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	<title>Arquivo de BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica - WeekNews</title>
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		<title>Captura de carbono na Amazônia está em risco, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 18:09:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economista critica transição energética via mercado de carbono]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A Amazônia deixará de capturar 2,94 bilhões de toneladas de carbono até 2030, se os governos de países amazônicos aplicarem pouco ou nenhum controle sobre o desmatamento no bioma. Caso haja manutenção das atuais políticas ambientais e das recentes taxas de desmatamento na região, ainda haveria perda na captura de carbono na ordem de 1,113 bilhões de toneladas nos próximos cinco anos. A conclusão é de levantamento da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG), divulgado nesta quinta-feira (23), formada por oito organizações da sociedade civil. A rede engloba todos os países amazônicos, no entanto, para essa análise, foram considerados Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Notícias relacionadas: Economista critica transição energética via mercado de carbono. Mercado de carbono ameaça vida indígena, diz&#8230;</p>
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<p>A Amazônia deixará de capturar 2,94 bilhões de toneladas de carbono até 2030, se os governos de países amazônicos aplicarem pouco ou nenhum controle sobre o desmatamento no bioma. Caso haja manutenção das atuais políticas ambientais e das recentes taxas de desmatamento na região, ainda haveria perda na captura de carbono na ordem de 1,113 bilhões de toneladas nos próximos cinco anos.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1761242945_740_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1761242946_65_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>A conclusão é de levantamento da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG), divulgado nesta quinta-feira (23), formada por oito organizações da sociedade civil. A rede engloba todos os países amazônicos, no entanto, para essa análise, foram considerados Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
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<li>Economista critica transição energética via mercado de carbono.</li>
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<li>BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica.</li>
</ul>
<p><strong>Para os pesquisadores, a proteção das florestas mais preservadas da região, principalmente em terras indígenas e Áreas Naturais Protegidas é decisiva para conter o aquecimento global. Na Amazônia, os territórios protegidos abrigam as florestas mais conservadas e com menores taxas de desmatamento. Além disso, segundo a RAISG, tais áreas concentraram 61% do carbono florestal capturado em 2023 em toda a região amazônica.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Estamos diante de uma contagem regressiva ambiental: se não forem fortalecidas as políticas de proteção e se não for reconhecido o papel central dos povos indígenas e das comunidades locais, a Amazônia deixará de ser um aliado climático e se tornará uma fonte de crise”, alertou Renzo Piana, diretor executivo do Instituto do Bem Comum, membro da RAISG, em nota.</p>
</blockquote>
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<p>Entre as recomendações da rede figuram priorizar políticas que articulem ciência e saberes dos povos amazônicos e desenvolver modelos econômicos e tecnologias baseadas em baixas emissões de gases de efeito estufa, além de promover o uso sustentável de florestas e sistemas hídricos. É necessário, ainda, implementar estratégias que eliminem o desmatamento, incêndios florestais e o avanço de atividades ilegais e crimes ambientais no bioma.</p>
<h2>Devastação histórica</h2>
<p><strong>Nas últimas décadas, segundo a RAISG, a Amazônia já teve suas funções de combate às mudanças climáticas enfraquecidas. Em 2023, suas florestas deixaram de capturar 5,7 bilhões de toneladas de carbono em comparação com o ano 2000 &#8211; uma redução de 6,3%. “Entre 1985 e 2023, mais de 88 milhões de hectares de florestas que regulavam o clima global foram transformadas em terras agropecuárias, urbanas e mineradoras”, divulgou a RAISG.</strong></p>
<p>Além disso, a organização aponta que tais atividades não apenas fragmentaram as florestas, mas causaram um dano silencioso às árvores remanescentes, afetando sua mortalidade, capacidade de regeneração e processos de fotossíntese, que são fundamentais para a captura de carbono.</p>
<p>O estudo divulgado hoje foi feito dentro do projeto Ciência e Saber Indígena pela Amazônia, da RAISG e do <em>Woodwell Climate Research Center</em>. Ele projetou três cenários futuros para as reservas de carbono.</p>
<p>Para isso, os pesquisadores utilizaram a ferramenta de simulação Dinâmica Ego &#8211; plataforma de modelagem ambiental gratuita &#8211; e dados atuais de monitoramento por satélite, com o objetivo de orientar melhores políticas públicas.</p>
<h2>Pior cenário</h2>
<p><strong>No primeiro cenário, a Amazônia passaria a capturar 82,257 bilhões em 2030, em vez das mais de 85 bilhões de toneladas de carbono capturadas em 2023, representando uma redução de 3,5%. “Isso ocorreria caso os governos aplicassem pouco ou nenhum controle sobre o desmatamento, permitindo o avanço descontrolado de atividades como agricultura, pecuária, infraestrutura e mineração”, informou a entidade.</strong></p>
<p>Para Mireya Bravo Frey, coordenadora regional do Projeto Ciência e Saber Indígena pela Amazônia, cada tonelada de carbono que se consegue manter nas florestas amazônicas é um investimento no futuro do planeta.</p>
<blockquote>
<p>“Fortalecer a proteção das Terras Indígenas e das Áreas Protegidas significa conservar as maiores reservas de carbono florestal do mundo”, ressaltou. No Brasil, os territórios protegidos correspondem a 44% de toda a floresta bioma.</p>
</blockquote>
<p>No melhor cenário analisado, em que os governos não promoveriam mudanças significativas nas políticas ambientais e as atuais taxas de desmatamento se manteriam constantes, as áreas florestais deixariam de capturar 1,113 bilhão de toneladas de carbono até 2030, em relação a 2023, ou seja, 2% a menos. Assim, mesmo que as políticas e condutas atuais dos governos fossem mantidas, haveria piora nos resultados de captura de carbono da região.</p>
<h2>O que é a captura de carbono?</h2>
<p><strong>A Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG) explica o que é a captura de carbono florestal e qual sua importância no contexto atual. “Durante a fotossíntese, árvores e vegetação capturam carbono, um elemento do dióxido de carbono (CO₂) presente na atmosfera, e o retêm em raízes, troncos e folhas. Dessa forma, ajudam a controlar esse gás de efeito estufa, produzido em excesso principalmente pelo uso de combustíveis fósseis e pelo desmatamento causado por atividades econômicas, como a pecuária.”</strong></p>
<p>A captura de carbono ganha maior destaque no contexto de agravamento da emergência climática. Especialista em Sistemas de Informação Geográfica e Sensoriamento Remoto da RAISG, Jose Victorio alerta que ter menos florestas equivale a ter menos reservas de carbono na Amazônia, o que significa mais emissões poluentes para o mundo.</p>
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<div class="meta"> Árvores são fundamentais para a preservação da Amazônia &#8211; <strong>Agência Pará/Divulgação</strong><!--END copyright=435908--></div>
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<blockquote>
<p>“Isso gera temperaturas mais altas no planeta e eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, como secas, inundações, florestas mais suscetíveis a incêndios e chuvas mais imprevisíveis. Um cenário que compromete não apenas a biodiversidade e a cultura amazônica, mas também a segurança hídrica e alimentar do planeta”, explicou.</p>
</blockquote>
<p><strong>No cenário intermediário, que considerou uma regulação mais permissiva e que ocorreria se os países amazônicos aplicassem políticas ambientais e marcos legais mais fracos do que os atuais nos próximos cinco anos, o resultado foi também uma queda na captura de carbono florestal.</strong></p>
<p>Considerando esse contexto, haveria uma mudança radical na função do solo, transformando grandes áreas de florestas amazônicas e agroflorestas em terras agropecuárias, urbanas e mineradoras.</p>
<p><strong>A Amazônia deixaria de capturar 2,294 bilhões de toneladas de carbono em 2030 em relação a 2023, devido ao avanço do desmatamento e da degradação florestal, uma redução de 2,7% nas reservas de carbono.</strong></p>
<p> Camila Boehm &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-10/captura-de-carbono-na-amazonia-esta-em-risco-diz-estudo">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 23 Oct 2025 14:29:00 -0300 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>Restauração ambiental pode ser rentável, diz secretário do MMA</title>
		<link>https://weeknews.online/restauracao-ambiental-pode-ser-rentavel-diz-secretario-do-mma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 21:30:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp]]></category>
		<category><![CDATA[30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30)]]></category>
		<category><![CDATA[A um mês da COP30]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[Marina defende fundo para florestas tropicais]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[um dos principais produtores de celulose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. ­A restauração de áreas florestais degradadas tem viabilidade econômica e é uma forma de se ganhar dinheiro. A posição foi defendida nesta sexta-feira (10) pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco. O secretário participou de um encontro sobre conservação e restauração ambiental na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. Notícias relacionadas: A um mês da COP30, Marina defende fundo para florestas tropicais. BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica. “Temos aqui parceiros que estão provando, demonstrando objetivamente que é possível fazer isso ganhando dinheiro, gerando vendas, gerando movimento, gerando economia. Não estamos falando de doação, não estamos falando de filantropia”, disse Capobianco. No evento, estavam&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>­A restauração de áreas florestais degradadas tem viabilidade econômica e é uma forma de se ganhar dinheiro. A posição foi defendida nesta sexta-feira (10) pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1760131807_39_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1760131808_102_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O secretário participou de um encontro sobre conservação e restauração ambiental na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.</p>
<blockquote>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>A um mês da COP30, Marina defende fundo para florestas tropicais.</li>
<li>BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica.</li>
</ul>
<p>“Temos aqui parceiros que estão provando, demonstrando objetivamente que é possível fazer isso ganhando dinheiro, gerando vendas, gerando movimento, gerando economia. Não estamos falando de doação, não estamos falando de filantropia”, disse Capobianco.</p>
</blockquote>
<p>No evento, estavam presentes representantes de empresas que atuam na silvicultura &#8211; o uso comercial de florestas plantadas, que resultam na produção de matérias-primas como celulose e toras para móveis e construção civil. </p>
<p>Ele se referia a iniciativas de recuperação florestal que acontecem no Brasil. Segundo Capobianco, além de combater o desmatamento, o país precisa seguir com ações de restauração para atingir o compromisso de reduzir de 59% a 67% as emissões de gás carbônico (CO₂), causador do efeito estufa, até 2035, em comparação ao nível de 2005.</p>
<blockquote>
<p>“Se formos muito eficientes, podemos chegar em 2035 emitindo 850 milhões de toneladas, que é a parte de baixo dessa faixa. Seria um feito absolutamente excepcional”, avalia o secretário.</p>
</blockquote>
<p>A redução de emissões é uma das Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), compromisso internacional assumido pelo Brasil no enfrentamento do aquecimento global.</p>
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<h2>Desmatamento zero</h2>
<p>O encontro no BNDES acontece a exatamente um mês do início da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém.</p>
<p><strong>Capobianco afirmou que o Brasil, no atual governo, inverteu a marcha do desmatamento e caminha para chegar ao desmatamento zero em 2030, seja ilegal ou legal.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Nós reduzimos na Amazônia 45% da taxa de desmatamento que nós herdamos de um governo absolutamente negacionista, que permitiu a explosão do desmatamento em pouquíssimo tempo”, afirmou ele, que também citou recuos no Cerrado e na Mata Atlântica.</p>
</blockquote>
<h2>Anúncio de financiamentos</h2>
<p><strong>No evento, o BNDES &#8211; banco público de fomento ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços &#8211; anunciou dois financiamentos para atividades voltadas à restauração ambiental com verbas do Fundo Clima, que reúne recursos nacionais e estrangeiros destinados à conservação ambiental no país.</strong></p>
<p>Em um deles, o banco liberou R$ 250 milhões em empréstimo para a empresa Suzano – maior fabricante mundial de celulose &#8211; atuar na recuperação de 24 mil hectares (equivalente a pouco mais que a área da cidade do Recife), em São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Pará e Mato Grosso do Sul. A ação inclui os biomas Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado.</p>
<p>É o maior volume de recursos já aprovados com dinheiro do Fundo Clima para a recuperação de mata nativa degradada.</p>
<p>Outra iniciativa financia R$ 100 milhões para o Grupo Belterra, que trabalha com conceito de agrofloresta. O objetivo é restaurar áreas na Bahia, Pará, Rondônia e Mato Grosso. A ação tem parceria com pequenos e médios produtores rurais de cacau. Esse é o primeiro projeto de restauração produtiva em larga escala e prevê o plantio de 2,9 milhões de mudas.</p>
<h2>Terras indígenas</h2>
<p><strong>O BNDES lançou também uma concorrência pública que destina R$ 10 milhões para recuperação florestal em uma área potencial de 61 terras indígenas no Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.</strong> Esta iniciativa conta com o apoio da Fundação Bunge (ligada à empresa do agronegócio), que aportará valor aproximado.</p>
<p>Os recursos não são reembolsáveis e fazem parte do programa Floresta Viva.</p>
<h2>Florestas comerciais</h2>
<p><strong>O banco público detalhou também o projeto BNDES Floresta Inovação, que investirá R$ 24,9 milhões em recursos não reembolsáveis para a silvicultora, ou seja, a plantação de florestas para manejo sustentável e comercial. </strong>A iniciativa tem duplo objetivo: restauração de áreas degradadas e produção de madeira nativa para fins comerciais.</p>
<p>Além do simples cultivo e manejo, o projeto reserva recursos para pesquisa e inovação em silvicultura, de forma a diminuir custos e aumentar produtividade.</p>
<p>O Floresta Inovação é coordenado pela Universidade Federal de São Carlos/SP (UFSCar) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.</p>
<p><strong>O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, lembrou que o país já é um dos principais produtores de celulose (matéria-prima do papel) do mundo e apontou que o Brasil “tem uma avenida para crescer” na silvicultura.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Temos um setor que vai apresentar resultados exuberantes do ponto de vista do seu potencial de investimento, de participação privada, de retorno não só ambiental, mas também econômico, emprego, inovação, em tecnologia, em resultado dos avanços. Acho que o Brasil tem um caminho muito forte a percorrer”, declarou.</p>
</blockquote>
<p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, 77,6% das áreas da silvicultora eram dedicados ao cultivo do eucalipto, à frente de pinus (18,6%) e outras espécies (3,8%).</p>
<p>Mercadante destacou ainda que “não há nada mais antigo, mais eficiente e mais barato para sequestrar carbono do que plantar árvores”.</p>
<h2>COP30</h2>
<p>Às vésperas da COP30, a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, disse que os anúncios desta sexta-feira fazem parte de um esforço para mostrar “que o Brasil tem entregas efetivas e robustas”. A diretora antecipou que a área de florestas do banco tem ainda quatro anúncios, no mínimo, para fazer antes da COP30.</p>
<p> Bruno de Freitas Moura &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-10/restauracao-ambiental-pode-ser-rentavel-diz-secretario-do-mma">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Fri, 10 Oct 2025 17:13:00 -0300 </p>

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		<title>Produção florestal do país cresce 16,7% e chega a R$ 44,3 bi em 2024</title>
		<link>https://weeknews.online/producao-florestal-do-pais-cresce-167-e-chega-a-r-443-bi-em-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 13:03:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[4% em oito anos]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[celulose]]></category>
		<category><![CDATA[Celulose é um dos 700 produtos que ficaram de fora da lista do tarifaço imposto pelos Estados Unidos em agosto de 2025]]></category>
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		<category><![CDATA[Trabalho infantil no país cai 21]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. As florestas brasileiras, sejam naturais ou plantadas, geraram produção econômica de R$ 44,3 bilhões em 2024. Esse valor representa crescimento de 16,7% em relação ao ano anterior. Já em comparação com 2019, a produção mais que duplicou, chegando a 140% de aumento. Os dados fazem parte da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento do valor de produção pode ser explicado pela a associação de mais extração e preços de venda mais altos. Notícias relacionadas: Itaipu triplica diversidade florestal nos arredores do reservatório. BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica. Trabalho infantil no país cai 21,4% em oito anos, mostra IBGE. O levantamento mostra que a silvicultura responde&#8230;</p>
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				</p>
<p>As florestas brasileiras, sejam naturais ou plantadas, geraram produção econômica de R$ 44,3 bilhões em 2024. Esse valor representa crescimento de 16,7% em relação ao ano anterior. <strong>Já em comparação com 2019, a produção mais que duplicou, chegando a 140% de aumento.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758805393_992_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758805393_434_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Os dados fazem parte da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento do valor de produção pode ser explicado pela a associação de mais extração e preços de venda mais altos.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Itaipu triplica diversidade florestal nos arredores do reservatório.</li>
<li>BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica.</li>
<li>Trabalho infantil no país cai 21,4% em oito anos, mostra IBGE.</li>
</ul>
<p><strong>O levantamento mostra que a silvicultura responde por 84,1% (R$ 37,2 bilhões) da produção econômica florestas</strong>, enquanto os demais 15,9% (R$ 7 bilhões) são atribuídos ao extrativismo vegetal. Desde 1998, a produção silvícola supera a extrativa.</p>
<p>Silvicultura é a produção retirada de áreas plantadas, enquanto o extrativismo se refere a áreas naturais, como matas e florestas. O gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Barreto Guedes, ressalta que nem toda forma de extração vegetal é ilegal.</p>
<p>“Muito do extrativismo são extrações autorizadas”, diz.</p>
<h2>Distribuição regional</h2>
<p>A pesquisa aponta que 4.921 dos 5.570 municípios brasileiros registraram produção florestal. <strong>Em termos regionais, o Sul e o Sudeste concentram 65,7% da produção florestal.</strong></p>
<ul>
<li>Sudeste: 34,7%</li>
<li>Sul: 31%</li>
<li>Centro-Oeste: 13,5%</li>
<li>Norte: 11,1%</li>
<li>Nordeste: 9,7%</li>
</ul>
<p>Com uma produção de R$ 8,5 bilhões em 2024, <strong>Minas Gerais responde por 22,8% do total produzido pelo país e ocupa o topo do ranking entre as unidades da federação</strong>, seguida pelo Paraná, com R$ 6,3 bilhões (17% do total nacional).</p>
<p>Entre os municípios, a lista é liderada pela cidade paranaense General Carneiro, com R$ 674,4 milhões. O ranking segue com Três Lagoas (MS), João Pinheiro (MG), Brasilândia (MS) e Buritizeiro (MG). Todos alcançam a posição de destaque por causa da produção proveniente de áreas plantadas.</p>
<h2>Atividade madeireira</h2>
<p>A produção econômica da silvicultura é quase que toda (98,3%) de atividade madeireira. Dentro desse grupo, a produção de papel e celulose tem a maior participação:</p>
<ul>
<li>Madeira em tora para papel e celulose (40,1%)</li>
<li>Madeira em tora para outras finalidades: (24,5%)</li>
<li>Carvão vegetal: (21,4%)</li>
<li>Lenha: (12,2%)</li>
<li>Outros: (1,7%)</li>
</ul>
<p>A produção de madeira em tora para papel e celulose foi recorde em 2024, chegando a 122,1 milhões de metros cúbicos (m³). <strong>São números que ajudam o Brasil ser campeão mundial em exportação de celulose ─ principal matéria-prima da indústria de papel.</strong> Desde 2022, o país superou o Canadá.</p>
<p>Em 2024, o Brasil vendeu para o exterior 19,7 milhões de toneladas, gerando US$ 10,6 bilhões. Os principais destinos foram China (43,7%), Estados Unidos (15,8%), Itália (8,8%) e Países Baixos (8,3%).</p>
<p>De acordo com o IBGE, a posição de destaque do Brasil na produção de celulose foi alcançada “devido às condições climáticas e de solo favoráveis para o crescimento rápido de florestas, aliadas a investimentos em práticas sustentáveis, que o tornam altamente competitivo no mercado internacional”.</p>
<p>Celulose é um dos 700 produtos que ficaram de fora da lista do tarifaço imposto pelos Estados Unidos em agosto de 2025, que impõe taxa de até 50% em cima de parte das exportações brasileiras.</p>
<h2>Área plantada</h2>
<p><strong>A área de floresta plantada para silvicultora no Brasil chega a 9,9 milhões de hectares (ha), em 3.552 municípios. Para ter dimensão, é praticamente o tamanho do estado de Pernambuco.</strong> Dessa área, 77,6% são dedicados ao cultivo do eucalipto, à frente de pinus (18,6%) e outras espécies (3,8%).</p>
<p>O eucalipto é a madeira utilizada em praticamente toda obtenção de carvão vegetal (98,4%), 86,9% da lenha e 87,4% para papel e celulose.</p>
<p>O analista Carlos Alfredo Guedes aponta que essa preferência se explica por características da espécie, incluindo o tempo necessário para cultivo.</p>
<p>“O eucalipto tem muita diversidade de uso e um crescimento muito rápido, em torno de sete a oito anos. Se adaptou muito bem aqui em solo brasileiro, se adaptou muito bem ao clima”, diz Guedes, comparando com o pinus, que leva de dez a 12 anos para ser colhido.</p>
<p> </p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=244605:cheio_8colunas --><br />
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    <!-- END scald=244605 --></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<div class="meta"><!--copyright=244605-->Plantação de eucalipto para silvicultura &#8211; <strong>CNA/Wenderson Araujo/Trilux</strong><!--END copyright=244605--></div>
</div>
</div>
<p><strong>Minas Gerais é o estado com maior área de eucalipto plantado, com 2,1 milhões de ha, ou seja, é como se houvesse um Sergipe de eucalipto dentro de Minas.</strong></p>
<p>Já o município com maior floresta plantada da espécie é Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul. São 380,7 mil ha, quase duas vezes a área da cidade de São Paulo.</p>
<h2>Extrativismo vegetal</h2>
<p>No extrativismo vegetal, a atividade madeireira também é a predominante, com 65,6% dos R$ 7 bilhões gerados. Em seguida, o outro grupo de destaque é formado pelos produtos alimentícios, que respondem 28,6% do valor gerado (R$ 2,0 bilhões).</p>
<p>Dentro desse grupo, metade é representado pelo açaí (50,9%). Em seguida figuram erva-mate (26%) e castanha-do-pará (9,7%).</p>
<p>“O açaí amazônico é coletado de uma palmeira nativa regional, concentrando 92,9% de sua extração na região Norte. Em 2024, essa produção foi de 247,5 mil toneladas”, frisa o IBGE.</p>
<p>O Pará registrou a maior produção de açaí, com 168,5 mil toneladas (68,1% do total nacional). Dos dez municípios com maiores volumes, oito são paraenses.</p>
<p><strong>Limoeiro do Ajuru, no nordeste do estado, ostenta o título de maior produtor brasileiro, com 20,2% de tudo o que foi extraído de açaí no país em 2024.</strong></p>
<p>Já a extração de erva-mate é concentrada na região Sul e alcançou produção de 377,4 mil toneladas em 2024. O Paraná é o campeão nacional, com 85,8% da produção brasileira. O município com maior volume extraído foi o paranaense São Mateus do Sul, representando 17,2% do extraído no país.</p>
<p> Bruno de Freitas Moura &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-09/producao-florestal-do-pais-cresce-167-e-chega-r-443-bi-em-2024">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 25 Sep 2025 10:01:00 -0300 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>Itaipu triplica diversidade florestal nos arredores do reservatório</title>
		<link>https://weeknews.online/itaipu-triplica-diversidade-florestal-nos-arredores-do-reservatorio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2025 16:18:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[1 bilhões de megawatts-hora (MWh) produzidos desde que entrou em operação em 1984]]></category>
		<category><![CDATA[1 bilhões de MWh produzidos]]></category>
		<category><![CDATA[a hidrelétrica alcançou a marca histórica de 3]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrelétrica de Itaipu chega ao marco de 3]]></category>
		<category><![CDATA[Itaipu]]></category>
		<category><![CDATA[Itaipu anuncia nova lista de contemplados em edital social e ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[No dia 5 de setembro]]></category>
		<category><![CDATA[Preservação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Usina Hidrelétrica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Além dos procedimentos operacionais e atualização tecnológica para seguir como uma das principais geradoras de energia limpa do país, a usina hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, mantém uma atividade para garantir a produção de eletricidade pelas próximas décadas: a proteção ambiental. Na última quinta-feira (18), a hidrelétrica divulgou o resultado de um inventário inédito referente à área de preservação nos arredores do reservatório de Itaipu, localizado na fronteira entre Brasil e Paraguai. O estudo revelou que, em 40 anos, praticamente triplicou a diversidade na faixa preservada. Notícias relacionadas: BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica. Hidrelétrica de Itaipu chega ao marco de 3,1 bilhões de MWh produzidos. Itaipu anuncia nova lista de contemplados em edital social e ambiental. A&#8230;</p>
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				</p>
<p>Além dos procedimentos operacionais e atualização tecnológica para seguir como uma das principais geradoras de energia limpa do país, a usina hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, mantém uma atividade para garantir a produção de eletricidade pelas próximas décadas: a proteção ambiental.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758471504_269_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758471504_336_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Na última quinta-feira (18), a hidrelétrica divulgou o resultado de um inventário inédito referente à área de preservação nos arredores do reservatório de Itaipu, localizado na fronteira entre Brasil e Paraguai. <strong>O estudo revelou que, em 40 anos, praticamente triplicou a diversidade na faixa preservada.</strong></p>
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<li>BNDES lança edital voltado para recuperação da floresta amazônica.</li>
<li>Hidrelétrica de Itaipu chega ao marco de 3,1 bilhões de MWh produzidos.</li>
<li>Itaipu anuncia nova lista de contemplados em edital social e ambiental.</li>
</ul>
<p>A pesquisa, realizada entre março e setembro de 2024, identificou 397 espécies de árvores e arbustos, quase três vezes mais que as 139 espécies plantadas originalmente.</p>
<p>Esses dados representam que, o que antes era um cinturão isolado de plantios se transformou em uma floresta com 1,3 mil quilômetros de extensão e 30 mil hectares ─ quase a área de Belo Horizonte (33,1 mil hectares). São 55 mil registros de plantas, de acordo com o levantamento.</p>
<p>O inventário é um convênio entre a usina e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.</p>
<p>A área vegetal coleciona árvores como angico-vermelho (<em>Parapiptadenia rigida</em>), uma espécie nativa essencial pela quantidade e frequência das ocorrências; ipês de todas as espécies; peroba; jequitibá; e frutíferas de várias famílias, como araticum, jabuticaba, pitanga e gabiroba.</p>
<h2>Proteção do reservatório</h2>
<p>Itaipu Binacional é uma empresa gerida conjuntamente por Brasil e Paraguai. O diretor-geral brasileiro, Enio Verri, explica que <strong>a conservação ambiental é um investimento para garantir a geração de energia elétrica por décadas e mais décadas.</strong></p>
<blockquote>
<p>“O investimento em ações como essas, além de tantas outras que protegem nosso lago, ajuda a enfrentar as mudanças climáticas e garantem a disponibilidade de nossa matéria-prima, a água, para que continuemos gerando energia por mais de 190 anos adiante”.</p>
</blockquote>
<p>É no Lago de Itaipu, formado no Rio Paraná, onde está a reserva de água que aciona as turbinas geradoras da hidrelétrica.</p>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, o gestor do convênio e técnico da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu, Luis Cesar Rodrigues da Silva, apontou que é “amplamente conhecido na literatura e cientificamente comprovado” que uma vegetação saudável no entorno de cursos d&#8217;água e reservatórios tem função crucial para a produção de água e sua qualidade.</p>
<p>De acordo com Luis Cesar, isso acontece por dois fatores: em um primeiro momento, a vegetação funciona como uma barreira protetiva, evitando que detritos e uma carga grande de sedimentos chegue no reservatório; em um segundo passo, a vegetação contribui para estabilizar o solo no entorno do reservatório, impedindo efeitos de erosão.</p>
<p>“A erosão é um contribuinte forte para diminuir a vida útil do reservatório. Quanto mais sedimento, quanto mais erosão vai para um reservatório, menos tempo de vida a estrutura tem”, detalha.</p>
<h2>Papel ecológico</h2>
<p>O engenheiro florestal acrescenta que a preservação e a diversidade ambiental têm também um papel ecológico. “Serve de abrigo para uma série de espécies de vegetais e animais, principalmente os insetos, que são polinizadores importantes de culturas agrícolas”, cita.</p>
<p>Ele contextualiza que a faixa de proteção do reservatório é um corredor de biodiversidade, pois está situada entre duas importantes unidades de conservação.</p>
<p>“Ao sul, tem o Parque Nacional do Iguaçu, com toda a sua pujança e fama internacional, e, ao norte, o Parque Nacional de Ilha Grande [na divisa do Paraná e Mato Grosso do Sul], em uma posição estratégica na transição entre Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal”.</p>
<p> </p>
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            <img decoding="async" src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/credito_sara_cheida_itaipu_binacional_3.jpg" alt="Itaipu triplica diversidade em floresta. Trabalho abrange cerca de 30 mil hectares de mata ciliar entre Foz do Iguaçu e Guaíra (PR). Será o mais completo inventário florestal já realizado por uma usina hidrelétrica. Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional. Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional" title="Sara Cheida/Itaipu Binacional"><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/credito_sara_cheida_itaipu_binacional_3.jpg" alt="Itaipu triplica diversidade em floresta. Trabalho abrange cerca de 30 mil hectares de mata ciliar entre Foz do Iguaçu e Guaíra (PR). Será o mais completo inventário florestal já realizado por uma usina hidrelétrica. Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional. Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional" title="Sara Cheida/Itaipu Binacional"><br />
    <!-- END scald=437933 --></div>
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<h6 class="meta">Trabalho abrange cerca de 30 mil hectares de mata ciliar entre Foz do Iguaçu e Guaíra (PR) <strong>Sara Cheida/Itaipu Binacional</strong><!--END copyright=437933--></h6>
</div>
</div>
<h2>Parceria para inventário</h2>
<p>O gestor do convênio explicou à <strong>Agência Brasil</strong> que, por cerca de 40 anos, Itaipu ─ que começou a ser construída em 1973 ─ se dedicou ao plantio extensivo na faixa de proteção. Agora, é preciso novo direcionamento.</p>
<p>“A gente não tem mais o que plantar. A gente precisa fazer a gestão e verificar se tem algo que a gente pode fazer, alguma oportunidade para melhorar essa vegetação e aproximá-la do que seria uma vegetação nativa”, diz.</p>
<p>Ele completa que a parceria com a Embrapa visa a estabelecer um plano de gestão dessa vegetação protetiva do reservatório pelos próximos 30 ou 40 anos.</p>
<p>“É uma série de estudos que a gente precisa agora, para ter dados para definir um planejamento de atividades de melhoria e de cuidado dessa vegetação para o longo prazo”, projeta.</p>
<h2>Benefícios para arredores</h2>
<p>A parceria é assinada com a divisão Florestas da Embrapa. A pesquisadora da Embrapa Florestas Maria Augusta Doetzer Rosot disse à <strong>Agência Brasil</strong> que o maior ganho na região nos últimos 40 anos foi a formação de uma área de preservação permanente nas bordas do reservatório.</p>
<p>&#8220;Em função da expansão agrícola no oeste do Paraná, ocorrida na metade do Século 20, essas bordas eram constituídas majoritariamente por áreas de agricultura que necessitavam ser recuperadas para cumprir as funções ecológicas de uma área de proteção”, conta.</p>
<p>Segundo ela, desde a década de 1980, com o enchimento do reservatório em 1982, os plantios de restauração em áreas sem nenhuma cobertura florestal começaram a modificar o ambiente e a prover os chamados serviços ecossistêmicos.</p>
<p>Maria Augusta enfatiza que, além de beneficiar a preservação do reservatório hídrico de Itaipu, a área de proteção levou ganhos para a população de municípios vizinhos.</p>
<p>“Uma vez que a floresta atua como reguladora do clima, protege solo e água, abriga polinizadores e dispersores de sementes, facilitando o fluxo gênico [troca de genes], conserva e, comprovadamente, aumenta a biodiversidade, purifica o ar e retira carbono da atmosfera por meio de sua absorção com o processo de fotossíntese”, descreve.</p>
<p>Ela ressalta ainda que a região conservada oferece proteção e abrigo à fauna, atuando como um corredor ecológico importante, e tem “relevância estética na paisagem, com formato meandrante [curvas acentuadas] ao longo do reservatório e dos rios que ali desaguam, conferindo beleza cênica, que também é considerada um serviço ecossistêmico”.</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p>A pesquisadora da Embrapa Florestas antecipa que os próximos passos da parceria preveem levantamentos sobre indicadores da qualidade ambiental da floresta, como a atividade enzimática do solo, a abundância de minhocas e diversidade genética de espécies de árvores.</p>
<p>O inventário terá também técnicas de sensoriamento remoto, que inclui uso de drones, para estimar o conteúdo de carbono armazenado na vegetação. Uma liberação menor de carbono na atmosfera contribui para frear o aquecimento global.</p>
<p>Maria Augusta adiantou à <strong>Agência Brasil</strong> que o principal resultado que se espera alcançar é “um conjunto amplo e robusto de informações obtidas através do processamento e análise de todos esses temas”, de forma a chegar a um plano de gestão florestal “visando a perpetuidade da geração de bens e serviços providos pela floresta”.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Vista externa com comportas da usina Itaipu Binacional. Foto: <strong>Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=431993--></h6>
</div>
</div>
<h2>Produção de energia</h2>
<p>Atualmente, Itaipu responde por cerca de 9% do consumo de energia elétrica brasileiro.</p>
<p>No dia 5 de setembro, a hidrelétrica alcançou a marca histórica de 3,1 bilhões de megawatts-hora (MWh) produzidos desde que entrou em operação em 1984.</p>
<p>Para se ter noção, a produção de 3,1 bilhões de MWh é suficiente para abastecer o mundo inteiro por 44 dias ou o Brasil por seis anos e um mês.</p>
<p> Bruno de Freitas Moura ─ Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-09/itaipu-triplica-diversidade-florestal-nos-arredores-do-reservatorio">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 21 Sep 2025 13:10:00 -0300 </p>

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