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	<title>Arquivo de bioeconomia na Amazônia - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de bioeconomia na Amazônia - WeekNews</title>
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		<title>Mulheres extrativistas enfrentam preconceito e geram renda na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 May 2025 12:30:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Bioeconomia amazônica: o desafio de gerar renda e conservar a floresta]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia na Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Há cerca de dez anos, quando saíam para colher murumuru (fruto de uma palmeira tropical) na Floresta Amazônica, as mulheres da comunidade São José, no norte da Ilha do Marajó (PA), ouviam de seus maridos e vizinhos a pergunta: &#8220;As loucas já vão pro mato?&#8221; Benedita de Oliveira mostra estufa com amêndoa do murumuru &#8211; Foto: Anderson Águia/Natura/WEG Mesmo com as críticas e o preconceito, elas não desistiram e seguiram em frente, como lembra a extrativista Benedita de Oliveira. &#8220;Quando nós começamos a trabalhar, foi muito difícil. Muito difícil mesmo. A gente saía para o mato, deixava tudo em casa e, quando chegava, ainda tinha que fazer janta, ajeitar tudo. E nós fomos muito criticadas pelos homens. Só que nós não ligamos&#8230; nós continuamos!&#8221; &#8220;Quando a fruta&#8230;</p>
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Feed Últimas.<br />
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<p>Há cerca de dez anos, quando saíam para colher murumuru (fruto de uma palmeira tropical) na Floresta Amazônica, as mulheres da comunidade São José, no norte da Ilha do Marajó (PA), ouviam de seus maridos e vizinhos a pergunta: &#8220;As loucas já vão pro mato?&#8221;<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/1748694638_231_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/1748694638_529_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
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<p><h6 class="meta"><!--copyright=425920-->Benedita de Oliveira mostra estufa com amêndoa do murumuru &#8211; <strong>Foto: Anderson Águia/Natura/WEG</strong><!--END copyright=425920--></h6>
</p>
</div>
<p><strong>Mesmo com as críticas e o preconceito, elas não desistiram e seguiram em frente, como lembra a extrativista Benedita de Oliveira.</strong> &#8220;Quando nós começamos a trabalhar, foi muito difícil. Muito difícil mesmo. A gente saía para o mato, deixava tudo em casa e, quando chegava, ainda tinha que fazer janta, ajeitar tudo. E nós fomos muito criticadas pelos homens. Só que nós não ligamos&#8230; nós continuamos!&#8221;</p>
<p>&#8220;Quando a fruta do murumuru cai do pé, ela acumula uma em cima da outra, aí ela vai fermentando e cria um mau cheiro, né? Por isso que a gente era chamada por eles de &#8216;mulheres fedorentas&#8217;, porque eles diziam que aquele mau cheiro entranhava&#8221;, acrescenta Jesuína Batista Rosa (à esquerda na foto principal).</p>
<p>Mas, por baixo da polpa &#8220;fedorenta&#8221;, até então consumida apenas como alimento por animais selvagens e de criação, há uma semente muito valorizada pela indústria cosmética.<strong> À medida que a renda familiar foi aumentando, os homens foram obrigados a reconhecer e respeitar o trabalho de suas companheiras. </strong>Antes disso, nenhuma das mulheres que fazem parte do grupo de extrativistas do Maniva –  nome do igarapé do Rio Amazonas que banha a comunidade – tinha renda própria.</p>
<p>A grande maioria delas se casou ainda na adolescência e se dedicava exclusivamente aos cuidados da casa e dos filhos, quando a oportunidade de se tornar extrativista apareceu, por demanda da empresa de cosméticos Natura, em parceria com a Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (Ataic), outra comunidade do Marajó. Elas também fornecem ucuuba, fruto de uma grande árvore, que também cai depois de maduro e geralmente é retirado da superfície dos rios.</p>
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<p><h6 class="meta">Lourdes Batista é uma das primeiras extrativistas do Maniva &#8211;<strong> Foto: Anderson Águia/Natura/WEG</strong><!--END copyright=425924--></h6>
</p>
</div>
<p>Lourdes Batista Silva hoje está afastada da colheita por questões de saúde, mas, além de ser uma das primeira extrativistas do Maniva, também foi responsável por integrar muitas das outras participantes.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Eu falo de boca cheia que tenho orgulho da minha pessoa. Eu me casei com 15 anos, minha primeira filha eu tive com 16, e eu nunca deixei de trabalhar. Mas, quando a gente começou a vender o murumuru, muita coisa mudou, porque aí eu passei a não depender de homem.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Benedita também sente o mesmo orgulho: &#8220;Nós, mulheres, a gente não era vista, não era reconhecida. Fomos discriminadas, mas agora acabou. Eu até consegui realizar o meu sonho de viajar de avião. Foi a coisa mais incrível do mundo que eu tenho na memória! E agora este ano conseguimos essa casa aqui, né? Cada uma de nós ajudou um pouquinho.&#8221;</p>
<p>A casa mencionada por ela se trata do Centro de Produção das Mulheres do Maniva, onde as sementes são quebradas e armazenadas, até somarem uma quantidade suficiente para serem levadas pela Ataic e vendidas para a Natura. Elas explicam o processo: as sementes de murumuru são separadas da polpa ainda na floresta, lavadas no rio e colocadas para secar por alguns dias em uma estufa. Depois, as sementes são quebradas e as amêndoas – tanto do murumuru quanto da ucuuba –, ensacadas para envio.</p>
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<p><h6 class="meta">Centro de Produção das Mulheres do Maniva &#8211;<strong> Foto: Anderson Águia/Natura/WEG</strong><!--END copyright=425922--></h6>
</p>
</div>
<p>Recentemente o grupo conseguiu aposentar o martelo que era usado para quebrar as sementes manualmente – e que também acabava machucando alguns dedos durante o processo –, após ganhar uma máquina que agilizou muito o trabalho. <strong>Graças às mulheres extrativistas, a comunidade também recebeu painéis de energia solar, que melhoraram muito a qualidade de vida da comunidade</strong>.</p>
<p>&#8220;Eu sempre tive o desejo de ajudar na renda familiar, e a natureza me ajudou a não ser uma mulher só do lar, a entender que o trabalho não é só para o homem. Não! Nós mulheres somos capazes de nos transformar e transformar o mundo também&#8230; juntas, unindo as nossas forças. Porque nós somos fortes e nós damos as nossas mãos&#8221;, conta Dionete da Silva Cardoso (à direita na foto principal).</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Eu sempre digo para minhas filhas, se tiver alguma coisa no nosso caminho, vamos dar um jeitinho de afastar e vamos prosseguir&#8221;, completa ela.</p>
</blockquote>
<p><strong>O desafio agora é enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, que já estão sendo sentidos pelas populações da floresta, como lembra Dionete:</strong> &#8220;Este ano, acho que a gente vai conseguir fazer uma entrega boa por causa da chuva. Mas, nos últimos dois anos, foi mais difícil por causa da seca. Quando ela acontece, diminui a produção do murumuru e de todas as espécies de frutos que nós temos aqui.&#8221;</p>
<p><em>*A repórter viajou a convite da Natura</em></p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> Tâmara Freire* &#8211; Enviada especial , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-05/mulheres-extrativistas-enfrentam-preconceito-e-geram-renda-na-amazonia">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 31 May 2025 09:12:00 -0300 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>Agroindústria beneficia bioativos com energia limpa na Ilha do Marajó</title>
		<link>https://weeknews.online/agroindustria-beneficia-bioativos-com-energia-limpa-na-ilha-do-marajo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 May 2025 11:59:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[agroindústria]]></category>
		<category><![CDATA[Amapá]]></category>
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		<category><![CDATA[Bioeconomia amazônica: o desafio de gerar renda e conservar a floresta]]></category>
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		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Antes de desaguar no mar, o Rio Amazonas banha inúmeras comunidades de várzea do Amapá e da Ilha do Marajó, no Pará. Casas esparsas sobre palafitas espalham-se entre o verde da paisagem florestal, mas, na Ilha das Cinzas, uma construção se destaca: é a nova agroindústria, onde frutos amazônicos serão beneficiados, antes de serem vendidos para a fabricação de cosméticos. Com o incremento de valor agregado, estima-se que a renda das famílias extrativistas aumente em cerca de 60%. Durante a cerimônia de inauguração das instalações, no sábado passado (24), os irmãos Josi e Francisco Malheiros faziam questão de receber pessoalmente os convidados que chegavam de barco, com um sorriso largo nos lábios e, por vezes, os olhos marejados de emoção. Ela, com apenas 16&#8230;</p>
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Feed Últimas.<br />
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<p>Antes de desaguar no mar, o Rio Amazonas banha inúmeras comunidades de várzea do Amapá e da Ilha do Marajó, no Pará. Casas esparsas sobre palafitas espalham-se entre o verde da paisagem florestal, mas, na Ilha das Cinzas, uma construção se destaca: é a nova agroindústria, onde frutos amazônicos serão beneficiados, antes de serem vendidos para a fabricação de cosméticos. Com o incremento de valor agregado, <strong>estima-se que a renda das famílias extrativistas aumente em cerca de 60%</strong>.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/1748692768_612_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/1748692769_624_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Durante a cerimônia de inauguração das instalações, no sábado passado (24), os irmãos Josi e Francisco Malheiros faziam questão de receber pessoalmente os convidados que chegavam de barco, com um sorriso largo nos lábios e, por vezes, os olhos marejados de emoção. Ela, com apenas 16 anos, foi uma das fundadoras da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (Ataic), no ano 2000. Ele, que tinha apenas 11 anos naquela época, hoje é o atual presidente da organização que vai gerenciar a agroindústria.</p>
<p>Quando a Ataic foi fundada, a comunidade trabalhava principalmente com a pesca de camarão, e a associação chegou a receber diversos prêmios pela criação de uma tecnologia social de manejo do crustáceo. <strong>Pouco tempo depois, veio a ideia de investir na diversificação produtiva, primeiro com a colheita de açaí, para fins alimentícios, e depois com os frutos do patauá e as sementes de ucuuba e murumuru, utilizadas em cosméticos.</strong></p>
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<p><h6 class="meta">Josi Malheiros defende a necessidade de se pensar em mais programas de desenvolvimento para as comunidades de várzea &#8211; <strong>Foto: Anderson Águia/Natura/WEG</strong><!--END copyright=425902--></h6>
</p>
</div>
<p>&#8220;Na floresta tem gente&#8221;, lembra Josi. &#8220;O ambiente de várzea nunca foi considerado nas políticas públicas para desenvolvimento da Amazônia. A gente precisa ter programas de desenvolvimento de fato, considerando esse ambiente que está aqui e que as populações precisam sobreviver e avançar&#8221;, complementa.</p>
<p><strong>Assim, a Ilha das Cinzas se tornou um assentamento extrativista, e em 2015, a partir de uma parceria com a empresa Natura, o manejo de bioativos para a produção de cosméticos se tornou a principal atividade da Ataic.</strong> De 5 toneladas colhidas no primeiro ano, as remessas aumentaram para cerca de 200 toneladas anuais de murumuru e 100 de ucuuba, além de 120 toneladas de patauá recolhidas na última temporada.</p>
<p>Além de contribuir para o desenvolvimento da ilha, a partir da geração de renda para as famílias extrativistas, <strong>a associação também investiu em melhorias que trouxeram benefícios coletivos, como tecnologias para tratamento de água e esgoto e a instalação de sistemas de energia solar,</strong> substituindo os poluentes geradores a diesel utilizados para alguns equipamentos e levando a energia elétrica para o dia a dia da comunidade.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Antes as famílias guardavam alimento com sal. Hoje tem um <em>freezer</em> que pode guardar por mais dias. O ganho de saúde que essa família teve, sabe? As mulheres tinham que carregar por 20 metros um barril com água e agora tem uma bomba para puxar&#8230; As famílias têm uma máquina de lavar roupa agora, têm batedeira de açaí, esses itens necessários para ter, minimamente, condições melhores de vida&#8221;, conta Francisco Malheiros.</p>
</blockquote>
<p>A atividade também permite que as comunidades se desenvolvam sem impactar a floresta. &#8220;A ucuuba é uma espécie madeireira, ameaçada também de extinção, com uma exploração intensa na região para comércio de cabo de vassoura. E aí o pessoal parou de vender para atravessador, ganhando um valor irrisório para madeira virar cabo de vassoura, e teve ampliação de renda, vendendo as sementes para virarem o óleo&#8221;, exemplifica Josi.</p>
<p><strong>Hoje, a Ataic trabalha com quase 450 famílias em diversas localidades nos municípios de Gurupá, Afuá, Chaves, Breves e Anajás, na Ilha do Marajó, e no município de Mazagão, no Amapá.</strong> E Francisco espera que essa rede cresça ainda mais, a partir da agroindústria.</p>
<p>&#8220;Quem sabe a gente até dobra o número de famílias atendidas nos próximos anos&#8230; É mais renda sendo gerada, é mais qualidade de vida sendo implantada no território. Esse é o sonho.&#8221;</p>
<h2>Ineditismo</h2>
<p>Além de promover o incremento de renda para as famílias da Ataic, <strong>a agroindústria da Ilha das Cinzas representa dois marcos para a região: é a primeira instalação do tipo construída em uma área de várzea, e também a primeira operada totalmente com energia limpa, proveniente de um sistema solar com armazenamento em baterias, conhecido como Bess, sigla para Battery Energy Storage System, ou Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias, em português.</strong></p>
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            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/dji_0186.jpg" alt="Ilha de Marajó (PA), 29/05/2025 - Inauguração Agroindústria na Ilha de Marajó. Foto: Anderson Águia/Natura/WEG" title="Anderson Águia/Natura/WEG"/><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/dji_0186.jpg" alt="Ilha de Marajó (PA), 29/05/2025 - Inauguração Agroindústria na Ilha de Marajó. Foto: Anderson Águia/Natura/WEG" title="Anderson Águia/Natura/WEG"/><br />
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<p><h6 class="meta">Agroindústria na Ilha de Marajó pode aumentar renda das famílias extrativistas em cerca de 60% &#8211;<strong> Foto: </strong>A<strong>nderson Águia/Natura/WEG</strong><!--END copyright=425899--></h6>
</p>
</div>
<p><strong>As instalações foram construídas pela Ataic em parceria com três empresas, que investiram em caráter de doação.</strong> A Natura foi responsável pela articulação e pelo suporte técnico e operacional, a Weg doou o sistema de energia, e a W-energy instalou os equipamentos fotovoltaicos. Esse sistema alimenta o maquinário que transforma as sementes e os frutos em óleos e manteigas, <strong>vendidos por um preço superior ao das matérias-primas.</strong></p>
<blockquote>
<p>&#8220;É a 20ª agroindústria que a gente inaugura com as comunidades, dentro de um plano estruturado de industrialização descentralizada. O protagonismo da Amazônia para a gente é bastante importante. Nós temos várias metas públicas, uma delas é proteger 3 milhões de hectares, o que a gente faz no dia a dia em relação com as comunidades&#8221;, diz a diretora de Sustentabilidade da Natura, Ângela Pinhati.</p>
</blockquote>
<p>A localização à beira do rio impõe desafios específicos, já que só é possível chegar à comunidade de barco. Além disso, não há como se conectar à rede de energia tradicional. As placas solares e baterias, por exemplo, foram construídas em Santa Catarina, transportadas de barco até Belém, movidas para um segundo barco, para o transporte até Macapá, e depois para um terceiro que conseguisse chegar à Ilha das Cinzas. Para o percurso final, do pequeno cais até os galpões, os equipamentos foram colocados sobre toras de madeira, empurradas com o máximo de cuidado para não causar nenhum dano.</p>
<p><strong>A indústria será alimentada primariamente pela energia produzida nas placas solares, e, em dias de menor incidência, as baterias – também abastecidas pelo sol – entram em operação.</strong> Mesmo em um cenário bastante improvável de ausência total de luz solar, o Bess conseguiria manter a indústria operando por cerca de oito horas. De acordo com o diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Weg, Daniel Godinho, <strong>é um projeto inovador, já que, em outras plantas industriais, o sistema de energia solar combinado com baterias é utilizado como complemento ou retaguarda para a fonte de abastecimento principal.</strong></p>
<p>&#8220;Esse é um projeto diferente e especial, porque aqui ele toca a indústria. Nós temos aqui dois módulos de energia solar: se falhar um, a indústria consegue operar com a outra. E seis módulos de bateria. Não tendo energia solar suficiente, ele consome energia do Bess. Somente se esgotar a energia renovável, o que é muito improvável, é que vai acionar o gerador a diesel. A gente colocou várias camadas para que venha a ser uma energia limpa de verdade&#8221;, explica Godinho.</p>
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            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/francisco_malheiros.jpg" alt="Ilha de Marajó (PA), 29/05/2025 - Francisco Malheiros fala sobre a inauguração Agroindústria na Ilha de Marajó. Foto: Anderson Águia/Natura/WEG" title="Anderson Águia/Natura/WEG"/><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/francisco_malheiros.jpg" alt="Ilha de Marajó (PA), 29/05/2025 - Francisco Malheiros fala sobre a inauguração Agroindústria na Ilha de Marajó. Foto: Anderson Águia/Natura/WEG" title="Anderson Águia/Natura/WEG"/><br />
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<p><h6 class="meta">Francisco Malheiros preside a Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (Ataic), que vai gerenciar a agroindústria &#8211; <strong>Foto: Anderson Águia/Natura/WEG</strong><!--END copyright=425901--></h6>
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<h2>Modelo</h2>
<p>&#8220;Vocês podem levar daqui um modelo não só de agroindústria, mas um modelo de residência, de moradia&#8230; Um modelo de bem-estar das famílias, nesse e em qualquer outro território isolado&#8221;, incentivou o presidente da Ataic, Francisco Malheiros, durante a inauguração.</p>
<p>&#8220;Quando você faz uma fábrica utilizando tecnologias nacionais para processar produtos da socioeconomia, gerando qualidade de vida no interior do Brasil e utilizando energia limpa, certamente tem um efeito demonstrativo muito grande para outras cadeias produtivas em outras regiões isoladas da Amazônia&#8221;, concorda o secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Rodrigo Rollemberg, que participou da cerimônia.</p>
<p>De acordo com o secretário, no final de 2023, o ministério assinou um convênio com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para a elaboração de um catálogo com todas as máquinas e equipamentos utilizados para aumentar a eficiência e a produção nas cadeias produtivas do babaçu, cupuaçu, açaí e castanha-do-brasil. Em seguida, foi feito um projeto com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que vai enviar agentes locais de inovação cooperativa a cerca de 50 cooperativas nos estados do Pará, Amapá, Acre, de Rondônia e do Maranhão, para mapear as necessidades das comunidades que atuam nessas quatro cadeias produtivas.</p>
<p>&#8220;E já apresentamos ao Fundo Amazônia um projeto de R$ 104 milhões para que o Sebrae possa receber esses recursos e comprar esses equipamentos para distribuir para as cooperativas e fazer também um trabalho de capacitação&#8221;, complementa Rollemberg. O objetivo é que as informações levantadas sobre essas quatro cadeias produtivas possam ser reproduzidas em projetos semelhantes, envolvendo outros bioativos. </p>
<p><em>*A repórter viajou a convite da Natura</em></p>
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<p> Tâmara Freire* &#8211; Enviada especial , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-05/agroindustria-beneficia-bioativos-com-energia-limpa-na-ilha-do-marajo">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 31 May 2025 08:49:00 -0300 </p>

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