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	<title>Arquivo de Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) - WeekNews</title>
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		<title>UE suspende importação de carnes do Brasil e pode afetar US$ 2 bi ao ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 22:45:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil A União Europeia (UE) começou a suspender, nesta quinta-feira (3), a entrada de produtos de origem animal do Brasil em seus 27 países-membros. A medida atinge carnes bovina, de frango e suína, além de mel, pescados e ovos, e pode impactar até US$ 2 bilhões por ano nas exportações brasileiras. O bloqueio não é necessariamente definitivo. O Brasil busca comprovar que atende às exigências europeias, enquanto uma auditoria da UE avalia as cadeias de frango e mel no país. A restrição ocorre porque o bloco considera insuficientes os mecanismos brasileiros de controle do uso de antimicrobianos na produção animal. A União Europeia não identificou casos de contaminação ou irregularidades sanitárias em lotes brasileiros. Fonte da imagem: Agência Brasil A partir&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/09/50127400817_bb7167c933_o_0-1024x512.jpg" alt="UE suspende importação de carnes do Brasil e pode afetar US$ 2 bi ao ano" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/ue-suspende-carnes-do-brasil-entenda-impacto-e-proximos-passos" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p><a style="display:block;" noopener noreferrer href="https://weeknews.online/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"></p>
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<p>A União Europeia (UE) começou a suspender, nesta quinta-feira (3), a entrada de produtos de origem animal do Brasil em seus 27 países-membros. A medida atinge carnes bovina, de frango e suína, além de mel, pescados e ovos, e pode impactar até US$ 2 bilhões por ano nas exportações brasileiras.</p>
<p>O bloqueio não é necessariamente definitivo. O Brasil busca comprovar que atende às exigências europeias, enquanto uma auditoria da UE avalia as cadeias de frango e mel no país. A restrição ocorre porque o bloco considera insuficientes os mecanismos brasileiros de controle do uso de antimicrobianos na produção animal. A União Europeia não identificou casos de contaminação ou irregularidades sanitárias em lotes brasileiros.</p>
<figure class="weeknews-ai-media weeknews-ai-distributed-media" style="margin:28px 0;max-width:100%;overflow:hidden;clear:both"><img src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/09/frangos1ana.jpg" alt="Frangos" loading="lazy" decoding="async" style="max-width:100%;height:auto;display:block;margin:0 auto"><figcaption class="weeknews-ai-credit jg-image-source-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/ue-suspende-carnes-do-brasil-entenda-impacto-e-proximos-passos" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p>A partir desta quinta-feira, novas cargas dos produtos afetados não podem entrar no mercado europeu. A medida atinge principalmente os segmentos de carne bovina e de frango, que têm participação relevante nas exportações para a Europa.</p>
<p>A UE possui regras próprias para o uso de antimicrobianos na criação de animais. Esses medicamentos podem ser usados para tratar infecções, mas o bloco proíbe o emprego para estimular o crescimento dos animais e também não permite a utilização de antimicrobianos reservados ao tratamento de infecções em seres humanos. A avaliação europeia é de que o sistema brasileiro de controle dessas substâncias não oferece garantias suficientes para comprovar o cumprimento das regras. O governo brasileiro contesta esse entendimento e afirma que a legislação nacional já restringe o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento, seguindo referências internacionais.</p>
<p>O bloqueio não foi anunciado após a identificação de contaminação ou de um problema sanitário específico em carnes brasileiras. A questão está relacionada aos mecanismos de controle e rastreabilidade do uso de antimicrobianos. Dessa forma, a medida não significa que a carne brasileira tenha sido considerada imprópria para consumo. O Brasil exporta produtos de origem animal para dezenas de países e continua autorizado a vender para outros mercados que mantenham a habilitação dos produtos brasileiros.</p>
<p>O impacto potencial estimado chega a US$ 2 bilhões por ano considerando os produtos afetados. Somente a carne bovina respondeu por aproximadamente US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras para a UE em 2025. Embora o mercado europeu represente uma parcela limitada do total das exportações brasileiras de carne bovina, ele é considerado estratégico porque compra cortes de maior valor agregado. O problema para o setor não é apenas encontrar outro comprador, pois diferentes mercados costumam demandar cortes específicos, o que dificulta substituição imediata das vendas destinadas à Europa.</p>
<p>O governo brasileiro vem negociando com a União Europeia desde que a medida foi anunciada. Entre as providências adotadas estão: proibição de determinados antimicrobianos, criação de mais regras de controle, proposta de um período de transição (rejeitada pela UE), elaboração de um protocolo de rastreabilidade e comprovação do controle sobre o uso dessas substâncias durante a produção. O novo protocolo prevê o acompanhamento do animal desde o nascimento até o abate, permitindo comprovar que determinados antimicrobianos não foram usados durante sua vida. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), todas as empresas associadas e habilitadas a exportar para a União Europeia já aderiram ao protocolo privado desenvolvido pelo setor.</p>
<p>A suspensão pode ser revertida, mas não há uma data definida para a retomada das exportações. Esta semana, técnicos da União Europeia promovem uma auditoria no Brasil sobre as cadeias de produção de frango e mel. A inspeção deve terminar nesta sexta-feira (4). Depois, o resultado ainda precisará ser analisado pelas autoridades europeias, processo que pode levar cerca de dois meses. Se a UE considerar que as exigências foram atendidas, o Brasil poderá ser reincluído na lista de países autorizados a exportar.</p>
<p>Para a carne bovina, a retomada pode ser mais demorada. Isso ocorre porque o novo sistema exige rastreamento durante todo o ciclo de vida do animal. Um bovino que passe a seguir as novas regras hoje pode levar entre 24 e 36 meses até chegar ao abate. Portanto, mesmo que a UE reverta o bloqueio, a adaptação da cadeia bovina às novas exigências pode levar anos. No caso do frango, o ciclo produtivo é bem menor: aproximadamente 45 dias entre o nascimento e o abate.</p>
<p>O setor avícola espera que as vendas para a União Europeia possam ser retomadas ainda em 2026, dependendo do resultado da auditoria. Caso o bloqueio permaneça, a produção que seria destinada aos europeus poderá ser direcionada ao mercado brasileiro, a países do Oriente Médio e a outros mercados internacionais. O Brasil exporta carne de frango para cerca de 150 países, o que oferece alternativas para parte da produção.</p>
<p>O mel também entra na suspensão. As exportações brasileiras para a União Europeia dobraram no primeiro semestre de 2026, chegando a US$ 6,3 milhões, segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel). O crescimento ocorreu em parte porque as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos tornaram aquele mercado mais caro para os exportadores brasileiros, levando empresas a direcionar vendas para a Europa. Um dos riscos avaliados pelo setor é a chamada contaminação cruzada, que pode ocorrer, por exemplo, quando colmeias ficam próximas de áreas de criação de animais onde determinados produtos são usados.</p>
<p>A suspensão é direcionada às exportações para a União Europeia e não significa interrupção da produção ou comercialização desses produtos no Brasil. Caso parte da produção inicialmente destinada à Europa seja redirecionada ao mercado interno, poderá haver aumento da oferta doméstica de determinados produtos. Isso, no entanto, não significa que os preços cairão no mercado interno, pois o efeito dependerá de fatores como volume redirecionado, demanda interna e capacidade de absorção do mercado.</p>
<p>O bloqueio não atinge automaticamente todos os parceiros comerciais do Brasil. Argentina, Paraguai e Uruguai, por exemplo, continuam autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia. A decisão também ocorre em meio às discussões comerciais entre o bloco europeu e o Mercosul. Por isso, representantes do agronegócio brasileiro classificam a medida de protecionista, enquanto autoridades</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/ue-suspende-carnes-do-brasil-entenda-impacto-e-proximos-passos" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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