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	<title>Arquivo de Cinema Negro - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Cinema Negro - WeekNews</title>
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		<title>Festival Griot chega à última edição em Curitiba com programação gratuita e foco no cinema negro</title>
		<link>https://weeknews.online/festival-griot-chega-a-ultima-edicao-em-curitiba-com-programacao-gratuita-e-foco-no-cinema-negro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 14:23:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Baixar]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Griot – Festival de Cinema Negro Contemporâneo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil Feed Editoria Radioagência Nacional. Curitiba recebe, a partir desta quinta-feira (27), a quinta e última edição do Griot – Festival de Cinema Negro Contemporâneo. O evento, que ocorre até 2 de setembro no Cine Passeio, reúne mostras inéditas, mesas de conversa, oficinas e sessões de filmes para todas as idades, com entrada gratuita. A programação abre com a exibição do longa-metragem “Criadas”, dirigido por Carol Rodrigues, que estará presente na sessão. A edição homenageia a cineasta baiana Juh Almeida, cujos curtas “Eu Negra” e “Náufraga” foram destacados pela produtora artística Bea Gerolin, uma das fundadoras do festival. Gerolin também ressaltou a atuação de Almeida em direção de campanhas e filmes publicitários, espaço historicamente ocupado por profissionais brancos. Além da mostra&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/08/festival_griot-1024x512.jpg" alt="Festival Griot chega à última edição em Curitiba com programação gratuita e foco no cinema negro" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-08/festival-griot-em-curitiba-destaca-protagonismo-negro-no-audiovisual" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p><a style="display:block;" href="https://weeknews.online/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"></p>
<p>    </a></p>

<p>Feed Editoria Radioagência Nacional.</p>

<p>Curitiba recebe, a partir desta quinta-feira (27), a quinta e última edição do Griot – Festival de Cinema Negro Contemporâneo. O evento, que ocorre até 2 de setembro no Cine Passeio, reúne mostras inéditas, mesas de conversa, oficinas e sessões de filmes para todas as idades, com entrada gratuita.</p>
<p>A programação abre com a exibição do longa-metragem “Criadas”, dirigido por Carol Rodrigues, que estará presente na sessão. A edição homenageia a cineasta baiana Juh Almeida, cujos curtas “Eu Negra” e “Náufraga” foram destacados pela produtora artística Bea Gerolin, uma das fundadoras do festival. Gerolin também ressaltou a atuação de Almeida em direção de campanhas e filmes publicitários, espaço historicamente ocupado por profissionais brancos.</p>
<p>Além da mostra competitiva, a programação inclui uma mostra dedicada a curtas paranaenses, sessões infantis, curtas de terror sob perspectivas negras e a mostra Panorama, que exibirá filmes de Juh Almeida. A cineasta também ministrará uma masterclass sobre processos de criação. Haverá ainda oficinas de crítica cinematográfica e de organização de mostras e festivais, além de um debate sobre as imagens pensadas para o cinema negro.</p>
<p>O tema desta edição, “O fim alimenta o começo”, faz referência à imagem da serpente que morde a própria cauda, marcando o encerramento do ciclo do festival após cinco edições. Bea Gerolin afirmou que o evento surgiu como resposta à necessidade histórica de afirmação das narrativas feitas por e para pessoas negras, consolidando-se como um espaço de exibição para que essas obras alcancem o público. Segundo ela, o legado do festival vai além dos dias de evento e da tela do cinema, servindo de estímulo para o surgimento de outros espaços de democratização, como cineclubes e mostras.</p>
<p>Mais informações sobre a programação estão disponíveis no site oficial do festival.</p>
<p>### Análise WeekNews</p>
<p>O encerramento do Griot após cinco edições ocorre em um momento em que o cinema negro brasileiro amplia sua presença em festivais e circuitos comerciais. A realização de mostras competitivas, oficinas e debates, aliada à homenagem a uma cineasta com atuação também no mercado publicitário, sugere que o evento buscou não apenas exibir filmes, mas também fomentar a formação de público e de novos realizadores. A ênfase em atividades formativas indica uma preocupação em deixar um legado estruturante para o audiovisual negro, mesmo com o fim do festival.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-08/festival-griot-em-curitiba-destaca-protagonismo-negro-no-audiovisual" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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			</item>
		<item>
		<title>Cineasta negra pioneira no país, Adelia Sampaio inspira nova geração</title>
		<link>https://weeknews.online/cineasta-negra-pioneira-no-pais-adelia-sampaio-inspira-nova-geracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 13:35:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[adelia sampaio]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Festa Literária das Periferias celebra pensadores negros no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Filme O Agente Secreto chega aos cinemas em todo o país]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[Texto de regulamentação dos streamings preocupa cinema independente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A um mês de chegar aos 81 anos, a cineasta Adelia Sampaio conta uma vida marcada por rupturas, coragem e humor, com um papel histórico que inspira a produção cultural do país até hoje. Em 1984, tornou-se a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, com Amor Maldito, um filme que ousou retratar um relacionamento entre duas mulheres em plena ditadura militar e enfrentou censura, machismo e ausência total de financiamento. De Minas ao cinema russo Notícias relacionadas: Texto de regulamentação dos streamings preocupa cinema independente. Filme O Agente Secreto chega aos cinemas em todo o país. Festa Literária das Periferias celebra pensadores negros no Rio. Nascida em Belo Horizonte, a cineasta passou parte da infância em um abrigo em Santa Luzia do Rio das Velhas (MG).&#8230;</p>
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				</p>
<p>A um mês de chegar aos 81 anos, a cineasta Adelia Sampaio conta uma vida marcada por rupturas, coragem e humor, com um papel histórico que inspira a produção cultural do país até hoje.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763818504_296_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763818505_368_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>Em 1984, tornou-se a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, com <em>Amor Maldito</em>, um filme que ousou retratar um relacionamento entre duas mulheres em plena ditadura militar e enfrentou censura, machismo e ausência total de financiamento.</strong></p>
<h2>De Minas ao cinema russo</h2>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Texto de regulamentação dos streamings preocupa cinema independente.</li>
<li>Filme O Agente Secreto chega aos cinemas em todo o país.</li>
<li>Festa Literária das Periferias celebra pensadores negros no Rio.</li>
</ul>
<p>Nascida em Belo Horizonte, a cineasta passou parte da infância em um abrigo em Santa Luzia do Rio das Velhas (MG). Por determinação da patroa, a mãe, Guiomar, que era empregada doméstica, entregou a menina à instituição, aos 7 anos. Hoje, Adelia revisita sua memória com uma mistura de franqueza e ironia.</p>
<blockquote>
<p>“Eu fui criada num asilo, no interior do interior, sem nem saber que cinema existia”, lembra.</p>
</blockquote>
<p>Guiomar tinha se mudado para o Rio de Janeiro, com as duas filhas, para morar e trabalhar na casa da patroa, deixando para trás uma situação de extrema vulnerabilidade. A virada simbólica permanece na imagem que Adélia ainda guarda: “A primeira coisa que eu vi foi o relógio da Central do Brasil”, recorda.</p>
<p><strong>Entretanto, a patroa não aceitou que a empregada trouxesse as meninas para sua casa e impôs a separação. </strong></p>
<p>&#8220;A patroa da minha mãe colocou a minha irmã no colégio interno, e minha mãe teve que me deixar em Minas novamente. Lembro bem das belas roupas que a patroa da minha mãe comprou na Loja Sears, na Praia de Botafogo, para que depois eu fosse para o asilo’’.</p>
<p>A cineasta morou até os 12 anos no abrigo, e sua reunião com a família e a entrada no cinema tiveram a ver com sua irmã mais velha, Eliana.</p>
<p>&#8221;Foi minha irmã Eliana, que trabalhava como revisora de filmes russos em uma distribuidora da Cinelândia, no centro do Rio, conseguiu convencer minha mãe a deixar o trabalho em casa de família e me buscar em Minas&#8221;, conta emocionada.</p>
<p>De volta ao Rio de Janeiro, bastou uma sessão de cinema com a irmã para Adélia mergulhar em um novo mundo:</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Eliana me levou com 13 anos ao cinema pela primeira vez, para assistir a Ivan, o Terrível, de Sergei Eisenstein. Eu saí encantada, feliz da vida, e falei: ‘Eu vou fazer isso’. Riram da minha cara, claro. Mas eu fiz”, relembra.</p>
</blockquote>
<h2>Primeiros filmes</h2>
<p>Adélia começou no cinema como recepcionista, nos anos 60, na Difilm [Distribuidora de Filmes Ltda.], que funcionava como uma produtora e distribuidora de filmes independentes no bairro da Cinelândia e tinha como sócios grandes nomes do Cinema Novo como Glauber Rocha, e Leon Hirszman. Sua rotina, entretanto já envolvia uma série de tarefas que são consideradas do escopo da produção.</p>
<p>Entre trabalhos administrativos em distribuidoras e laboratórios de pós-produção, Adélia aprendeu o ofício pela prática, pelo improviso e pela persistência.</p>
<p>Ela conta que carregava negativos dentro de um embrulho de jornal e os guardava na geladeira azul de casa, onde também congelava carne: “Me ensinaram que o negativo não estragava assim, então eu guardava tudo ali”.</p>
<p><strong>Foi aos 22 anos que dirigiu <em>Denúncia Vazia </em>(1979)<em>,</em> seu primeiro curta, sem recursos mas com a rede de confiança e afeto construída no meio cinematográfico.</strong></p>
<p>Já casada e mãe, ela montava seus filmes de madrugada, quando estavam disponíveis as cabines que hoje são chamadas de ilhas de edição.</p>
<p>A amiga e montadora Helza Fialho, que tinha acesso ao equipamento profissional, encorajava. “Vamos fazer de graça. Arranjo champanhe”, dizia a amiga, segundo Adelia.</p>
<h2>Pioneirismo</h2>
<p>A ascensão da cineasta se dá em um contexto de quase completa ausência de mulheres negras atrás das câmeras. Quando questionada sobre as barreiras enfrentadas, ela resume com contundência:</p>
<blockquote>
<p>“Ser mulher, negra e cineasta no Brasil é ser bastarda três vezes. Deus deve ter olhado e dito: ‘É dela’”</p>
</blockquote>
<p><strong>Ainda assim, sua filmografia nasce justamente do lugar que a sociedade insistia em lhe negar: o da autoria, da assinatura, do controle narrativo.</strong></p>
<p>No início dos anos 1980, em plena vigência da censura na ditadura militar, Adelia decide filmar <em>Amor Maldito</em>. O roteiro é inspirado em um caso real que havia ganhado as páginas policiais: um suposto romance entre duas mulheres, em que uma delas é encontrada morta após um suicídio. A imprensa transformou o drama em espetáculo moralista, criminalizando a sobrevivente.</p>
<p>Adélia mergulhou nos arquivos, conversou com envolvidos, escreveu a primeira versão do roteiro com o jornalista e escritor José Louzeiro. Ela sabia exatamente a rejeição que enfrentaria.</p>
<p>“Eu tinha certeza de que ninguém ia me dar dinheiro para dirigir um filme sobre lésbicas, suicídio e ainda com uma mulher negra atrás da câmera. Então, fomos com a cara e a coragem.”</p>
<p><strong>Sem financiamento da Empresa Brasileira de Filmes S.A. (Embrafilme), empresa pública que apoiava o cinema brasileiro e foi extinta em 1990, o longa foi realizado com apoio voluntário de atores, equipe técnica e amigos.</strong></p>
<p>Para que fosse distribuído, Adelia acabou aceitando que <em>Amor Maldito</em> fosse classificado como pornochanchada — categoria que, nos anos 1970 e 1980, garantia acesso às salas de cinema, apesar do rótulo estigmatizante.</p>
<p>“Eu não tinha medo de ousar. Se o jeito de botar o filme na rua era esse, eu ia botar.”</p>
<p> </p>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/toms0023.jpg" alt="Rio de Janeiro (RJ), 19/11/2025 A cineasta Adélia Sampaio, homenageada na 7ª Mostra Competitiva de Cinema Negro, durante entrevista à Agência Brasil, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta">A cineasta Adélia Sampaio, homenageada na 7ª Mostra Competitiva de Cinema Negro, durante entrevista à Agência Brasil, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil<!--END copyright=445315--></h6>
</div>
</div>
<h2>Histórias reais</h2>
<p>Assim como o longa de estreia, sua filmografia é atravessada por fatos verídicos. O curta <em>Denúncia Vazia</em>, por exemplo, nasce da história de um casal de idosos despejado após a aplicação da lei da “denúncia vazia”, que permitia ao proprietário recuperar o imóvel sem justificativa. Diante da impossibilidade de permanecer na casa onde viveram a vida inteira, os dois tiraram a própria vida.</p>
<p>Adelia procurou atores que admirava, Rodolfo Arena e Catarina Bonacasse, e os convenceu a participar. “Todo mundo dizia que eu era abusada. E eu era mesmo.”</p>
<p>Apesar de estar no centro de um marco histórico do cinema brasileiro, Adelia só descobriu que era a primeira cineasta negra do país muitos anos após a estreia de <em>Amor Maldito</em>. A revelação veio pela historiadora e cineasta Edileuza Penha de Souza, que encontrou seu nome em pesquisas sobre a participação de mulheres negras no audiovisual.</p>
<p>“Eu nem sabia. Fiquei emocionada. Mas também pensei: que loucura um país esperar tanto por uma mulher negra atrás da câmera.”</p>
<p>Em 2016, Edileuza criou a Mostra de Cinema Negro Adelia Sampaio, hoje referência para novos realizadores e pesquisadores do cinema afro-brasileiro.</p>
<p>A mostra chega à sétima edição em 2025, enquanto a própria Adelia se torna símbolo de uma geração de cineastas mulheres e negras que encontram em sua trajetória um ponto de partida. </p>
<p>Embora fale publicamente sobre sua origem, Adelia é categórica sobre sua linhagem paterna. “Sou filha de um dentista mineiro, Adélio. A família dele me procurou agora. Eu não quis. Minha mãe me criou sozinha. Ele, não. Não achei justo com ela.”</p>
<p><strong>Para ela, a identidade racial nunca esteve em dúvida.</strong> “Eu sempre soube que era negra. Por causa da minha madrinha, da minha família. Só não sabia que isso iria virar um entrave em tudo. Mas virou.”</p>
<p>Aos 80 anos, Adelia continua sendo referência para cineastas mulheres, negras, LGBTQIA+ e para toda uma geração de realizadores que busca romper com padrões de representação. Sua obra segue sendo exibida em mostras, escolas, circuitos de formação e festivais no Brasil e no exterior. Mais do que pioneira, é considerada uma cineasta que transformou sobrevivência em estética, dor em narrativa e precariedade em potência criativa.</p>
<p>Apesar disso, ela confessa que o cinema foi primeiro um susto, para que depois fosse uma decisão em sua vida: “Saí daquele cinema e disse: ‘Eu vou fazer isso’. E fiz.”</p>
<p> Anna Karina de Carvalho &#8211; repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-11/primeira-cineasta-negra-do-pais-adelia-sampaio-inspira-nova-geracao">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 22 Nov 2025 10:20:00 -0300 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>Spike Lee adia visita ao Rio, mas público prestigia &#034;Luta de Classes&#034;</title>
		<link>https://weeknews.online/spike-lee-adia-visita-ao-rio-mas-publico-prestigia-luta-de-classes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 00:28:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[2% em 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio mostra força e a diversidade do cinema nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Luta de Classes]]></category>
		<category><![CDATA[Mauricio de Sousa é homenageado na abertura da Mostra de Cinema de SP]]></category>
		<category><![CDATA[Público de filmes brasileiros no cinema cresce e chega a 11]]></category>
		<category><![CDATA[Spike Lee]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O aguardado encontro entre o público carioca e o diretor norte-americano Spike Lee precisará esperar um pouco mais. A RioFilme e o Festival do Rio informaram, em nota divulgada na manhã deste domingo (19), que a visita do cineasta ao Brasil foi adiada. Um imprevisto em sua partida de Nova Iorque atrasou o horário de chegada, inviabilizando a agenda prevista. Para evitar o cancelamento parcial da programação, as equipes do Festival e da produtora decidiram adiar oficialmente a visita e já trabalham em conjunto com a equipe do diretor para definir uma nova data. Notícias relacionadas: Mauricio de Sousa é homenageado na abertura da Mostra de Cinema de SP. Festival do Rio mostra força e a diversidade do cinema nacional. Público de filmes&#8230;</p>
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<p><p style="text-align:center">
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				</p>
<p>O aguardado encontro entre o público carioca e o diretor norte-americano Spike Lee precisará esperar um pouco mais. A RioFilme e o Festival do Rio informaram, em nota divulgada na manhã deste domingo (19), que a visita do cineasta ao Brasil foi adiada. <strong>Um imprevisto em sua partida de Nova Iorque atrasou o horário de chegada, inviabilizando a agenda prevista.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1760920104_896_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1760920104_802_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Para evitar o cancelamento parcial da programação, as equipes do Festival e da produtora decidiram adiar oficialmente a visita e já trabalham em conjunto com a equipe do diretor para definir uma nova data.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Mauricio de Sousa é homenageado na abertura da Mostra de Cinema de SP.</li>
<li>Festival do Rio mostra força e a diversidade do cinema nacional.</li>
<li>Público de filmes brasileiros no cinema cresce e chega a 11,2% em 2025.</li>
</ul>
<p>A programação com Spike Lee incluía sessões especiais nos cinemas Estação Net Botafogo e Estação Net Rio, encontros com realizadores e artistas negros na região da Pequena África e a cerimônia em que o cineasta receberia o título de cidadão honorário do Rio de Janeiro.</p>
<p><strong>Mesmo com o adiamento, o público não desanimou. A pré-estreia de &#8220;Luta de Classes&#8221; (Highest 2 Lowest), novo filme de Spike Lee, aconteceu como parte da programação estendida do Festival do Rio e reuniu fãs e curiosos em Botafogo.</strong></p>
<p>Entre eles, o músico carioca Kalebe, que decidiu não perder a sessão, mesmo ciente da ausência do diretor. “Eu sou apaixonado pelo Spike Lee e foi muito massa ver a identidade dele no filme. A cada close, a cada detalhe, eu lembrava dos outros trabalhos. Ele sempre me encanta e emociona”, contou.</p>
<p>Kalebe diz que ficou intrigado com o título da obra. “Fiquei pensando em que momento essa ‘luta de classes’ ia aparecer. Mas, aos poucos, o título foi fazendo sentido com a trama. Não posso dar spoiler, né?”, brincou.</p>
<p>Sobre o adiamento da visita, o músico diz não ter se decepcionado, “Eu sabia que ele não vinha. Achei até que a sessão seria cancelada, mas como aconteceu mesmo sem a presença dele, quis vir assim mesmo. Estava ansioso pra ver o filme.”</p>
<p>Carioca nascido na Baixada Fluminense, Kalebe celebrou o título que será concedido a Spike Lee pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro: “Acho maravilhoso ele ser cidadão honorário daqui. Ele tem uma relação forte com o Rio e, ao mesmo tempo, me faz sentir parte de Nova Iorque por causa da obra dele. Eu me transporto pra lá quando assisto aos filmes — e torço pro New York Knicks por causa dele.”</p>
<p><strong>&#8220;Luta de Classes&#8221; é o novo longa de Spike Lee, estrelado por Denzel Washington. O filme é um remake do clássico japonês Céu e Inferno (High and Low), de Akira Kurosawa, e atualiza a história para a Nova York contemporânea.</strong></p>
<p>Na trama, um magnata da indústria musical vê sua vida virar de cabeça para baixo quando o filho é sequestrado e acaba obrigando ele a decidir entre salvar o herdeiro ou manter o império que construiu. A partir desse dilema, Lee constrói um thriller que discute desigualdade, moral e racismo estrutural, marcas recorrentes em sua filmografia.</p>
<p>Com estética vibrante, trilha sonora pulsante e diálogos que ecoam temas atuais, &#8220;Luta de Classes&#8221; reafirma o olhar crítico do cineasta sobre o abismo social e racial nas grandes cidades.</p>
<p><strong>A nova data da vinda de Spike Lee ao Brasil será anunciada nas próximas semanas.</strong></p>
<p> Anna Karina Carvalho &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-10/spike-lee-adia-visita-ao-rio-mas-publico-prestigia-luta-de-classes">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 19 Oct 2025 21:13:00 -0300 </p>

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		<title>Cineastas negras reivindicam mais ações afirmativas para audiovisual</title>
		<link>https://weeknews.online/cineastas-negras-reivindicam-mais-acoes-afirmativas-para-audiovisual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Sep 2025 11:40:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Academia de Cinema divulga pré-seleção de candidatos para o Oscar 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Profissionais do Audiovisual Negro]]></category>
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		<category><![CDATA[Filmes nacionais têm recorde de inscrição no 27º Festival do Rio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan) promoveu nesta semana uma audiência no Congresso Nacional para debater o futuro das políticas afirmativas no setor do cinema. O encontro, convocado pela Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, contou com a presença de parlamentares, lideranças do audiovisual e representantes da sociedade civil. &#8220;As discussões em Brasília ocorrem em um cenário que a Apan considera um “ponto de inflexão” para o audiovisual brasileiro: de um lado, há conquistas recentes em políticas públicas; e, de outro, o desafio de consolidar a reparação histórica e o fortalecimento de uma indústria que reflita, de fato, a pluralidade e a potência da população negra, maioria no país’’, reflete a presidente da Apan, Tatiana Carvalho Costa. Notícias relacionadas: Filmes nacionais têm recorde&#8230;</p>
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<p>A Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan) promoveu nesta semana uma audiência no Congresso Nacional para debater o futuro das políticas afirmativas no setor do cinema. O encontro, convocado pela Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, contou com a presença de parlamentares, lideranças do audiovisual e representantes da sociedade civil.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1757158806_108_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1757158806_26_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>&#8220;As discussões em Brasília ocorrem em um cenário que a Apan considera um “ponto de inflexão” para o audiovisual brasileiro: de um lado, há conquistas recentes em políticas públicas; e, de outro, o desafio de consolidar a reparação histórica e o fortalecimento de uma indústria que reflita, de fato, a pluralidade e a potência da população negra, maioria no país’’, reflete a presidente da Apan, Tatiana Carvalho Costa.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
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<li>Filmes nacionais têm recorde de inscrição no 27º Festival do Rio.</li>
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<li>Com mais de 100 filmes, festival explora o universo fantástico.</li>
</ul>
<p>Para a presidenta da associação, o momento é estratégico para a construção de um debate público capaz de sensibilizar diferentes setores da política nacional.</p>
<p>“Essa audiência pública foi super importante, sobretudo, neste momento em que se discute a reparação histórica. Ela pode ajudar em uma sensibilização do Parlamento, do poder público, nos estados e municípios, e da população em geral, para uma consciência maior sobre a importância da manutenção e ampliação das ações afirmativas no audiovisual, pensando também as empresas de pessoas negras e indígenas”.</p>
<p>Uma pesquisa publicada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), em 2016, apontava que 2% dos diretores de filmes lançados comercialmente eram negros. Entre roteiristas, o índice era de apenas 4%.</p>
<p>Em 2019, um levantamento do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa/Uerj) revelou que, entre 142 longas-metragens brasileiros lançados, apenas um tinha sido dirigido por uma mulher negra até aquele ano. <strong>Entre 1908 e 2015, dos mais de 2,5 mil filmes brasileiros produzidos, menos de 1% tiveram protagonismo negro.</strong></p>
<blockquote>
<p>&#8220;Isso significa que, em mais de um século de cinema, a história da população negra foi apagada ou estigmatizada’’, reitera Márcia Cândido, do Gemaa.</p>
</blockquote>
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<div class="meta">Pesquisadora do Gemaa/Uerj Marcia Rangel Cândido <strong>Gemaa/Divulgação</strong><!--END copyright=375200--></div>
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<p>“As políticas afirmativas são fundamentais para promover uma participação mais diversa na produção audiovisual nacional. Elas garantem não só maior inclusão de grupos sociais como construtores de representação, como também impactam nas próprias representações criadas, com perspectivas sociais variadas que passam a chegar ao público”, complementa Cândido.</p>
<p>Natália Carneiro representou o o Geledés/Instituto Mulher Negra na audiência e ponderou que o cinema não é apenas uma indústria cultural.</p>
<p>&#8220;É um espelho e, mais do que isso, é uma máquina de fabricar imaginários. Ele define quem pode ser herói, quem pode ser protagonista, quem é sempre figurante. Ele ensina gerações inteiras a imaginar a si mesmas — ou a não se ver em lugar nenhum. E o que vemos hoje? Vemos que, historicamente, a população negra foi sistematicamente excluída do cinema brasileiro’’</p>
<p>Durante sua explanação, Carneiro também citou o conceito de epistemicídio, uma destruição e apagamento de conhecimentos, saberes e culturas de povos não assimilados pela cultura ocidental. Segundo ela, isso se manifesta no cinema pela ausência de protagonistas, na redução de pessoas negras a estereótipos e na recusa em permitir que elas narrem suas próprias histórias.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Não é apenas uma exclusão simbólica. É uma forma de negar humanidade’’.</p>
</blockquote>
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<h6 class="meta">Pesquisadora Natália Carneiro <strong>Samyz Cruls/Divulgação</strong><!--END copyright=435895--></h6>
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</div>
<p>Carneiro cita um levantamento ainda inédito do Geledés, que avalia a distribuição de recursos em quase três décadas de indústria cinematográfica.</p>
<p>&#8220;Identificamos que, em 2022, por exemplo, os homens brancos obtiveram cerca de 30 vezes mais investimentos públicos em seus filmes do que as mulheres negras”, complementa Natália Carneiro.</p>
<p>Participante da mesa de discussão na Câmara, a pesquisadora, cineasta e produtora Viviane Ferreira apresentou o estudo &#8220;Empresas audiovisuais vocacionadas para reparação histórica”.</p>
<p>&#8220;As empresas que atuam na reparação são aquelas atuantes no setor audiovisual que apresentem, em seu corpo societário, 50% ou mais de pessoas negras e ou indígenas com poder decisório sobre 50% ou mais das quotas societárias’’, definiu a cineasta.</p>
<p>Viviane Ferreira foi a segunda mulher negra no Brasil a dirigir individualmente um longa-metragem de ficção, sendo precedida por Adélia Sampaio, com <em>Amor Maldito,</em> em 1984.  Seu longa, <em>Um Dia Com Jerusa</em> (2020) aborda temas como a solidão e a ancestralidade da mulher negra, por meio do encontro de personagens de diferentes gerações.</p>
<p>Além de dados, o estudo da pesquisadora apresenta as questões que envolvem a produção cinematográfica e o que seria o &#8220;cinema negro&#8221;, que ela define como &#8220;conjunto de movimentos cinematográficos, estético-políticos, integrados por corpos-negros territórios, munidos de poder de invenção e orientados pela liberdade poética para articular estéticas e subjetividades capazes de fortalecer trilhas e caminhos que conduzam corpos-negros à utopia do “bem viver” no imaginário coletivo social’’.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Não adianta só fazer filmes. Precisamos também formar os nossos. Não adianta só fazer filmes, temos que ter uma empresa para fazer filmes. Não adianta só fazer filmes, tem que aprender a captar recursos. Então, sem fortalecimento de nossas empresas, não estamos em um lugar de tranquilidade fazendo filmes&#8221;.</p>
</blockquote>
<p> </p>
<p> Anna Karina de Carvalho &#8211; repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-09/cineastas-negras-reivindicam-acoes-afirmativas-para-audiovisual">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 06 Sep 2025 08:27:00 -0300 </p>

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