público de qualidade”, disse.</p>
</blockquote>
<p>A frota de motocicletas no Brasil está em uma trajetória de alta e deve alcançar o patamar de 30 milhões de veículos nas ruas nos próximos meses.<strong> Em seis estados do Norte e Nordeste, as motos representam mais da metade da frota de veículos: Piauí (55%), Pará (54%), Maranhão (60%), Rondônia (51%), Acre (53%) e Ceará (50%).</strong></p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Secretário nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão &#8211; <strong>Foto: Carina Leão/Senatran</strong><!--END copyright=432978--></h6>
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<p>Catão ressalta que, com a melhora da renda, <strong>a população tem buscado opções de transporte que compensem as deficiências no transporte público</strong>. Essa é uma tendência comum a outros países em desenvolvimento e deve continuar, avalia o secretário.</p>
<blockquote>
<p>“É natural que as pessoas, melhorando a sua renda, queiram melhorar a sua vida. E o transporte é um problema das grandes cidades e das médias cidades também. Então, é nesse sentido que as pessoas estão, ao buscar a motocicleta, fugindo de um transporte coletivo que ainda precisa melhorar.”</p>
</blockquote>
<p>O secretário cita dados levantados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que mostram a queda da participação dos transportes públicos no total de viagens motorizadas nas regiões metropolitanas brasileiras. <strong>A redução média é de 20%, mas em algumas localidades chega a 60%.</strong> É o caso da <strong>região metropolitana de Manaus, onde o transporte público respondia por 79,8% das viagens motorizadas em 2005 e passou representar apenas 20,4% em 2024</strong>.</p>
<p>No caso da região metropolitana do Rio de Janeiro, o percentual caiu de 72,2%, em 2012, para 53,1%, em 2024. Na de Salvador, os transportes públicos recuaram de 64,9% para 40,3% das viagens no mesmo período. Já na região metropolitana de São Paulo, a queda foi de 54,1%, em 2017, para 45,4%, em 2024.</p>
<p>Leia a seguir os principais trechos da entrevista:</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Nós vemos nos últimos anos uma intensificação muito grande do uso de motos no país. Há alguma relação entre esse movimento e a forma como as cidades brasileiras foram estruturadas, priorizando o transporte motorizado?<br />
<strong>Adrualdo de Lima Catão:</strong> Não só as brasileiras. Se você for olhar os países em que a frota de moto está crescendo, eles têm semelhanças socioeconômicas. São países de renda média e forte crescimento. As cidades, aqui no Brasil, também são as cidades forte de crescimento, em que o município não acompanhou com a obtenção de um transporte coletivo mais eficiente. Então, isso tem afastado as pessoas. Foi divulgado recentemente pelo BNDES um estudo que mostra quantas pessoas o transporte coletivo perdeu ao longo dos últimos anos. E ele perdeu por quê? Porque, na concorrência com a moto, ele perde, porque ele entrega má qualidade. Para a gente voltar a baixar os sinistros de trânsito, [o caminho é] o transporte coletivo.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>A gente tem hoje estados em que a moto já representa 60% da frota. Que dificuldades isso traz em termos de infraestrutura urbana e fiscalização?<br />
<strong>Adrualdo de Lima Catão:</strong> A dificuldade que isso traz é pelo simples fato de que a motocicleta, por si só, é um transporte mais vulnerável. Então, tem que repensar a estrutura toda em uma estrutura mais segura. Uma estrutura, por exemplo, que tenha uma gestão de velocidades compatível. Uma estrutura que use moderadores de velocidade de maneira mais adequada. E uma formalização das pessoas que hoje pilotam sem CNH porque o custo é muito alto. Boa parte desses que estão pilotando motocicleta no Brasil está fazendo isso sem a carteira de habilitação. A gente está falando num contingente de cerca de 20 milhões de pessoas que pilotam a moto sem CNH no Brasil.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> E o governo tem feito estudos para reduzir o custo da CNH no país e tem sido discutida até gratuidade. Que impacto se espera com essa medida?<br />
<strong>Adrualdo de Lima Catão:</strong> Na verdade, não é uma gratuidade, é uma simplificação do processo. O Ministério dos Transportes propôs uma desburocratização, garantindo a liberdade de escolha do cidadão, desobrigando o cidadão de ter que recorrer apenas ao modelo das autoescolas e permitindo que ele estude por plataformas <em>online</em>, para a prova teórica, e faça a aula prática com instrutores autônomos. Essas duas mudanças vão baratear a CNH em até cerca de 80% em alguns casos, mas, na média, de 60% a 70%. Então, isso aí vai incluir as pessoas no Sistema Nacional de Trânsito. Hoje, elas estão excluídas.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Mas também há propostas de gratuidade para a CNH de motociclistas.<br />
<strong>Adrualdo de Lima Catão:</strong> O que existiu foi uma lei que autorizou os detrans [departamentos estaduais de Trânsito] a fazer esse programa desse tipo de gratuidade usando o dinheiro das multas. Mas, como hoje a carteira é muito cara, então, esses programas têm acesso muito limitado. Nossa ideia é ir além disso e, além de facilitar os programas de gratuidade, diminuir o custo da obtenção da carteira.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> E qual impacto se espera que essa carteira mais acessível tenha nesse cenário de sinistros com motos?<br />
<strong>Adrualdo de Lima Catão:</strong> O impacto é aumentar a formalização, colocar essas pessoas para dentro do sistema, para que elas possam ter alguma formação. A formalidade, por si só, já garante um comportamento mais responsável, menos imprudente, porque a tendência daquele que não está formalizado é também ignorar as demais regras de trânsito. A gente sabe que, ao formalizar essas pessoas, eles vão certamente ter uma tendência maior a obedecer à legislação e, portanto, isso vai garantir mais segurança.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> O senhor disse que a moto, por si só, né, já traz uma vulnerabilidade maior para o condutor e para o passageiro. Mas há algum outro elemento, na infraestrutura das cidades, culturalmente, no modo como a moto é utilizada, nas características socioeconômicas de quem utiliza, que podem estar associados e aumentando essa letalidade ainda mais?<br />
<strong>Adrualdo de Lima Catão:</strong> Eu citaria o aumento da frota que, infelizmente, tem a ver com o transporte público. A infraestrutura das cidades, é claro, tem um impacto, porque, por exemplo, até a política habitacional tem relação com mobilidade. Talvez, se usasse a moto apenas para uma micromobilidade, isso seria um pouco mais seguro. Mas infelizmente não é isso que acontece no Brasil e em outros países do mundo.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Considerando essa questão da vulnerabilidade da motocicleta, qual é a posição da Senatran em relação aos mototáxis, que estão se disseminando cada vez mais nas cidades?<br />
<strong>Adrualdo de Lima Catão</strong>: A posição da Senatran é de que a competência para definir se deve proibir ou não é do município, porque isso é um problema de transporte urbano. É o município quem tem que definir. Se ele considerar que deve proibir, deve proibir. Se ele considerar que deve liberar, deve liberar. É um assunto local.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong>: Os limites de velocidade também são uma questão sempre mencionada na segurança viária dos motociclistas. As cidades precisam reduzir os limites de velocidade? Quais são as dificuldades para que isso seja feito?<br />
<strong>Adrualdo de Lima Catão</strong>: Eu não falo reduzir, eu digo gerir corretamente as velocidades. Em alguns casos, sim, a gente está falando de redução, mas não é só reduzir, é gerir melhor as velocidades. Será que aquela via tem velocidade adequada para o uso dela? Essa é a pergunta que todo gestor tem que fazer. Aqui, na Senatran, a gente está em consulta pública com um manual de gestão de velocidade para ajudar os municípios justamente nisso, a entender o uso da via, qual é a sua natureza e gerir as velocidades a partir desse conhecimento. E outro guia que a gente já disponibilizou indica os chamados moderadores de tráfego, que são instrumentos de infraestrutura que ajudam as cidades a diminuir, a acalmar o tráfego nas ruas, sem necessariamente envolver radares ou fiscalização, que são muito rejeitados pela população, mas também incluindo a fiscalização. A fiscalização é um elemento, entre outros. Só a fiscalização não resolve, porque ela não é onipresente. Não existe, em cada esquina, um policial, nem tem como existir, em nenhum lugar do mundo.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Há algumas propostas para desencorajar o uso de motocicletas e tem gente que defende, inclusive, até um imposto semelhante ao que é cobrado do cigarro por conta do impacto na saúde pública. Como o senhor vê isso?<br />
<strong>Adrualdo de Lima Catão</strong>: Isso é um absurdo, na minha opinião. Pode botar aí [na entrevista]. Você vai penalizar o mais pobre. Como é que você vai criar uma trava penalizando o mais pobre? Isso não resolve essa questão socioeconômica. Esse não é o caminho. O caminho não é penalizar o mais pobre, é garantir a segurança para ele num transporte público de qualidade.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Nessa grande quantidade de sinistros há também motociclistas de aplicativos, que trabalham para plataformas digitais. Como o senhor avalia a resposta dessas plataformas a esse cenário de grande quantidade de sinistros de trânsito?<br />
<strong>Adrualdo de Lima Catão</strong>: Eu acho que hoje elas podem ajudar mais, mas elas têm se colocado à disposição e elas têm a possibilidade de ajudar mais no controle e no uso dos dados. Controle de quê? Por exemplo, se o motorista está devidamente habilitado, controle da velocidade desses motociclistas, controle dos sinistros que acontecem sob a sua atividade. Então, tudo isso elas podem ajudar mais, e elas têm se proposto a ajudar mais. E há outros interessados, no âmbito do poder público, trabalhando para essa conformidade. Tanto nós, aqui da Senatran, quanto, por exemplo, as áreas relacionadas à segurança do trabalho. Isso também é uma coisa que impacta na segurança do trabalho. Então, nós temos conversado também com o Ministério Público do Trabalho sobre esse assunto.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>Essa busca das populações mais pobres pela moto deve continuar a impulsionar o crescimento da frota no Brasil?<br />
<strong>Adrualdo de Lima Catão</strong>: A moto, hoje, é uma alternativa. É por isso que a frota vem subindo muito. As pessoas têm aumentado a renda no Brasil. O Brasil está crescendo, nos últimos três anos, em um ritmo acelerado. Então, é natural que as pessoas, melhorando a sua renda, queiram melhorar a sua vida. E o transporte é um problema das grandes cidades e das médias cidades também. Então, é nesse sentido que as pessoas estão, ao buscar a motocicleta, fugindo de um transporte coletivo que ainda precisa melhorar. Esse é o ponto. Normalmente, as pessoas pensam na segurança no trânsito somente como sinalização, quando, na verdade, esse é claramente um problema socioeconômico e que envolve também questões estruturais das cidades.</p>
<p> Vinícius Lisboa &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-08/transporte-publico-melhor-pode-reduzir-mortes-em-motos-diz-senatran">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 07 Aug 2025 07:35:00 -0300 </p>

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