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	<title>Arquivo de Aliados do político brasileiro - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Aliados do político brasileiro - WeekNews</title>
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		<title>Sanção de Trump contra Brasil é chantagem política e mira o Brics</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 19:53:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
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		<category><![CDATA[Big techs dos EUA influenciaram sanção de Trump contra o Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A tarifa comercial de 50% anunciada pelos Estados Unidos (EUA) contra o Brasil, que deve ser aplicada a partir de 1º de agosto, funciona como sanção econômica com objetivo de chantagem política, visando atingir o Brics e proteger as empresas de tecnologia e redes sociais estadunidenses, as chamadas big techs, além de tentar interferir no processo político e judicial interno do país. Professor Doutor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Linhares Rossi avalia que não há racionalidade econômica na decisão do presidente americano. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado Essa é a avaliação de analistas consultados pela Agência Brasil, que destacaram que a questão comercial não justifica a sanção contra o Brasil devido, entre outros motivos, ao fato de a economia brasileira não contribuir para o&#8230;</p>
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				</p>
<p>A tarifa comercial de 50% anunciada pelos Estados Unidos (EUA) contra o Brasil, que deve ser aplicada a partir de 1º de agosto, funciona como sanção econômica com objetivo de chantagem política, visando atingir o Brics e proteger as empresas de tecnologia e redes sociais estadunidenses, as chamadas <em>big techs</em>, além de tentar interferir no processo político e judicial interno do país.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/07/1752177201_336_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/07/1752177201_363_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
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<h6 class="meta">Professor Doutor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Linhares Rossi avalia que não há racionalidade econômica na decisão do presidente americano. <strong>Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado</strong><!--END copyright=430597--></h6>
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</div>
<p>Essa é a avaliação de analistas consultados pela <strong>Agência Brasil</strong>, que destacaram que a questão comercial não justifica a sanção contra o Brasil devido, entre outros motivos, ao fato de a economia brasileira não contribuir para o déficit comercial dos Estados Unidos, como falsamente alega Trump. <strong>Além disso, o Brasil tem um peso relativamente pequeno para a economia americana.</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Big techs dos EUA influenciaram sanção de Trump contra o Brasil.</li>
<li>Centrais sindicais dizem que tarifaço de Trump é ataque à soberania.</li>
<li>Brasil responderá tarifaço dos EUA com lei de reciprocidade, diz Lula.</li>
</ul>
<p>O professor de economia da Unicamp Pedro Rossi afirmou à <strong>Agência Brasil </strong>que não enxerga racionalidade econômica na decisão de Trump. Para ele, a medida tem motivações políticas.  </p>
<blockquote>
<p>“Do ponto de vista comercial, não tem uma finalidade clara. O Brasil não é tão relevante para a economia americana, apesar de ser relevante em alguns setores. São arroubos políticos e o uso de um instrumento comercial para outros propósitos. Para ameaçar e tentar chantagear um país”, avaliou.</p>
</blockquote>
<p>Os <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://ustr.gov/countries-regions/americas/brazil">dados do próprio governo dos Estados Unidos</a> mostram que o superávit no comércio de bens com o Brasil cresceu 31,9% em 2024, chegando a um saldo positivo para Washington em US$ 7,4 bilhões.</p>
<p>O dado oficial dos EUA é, inclusive, muito superior ao registrado pelo governo brasileiro. O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) do Brasil calculou um superávit a favor dos EUA de US$ 284 milhões no ano passado. Diferentes metodologias na coleta de dados explicam os números divergentes.</p>
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<h2>Brics </h2>
<p>Ainda de acordo com Trump, as tarifas do Brasil “causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos”. A afirmação contraria os <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.census.gov/foreign-trade/balance/c3510.html">dados do próprio governo americano</a>, que mostram que o último déficit comercial dos Estados Unidos com o Brasil foi em 2007, há 17 anos.</p>
<p>Para o economista Pedro Rossi, esse tarifaço não responde a problemas da balança comercial. </p>
<p>“Ele olhou para o Brasil como um país que ele pode ameaçar sem muita consequência econômica para os Estados Unidos, como é o caso do México e Canadá. Isso foi uma reação muito espontânea e bruta à cúpula dos Brics e à forma como o Brasil está se movendo no cenário internacional”, explicou.</p>
<p><strong>Durante a Cúpula do Rio de Janeiro, Trump voltou a ameaçar os países que se alinhem às políticas do bloco.  </strong></p>
<p>A professora de relações internacionais Camila Feix Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacou o <em>timing </em>da decisão após a cúpula do Brics.</p>
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<h6 class="meta"><!--copyright=430599-->Professora de relações internacionais Camila Feix Vidal, da da Universidade Federal de Santa Catarina, avalia que a estratégia de Trump é um “tiro no pé” Foto: <strong>UFSC/Divulgação</strong><!--END copyright=430599--></h6>
</div>
</div>
<blockquote>
<p>“Enquanto a carta da Indonésia é justificada em termos desse suposto déficit comercial [Indonésia foi taxada em 32% por Trump], na do Brasil a justificativa mais plausível, que dá o tom da carta, é o aspecto político. Trata-se, portanto, de tentar interferir no nosso sistema jurídico”, comentou a especialista nas relações Estados Unidos e América Latina.</p>
</blockquote>
<p>Na carta sobre as tarifas, Trump também saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado no Brasil.  Aliados do político brasileiro tem solicitado apoio de Trump contra o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).</p>
<h2>Relações comerciais</h2>
<p>O professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)<strong> Luiz Carlos Delorme Prado destacou que o direito internacional não permite o uso de tarifas para fins políticos de forma unilateral.</strong></p>
<blockquote>
<p>“O que se trata aqui é de um comportamento abusivo de um governo estrangeiro para obter vantagens políticas usando meios ilegais para constranger um país soberano. Existe um procedimento para aplicação de tarifas, o que passa pela Organização Mundial do Comércio (OMC)”, destacou.</p>
</blockquote>
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<h6 class="meta"><!--copyright=430598-->Para o professor Luiz Carlos Delorme Prado, o direito internacional não permite uso de tarifas para fins políticos de forma unilateral Foto: <strong>Willian Santos/Divulgação</strong><!--END copyright=430598--></h6>
</div>
</div>
<p>Prado lembrou, porém, que os sucessivos governos dos Estados Unidos vêm, desde Barack Obama (2008-2016), esvaziando o papel da OMC ao não indicar os juízes que deveriam arbitrar os conflitos comerciais.</p>
<p><strong>Na carta enviada ao governo brasileiro, Trump justifica que a relação comercial com o Brasil é “injusta” por causa de “tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil” e que a tarifa de 50% é “muito menos” que o necessário para “termos igualdade de condições”.</strong></p>
<p>Antes do primeiro tarifaço mundial de Trump, no início de abril, o governo dos Estados Unidos divulgou relatório criticando o modelo tarifário do Brasil em relação as importações, em especial, nos setores do etanol, filmes, bebidas alcoólicas, telecomunicações, máquinas e equipamentos.</p>
<p>O professor Prado explicou que essas tarifas foram construídas ao longo de negociações comerciais pós 2ª guerra mundial.</p>
<blockquote>
<p>“O Brasil dá tratamentos diferenciados para determinados produtos. O fato de as tarifas não serem iguais é resultado de todo o processo de negociação do pós-guerra que vai criar a OMC. Não há razão para as tarifas serem exatamente iguais entre o Brasil e os EUA, inclusive, porque são países de graus de desenvolvimento diferentes”, comentou.</p>
</blockquote>
<p>Já o economista <strong>Pedro Rossi diz que é comum ter déficit ou superávit nas relações comerciais e que o saldo comercial não significa que a relação é justa ou injusta.</strong></p>
<p>“É normal que se tenha comércios de acordo com a especialização de cada país. Isso não significa justiça ou injustiça. O fato de o Brasil ter um déficit com os EUA não é uma injustiça, é um reflexo de uma estrutura produtiva, que tem complementariedade com a economia americana”, comentou o professor licenciado da Unicamp.</p>
<h2>Resposta do Brasil</h2>
<p><strong>Para os três analistas consultados pela Agência Brasil, o governo deve usar a Lei de Reciprocidade para responder ao governo estadunidense.</strong> Para Luiz Prado, da UFRJ, usar ameaças e retaliações para objetivos políticos ou comerciais é inaceitável.</p>
<blockquote>
<p>“O Brasil não tem alternativa a não ser a responder com os instrumentos que ele tem disponível. É claro que o Brasil tem que estar sempre disposto a negociar. Há uma simetria de poder muito grande entre os EUA e o Brasil”, disse.</p>
</blockquote>
<p>A professora Camila Vidal avalia que a estratégia de Trump é um “tiro no pé” e tem o poder de unir grupos políticos antagônicos no Brasil em defesa da soberania nacional.</p>
<blockquote>
<p>“Quem sabe agora fique óbvio que não existe patriotismo batendo continência para a bandeira de outro país e que os interesses daquele país, por óbvio, não são os mesmos interesses que os nossos”, comentou.</p>
</blockquote>
<p>Já o economista Pedro Rossi avalia que o episódio abre oportunidade de o Brasil diversificar suas parcerias, fortalecer relações com Europa, Ásia, África e Brics, além de fomentar a indústria nacional.</p>
<blockquote>
<p>“O Brasil pode substituir uma parte dessas importações com produtos nacionais, inclusive gerando emprego e renda. Isso acelera o processo de integração com outros atores, com os próprios Brics e América do Sul. No fundo, é uma decisão que isola os Estados Unidos e joga o Brasil no colo de outros atores”, completou.</p>
</blockquote>
<p> Lucas Pordeus León &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-07/sancao-de-trump-contra-brasil-e-chantagem-politica-e-mira-o-brics">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 10 Jul 2025 16:28:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/sancao-de-trump-contra-brasil-e-chantagem-politica-e-mira-o-brics/">Sanção de Trump contra Brasil é chantagem política e mira o Brics</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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