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	<title>Arquivo de ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã - WeekNews</title>
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		<title>Brasil deve adotar cautela entre EUA e Irã, parceiro do Brics</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 19:03:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>. O Brasil deve adotar postura cautelosa em relação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, neste sábado (28). Esse comportamento é explicado por um cenário em que o governo brasileiro conduz negociações tarifárias com os americanos e tem nos iranianos um aliado que forma o Brics, grupo de nações do chamado Sul Global. A avaliação é de especialistas em relações internacionais ouvidos pela Agência Brasil. Na manhã deste sábado, o governo brasileiro emitiu um comunicado em que condena a ofensiva e defende negociações como caminho para a paz.  Notícias relacionadas: Itamaraty desaconselha viagens a 11 países após ataque ao Irã. Brasil condena ataques dos EUA e Israel ao Irã. Ataque ao Irã pode levar a aumento do petróleo, avaliam especialistas. Negociação&#8230;</p>
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				</p>
<p>O Brasil deve adotar postura cautelosa em relação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, neste sábado (28). Esse comportamento é explicado por um cenário em que o governo brasileiro conduz negociações tarifárias com os americanos e tem nos iranianos um aliado que forma o Brics, grupo de nações do chamado Sul Global.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/02/1772305419_241_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/02/1772305419_595_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>A avaliação é de especialistas em relações internacionais ouvidos pela <strong>Agência Brasil</strong>. Na manhã deste sábado, o governo brasileiro emitiu um comunicado em que condena a ofensiva e defende negociações como caminho para a paz. </p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Itamaraty desaconselha viagens a 11 países após ataque ao Irã.</li>
<li>Brasil condena ataques dos EUA e Israel ao Irã.</li>
<li>Ataque ao Irã pode levar a aumento do petróleo, avaliam especialistas.</li>
</ul>
<p><strong>Negociação é a “posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, diz a nota do governo, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.</strong></p>
<p>“O Brasil apela a todas as partes que respeitem o direito internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, completa o comunicado.</p>
<p><strong>Mesmo em meio a negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano, os Estados Unidos realizaram uma ofensiva militar contra alvos no território iraniano. Israel também executou ataques.</strong></p>
<p>O Irã retaliou com o lançamento de mísseis a países vizinhos que ostentam bases americanas. O país do Oriente Médio sustenta que o desenvolvimento de tecnologia nuclear tem fins pacíficos.</p>
<h2>Cautela</h2>
<p>O professor Feliciano de Sá Guimarães, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), defende que o Ministério das Relações Exteriores brasileiro tem que encontrar uma “posição intermediária” entre Irã e Estados Unidos.</p>
<p><strong>“Como o Irã agora é um membro dos Brics, o Brasil se coloca em uma posição difícil de criar um tipo de posição em que não seja abertamente contra o Irã e não seja abertamente contra os Estados Unidos, dado que o Brasil tem essa negociação com os Estados Unidos”, avalia.</strong></p>
<p>Há a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontre com Trump nos Estados Unidos, no fim de março.</p>
<p>A negociação a qual se refere Feliciano trata de tarifas de importação impostas em agosto passado pelo governo Trump. O Brasil chegou a ter produtos tarifados em até 50%. </p>
<p>Ao elevar taxas sobre produtos importados, o governo dos Estados Unidos justifica que pretende proteger a economia americana, já que, com taxação, os americanos tenderiam a fabricar produtos localmente em vez de adquiri-los no exterior. </p>
<p><strong>Desde então, os governos brasileiro e americano negociam formas de buscar acordos para a parceria comercial. Houve retiradas de produtos da lista de tarifas.</strong></p>
<p>No dia 20 de fevereiro, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão de Trump, que reagiu impondo tarifa de 10% a diversos países. </p>
<p>O professor titular aposentado de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Williams Gonçalves destaca que a posição de cautela que precisa ser adotada pelo Brasil tem a ver com o fato de o país ser fundador do Brics, grupo que reúne 11 países-membros e 10 países-parceiros que se definem como Sul Global.</p>
<p>A Rússia e a China, dois importantes aliados do Irã, também são fundadores do Brics, em 2006. O Irã passou a ser país-membro em 2024.</p>
<p><strong>“O Brasil tem uma relação com a Rússia e com a China forte e tem uma relação não tão forte, mas tem uma relação com Irã”, assinala o professor.</strong></p>
<p>“Estão todos [países] dentro do mesmo barco do Brics, todos engajados, pelo menos teoricamente, na ideia de mudança da ordem internacional”, enfatiza Gonçalves.</p>
<h2>Determinação dos povos</h2>
<p><strong>Williams Gonçalves lembra que o Brasil tem adotado cautela também em virtude das ações de Trump na Venezuela.</strong></p>
<p>“O regime de Trump foi lá e sequestrou um presidente da República na América do Sul, nosso vizinho”, cita, em referência à captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.</p>
<p>“Nossa posição tem sido de muita cautela, procurando assim não fazer nada que aparente ser uma provocação ou uma reação forte”, afirma.</p>
<p>No entanto, Gonçalves entende que o desdobrar dos acontecimentos pode exigir posições mais fortes do Brasil. Ele cita a pretensão declarada dos Estados Unidos de mudar o regime no Irã.</p>
<p><strong>“O Brasil, que sempre defendeu a autodeterminação dos povos, que sempre defendeu o princípio da não ingerência, não pode agora apoiar governos que intervenham em outros estados com a finalidade de mudar o sistema político escolhido pelo seu povo”, avalia.</strong></p>
<h2>Crítica e negociação</h2>
<p>O pesquisador do Núcleo de Inteligência Internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV) Leonardo Paz Neves acredita que o Brasil pode ser afetado de forma limitada pelo conflito no Oriente Médio.</p>
<p>Segundo ele, o posicionamento do governo foi “protocolar”, criticando o ataque.</p>
<blockquote>
<p>“Não acho que o presidente Lula e o Brasil vão se engajar muito nesse conflito. Está muito longe do Brasil, não tem grandes interesses específicos do Brasil nesse processo. Obviamente o Brasil está em uma tentativa muito prolongada de negociação com os Estados Unidos”, avalia.</p>
</blockquote>
<p>Ao comentar a possível viagem de Lula aos Estados Unidos em março, o pesquisador diz acreditar que o país deve manter posição “crítica institucional”, chamando Irã e Estados Unidos para voltarem à mesa de negociação.</p>
<p><strong>“Mas sem se envolver muito fortemente porque tem muito a perder”, ressalta.</strong></p>
<p>“Ele [Lula]sabe como o Trump funciona, e antagonizar com o Trump agora é atrair uma atenção negativa para o Brasil muito grande”, justifica.</p>
<h2>Comércio com Irã</h2>
<p>Para Leonardo Paz Neves, os efeitos econômicos que o Brasil pode sofrer com a escalada do conflito passam pelo petróleo, que pode subir de preço. </p>
<p>“O que gera inflação. Toda vez que o petróleo sobe ─ o petróleo é base de cadeia ─ então impacta em diversos setores”.</p>
<p>Outro reflexo, acrescenta o pesquisador, é no comércio internacional com o Irã.</p>
<p><strong>“O Irã é um importador importante dos produtos brasileiros, especialmente a soja, o milho e alguma coisa de proteína”, lista.</strong></p>
<p>De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em 2025, a corrente de comércio Brasil-Irã ficou em US$ 3 bilhões, o equivalente a mais de R$ 15 bilhões. O <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral" target="_blank">Brasil tem superávit na relação comercial</a>, tendo exportado US$ 2,9 bilhões e importado US$ 85 milhões.</p>
<p><strong>O Irã foi no ano passado o 31º país para os quais o Brasil mais exportou.</strong> O principal produto de exportação é o milho não moído, que responde por 67,9% do valor dos embarques. Em seguida aparece a soja, com 19,3%.</p>
<p>“Se o conflito escalar muito e tiver o Irã cercado pela marinha americana, vai ser um problema mandar a exportação brasileira para lá. Vai ter alguns setores aqui no Brasil que vão sofrer um pouco, perder um importante comprador”, diz.</p>
<p> Bruno de Freitas Moura &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-02/brasil-deve-adotar-cautela-entre-eua-e-ira-parceiro-do-brics">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 28 Feb 2026 15:48:00 -0300 </p>

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