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	<title>Arquivo de combustíveis fósseis - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de combustíveis fósseis - WeekNews</title>
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		<title>Guerra mostrou que transição energética também é questão de segurança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 18:42:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Toni]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Conflito no Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[consumo e dependência do petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[FUP defende transição energética que fortaleça estatais e gere emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Governo quer converter receitas extras com petróleo em desonerações]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[O documento está previsto para ficar pronto em novembro]]></category>
		<category><![CDATA[O encontro reunirá mais de 60 países que pretendem diminuir produção]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório do Clima entrega recomendações para transição energética]]></category>
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		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Começou nesta sexta-feira (24) a 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, na cidade de Santa Marta, na Colômbia. O encontro reunirá mais de 60 países que pretendem diminuir produção, consumo e dependência do petróleo. Os debates vão orientar a construção do Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis, documento proposto pela presidência brasileira na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Notícias relacionadas: Governo quer converter receitas extras com petróleo em desonerações. FUP defende transição energética que fortaleça estatais e gere emprego. Observatório do Clima entrega recomendações para transição energética. Antes de embarcar para participar dos debates, a diretora-executiva da COP30, Ana Toni, concedeu entrevista exclusiva à Agência Brasil sobre a conferência e a construção do texto. Toni destacou que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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				</p>
<p>Começou nesta sexta-feira (24) a 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, na cidade de Santa Marta, na Colômbia. O encontro reunirá mais de 60 países que pretendem diminuir produção, consumo e dependência do petróleo.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1777056131_394_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1777056131_813_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>Os debates vão orientar a construção do Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis, documento proposto pela presidência brasileira na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Governo quer converter receitas extras com petróleo em desonerações.</li>
<li>FUP defende transição energética que fortaleça estatais e gere emprego.</li>
<li>Observatório do Clima entrega recomendações para transição energética.</li>
</ul>
<p>Antes de embarcar para participar dos debates, a diretora-executiva da COP30, Ana Toni, concedeu entrevista exclusiva à <strong>Agência Brasil</strong> sobre a conferência e a construção do texto.</p>
<p><strong>Toni destacou que a guerra no Irã e a instabilidade do preço do petróleo evidenciaram os problemas da dependência de combustíveis fósseis e sublinharam a importância da transição energética.</strong></p>
<p>&#8220;A gente não tinha ideia que isso ia acontecer, mas acho que o nosso Mapa do Caminho se transformou em uma plataforma para discutir e revisar a segurança energética, econômica e essa dependência global que temos de combustível fóssil&#8221;. </p>
<p>O documento está previsto para ficar pronto em novembro, com orientações aos países sobre a transição energética e a redução das emissões de gases do efeito estufa, causadores da mudança climática.</p>
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<h2>Confira a entrevista exclusiva</h2>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Como será a participação da presidência da COP30 nos debates da Conferência de Santa Marta?</p>
<p><strong>Ana Toni:</strong> A presidência da COP30 está indo lá muito mais para ouvir do que para falar. A gente espera poder trazer muito do que vai ser o debate em Santa Marta. Queremos escutar o que os países, sociedade civil, grupos indígenas estão demandando, querendo.</p>
<p>O nosso Mapa do Caminho já é uma resposta à demanda que a gente ouviu durante a COP30. Então, a gente está trabalhando nele para criar essa plataforma de debate, e a reunião da Colômbia é um desses lugares que também vai debater o tema.</p>
<p>A gente fica muito feliz que a Colômbia e os Países Baixos estão fazendo esse evento. E nós vamos participar para ouvir, acertar o nosso Mapa do Caminho, e assegurar que a gente reflita algumas das coisas que vão ser debatidas em Santa Marta.</p>
<p> </p>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/_mg_5370_0.jpg" alt="Belém (PA), 12/11/2025 - A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, fala durante Evento de Alto Nível da Iniciativa Global pela Integridade da Informação sobre Mudança do Clima, na COP30. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil" title="Bruno Peres/Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta">A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, fala durante Evento de Alto Nível da Iniciativa Global pela Integridade da Informação sobre Mudança do Clima, na COP30. Foto: <strong>Bruno Peres/Agência Brasil</strong><!--END copyright=444347--></h6>
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</div>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> A conferência será aberta, com ampla participação social. De que forma os debates poderão contribuir para a construção de um Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis?</p>
<p><strong>Ana Toni: </strong>Acho que a decisão para transitar para longe dos combustíveis fósseis já foi tomada na COP28, em Dubai. O nosso Mapa do Caminho e essa conferência vão aprofundar o debate.</p>
<p>A partir do que já que foi decidido, precisamos pensar como é que a gente implementa. Quais são os próximos passos? Por onde a gente começa? Qual é a sequência de ações? Então, ouvir da sociedade civil, dos povos indígenas, dos governos que lá estarão, suas ideias sobre os próximos passos, é fundamental.</p>
<p>Como [o presidente da COP30] André do Lago tem repetido bastante, para tomar a decisão, você precisa de consenso, mas, para a implementação, você não precisa de consenso. Até porque, para alguns países, vai fazer mais sentido trabalhar pela eletrificação. Em outros, vai ser importante o combustível sustentável.</p>
<p>Então, a ideia desses debates é mostrar que tem diversas maneiras de você implementar o que já foi decidido na COP28.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Como a presidência brasileira da COP avalia o interesse de mais de 60 países em participar dessa conferência? São países que têm peso nesse processo de transição para longe dos combustíveis fósseis?</p>
<p><strong>Ana Toni:</strong> A cada quatro pessoas desse mundo, três vivem em países que importam combustível fóssil. Então, esses 60 países que estarão lá são muito significativos, porque não importa se você é um país produtor ou um país consumidor. Diminuir essa dependência global dos combustíveis fósseis vai depender dos dois lados.</p>
<p>Vou dar o exemplo da Etiópia, que é um país consumidor de combustível fóssil e decidiu não mais importar carros a combustão. Isso é importantíssimo.</p>
<p>A gente vai ter que olhar a nossa dependência econômica, que não é só energética. </p>
<p>No Mapa do Caminho, a gente pediu a contribuição formal de países e não-países. Recebemos mais de 250 contribuições. O que mostra que tem uma demanda muito grande para debater os próximos passos. E na Colômbia, em Santa Marta, vai ser um dos fóruns importantes para atender à essa demanda.</p>
<p>É um processo de amadurecimento do que a gente pode fazer concretamente, porque a decisão já foi tomada.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Encerrou dia 10 de abril o prazo para as contribuições ao Mapa do Caminho. Quais os desafios no processo de construção desse documento orientador para o mundo?</p>
<p><strong>Ana Toni:</strong> Obviamente, é muita informação. E trazer toda essa informação, priorizar o que será recomendado, certamente será o mais difícil, porque vai depender das circunstâncias de cada um dos países.</p>
<blockquote>
<p>Infelizmente, a guerra contra o Irã, promovida pelos Estados Unidos e Israel, mostra que caminhar para longe dos combustíveis fósseis, dessa dependência que temos, é absolutamente necessário. Não só por questões climáticas, mas por questões econômicas, energéticas e de segurança.</p>
</blockquote>
<p>A gente não tinha ideia que isso ia acontecer, mas acho que o nosso Mapa do Caminho se transformou em uma plataforma para discutir e revisar a segurança energética, econômica e essa dependência global que temos de combustível fóssil.</p>
<p>Sabemos que não é da noite para o dia que essa dependência vai acabar, mas a gente precisa planejar, porque se não planejar, acontece o que está acontecendo agora, com forte impacto em todo o mundo.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Já há um desenho de como o Mapa do Caminho será estruturado? Os temas serão organizados em capítulos? Quais serão as abordagens?</p>
<p><strong>Ana Toni:</strong> Já tem, sim. Temos uma ideia do que a gente quer, óbvio, mas vai depender de a gente ouvir todo mundo para ver se mantém essa estrutura.</p>
<p>Então, partindo da divisão por capítulos, o primeiro vai ser um capítulo que olhe para os riscos da não transição. Vai tratar de todos os riscos possíveis, os climáticos, os naturais, o político, o de segurança e tudo o que nós temos.</p>
<p>Vai ter um segundo capítulo que olha essa transição da perspectiva dos produtores de combustíveis fósseis, tanto países como empresas. Esse segundo capítulo traz ainda a perspectiva dos consumidores. Os diversos setores, como elétrico, de transporte, indústria. O que essa dependência significa e o que eles podem fazer para aproveitar as oportunidades que têm e andar mais rápido no processo de transição.</p>
<p>Uma terceira parte trata sobre a dependência econômica. A gente quer mostrar que as circunstâncias para cada um dos países, em relação a essa dependência econômica, são muito diferentes. E mostrar também para governos subnacionais, por exemplo, prefeituras, que tem um problema econômico e não só energético nessa dependência.</p>
<p>No último capítulo, vão estar as recomendações nossas para o mundo, não só para a COP31.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> A partir do que já foi debatido até aqui, é possível pensar essa transição justa e planejada, com esse olhar global, e aplicando de forma local?</p>
<p><strong>Ana Toni:</strong> Essa transição já começou, já está acontecendo. Mas o que vem acontecendo no mundo são dois pés acelerando: um, no acelerador de renováveis, armazenamento e eficiência, mas o outro, no acelerador de combustível fóssil.</p>
<p>O que a gente quer fazer agora é tirar o pé do acelerador de combustível fóssil. Isso já começou.</p>
<p>Eu não tenho nenhuma dúvida que essa mudança tem que ser justa, porque, se não, ela não vai acontecer. Eu acho que a gente tem uma oportunidade única de continuar debatendo esse tema. Vai ter aí COP31, COP32, vai ter o segundo Balanço Global, para que a gente amadureça o que está funcionando. Para a gente chegar nesse novo Balanço Global muito mais capazes de falar o que deve e pode ser acelerado daqui para frente.</p>
<p>Então, eu estou otimista e, como eu falei, o mais importante é que a gente continue debatendo esse tema politicamente, para tomar as decisões certas.</p>
<p> Fabíola Sinimbú &#8211; repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-04/guerra-mostrou-que-transicao-energetica-tambem-e-questao-de-seguranca">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Fri, 24 Apr 2026 15:21:00 -0300 </p>

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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conferência na Colômbia discute menor uso de combustíveis fósseis</title>
		<link>https://weeknews.online/conferencia-na-colombia-discute-menor-uso-de-combustiveis-fosseis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:48:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp]]></category>
		<category><![CDATA[80 países apoiaram a ideia de construir uma estratégia global para longe dos combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Colômbia]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Desde povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[FUP defende transição energética que fortaleça estatais e gere emprego]]></category>
		<category><![CDATA[mapa do caminho]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa do Caminho para uma transição energética]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório do Clima entrega recomendações para transição energética]]></category>
		<category><![CDATA[Papa nomeia climatologista brasileiro para conselho da Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[redes que representam centenas de instituições]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Representantes de cerca de 60 países e governos locais, povos indígenas, comunidades tradicionais, organizações sociais, cientistas e diplomatas se reunirão na cidade de Santa Marta, na Colômbia, a partir desta sexta-feira (24), para a 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis. O encontro tem como objetivo principal reunir subsídios que auxiliem na elaboração do Mapa do Caminho para uma transição energética, que diminua cada vez mais a dependência global de combustíveis fósseis. Notícias relacionadas: FUP defende transição energética que fortaleça estatais e gere emprego. Observatório do Clima entrega recomendações para transição energética. Papa nomeia climatologista brasileiro para conselho da Igreja Católica. Promovida pelos governos da Colômbia e da Holanda, a conferência funcionará como um espaço para aprofundar debates de forma&#8230;</p>
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				</p>
<p>Representantes de cerca de 60 países e governos locais, povos indígenas, comunidades tradicionais, organizações sociais, cientistas e diplomatas se reunirão na cidade de Santa Marta, na Colômbia, a partir desta sexta-feira (24), para a 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776883726_459_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776883726_685_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O encontro tem como objetivo principal reunir subsídios que auxiliem na elaboração do Mapa do Caminho para uma transição energética, que diminua cada vez mais a dependência global de combustíveis fósseis.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>FUP defende transição energética que fortaleça estatais e gere emprego.</li>
<li>Observatório do Clima entrega recomendações para transição energética.</li>
<li>Papa nomeia climatologista brasileiro para conselho da Igreja Católica.</li>
</ul>
<p><strong>Promovida pelos governos da Colômbia e da Holanda, a conferência funcionará como um espaço para aprofundar debates de forma horizontal e democrática.</strong></p>
<p>“Não se destina a servir como um órgão de negociação, nem constitui parte de qualquer processo ou iniciativa formal de negociação, e não se destina a substituir a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas [UNFCCC, na sigla em inglês]”, informam os organizadores.</p>
<p><strong>A programação prevê debates organizados em três eixos:</strong></p>
<ul>
<li>Superação da dependência econômica,</li>
<li>Transformação da oferta e da demanda, e</li>
<li>Promoção da cooperação internacional e diplomacia climática.</li>
</ul>
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<p>Também está prevista a criação de uma coalizão de países dispostos a iniciar um processo concreto de transformação por meio da troca de experiências e iniciativas financeiras, fiscais e regulatórias implementadas nacionalmente.  </p>
<p>Além de diálogos setoriais, a programação terá o lançamento de um Painel Científico para Transição Energética e uma assembleia de pessoas. <strong>A Cúpula de líderes ocorrerá nos dias 28 e 29 de abril, quando a Plenária Geral será encerrada.</strong></p>
<h2>Mapa do Caminho</h2>
<p>O Mapa do Caminho é uma proposta brasileira lançada em novembro de 2025, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA).</p>
<p>Na capital paraense, sem consenso para que o tema entrasse para o documento final da COP30, 80 países apoiaram a ideia de construir uma estratégia global para longe dos combustíveis fósseis.</p>
<p>Com previsão de entrega em novembro, até a COP31, em Antália, na Turquia, o Mapa do Caminho está em pleno processo de construção. Atualmente, a presidência brasileira da COP analisa as contribuições recebidas em uma chamada pública internacional, encerrada em 10 de abril.</p>
<p>Passados cinco meses do lançamento da proposta, reafirmaram o interesse pelo debate países que juntos representam uma grande fatia do mercado de combustíveis fósseis, como Austrália, Canadá, México, Noruega e a União Europeia. Entre os países que não pretendem participar, estão Estados Unidos, China e Índia.</p>
<h2>Organizações sociais</h2>
<p>Com uma forte mobilização social favorável à proposta no Brasil, diversas organizações apresentaram contribuições. Desde povos indígenas, até redes que representam centenas de instituições.</p>
<p>Na avaliação do especialista em Conservação do WWF-Brasil, Ricardo Fujii, a delegação brasileira chega à Conferência de Santa Marta com a oportunidade de exercer um papel estratégico na construção de consensos e na transformação de iniciativas globais em ações efetivas.</p>
<p>“Em um momento de instabilidade internacional, a liderança brasileira pode ajudar a articular esforços formais e informais, fortalecendo a cooperação climática e entregando respostas concretas para a sociedade”, diz.</p>
<p>A iniciativa da Colômbia, um dos países que integram o território da Amazônia, também foi destacada pelas organizações sociais.</p>
<p>A coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade, considera simbólico que a primeira conferência internacional para discutir transição energética justa aconteça na região, em um momento em que as tentativas de exploração de petróleo na Foz do Amazonas representam um alerta.</p>
<p>&#8220;Explorar petróleo e gás na Amazônia terá significativas consequências socioambientais locais e globais, já que o bioma é essencial para manter o equilíbrio climático do mundo. Em Santa Marta, esperamos que os países reforcem a urgência de barrar a expansão da indústria fóssil na Amazônia antes que os danos sejam irreversíveis&#8221;, conclui.</p>
<p> Fabíola Sinimbú &#8211; repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-04/conferencia-na-colombia-discute-menor-uso-de-combustiveis-fosseis">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 22 Apr 2026 15:17:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/conferencia-na-colombia-discute-menor-uso-de-combustiveis-fosseis/">Conferência na Colômbia discute menor uso de combustíveis fósseis</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Instabilidade geopolítica acelera busca por independência do petróleo</title>
		<link>https://weeknews.online/instabilidade-geopolitica-acelera-busca-por-independencia-do-petroleo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 18:25:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp]]></category>
		<category><![CDATA[após COP]]></category>
		<category><![CDATA[carvão]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[COP30: Acordo climático deixa de fora combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Fim do desmatamento e dos combustíveis fósseis continua em pauta]]></category>
		<category><![CDATA[gás]]></category>
		<category><![CDATA[há uma busca dos países por proteção à instabilidade geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Independência]]></category>
		<category><![CDATA[Lula defende discussão abrangente sobre combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[óleo]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://weeknews.online/instabilidade-geopolitica-acelera-busca-por-independencia-do-petroleo/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A construção de um mapa do caminho de transição global para longe dos combustíveis fósseis (TAFF na sigla em inglês) já encontra referências em mais de 50 países revela um estudo do Observatório do Clima e outras organizações internacionais, divulgado nesta terça-feira (10). Os pesquisadores mapearam 46 nações com iniciativas para descarbonização do setor energético e outros 11 estudos para limitar e reduzir a oferta de óleo, gás e carvão. Na avaliação dos pesquisadores que trabalharam na construção do relatório, além da redução dos impactos na mudança climática causados pela emissão de gases do efeito estufa com origem na queima dos combustíveis fósseis, há uma busca dos países por proteção à instabilidade geopolítica decorrente de conflitos e guerras. Notícias relacionadas: Fim do desmatamento e&#8230;</p>
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<p>A construção de um mapa do caminho de transição global para longe dos combustíveis fósseis (TAFF na sigla em inglês) já encontra referências em mais de 50 países revela um estudo do Observatório do Clima e outras organizações internacionais, divulgado nesta terça-feira (10). <strong>Os pesquisadores mapearam 46 nações com iniciativas para descarbonização do setor energético e outros 11 estudos para limitar e reduzir a oferta de óleo, gás e carvão.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1773167109_350_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1773167109_483_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Na avaliação dos pesquisadores que trabalharam na construção do relatório, além da redução dos impactos na mudança climática causados pela emissão de gases do efeito estufa com origem na queima dos combustíveis fósseis, há uma busca dos países por proteção à instabilidade geopolítica decorrente de conflitos e guerras.</p>
<blockquote>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Fim do desmatamento e dos combustíveis fósseis continua em pauta.</li>
<li>Lula defende discussão abrangente sobre combustíveis fósseis, após COP.</li>
<li>COP30: Acordo climático deixa de fora combustíveis fósseis.</li>
</ul>
<p>“A dependência dos combustíveis fósseis não é apenas uma vulnerabilidade econômica, mas um motor de instabilidade global, expondo produtores e consumidores igualmente à crescente volatilidade, aos riscos de segurança e aos riscos climáticos&#8221;, diz Katrine Petersen, assessora sênior de políticas da think-tank E3G.</p>
</blockquote>
<p>Nesse sentido, países como Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Noruega, Colômbia, Canadá e Brasil saíram na frente em planejamentos que incluem eletrificação e expansão das energias renováveis, descomissionamento e reforma de subsídios aos combustíveis fósseis como ambições nacionais.</p>
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<p><strong>Por outro lado, o estudo explica que esforços isolados dos países não são suficientes para conter as ameaças crescentes.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Sem planejamento e cooperação internacional entre países produtores e consumidores sobre a transição global para longe dos combustíveis fósseis (TAFF), os países em geral enfrentam agora riscos crescentes de insegurança energética, volatilidade econômica, impactos climáticos e perturbações” reforça o estudo.</p>
</blockquote>
<p><strong>Na avaliação do coordenador de política internacional do Observatório do Clima, Cláudio Angelo, embora esses planejamentos tenham relevância na adoção de políticas públicas internas, é necessário avançar em um processo global que alcance a dinâmica de produtos produzidos em alguns países e consumidos em outros. </strong></p>
<blockquote>
<p>“As iniciativas nacionais que existem são tijolos extremamente úteis para a construção dos mapas do caminho, mas elas precisam de escala, critérios e horizonte de tempo. Daí a importância do esforço multilateral”, diz.</p>
</blockquote>
<p>Em busca dessa abordagem global, o relatório traz uma análise dos princípios e elementos de planejamento existentes nas iniciativas nacionais que podem contribuir ou serem aperfeiçoados na construção do mapa do caminho e na ampliação de planos nacionais que considerem um processo de transição com equidade, ambição, consistência e confiança. <strong>Cinco elementos orientadores foram destacados pelo estudo:</strong></p>
<p>Alinhamento com a ciência do clima;</p>
<p>Abordagem a partir dos aspectos tanto de produção quanto do consumo;</p>
<p>Planejamento inclusivo e proteção aos trabalhadores com aplicação de princípios justos;</p>
<p>Garantia da soberania nacional nas formas de transição com transversalidade entre governos;</p>
<p>Fundamentação nos direitos humanos, com garantias de proteção social em especial aos mais vulneráveis.</p>
<p>Os pesquisadores acrescentam que a estruturação do processo com planejamento e financiamento coordenados trazem mais segurança aos países produtores, como o Brasil, e ao mercado de forma geral. <strong>&#8220;Os países dependentes das receitas de combustíveis fósseis precisam de trajetórias previsíveis e de coordenação internacional para diversificar [a produção energética] com sucesso&#8221;, diz Stela Herschmann, especialista em Política Climática do Observatório do Clima.</strong></p>
<p>Para Cláudio Ângelo, é necessário agora que o mundo decida implementar a decisão e estipule uma data que seja suficiente tanto para o desmame dos combustíveis fósseis quanto para o mercado se preparar para a transição.</p>
<blockquote>
<p>“Nos últimos dias, em Juiz de Fora e no Irã, estamos vendo o duplo risco da nossa dependência de fósseis: o climático e o econômico. Enquanto não sinalizarmos claramente que essa era terá um fim, seguiremos sujeitos às vontades de São Pedro e aos caprichos do Donald Trump da vida”, conclui.</p>
</blockquote>
<p> </p>
<p> Fabíola Sinimbú &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-03/instabilidade-geopolitica-acelera-busca-por-independencia-do-petroleo">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 10 Mar 2026 14:13:00 -0300 </p>

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		<title>COP30: mapas do caminho serão concluídos até novembro</title>
		<link>https://weeknews.online/cop30-mapas-do-caminho-serao-concluidos-ate-novembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 14:15:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[avalia Sabino]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[contribuições]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[COP30 consolida novo patamar do turismo no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[COP30 mobiliza 190 países em 120 planos de ação climática]]></category>
		<category><![CDATA[Entenda o Pacote de Belém; que inclui 29 documentos aprovados na COP30]]></category>
		<category><![CDATA[mapas do caminho]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[novembro]]></category>
		<category><![CDATA[presidência da COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A oito meses da realização da 31ª Conferência sobre Mudança do Clima (COP31), na cidade de Antália, Turquia, de 9 a 20 de novembro, o embaixador André Corrêa do Lago tem o desafio de concluir o trabalho à frente da presidência brasileira no espaço multilateral das Nações Unidas para ação climática. Entre as prioridades estão a elaboração de mapas do caminho para o fim do desmatamento global e a transição para longe nos combustíveis fósseis, que possibilitarão uma queda expressiva nas emissões de gases do efeito estufa responsáveis pelas mudanças do clima. Notícias relacionadas: COP30 mobiliza 190 países em 120 planos de ação climática. COP30 consolida novo patamar do turismo no Brasil, avalia Sabino. Entenda o Pacote de Belém; que inclui 29 documentos&#8230;</p>
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				</p>
<p>A oito meses da realização da 31ª Conferência sobre Mudança do Clima (COP31), na cidade de Antália, Turquia, de 9 a 20 de novembro, o <strong>embaixador André Corrêa do Lago tem o desafio de concluir o trabalho à frente da presidência brasileira no espaço multilateral das Nações Unidas para ação climática.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1772460941_834_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1772460941_851_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Entre as prioridades estão a elaboração de mapas do caminho para o fim do desmatamento global e a transição para longe nos combustíveis fósseis, que possibilitarão uma queda expressiva nas emissões de gases do efeito estufa responsáveis pelas mudanças do clima.</p>
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<li>COP30 mobiliza 190 países em 120 planos de ação climática.</li>
<li>COP30 consolida novo patamar do turismo no Brasil, avalia Sabino.</li>
<li>Entenda o Pacote de Belém; que inclui 29 documentos aprovados na COP30.</li>
</ul>
<p><strong>Até o dia 31 de março, a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://cop30.br/pt-br/unfccc-anuncia-consultas-da-presidencia-da-cop30-sobre-roadmaps" target="_blank">presidência da COP30 </a>está com uma chamada global aberta para receber contribuições por países, observadores e partes interessadas</strong>.  </p>
<p>Com uma agenda intensa de participação em fóruns e encontros internacionais que tratam da agenda global, Corrêa do Lago reservou um tempo para falar com exclusividade à reportagem da <strong>Agência Brasil</strong> sobre o andamento dos trabalhos e os esforços liderados pelo país desde a COP30.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong> &#8211; <strong>Desde a realização da COP30, em novembro de 2025, quais foram os avanços na ação climática global?</strong></p>
<p><strong>André do Lago &#8211; Antes de mais nada, as ações têm que ter uma grande coordenação com a presidência da COP31, que vai ser uma COP um pouco especial, porque ela vai acontecer na Turquia, sob a presidência turca, mas com a presidência da negociação australiana.</strong> Eles próprios estão se coordenando de maneira muito especial. <strong>Então, nós queríamos assegurar que o que nós achamos que são alguns dos principais legados da COP30 sejam plenamente entendidos e absorvidos pela preparação da COP31.</strong></p>
<p><strong>Agência Brasil &#8211; </strong>Esses principais legados seriam a agenda de ação climática?</p>
<p><strong>André do Lago &#8211; Há uma conscientização de que as COPS entram numa nova fase, que é a que a gente está chamando de fase de implementação, ou seja, você vai continuar negociando, mas nós temos que assegurar que as COPS sejam instrumentos mais efetivos de implementação, tendo em vista que a gente acredita que há pouco tempo para a implementação.</strong> Então, que a gente tem que fazer o máximo, no pouco tempo que a ciência nos diz que temos.</p>
<p><strong>Agência Brasil &#8211; </strong>Aproximar a implementação das negociações pela Agenda de Ação foi um grande avanço, mas também houve frustração, principalmente por não haver consenso sobre o tema dos combustíveis fósseis, mesmo sem estar na agenda da conferência. A Colômbia agora lidera uma iniciativa e vai promover um encontro para isso. Qual a participação do Brasil nesse movimento?</p>
<p><strong>André do Lago </strong>&#8211;<strong> Eu acho que a liderança é do Brasil, não é da Colômbia. Porque quem lançou a ideia do Mapa do Caminho foi o presidente Lula. Só que o presidente Lula lançou numa dimensão política na Cúpula [do Clima].</strong> E a Colômbia já vinha participando de certos esforços, portanto, abraçou a proposta do presidente Lula. Eu acho que é muito importante a gente distinguir entre o que pode ser feito no nível político e o que pode ser feito no nível de negociação. Por exemplo, a Colômbia nunca propôs de tratar desse assunto na agenda, o que pode ser negociado tem que primeiro entrar na agenda. E para entrar na agenda tem que haver consenso. Então, o presidente Lula lançou a ideia política e, como nós sabemos, não há consenso para entrar na agenda e, muito menos, para ter um resultado. Esse movimento que a Colômbia fez acabou reunindo cerca de 85 países, com consenso, mas não adianta você ter 85 ou 192, tem que haver consenso. Tendo em vista que não há, a presidência brasileira [da COP] propôs fazer o roadmap (mapa do caminho) esse ano.</p>
<p><strong>Agência Brasil &#8211; </strong>E qual que é a <strong>perspectiva desse mapa do caminho para longe dos fósseis ficar pronto? A gente pode esperar ele na COP 31, em novembro deste ano?</strong></p>
<p><strong>André do Lago </strong>&#8211; Nós vamos apresentar o <em>roadmap</em> (prioridades) em partes ao longo do ano, porque nós queremos consultar e discutir com vários países Inclusive, na Conferência de Santa Marta, na Colômbia &#8211; iniciativa que nós apoiamos e que achamos importante. Mas o <em>roadmap</em> que nós estamos propondo é como implementação de uma decisão de Dubai, que apareceu no documento final da COP28, que traz a ideia de transição.</p>
<p><strong>Tem um outro movimento em paralelo, do qual a Colômbia participa muito ativamente, que é o Tratado de Não-Proliferação de Fósseis, e que é uma coisa informal, mas que já existe há vários anos e que a Colômbia tem participado.</strong> Então, a gente está trabalhando com a Colômbia, naturalmente. Para que nos esforços para cumprir com o consenso de Dubai sejam o mais construtivo possível, porque se você vai numa direção muito radical, você também dá argumentos para aqueles que não querem discutir sobre o assunto.</p>
<p><strong>Agência Brasil &#8211; </strong>Há 15 dias houve a Conferência de Segurança em Munique, que reforçou mais uma vez em seu relatório final que as mudanças climáticas, os extremos climáticos lideram a lista de ameaças à segurança de países do G20, também dos países em desenvolvimento. Em Davos, no Fórum Mundial Econômico, a mudança climática também é uma preocupação, mas há pouco avanço nas ações. <strong>Por que a gente tem tanta dificuldade em avançar na agenda climática?</strong></p>
<p><strong>André do Lago </strong>&#8211; <strong>Por causa do impacto econômico dessa discussão. Para você ter ideia, nas Nações Unidas, o tema de energia só entrou na parte de energia atômica por causa da dimensão de não proliferação.</strong> Então, todas as grandes organizações de energia no mundo, com exceção da Agência Internacional de Energia Atômica, em Viena, todas as demais são fora da ONU [Organização das Nações Unidas}. E, o mundo acabou nunca conseguindo criar uma estrutura dedicada à discussão de energia, porque o impacto da discussão energética tem tantas consequências geopolíticas e econômicas.</p>
<p>Você acaba tendo a discussão energética muito dividida entre várias entidades e essa dificuldade de discutir energia leva a várias consequências. Uma delas é que se discute menos do que se deveria. Outra, é de que certos países preferem tratar do assunto de uma maneira setorizada, em diferentes organismos. E, finalmente, o outro grande problema é que você não tem uma discussão universal. Então, o tema de energia acabou migrando para a negociação de mudança do clima, que é uma composição universal. São 193 países.</p>
<p><strong>A Convenção do Clima acabou sendo um espaço no qual passou-se a discutir a questão de energia, mas originalmente não era. Então, há também uma discussão de como que a gente vai tratar de energia na Convenção e no Acordo de Paris. </strong>E esse <em>roadmap</em> que o Brasil propôs fazer é justamente uma coisa que deve esclarecer o quanto a gente pode discutir o tema dentro da Convenção do Clima e do Acordo de Paris.</p>
<p><strong>Agência Brasil &#8211; </strong>O governo dos Estados Unidos se retirou da Convenção do Clima, mas também tem manifestado bastante interesse por tudo que está ligado a essa transição energética. Parece estar em uma corrida pelos recursos necessários para que ela aconteça. <strong>Esse comportamento contraditório pode indicar um interesse em controlar esse processo?</strong></p>
<p><strong>André do Lago </strong>&#8211; <strong>Eu acho que a posição do governo americano atual é uma posição de manter as coisas como elas estão. Não é uma posição de transição. A necessidade de transicionar a energia está ligada a reduzir as emissões do petróleo, gás e carvão, ou do nuclear.</strong> Mas há uma reação, por parte dos Estados Unidos, muito grande com relação a renováveis, com continuidade apenas dos biocombustíveis. Essa posição está muito ligada justamente à dimensão geopolítica. Se os Estados Unidos hoje são a maior potência de petróleo e gás do mundo, eles têm uma visão de isto é um momento de poder e que uma transição poderia reduzir a relevância e a força do país.</p>
<p><strong>E é uma coisa muito interessante de se observar porque a segunda economia do mundo, que é a China, escolheu exatamente o outro caminho.</strong> Então, talvez seja a maior diferença do ponto de vista econômico, já que que ambos hoje são capitalistas, têm empresas privadas extraordinárias, os dois investem em tecnologia de maneira brutal, mas há essa aposta muito clara da China na transição e a aposta do governo norte-americano de manter as formas tradicionais de produção de energia.</p>
<p><strong>Agência Brasil &#8211; </strong>Mas o governo norte-americano também tem demonstrado bastante interesse pelos recursos necessários a essa transição, <strong>como minerais críticos e terras raras.</strong> Qual seria a razão?</p>
<p><strong>André do Lago</strong> &#8211; Há várias interpretações disso. Alguns autores dizem que você só pode entrar nessa transição se você tiver o domínio sobre esses materiais. Outros, que você só deve entrar nessa transição se ela mantiver a vantagem sobre os Estados Unidos. Então, há várias interpretações do porquê dessa posição, mas a verdade é que é muito interessante ver que Estados Unidos e China estão apostando caminhos muito diferente para a geração de energia.</p>
<p><strong>Agência Brasil &#8211; Até o mês de novembro, quando encerra o período de presidência brasileira da COP, quais são as perspectivas nesse ambiente multilateral que trata da mudança climática?</strong></p>
<p><strong>André do Lago </strong> &#8211; Nós temos algumas prioridades que a gente tem explicado em várias reuniões que temos participado. <strong>Uma delas é fazer os dois mapas do caminho que a presidência brasileira se comprometeu. Sobre o fim do desmatamento e sobre a transição dos combustíveis fósseis. Essas são prioridades muito claras.</strong></p>
<p>Lançamos formalmente o chamado da presidência brasileira, através do secretariado da Convenção de Mudança do Clima, para que os países e demais colaboradores &#8211; do setor privado, ONGs, academia &#8211; submetam sugestões sobre os dois mapas do caminho, até o fim de março.</p>
<p><strong>Outra prioridade é completar a estrutura de financiamento climático para US$ 1.3 trilhão ao ano, que nós publicamos no ano passado, com a presidência do Azerbaijão [da COP29, em Baku], mas que, nas conclusões, apontamos que havia falhas importantes de números.</strong> Então, nós estamos agora, esse ano, complementando o trabalho do ano passado com um aperfeiçoamento de números sobre as fontes possíveis de recursos para chegar a US$1,3 trilhão em financiamento para a transição dos países em desenvolvimento. Então, são três <em>roadmaps</em>: dois autoatribuídos e o outro que partiu de uma decisão da COP de Baku, e que o Brasil e o Azerbaijão estão desenvolvendo.</p>
<p>O Acelerador também está entre as prioridades e é uma das ideias que fez parte da decisão Mutirão, na COP30 de Belém. É uma iniciativa que contempla justamente a forma de ir além da negociação e acelerar a implementação do Acordo de Paris contemplando o modelo formal dentro da Convenção do Clima. <strong>O Acelerador ainda está indefinido e o Brasil e a presidência australiana vão desenvolver a ideia juntos. Depois nós temos também o tema da adaptação, que continua sendo uma prioridade muito grande do Brasil.</strong> E o fortalecimento da Agenda de Ação, que a presidência brasileira procurou estruturar, na COP de Belém, a partir das decisões de Dubai [COP28], para que seja mais um instrumento de implementação, orientado pelo Balanço Global. E isso foi bem recebido, de forma que houve um certo consenso de que essa estrutura deve ser mantida nos próximos anos. <strong>Então, nós estamos trabalhando muito com a Turquia e Austrália para o fortalecimento da Agenda de Ação.</strong></p>
<p>Essencialmente, há um trabalho sobre o legado da COP30, no sentido de que seja entendido que essa COP de Belém foi uma etapa extremamente inovadora no que diz respeito ao processo [multilateral] passar da negociação para implementação da ação climática.</p>
<p><strong>Agência Brasil &#8211; </strong>Já é possível quantificar o valor atual desse fluxo de financiamento climático aos países em desenvolvimento?</p>
<p><strong>André do Lago </strong> &#8211; Então, naturalmente, quem está dando dinheiro acentua o fato de que já tem valores muito importantes. Quem está recebendo dinheiro tem a tendência a dizer o contrário. Então, nós temos que conseguir identificar números que a gente concorda. <strong>No <em>roadmap</em> para US$1,3 trilhões, este ano, nós vamos contribuir com um novo capítulo por fonte de financiamento, para melhorar esses números e para ficar mais claro também, porque essa imprecisão não está ajudando a confiança dos países.</strong> E como a negociação tem que ser por consenso, se você não tiver confiança, é impossível você conseguir um consenso.  Isso também dificulta um pouquinho até outras pautas.</p>
<p><strong>Agência Brasil &#8211; </strong>Na identificação desses valores, já foi possível, por exemplo, separar o que é financiamento climático do que vai para o financiamento da biodiversidade?  </p>
<p><strong>André do Lago </strong> &#8211; Eu espero que sim. Não é fácil, não é nada fácil. A gente está trabalhando com o IHLEG [sigla em inglês para Grupo Independente de Especialistas de Alto Nível em Mudanças Climáticas], que é aquele grupo liderado pelo Nicholas Stern, o economista inglês &#8211; primeiro a analisar mudanças do clima do ponto de vista econômico. Há vários anos, Nicholas Stern tem esse grupo de grandes economistas. Foi a partir dos estudos do IHLEG, que se chegou a esse valor de US$ 1.3 trilhão para o financiamento dos países em desenvolvimento.</p>
<p><strong>Em paralelo a isso, nós também estamos trabalhando com o Conselho de Economistas que a gente criou para a COP30. Eles também estão fazendo importantes contribuições para esclarecer melhor esse grande desafio.</strong></p>
<p>Fica muito difícil discutir se não formos capazes de ter esses números. E a gente se deu conta, no ano passado, que ainda não chegamos em números que se aproximem sequer do conceito de financiamento climático.</p>
<p> </p>
<p> Fabíola Sinimbú &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-03/cop30-mapas-do-caminho-serao-concluidos-ate-novembro">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 02 Mar 2026 10:57:00 -0300 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>Observatório do Clima entrega recomendações para transição energética</title>
		<link>https://weeknews.online/observatorio-do-clima-entrega-recomendacoes-para-transicao-energetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 16:21:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[ encomendado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[921 milhões de barris em novembro]]></category>
		<category><![CDATA[Com base em um estudo publicado em 2024]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[esse primeiro documento já está sendo elaborado e tratará inicialmente das diretrizes e bases para o Mapa do Caminho]]></category>
		<category><![CDATA[Guterres apela por transição energética justa e cobra resultado da COP]]></category>
		<category><![CDATA[Maior parte da costa fluminense é vulnerável a mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[o mapa do caminho para uma transição energética justa e planejada]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Produção de petróleo e gás atinge 4]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://weeknews.online/observatorio-do-clima-entrega-recomendacoes-para-transicao-energetica/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A produção de petróleo deve migrar de uma lógica de máxima exploração para o oposto: produzir o mínimo necessário durante a transição para energias mais limpas. Essa é uma das principais sugestões enviadas por 161 organizações sociais que integram o Observatório do Clima para subsidiar o mapa do caminho para uma transição energética justa e planejada, encomendado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2025. O documento conta com recomendações técnicas, de regulamentação e econômicas e foi elaborado para contirbuir com os órgãos que estão desenhando o mapa do caminho. Notícias relacionadas: Produção de petróleo e gás atinge 4,921 milhões de barris em novembro. Guterres apela por transição energética justa e cobra resultado da COP. Maior parte da costa fluminense é vulnerável a mudanças climáticas. O prazo&#8230;</p>
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]]></description>
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				</p>
<p>A produção de petróleo deve migrar de uma lógica de máxima exploração para o oposto: produzir o mínimo necessário durante a transição para energias mais limpas. Essa é uma das principais sugestões enviadas por 161 organizações sociais que integram o Observatório do Clima para subsidiar <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/despacho-do-presidente-da-republica-673667496" target="_blank">o mapa do caminho para uma transição energética justa e planejada, encomendado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva</a> em dezembro de 2025.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/01/1769617316_270_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/01/1769617316_332_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O documento conta com recomendações técnicas, de regulamentação e econômicas e foi elaborado para contirbuir com os órgãos que estão desenhando o mapa do caminho.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Produção de petróleo e gás atinge 4,921 milhões de barris em novembro.</li>
<li>Guterres apela por transição energética justa e cobra resultado da COP.</li>
<li>Maior parte da costa fluminense é vulnerável a mudanças climáticas.</li>
</ul>
<p>O prazo estabelecido para que a equipe ministerial do governo federal entregue ao Conselho Nacional de Política Energética o planejamento termina no dia 6 de fevereiro.</p>
<p>“Um mapa do caminho justo e inclusivo reduz riscos no curto prazo, amplia oportunidades de crescimento sustentável no longo prazo e representa uma escolha econômica racional para o Brasil”, explica o especialista em conservação da organização social WWF-Brasil, Ricardo Fujii.</p>
<p>De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, esse primeiro documento já está sendo elaborado e tratará inicialmente das diretrizes e bases para o Mapa do Caminho.  </p>
<p>Com base em um estudo publicado em 2024, as recomendações das organizações sociais foram organizadas em três blocos: diretrizes de política energética e transição; governança e institucionalidade; orçamento, financiamento e fundamentos econômicos.</p>
<p>A substituição de combustíveis fósseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural, por geração de energia limpa e renovável, como a solar e a eólica, é uma das principais medidas apontadas por especialistas como necessárias para frear o aquecimento global causado por atividades humanas que emitem gases poluentes na atmosfera.</p>
<p>A mudança no clima provocada pela ação humana tem sido associada a eventos climáticos extremos mais frequentes, que podem se agravar no futuro caso as metas estabelecidas internacionalmente pelo Acordo de Paris não sejam atingidas.</p>
<h2>Políticas públicas</h2>
<p>Cada bloco do documento enviado ao governo traz medidas de ordem prática. Por exemplo, no que trata das políticas energéticas e de transição, <strong>é sugerido realizar o cálculo do mínimo necessário de combustível fóssil para o período de transição energética</strong>, o descomissionamento dos campos de petróleo prestes a esgotar e a elaborar um cronograma para zerar os leilões de petróleo no Brasil.</p>
<p>“A desigualdade gerada pela expansão fóssil não é só regional ou social. É intergeracional, com ganhos concentrados agora e custos climáticos, sanitários e fiscais para nossos filhos”, alerta Nicole Oliveira, diretora do Instituto Arayara</p>
<h2>Governança</h2>
<p>Como recomendação de governança, é sugerido o fortalecimento de mecanismos de integração entre governo, sociedade e setor produtivo, como o Fórum Nacional de Transição Energética e o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, além da criação de um órgão de coordenação central capaz de monitorar o cumprimento de cronogramas e que funcione como uma autoridade de implementação.</p>
<p>“É uma mudança que exige compromisso e responsabilidade de todos os governos – atuais e vindouros – e de uma sociedade que faça e cobre tal escolha. Todo o setor privado – financeiro, agro, indústria – também precisa se engajar, voluntariamente ou não”, diz o pesquisador do ClimaInfo, Shigueo Watanabe Jr.</p>
<h2>Finanças</h2>
<p>No aspecto financeiro, entre as sugestões está o embasar a suspensão de novos leilões de petróleo na gestão do risco de ativos obsoletos (<em>stranded assets</em>, no termo em inglês). Por essa lógica, de perda dos ativos com origem nos combustíveis fosseis em um cenário de transição global, o documento recomenda evitar a antecipação da renda de recursos ainda não explorados.</p>
<p><strong>O fim de novos subsídios governamentais à produção de combustíveis fósseis e a revisão dos existentes também integram as recomendações orçamentárias</strong>, assim como a destinação de orçamento vinculado à transição energética tanto no Plano Plurianual (PPA), quanto na Lei Orçamentária Anual (LOA).</p>
<p> </p>
<p> Fabíola Sinimbú &#8211; repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-01/observatorio-do-clima-entrega-recomendacoes-para-transicao-energetica">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 28 Jan 2026 11:33:00 -0300 </p>

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		<title>Fim do desmatamento e dos combustíveis fósseis continua em pauta</title>
		<link>https://weeknews.online/fim-do-desmatamento-e-dos-combustiveis-fosseis-continua-em-pauta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 15:08:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[“É fundamental considerar judicialização”]]></category>
		<category><![CDATA[Bom Dia]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[diz Marina Silva sobre PL]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva destaca avanços na COP30]]></category>
		<category><![CDATA[mas reconhece progresso modesto]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ministra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Apesar de não terem entrado na decisão final das negociações da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), os mapas do caminho para o fim do desmatamento e da dependência dos combustíveis fósseis ainda serão construídos, afirma a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. Em entrevista após participação no programa Bom Dia Ministra, do CanalGov, da Empresa Brasil de Comunicação, Marina ela destacou que o Brasil permanece na presidência do processo multilateral que trata da mudança do clima até o final de 2026.  Com o apoio de 82 países, da sociedade civil e comunidade científica, a liderança se comprometeu a dar continuidade aos esforços da conferência. Notícias relacionadas: “É fundamental considerar judicialização”, diz Marina Silva sobre&#8230;</p>
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				</p>
<p>Apesar de não terem entrado na decisão final das negociações da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), os mapas do caminho para o fim do desmatamento e da dependência dos combustíveis fósseis ainda serão construídos, afirma a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1764342517_510_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1764342517_376_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>Em entrevista após participação no programa <em>Bom Dia Ministra</em>, do CanalGov, da <em>Empresa Brasil de Comunicação</em>, Marina ela destacou que o Brasil permanece na presidência do processo multilateral que trata da mudança do clima até o final de 2026</strong>.  Com o apoio de 82 países, da sociedade civil e comunidade científica, a liderança se comprometeu a dar continuidade aos esforços da conferência.</p>
<blockquote>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>“É fundamental considerar judicialização”, diz Marina Silva sobre PL.</li>
<li>Marina Silva destaca avanços na COP30, mas reconhece progresso modesto.</li>
<li>Marina Silva: adaptação precisa estar no centro da resposta global.</li>
</ul>
<p>“A presidência brasileira vai viabilizar os esforços e criar as bases para que cada país possa, de forma autodeterminada, fazer o seu próprio mapa do caminho, tanto para sair da dependência de combustível fóssil, quanto para frear o desmatamento”, afirma.</p>
</blockquote>
<p><strong>Internamente, o país já trabalha, de acordo com a ministra, para zerar o desmatamento com políticas adotadas pelo governo federal desde 2003</strong>. Também trabalha no processo de afastamento dos combustíveis fósseis de forma justa, planejada e gradativa e avança com uma matriz energética composta por 45% de energia limpa.</p>
<p><strong>Segundo Marina Silva, apesar de um processo decisório em momento difícil para o multilateralismo, houve resultados muito positivos como os indicadores de adaptação, as recomendações de triplicar recursos para a adaptação de países em desenvolvimento, a inclusão de povos tradicionais como contribuidores das ações climáticas, dos cuidados especiais com as crianças e a participação das mulheres nas decisões.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Sabemos da dificuldade no processo decisório em um contexto geopolítico tão difícil como este que estamos vivendo, em que os Estados Unidos saíram do Acordo de Paris e têm força gravitacional no sentido de tentar barrar os avanços”, afirma a ministra.</p>
</blockquote>
<p>Marina Silva também comemorou a intensa participação social, depois de quatro COPs em países com governos singulares, em que a participação da sociedade não é prevista.</p>
<blockquote>
<p>“Tivemos uma COP30 com alta qualidade na participação da sociedade, da comunidade científica, do setor empresarial. Foi algo realmente surpreendente”.</p>
</blockquote>
<p>Além dos mecanismos criados para a mobilização popular com os Círculos dos Povos, dos Ministros de Finanças, dos Ex-presidentes de COPs e do Balanço Ético Global, a sociedade esteve presente em Belém e em todo o processo de negociação, disse Marina. “A participação social fez a diferença. Foram mais de 300 mil pessoas que passaram pela Zona Verde. Dentro da Zona Azul, uma área que não tinha a tradição de participação social, a presença da sociedade foi incrível.”</p>
<h2>Investimentos verdes</h2>
<p><strong>Para Marina Silva, o Brasil precisa agora se preparar para ser o endereço dos investimentos verdes em um cenário global que não admitirá mais pressão sobre recursos hídricos, floresta e biodiversidade.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Não é mais a lógica de transformar natureza em dinheiro. É usar o dinheiro que foi ganho em prejuízo da natureza e investir em energia limpa, do sol, do vento, da biomassa, aumentar a produção agrícola por tecnologia, ganho de produtividade, fazer com que os investimentos agora sejam otimizados, não sendo concentrado o lucro em poucos”, destaca.</p>
</blockquote>
<p><strong>Na avaliação da ministra, é possível transformar a urgência climática em oportunidade de construir novo modelo de desenvolvimento global</strong>. “Esse é o desafio que está posto para a humanidade, principalmente para os governos, para as empresas e o setor financeiro, de olhar para essa crise e estabelecer os novos padrões de desenvolvimento para esse novo normal”, conclui.</p>
<p> Fabíola Sinimbú &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/fim-do-desmatamento-e-dos-combustiveis-fosseis-continuam-em-pauta">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Fri, 28 Nov 2025 11:24:00 -0300 </p>

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		<title>Professor defende que Brasil dê exemplo com Mapa do Caminho</title>
		<link>https://weeknews.online/professor-defende-que-brasil-de-exemplo-com-mapa-do-caminho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 10:52:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[COP30: Acordo climático deixa de fora combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos finais da COP30 fazem menção inédita a afrodescendentes]]></category>
		<category><![CDATA[Entenda o Pacote de Belém; que inclui 29 documentos aprovados na COP30]]></category>
		<category><![CDATA[mapa do caminho]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O Brasil deve ser o primeiro país a adotar o Mapa do Caminho, defendeu nessa segunda-feira (24) o professor Aldo Fornazieri, diretor acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp). O Mapa do Caminho, um roteiro para o afastamento dos combustíveis fósseis – emissores de gases de efeito estufa, causadores do aquecimento global – proposto pelo Brasil na COP30, não foi levado ao documento final do encontro, já que não obteve unanimidade entre os participantes. No entanto, a proposta teve o apoio de mais de 80 países. Notícias relacionadas: Entenda o Pacote de Belém; que inclui 29 documentos aprovados na COP30. Documentos finais da COP30 fazem menção inédita a afrodescendentes. COP30: Acordo climático deixa de fora combustíveis fósseis. “Nós temos&#8230;</p>
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				</p>
<p>O Brasil deve ser o primeiro país a adotar o Mapa do Caminho, defendeu nessa segunda-feira (24) o professor Aldo Fornazieri, diretor acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp).<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1764067924_183_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1764067924_183_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>O Mapa do Caminho, um roteiro para o afastamento dos combustíveis fósseis – emissores de gases de efeito estufa, causadores do aquecimento global – proposto pelo Brasil na COP30, não foi levado ao documento final do encontro, já que não obteve unanimidade entre os participantes. No entanto, a proposta teve o apoio de mais de 80 países.</strong></p>
<blockquote>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Entenda o Pacote de Belém; que inclui 29 documentos aprovados na COP30.</li>
<li>Documentos finais da COP30 fazem menção inédita a afrodescendentes.</li>
<li>COP30: Acordo climático deixa de fora combustíveis fósseis.</li>
</ul>
<p>“Nós temos o dever agora, já que o [presidente] Lula lançou essa ideia boa, de cobrar que o Brasil seja o primeiro a traçar o Mapa do Caminho aqui. Quer dizer, não é o fato de a ONU [Organização das Nações Unidas] não ter abraçado essa ideia de forma decisiva que agora o governo tem que se eximir. Se o presidente lançou a ideia, então o Brasil é obrigado a construir o mapa do caminho”, disse.</p>
</blockquote>
<p>“Até para o Brasil ser líder dessa questão, e ele tem legitimidade para isso, tem que dar o exemplo, assumir essa responsabilidade”, acrescentou o professor no evento Pós-COP30 &#8220;O Brasil Diante das Transformações Globais&#8221;, que ocorreu na sede da FESPSP, na capital paulista.</p>
<p><strong>Durante a COP30, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que, mesmo não sendo aprovado, o Mapa do Caminho não foi descartado. Pelo contrário, fará parte dos próximos meses de discussão entre os países. O Brasil segue na presidência da COP até novembro de 2026.</strong></p>
<blockquote>
<p>“O Mapa do Caminho já não é mais uma proposta apresentada pelo Brasil, pelo presidente Lula, mas por dezenas de países e por milhares e milhares de pessoas em todo o mundo, chancelada pela comunidade científica”, disse Marina.</p>
</blockquote>
<p>Ela acredita que cada país deverá ter o seu próprio Mapa do Caminho. “Um país rico, eu imagino que todos já têm seus mapas do caminho, já têm suas trajetórias muito bem planejadas. Agora, países em desenvolvimento, pobres, dependentes inclusive de petróleo em suas economias, não têm essas trajetórias. É por isso que é muito importante o esforço que será feito”.</p>
<p> Bruno Bocchini , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/professor-defende-que-brasil-de-exemplo-com-mapa-do-caminho">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 25 Nov 2025 07:35:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/professor-defende-que-brasil-de-exemplo-com-mapa-do-caminho/">Professor defende que Brasil dê exemplo com Mapa do Caminho</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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		<item>
		<title>Lula defende discussão abrangente sobre combustíveis fósseis, após COP</title>
		<link>https://weeknews.online/lula-defende-discussao-abrangente-sobre-combustiveis-fosseis-apos-cop/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 15:27:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[>> Clique aqui e leia a cobertura completa da Agência Brasil sobre a COP30]]></category>
		<category><![CDATA[bombardeou embarcações]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[devem ser investidos na transição energética]]></category>
		<category><![CDATA[G20]]></category>
		<category><![CDATA[G20: Lula defende governança soberana em minerais críticos e IA]]></category>
		<category><![CDATA[Joanesburgo]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Lula destaca transição energética e crescimento inclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[movimentações militares dos Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[multilateralismo]]></category>
		<category><![CDATA[No G20]]></category>
		<category><![CDATA[omite qualquer menção aos combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[participou da Cúpula de Líderes do G20]]></category>
		<category><![CDATA[Presidente Nicolás Maduro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo (23), que o caminho pra o fim do uso dos combustíveis fósseis não deve ser com a imposição de uma data, mas com uma discussão abrangente com os diversos setores interessados. O tema foi debatido durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), encerrada neste final de semana, em Belém (PA), sob condução do Brasil. Notícias relacionadas: G20: Lula defende governança soberana em minerais críticos e IA. No G20, Lula destaca transição energética e crescimento inclusivo. &#62;&#62; Clique aqui e leia a cobertura completa da Agência Brasil sobre a COP30 Lula concedeu entrevista à imprensa em Joanesburgo, na África do Sul, onde participou da Cúpula de Líderes do G20 –&#8230;</p>
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]]></description>
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				</p>
<p><strong>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo (23), que o caminho pra o fim do uso dos combustíveis fósseis não deve ser com a imposição de uma data, mas com uma discussão abrangente com os diversos setores interessados. </strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763998025_122_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763998025_208_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O tema foi debatido durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), encerrada neste final de semana, em Belém (PA), sob condução do Brasil.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>G20: Lula defende governança soberana em minerais críticos e IA.</li>
<li>No G20, Lula destaca transição energética e crescimento inclusivo.</li>
</ul>
<p><strong>&gt;&gt; Clique aqui e leia a cobertura completa da Agência Brasil sobre a COP30</strong></p>
<p>Lula concedeu entrevista à imprensa em Joanesburgo, na África do Sul, onde participou da Cúpula de Líderes do G20 – grupos das maiores economias do mundo.</p>
<p>O Acordo de Belém, texto final da COP30, pede aumento dos investimentos em adaptação às mudanças do clima, mas omite qualquer menção aos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão mineral, os principais responsáveis pelas emissões dos gases que causam o aumento da temperatura do planeta.</p>
<p> “Quando nós introduzimos a discussão sobre o Mapa do Caminho, nós sabíamos que era um tema polêmico, afinal de contas, o Brasil é um produtor de petróleo, nós estamos tirando 5 milhões de barris por dia, não é pouca coisa”, disse Lula, ao destacar que mesmo em território nacional, muita gente seria contra o fim do uso dos combustíveis fósseis.</p>
<p>“É uma discussão que tem que envolver especialistas, envolver as empresas de petróleo para que você comece a vislumbrar os passos que você tem que dar até chegar a extinguir o uso de combustível fóssil. Até porque o petróleo não é só para gasolina e para diesel, pode ser para o petroquímico, vai continuar tendo a sua importância. Eu sabia que era difícil. Eu nunca imaginei que a Arábia Saudita fosse concordar com isso”, explicou.</p>
<p>O governo brasileiro insistiu na aprovação de um texto que abordasse alguma proposta de cronograma de implementação dessa transição energética, mas o debate foi vencido com o entendimento de que a questão poderia ser deixada de fora do acordo e incluída em um texto paralelo apresentado pelo Brasil, anfitrião da COP30.</p>
<p>“Foi muito difícil mudar. E nós mudamos de posição porque a gente era o país sede, a gente queria construir um documento único”, disse Lula sobre as negociações que atravessaram as madrugadas.</p>
<blockquote>
<p>“Aprovou-se um documento único e o multilateralismo saiu vitorioso na COP 30”, comemorou.</p>
</blockquote>
<p>No Brasil, o presidente defende que os recursos obtidos a partir do petróleo devem ser investidos na transição energética. Ele destacou que o Brasil já está “melhor do que qualquer outro país”, por exemplo, com a introdução de biodiesel na gasolina e no diesel.</p>
<p>“Então, o Brasil já tá dando uma lição de que é possível você diminuir o uso de combustível fóssil”, disse.</p>
<p>“O que nós quisemos e conseguimos foi começar um debate sobre uma coisa que todo mundo sabe que vai ter que acontecer. Veja, se é verdade que os combustíveis fósseis são responsáveis por mais de 80% da emissão de gás de efeito estufa, é verdade que nós precisamos dar uma solução nisso”, disse, reafirmando que a COP30 em Belém foi “um sucesso extraordinário”.</p>
<h2>Ausência de Trump</h2>
<p>Já sobre o G20, o presidente Lula minimizou a ausência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Cúpula de Líderes do G20.</p>
<p>“Nós existimos mesmo quando ele não participa de uma reunião”, disse em referência aos demais membros do bloco e lembrando que Trump já se afastou de outras instâncias internacionais, como a Unesco e a Organização Mundial do Comércio.</p>
<p>“O presidente Trump tem dado demonstrações [&#8230;], ele está tentando fazer uma pregação prática do fim do multilateralismo, tentando fortalecer o unilateralismo. Eu acho que vai vencer o multilateralismo, porque todo mundo aqui sabe que juntos nós seremos muito mais forte, muito mais competente e temos mais facilidade de resolver o problema do mundo”, disse Lula.</p>
<p>Para o líder brasileiro, o G20, hoje, é o grande fórum de decisões multilaterais e tem a respeitabilidade de toda a economia. Mas, pra isso, segundo ele, as decisões precisam ser colocadas em prática.</p>
<p>“Qual é a minha inquietação com o G20? É que nós precisamos começar a tomar decisões para que alguma coisa seja colocada em prática até o próximo fórum, porque senão vai dar um vazio e as pessoas vão ficando desestimuladas. Então, o que nós precisamos é colocar em prática as coisas que nós decidimos e isso eu acho que ficou claro para todo mundo com o documento assinado em Joanesburgo”, disse.</p>
<p>O principal documento do G20 é a declaração de líderes, que foi negociada pelos representantes dos países nos dias que antecederam a cúpula. Alguns países estavam se opondo à aprovação de uma declaração, em função da ausência dos Estados Unidos, que não enviou nem representante.</p>
<blockquote>
<p>“A reunião acontece mesmo sem ter um presidente. Obviamente que, pelo fato dos Estados Unidos não estar presente, ele não participou da elaboração e da votação da declaração. Mas os 19 países que aí estavam votaram por unanimidade a aprovação do documento”, disse Lula.</p>
</blockquote>
<p>“Os Estados Unidos não perdem o seu significado por não ter vindo. Os Estados Unidos continuam sendo a maior economia do mundo, o país mais importante”, acrescentou, lembrando que, em 2026, a presidência dos G20 está com os estadunidenses e a Cúpula de Líderes deve ser realizada em Miami.</p>
<p><strong>O G20 é o principal órgão para cooperação econômica internacional, criado em 1999 após a crise financeira asiática. Em 2008, ele também se tornou uma instância política, com uma cúpula de chefes de Estado e de governo. </strong></p>
<h2>Venezuela</h2>
<p>Lula afirmou ainda que quer conversar mais com o presidente Trump sobre as movimentações militares dos Estados Unidos no Mar do Caribe, na costa da Venezuela.</p>
<p>O país enviou tropas terrestres e um porta-aviões para a região e bombardeou embarcações, sob a justificativa de estar combatendo as rotas de narcotráfico que abastecem os Estados Unidos.</p>
<p>Para o governo venezuelano, sob a liderança do presidente Nicolás Maduro, o reforço militar na região objetiva tirá-lo do poder.</p>
<p>“Estou preocupado porque a América do Sul é considerada uma zona de paz. Nós somos um continente em que não temos armas nucleares, não temos bomba atômica, não temos nada. Lá, o nosso negócio é trabalhar para se desenvolver e crescer. A mim me preocupa muito o aparato militar que o Estados Unidos colocou no Mar do Caribe e eu pretendo conversar com o presidente Trump sobre isso”, disse Lula.</p>
<p>Ele comparou a situação à guerra da Rússia na Ucrânia, em que há um impasse para o seu fim. “É importante que a gente tente encontrar uma solução antes de começar”, disse.</p>
<p>“O Brasil tem responsabilidade na América do Sul, o Brasil faz fronteira com a Venezuela e não é pouca coisa e eu acho que não tem nenhum sentido ter uma guerra agora. Ou seja, não vamos repetir o erro que aconteceu na guerra da Rússia e da Ucrânia. Ou seja, para começar, bata dar um tiro, para terminar não se sabe como termina”, afirmou Lula.</p>
<p>Depois de uma agenda de três dias em Joanesburgo, o presidente brasileiro embarcou para Maputo, em Moçambique, onde realizada vista de trabalho, nesta segunda-feira (24).</p>
<p> </p>
<p> Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-11/lula-defende-discussao-abrangente-sobre-combustiveis-fosseis-apos-cop">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 23 Nov 2025 14:27:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/lula-defende-discussao-abrangente-sobre-combustiveis-fosseis-apos-cop/">Lula defende discussão abrangente sobre combustíveis fósseis, após COP</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>No G20, Lula defende discussão abrangente sobre combustíveis fósseis</title>
		<link>https://weeknews.online/no-g20-lula-defende-discussao-abrangente-sobre-combustiveis-fosseis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2025 18:04:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[>> Clique aqui e leia a cobertura completa da Agência Brasil sobre a COP30]]></category>
		<category><![CDATA[bombardeou embarcações]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[devem ser investidos na transição energética]]></category>
		<category><![CDATA[G20]]></category>
		<category><![CDATA[G20: Lula defende governança soberana em minerais críticos e IA]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Joanesburgo]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Lula destaca transição energética e crescimento inclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[movimentações militares dos Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[multilateralismo]]></category>
		<category><![CDATA[No G20]]></category>
		<category><![CDATA[omite qualquer menção aos combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[participou da Cúpula de Líderes do G20]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo (23), que o caminho pra o fim do uso dos combustíveis fósseis não deve ser com a imposição de uma data, mas com uma discussão abrangente com os diversos setores interessados. O tema foi debatido durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), encerrada neste final de semana, em Belém (PA), sob condução do Brasil. Notícias relacionadas: G20: Lula defende governança soberana em minerais críticos e IA. No G20, Lula destaca transição energética e crescimento inclusivo. &#62;&#62; Clique aqui e leia a cobertura completa da Agência Brasil sobre a COP30 Lula concedeu entrevista à imprensa em Joanesburgo, na África do Sul, onde participou da Cúpula de Líderes do G20&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo (23), que o caminho pra o fim do uso dos combustíveis fósseis não deve ser com a imposição de uma data, mas com uma discussão abrangente com os diversos setores interessados. </strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763921043_159_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763921043_715_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O tema foi debatido durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), encerrada neste final de semana, em Belém (PA), sob condução do Brasil.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>G20: Lula defende governança soberana em minerais críticos e IA.</li>
<li>No G20, Lula destaca transição energética e crescimento inclusivo.</li>
</ul>
<p><strong>&gt;&gt; Clique aqui e leia a cobertura completa da Agência Brasil sobre a COP30</strong></p>
<p>Lula concedeu entrevista à imprensa em Joanesburgo, na África do Sul, onde participou da Cúpula de Líderes do G20 – grupos das maiores economias do mundo.</p>
<p>O Acordo de Belém, texto final da COP30, pede aumento dos investimentos em adaptação às mudanças do clima, mas omite qualquer menção aos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão mineral, os principais responsáveis pelas emissões dos gases que causam o aumento da temperatura do planeta.</p>
<p> “Quando nós introduzimos a discussão sobre o Mapa do Caminho, nós sabíamos que era um tema polêmico, afinal de contas, o Brasil é um produtor de petróleo, nós estamos tirando 5 milhões de barris por dia, não é pouca coisa”, disse Lula, ao destacar que mesmo em território nacional, muita gente seria contra o fim do uso dos combustíveis fósseis.</p>
<p>“É uma discussão que tem que envolver especialistas, envolver as empresas de petróleo para que você comece a vislumbrar os passos que você tem que dar até chegar a extinguir o uso de combustível fóssil. Até porque o petróleo não é só para gasolina e para diesel, pode ser para o petroquímico, vai continuar tendo a sua importância. Eu sabia que era difícil. Eu nunca imaginei que a Arábia Saudita fosse concordar com isso”, explicou.</p>
<p>O governo brasileiro insistiu na aprovação de um texto que abordasse alguma proposta de cronograma de implementação dessa transição energética, mas o debate foi vencido com o entendimento de que a questão poderia ser deixada de fora do acordo e incluída em um texto paralelo apresentado pelo Brasil, anfitrião da COP30.</p>
<p>“Foi muito difícil mudar. E nós mudamos de posição porque a gente era o país sede, a gente queria construir um documento único”, disse Lula sobre as negociações que atravessaram as madrugadas.</p>
<blockquote>
<p>“Aprovou-se um documento único e o multilateralismo saiu vitorioso na COP 30”, comemorou.</p>
</blockquote>
<p>No Brasil, o presidente defende que os recursos obtidos a partir do petróleo devem ser investidos na transição energética. Ele destacou que o Brasil já está “melhor do que qualquer outro país”, por exemplo, com a introdução de biodiesel na gasolina e no diesel.</p>
<p>“Então, o Brasil já tá dando uma lição de que é possível você diminuir o uso de combustível fóssil”, disse.</p>
<p>“O que nós quisemos e conseguimos foi começar um debate sobre uma coisa que todo mundo sabe que vai ter que acontecer. Veja, se é verdade que os combustíveis fósseis são responsáveis por mais de 80% da emissão de gás de efeito estufa, é verdade que nós precisamos dar uma solução nisso”, disse, reafirmando que a COP30 em Belém foi “um sucesso extraordinário”.</p>
<h2>Ausência de Trump</h2>
<p>Já sobre o G20, o presidente Lula minimizou a ausência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Cúpula de Líderes do G20.</p>
<p>“Nós existimos mesmo quando ele não participa de uma reunião”, disse em referência aos demais membros do bloco e lembrando que Trump já se afastou de outras instâncias internacionais, como a Unesco e a Organização Mundial do Comércio.</p>
<p>“O presidente Trump tem dado demonstrações [&#8230;], ele está tentando fazer uma pregação prática do fim do multilateralismo, tentando fortalecer o unilateralismo. Eu acho que vai vencer o multilateralismo, porque todo mundo aqui sabe que juntos nós seremos muito mais forte, muito mais competente e temos mais facilidade de resolver o problema do mundo”, disse Lula.</p>
<p>Para o líder brasileiro, o G20, hoje, é o grande fórum de decisões multilaterais e tem a respeitabilidade de toda a economia. Mas, pra isso, segundo ele, as decisões precisam ser colocadas em prática.</p>
<p>“Qual é a minha inquietação com o G20? É que nós precisamos começar a tomar decisões para que alguma coisa seja colocada em prática até o próximo fórum, porque senão vai dar um vazio e as pessoas vão ficando desestimuladas. Então, o que nós precisamos é colocar em prática as coisas que nós decidimos e isso eu acho que ficou claro para todo mundo com o documento assinado em Joanesburgo”, disse.</p>
<p>O principal documento do G20 é a declaração de líderes, que foi negociada pelos representantes dos países nos dias que antecederam a cúpula. Alguns países estavam se opondo à aprovação de uma declaração, em função da ausência dos Estados Unidos, que não enviou nem representante.</p>
<blockquote>
<p>“A reunião acontece mesmo sem ter um presidente. Obviamente que, pelo fato dos Estados Unidos não estar presente, ele não participou da elaboração e da votação da declaração. Mas os 19 países que aí estavam votaram por unanimidade a aprovação do documento”, disse Lula.</p>
</blockquote>
<p>“Os Estados Unidos não perdem o seu significado por não ter vindo. Os Estados Unidos continuam sendo a maior economia do mundo, o país mais importante”, acrescentou, lembrando que, em 2026, a presidência dos G20 está com os estadunidenses e a Cúpula de Líderes deve ser realizada em Miami.</p>
<p><strong>O G20 é o principal órgão para cooperação econômica internacional, criado em 1999 após a crise financeira asiática. Em 2008, ele também se tornou uma instância política, com uma cúpula de chefes de Estado e de governo. </strong></p>
<h2>Venezuela</h2>
<p>Lula afirmou ainda que quer conversar mais com o presidente Trump sobre as movimentações militares dos Estados Unidos no Mar do Caribe, na costa da Venezuela.</p>
<p>O país enviou tropas terrestres e um porta-aviões para a região e bombardeou embarcações, sob a justificativa de estar combatendo as rotas de narcotráfico que abastecem os Estados Unidos.</p>
<p>Para o governo venezuelano, sob a liderança do presidente Nicolás Maduro [https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-10/maduro-venezuela-tem-5-mil-misseis-antiaereos-para-enfrentar-eua], o reforço militar na região objetiva tirá-lo do poder.</p>
<p>“Estou preocupado porque a América do Sul é considerada uma zona de paz. Nós somos um continente em que não temos armas nucleares, não temos bomba atômica, não temos nada. Lá, o nosso negócio é trabalhar para se desenvolver e crescer. A mim me preocupa muito o aparato militar que o Estados Unidos colocou no Mar do Caribe e eu pretendo conversar com o presidente Trump sobre isso”, disse Lula.</p>
<p>Ele comparou a situação à guerra da Rússia na Ucrânia, em que há um impasse para o seu fim. “É importante que a gente tente encontrar uma solução antes de começar”, disse.</p>
<p>“O Brasil tem responsabilidade na América do Sul, o Brasil faz fronteira com a Venezuela e não é pouca coisa e eu acho que não tem nenhum sentido ter uma guerra agora. Ou seja, não vamos repetir o erro que aconteceu na guerra da Rússia e da Ucrânia. Ou seja, para começar, bata dar um tiro, para terminar não se sabe como termina”, afirmou Lula.</p>
<p>Depois de uma agenda de três dias em Joanesburgo, o presidente brasileiro embarcou para Maputo, em Moçambique, onde realizada vista de trabalho, nesta segunda-feira (24).</p>
<p> </p>
<p> Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-11/no-g20-lula-defende-discussao-abrangente-sobre-combustiveis-fosseis">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 23 Nov 2025 14:27:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/no-g20-lula-defende-discussao-abrangente-sobre-combustiveis-fosseis/">No G20, Lula defende discussão abrangente sobre combustíveis fósseis</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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		<title>COP30: Acordo climático deixa de fora combustíveis fósseis</title>
		<link>https://weeknews.online/cop30-acordo-climatico-deixa-de-fora-combustiveis-fosseis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 20:38:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[acordo climático]]></category>
		<category><![CDATA[ausência do mapa do caminho]]></category>
		<category><![CDATA[Cientistas criticam ausência de combustíveis fósseis em texto da COP30]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[Lula destaca transição energética e crescimento inclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Negociações na COP30 seguem em Belém e países buscam acordo]]></category>
		<category><![CDATA[No G20]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Governos chegaram, neste sábado (22), a um acordo climático na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) que aumenta o financiamento para as nações pobres que estão enfrentando as consequências do aquecimento global. No entanto, o documento final omite qualquer menção aos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão mineral, os principais responsáveis pelas emissões dos gases que causam o aumento da temperatura do planeta. Notícias relacionadas: Negociações na COP30 seguem em Belém e países buscam acordo. Cientistas criticam ausência de combustíveis fósseis em texto da COP30. No G20, Lula destaca transição energética e crescimento inclusivo. O Acordo de Belém lança uma iniciativa voluntária para acelerar a ação climática a fim de ajudar os países a cumprirem suas promessas atuais de redução&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>Governos chegaram, neste sábado (22), a um acordo climático na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) que aumenta o financiamento para as nações pobres que estão enfrentando as consequências do aquecimento global. </strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763843887_351_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763843887_156_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>No entanto, o documento final omite qualquer menção aos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão mineral, os principais responsáveis pelas emissões dos gases que causam o aumento da temperatura do planeta.</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Negociações na COP30 seguem em Belém e países buscam acordo.</li>
<li>Cientistas criticam ausência de combustíveis fósseis em texto da COP30.</li>
<li>No G20, Lula destaca transição energética e crescimento inclusivo.</li>
</ul>
<p>O Acordo de Belém lança uma iniciativa voluntária para acelerar a ação climática a fim de ajudar os países a cumprirem suas promessas atuais de redução de emissões, e pede que as nações ricas, pelo menos, tripliquem a quantia de dinheiro que fornecem para ajudar os países em desenvolvimento a se adaptarem a um mundo em aquecimento até 2035.</p>
<p><strong>Enquanto isso, os países em desenvolvimento argumentam que precisam urgentemente de recursos para se adaptar aos impactos que já estão ocorrendo, como o aumento do nível do mar e o agravamento das ondas de calor, secas, inundações e tempestades.</strong></p>
<p>O acordo também indica que os órgãos climáticos analisem como alinhar o comércio internacional à ação climática, em meio a preocupações de que o aumento das barreiras comerciais esteja limitando a adoção de tecnologias limpas.</p>
<p>A União Europeia vinha pressionando por uma linguagem no acordo oficial sobre o abandono dos combustíveis fósseis, mas enfrentou resistência do Grupo Árabe de nações, incluindo o principal exportador de petróleo, a Arábia Saudita.</p>
<p>Esse impasse foi resolvido depois de negociações que se estenderam pela madrugada deste sábado e que levaram a um entendimento de que a questão poderia ser deixada de fora do acordo e incluída em um texto paralelo apresentado pelo Brasil, anfitrião da COP30.</p>
<h2>Frustração</h2>
<p><strong>Um dos principais pontos de frustração de representantes da sociedade civil, já no rascunho divulgado nesta sexta-feira, foi a ausência do mapa do caminho para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis,</strong> como petróleo e carvão mineral, os principais responsáveis pelas emissões dos gases que causam o aquecimento global.</p>
<p>O governo brasileiro, e especialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, insistiu na aprovação de um texto que abordasse alguma proposta de cronograma de implementação dessa transição energética, o que acabou não se concretizando.</p>
<blockquote>
<p>“Não houve menção a combustíveis fósseis, e muito menos qualquer menção a mapa do caminho, conforme estava previsto e havia aparecido nos rascunhos de decisões anteriores. O processo foi estressante até aqui, mas gerou algumas reações políticas importantíssimas, como a adesão de mais de 80 países à proposta do mapa do caminho e gerou uma proposta da Colômbia de realizar COP paralela para discutir o fim do uso dos combustíveis fósseis”, disse Ciro Brito, analista de políticas climáticas do Instituto Socioambiental (ISA).</p>
</blockquote>
<h2>Avanços</h2>
<p><strong>Entre os avanços, o documento final reconheceu a importância das comunidades afrodescendentes e dos territórios indígenas no combate à emergência climática.</strong></p>
<blockquote>
<p>“O mutirão reconheceu a necessidade de se considerar os direitos dos povos indígenas e comunidades locais, seus direitos territoriais e o seus conhecimentos tradicionais. Também reconheceu o papel de engajamento desses grupos e dos afrodescendentes na contribuição para o progresso coletivo da COP. Avanços importantes que precisam ser considerados”, disse.</p>
</blockquote>
<p>Brito destacou ainda as iniciativas do Acelerador Global de Implementação e da Missão Belém 1,5. “O AGI será uma iniciativa voluntária sob orientação das presidências brasileira e australiana com o objetivo de apoiar os países na implementação das suas NDCs e Planos Nacionais de Adaptação (NAPs). Por sua vez, a Missão Belém 1,5, sob orientação das presidências Brasil-Austrália-Etiópia, elaborará um relatório resumindo o trabalho de apoio do AGI até a COP 32”, explicou.</p>
<p>Para a presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell, o Mutirão, no geral, oferece avanços, mas fica aquém da crise que o mundo vive. </p>
<blockquote>
<p>“Ele não dá a resposta necessária ao problema central das NDCs: a falta de alinhamento com a trajetória de 1,5°C. Há reconhecimento do desafio, há processos, há sinalizações mas não há o salto político que a ciência exige. Sem rever ambição, não há mecanismo que compense o descompasso crescente entre promessas e realidade”, avaliou. Entre os avanços, ela citou decisões em adaptação e transição justa.</p>
</blockquote>
<p>A líder de estratégia internacional do WWF-Brasil, Tatiana Oliveira, avaliou que a COP30 marca um divisor de águas. “[A COP30] reconhece que a ação climática vai além das salas formais da UNFCCC. A distância entre a força social e as páginas frágeis do acordo mostra que as soluções vêm das pessoas e dos territórios. É um sinal claro das limitações da governança global, mas também um convite para um futuro de luta, colaboração e esperança”, disse.</p>
<blockquote>
<p>“Acho impossível não se emocionar com tudo o que aconteceu nas últimas duas semanas, independentemente do resultado formal das negociações. Muitas vitórias das que realmente importam, como a inclusão de afrodescendentes no texto e a menção aos direitos territoriais dos povos indígenas e ao CLPI [Consentimento Livre, Prévio e Informado], são passos históricos que ajudam a garantir direitos”, concluiu.</p>
</blockquote>
<p> </p>
<p><em>* Com informações da Reuters</em></p>
<p> Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/cop30-acordo-climatico-deixa-de-fora-combustiveis-fosseis">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 22 Nov 2025 15:17:00 -0300 </p>

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]]></content:encoded>
					
		
		
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