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	<title>Arquivo de Acordo de Paz da Colômbia - WeekNews</title>
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		<title>Governo Espriella encerra jornalismo da mídia pública da Colômbia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 15:38:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O novo governo da Colômbia, do presidente Abelardo de la Espriella, pôs fim ao jornalismo da mídia pública do país encerrando o noticiário das 20 Emissoras da Paz – veículos previstos no Acordo de Paz firmado em 2016 com as Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farcs). No lugar dos noticiários, o governo incluiu uma programação exclusivamente musical e centralizada a partir de Bogotá. Organizações ligadas à liberdade de expressão e de imprensa rechaçaram a medida alegando que ela prejudica o acesso à informação local de diversas comunidades.  O Ponto 6.5 do Acordo de Paz da Colômbia prevê que essas emissoras divulguem o progresso da implementação dos termos do acordo, promovam a educação da convivência e ofereçam espaços de informação às comunidades impactadas por mais de&#8230;</p>
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<p><strong>O novo governo da Colômbia, do presidente Abelardo de la Espriella, pôs fim ao jornalismo da mídia pública do país encerrando o noticiário das 20 Emissoras da Paz – veículos previstos no Acordo de Paz firmado em 2016</strong> com as Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farcs).</p>
<p>No lugar dos noticiários, o governo incluiu uma programação exclusivamente musical e centralizada a partir de Bogotá. <strong>Organizações ligadas à liberdade de expressão e de imprensa rechaçaram a medida alegando que ela prejudica o acesso à informação local de diversas comunidades. </strong></p>
<p>O Ponto 6.5 do <a href="https://peacemaker.un.org/sites/default/files/document/files/2024/05/colombia20nuevo20acuerdo20final202420nov2020160.pdf" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Acordo de Paz da Colômbia</a> prevê que essas emissoras divulguem o progresso da implementação dos termos do acordo, promovam a educação da convivência e ofereçam espaços de informação às comunidades impactadas por mais de 50 anos de conflitos armados internos na Colômbia.</p>
<p>De acordo com o Ministério da Tecnologia, Inovação e Comunicações da Colômbia, a medida busca a “transformação integral do Sistema de Mídias Públicas” para “recuperar” o caráter “público, plural e independente” do sistema.</p>
<p>O governo Espriella, que é crítico do Acordo de Paz de 2016, acusou o noticiário das emissoras de funcionarem como “aparato de propaganda” supostamente a serviço de “interesses particulares ou políticos”.</p>
<p>“A entidade será um Sistema de Mídia Pública, não um instrumento político”, <a href="https://www.mintic.gov.co/portal/inicio/Sala-de-prensa/Noticias/440315:Se-acaba-el-aparato-de-propaganda-en-el-Sistema-de-Medios-Publicos-de-Colombia" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">comunicou, em nota</a>, o ministério responsável pela empresa Inravisón, que administra o sistema público de comunicação colombiano.</p>
<p>O governo ainda destacou que o jornalismo consumia “aproximadamente 90% dos recursos e do pessoal disponível”.</p>
<h2>Entidades criticam</h2>
<p><strong>A Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP), a Missão de Observação Eleitoral (MOE) e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) <a href="https://flip.org.co/pronunciamientos/suspension-de-la-programacion-regional-de-radio-nacional-afecta-el-acceso-a-informacion-local" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">rechaçaram, em nota, a decisão</a> do governo colombiano alegando que ela restringe o acesso de comunidades inteiras à informação sobre seus próprios territórios.   </strong></p>
<p>“As rádios comunitárias são a principal — ou até mesmo a única — fonte de informações locais e notícias de interesse público. Essas emissoras beneficiam mais de 463 mil pessoas em áreas rurais e em comunidades indígenas, afrodescendentes e camponesas”, diz o comunicado das entidades.</p>
<p>As organizações acrescentaram que a decisão “desconsidera” a natureza das rádios da paz, criadas pelo Acordo de 2016 “para operar em áreas particularmente afetadas pelo conflito”.</p>
<p><strong>A decisão do governo Espriella, ainda que anunciada como transitória, repete a política do governo de Javier Milei para a comunicação pública da Argentina, que <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-03/fechamento-da-telam-prejudicaria-direito-de-argentinos-informacao" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">levou ao fechamento, em 2024</a>, da Agência Telám, </strong>o principal veículo da mídia pública argentina.  </p>
<p>A medida tem ainda o potencial de limitar a pluralidade da mídia colombiana, dominado por três grandes conglomerados empresariais. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteira (RSF), o ecossistema midiático colombiano deixa “60% do país sem cobertura midiática local”.</p>
<h2>Mídia Pública</h2>
<p>Inspirada no modelo de comunicação pública da Europa, a mídia pública dos países da América Latina surge com a promessa de oferecer à população um conteúdo que, por não ter interesse comercial envolvido, não seria oferecido pela mídia privada empresarial.</p>
<p>No Brasil, a <strong>Empresa Brasil de Comunicação</strong> (<strong>EBC</strong>), que controla a <strong>Agência Brasil</strong>, é a responsável por gerir os veículos públicos federais do país.</p>
<p>Criada em 2007, a <strong>EBC</strong> atende ao Artigo 223 da Constituição Federal que determina que o serviço de radiodifusão deve observar o princípio da complementaridade entre os sistemas privado, público e estatal de comunicação.</p>
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    </div>
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<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-08/governo-espriella-encerra-jornalismo-da-midia-publica-da-colombia" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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