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	<title>Arquivo de com mais de 80% da capital - WeekNews</title>
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		<title>Organizações pedem que França repare Haiti por dívida da independência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2025 17:43:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Organizações sociais e populares da América Latina e do Caribe entregaram ao governo da França, nesta quinta-feira (17), uma carta aberta exigindo que o país europeu compense o Haiti pela dívida de 150 milhões de francos cobrada da ilha caribenha pelo reconhecimento da sua independência há exatos 200 anos.   “É hora de a França reconhecer, restaurar e reparar essa dívida com o povo do Haiti”, exigem as organizações que assinam a carta, como a Julibeo Sur/Américas, que reúne coletivos, movimentos populares e organizações da América Latina e Caribe. O governo francês reconheceu hoje a injustiça contra o Haiti, anunciou a criação de uma comissão para analisar a história da dívida, mas não mencionou qualquer compensação financeira. Atualmente, o país caribenho vive grave&#8230;</p>
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<p>Organizações sociais e populares da América Latina e do Caribe entregaram ao governo da França, nesta quinta-feira (17), uma carta aberta exigindo que o país europeu compense o Haiti pela dívida de 150 milhões de francos cobrada da ilha caribenha pelo reconhecimento da sua independência há exatos 200 anos.  <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744911799_673_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744911799_136_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>“É hora de a França reconhecer, restaurar e reparar essa dívida com o povo do Haiti”, exigem as organizações que assinam a carta, como a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://jubileosur.org/haiti-firma-la-carta-abierta-para-la-reparacion-de-la-deuda-de-la-independencia/" target="_blank">Julibeo Sur/Américas</a>, que reúne coletivos, movimentos populares e organizações da América Latina e Caribe. </strong></p>
<p>O governo francês reconheceu hoje a injustiça contra o Haiti, anunciou a criação de uma comissão para analisar a história da dívida, mas não mencionou qualquer compensação financeira.</p>
<p>Atualmente, o país caribenho vive grave crise humanitária, com mais da metade da população enfrentando fome aguda, além de problemas de segurança, com mais de 80% da capital, Porto-Príncipe, controlada por gangues armadas.</p>
<p>A Anistia Internacional reforçou que organizações do Haiti e de sua diáspora no exterior exigem que a França compense seu passado colonial, uma vez que os efeitos da dívida da independência persistem até hoje.  </p>
<blockquote>
<p>“O colonialismo, a escravidão e o tráfico de escravos não são coisas do passado; seus efeitos tiveram um impacto duradouro no Haiti. A França tem a obrigação legal, sob o direito internacional, de fornecer reparações e lidar com as consequências duradouras da dupla dívida, da escravidão, do tráfico de escravos e do colonialismo”, disse Erika Guevara Rosas, diretora da <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.amnesty.org/es/wp-content/uploads/2025/04/AMR3692582025ENGLISH.pdf" target="_blank">Anistia Internacional</a>.</p>
</blockquote>
<p>Segundo a Anistia Internacional, o Haiti gastava 80% de seu orçamento nacional com o pagamento da dívida externa em 1900. Ao longo da história, governos haitianos e a Comunidade de Países Caribenhos (Caricom) têm exigido compensações à França pela dívida da independência.</p>
<h2>200 anos</h2>
<p>Em 17 de abril de 1825, o Haiti firmou acordo com a França, sob os canhões da frota francesa, para Paris reconhecer sua independência após 21 anos de bloqueio econômico e comercial das maiores potências da época. <strong>Especialistas consideram que a pesada dívida imposta à nascente república contribuiu decisivamente para tornar o país aquele que é considerado hoje o mais pobre das Américas. </strong></p>
<blockquote>
<p>“A atual crise no Haiti, um verdadeiro genocídio silencioso, é um dos resultados dessa dívida. Entre as principais causas do gangsterismo no Haiti estão a pobreza crônica e as desigualdades sociais acumuladas e reproduzidas ao longo de dois séculos de asfixia neocolonial”, destaca o documento das organizações latino-americanas e caribenhas para o governo da França.</p>
</blockquote>
<p>Os signatários da carta aberta argumentam que, em vez de investir em infraestrutura, serviços públicos e desenvolvimento industrial, “a riqueza do povo haitiano foi usada para beneficiar a França, ajudando a torná-la uma das maiores economias do mundo”.</p>
<h2>França</h2>
<p>O governo do presidente Emmanuel Macron reconheceu, nesta quinta-feira, que a dívida pela independência do Haiti exigida pelo Rei Carlos X, da França, impôs um “fardo pesado” sobre o país caribenho.</p>
<blockquote>
<p>“Reconhecer a verdade da história é recusar o esquecimento e o apagamento. Cabe também à França assumir sua parcela de verdade na construção da memória”, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.elysee.fr/emmanuel-macron/2025/04/17/declaration-du-president-de-la-republique-sur-la-relation-entre-la-france-et-haiti" target="_blank">disse Macron, em nota</a>.</p>
</blockquote>
<p>O governo francês anunciou a criação de uma comissão conjunta franco-haitiana para examinar o passado. “Esta comissão proporá recomendações aos dois governos para que aprendam lições e construam um futuro mais pacífico”, disse.</p>
<p>O presidente Macron não indicou, contudo, qualquer reparação financeira, como exigem as organizações políticas e sociais do país, da América Latina e do Caribe.  </p>
<h2>Independência</h2>
<p><strong>Considerada a mais lucrativa colônia do mundo no século 18, o Haiti conquistou a independência em 1804, tornando-se a primeira nação negra livre do mundo e o primeiro país independente da América Latina e Caribe. Foi ainda o primeiro país a abolir a escravidão no planeta.</strong></p>
<p>A libertação em relação à França foi conquistada após sangrenta guerra promovida por ex-escravizados, sob a liderança de Toussaint Louverture, que derrotaram os exércitos da Inglaterra, da Espanha e da França que, na época, era governada por Napoleão Bonaparte.</p>
<p>Após expulsar as tropas de Napoleão, o Haiti estava completamente devastado e ainda teve que viver 21 anos sob bloqueio econômico. Somente em 1825 foi reconhecido pelas potências ocidentais como nação soberana por meio do pagamento de uma dívida aos ex-senhores de escravizados e donos de terras franceses. A dívida levou 122 anos para ser paga.</p>
<p><strong>“Essa dívida consumiu a maior parte dos recursos fiscais e comerciais do Haiti, forçando-o a tomar empréstimos de bancos franceses, americanos e alemães para cumprir um acordo tão injusto”, diz o documento assinado por movimentos populares latino-americanos e caribenhos.</strong></p>
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<p> Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-04/organizacoes-pedem-que-franca-repare-haiti-por-divida-da-independencia">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 17 Apr 2025 14:03:00 -0300 </p>

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