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	<title>Arquivo de defesa do presidente Lula pelo multilateralismo - WeekNews</title>
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		<title>Brasil e Interpol vão ampliar colaboração mútua no combate ao crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 16:08:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>. O Brasil e a Interpol, organização policial internacional, assinaram declaração de intenção para ampliar as possibilidades de colaboração e viabilizar novas operações conjuntas. O ato foi firmado durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sede da instituição, nesta segunda-feira (9), em Lyon, na França. “Uma das consequências perversas da globalização é a articulação de grupos criminosos para além das fronteiras nacionais. A criminalidade está evoluindo a uma velocidade sem precedentes, exigindo ações multilaterais urgentes e coordenadas”, disse Lula, afirmando que a cooperação policial permanecerá como prioridade da política externa brasileira. “Para combater o crime de forma efetiva é preciso asfixiar seus mecanismos de financiamento, em especial a lavagem de dinheiro. Nenhum país isoladamente conseguirá debelar a criminalidade transnacional”, acrescentou, ao destacar&#8230;</p>
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<p><strong>O Brasil e a Interpol, organização policial internacional, assinaram declaração de intenção para ampliar as possibilidades de colaboração e viabilizar novas operações conjuntas</strong>. O ato foi firmado durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sede da instituição, nesta segunda-feira (9), em Lyon, na França.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/06/1749485310_409_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/06/1749485310_912_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
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<p>“Uma das consequências perversas da globalização é a articulação de grupos criminosos para além das fronteiras nacionais. A criminalidade está evoluindo a uma velocidade sem precedentes, exigindo ações multilaterais urgentes e coordenadas”, disse Lula, afirmando que a cooperação policial permanecerá como prioridade da política externa brasileira.</p>
</blockquote>
<p>“Para combater o crime de forma efetiva é preciso asfixiar seus mecanismos de financiamento, em especial a lavagem de dinheiro. Nenhum país isoladamente conseguirá debelar a criminalidade transnacional”, acrescentou, ao destacar políticas adotadas pelo governo atual no combate a esses crimes. </p>
<p>Segundo Lula, a declaração de intenções com a Interpol ampliará a cooperação por meio de iniciativas que visam reforçar a cooperação internacional para enfrentamento do crime organizado; desarticular organizações criminosas transnacionais e suas redes de apoio; apoiar a modernização tecnológica e institucional dos órgãos de segurança pública no Brasil e na América Latina; e promover a proteção de grupos vulneráveis e os direitos humanos na atuação policial.</p>
<p>Desde novembro de 2024, a Interpol é comandada pelo delegado da Polícia Federal (PF), Valdecy Urquiza, que foi eleito como novo Secretário-Geral da instituição que reúne 196 nações. <strong>É o primeiro representante de um país em desenvolvimento a ocupar esse cargo nos 100 anos de existência da Interpol.</strong></p>
<p>Lula disse que é uma honra para o Brasil e para a PF ter o brasileiro no cargo mais alto da Interpol, fruto da credibilidade do país no combate ao crime organizado, e elogiou o trabalho e dedicação de Urquiza. Para o presidente, o papel da polícia, na atualidade, está mais complicado do que em qualquer outro momento da história.</p>
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<p>“O crime organizado, você não enfrenta uma simples quadrilha, você não enfrenta os simples grupos; são verdadeiras empresas multinacionais que estão envolvidas dentro das empresas, na política, no judiciário, no futebol, em toda parte da cultura. É como se fosse um polvo de muitos tentáculos tentando tomar conta de tudo que é errado no mundo”, alertou Lula.</p>
</blockquote>
<p>Para Urquiza, o acordo com o Brasil servirá de inspiração para que outros países aprofundam a integração com a comunidade internacional.<strong> Ele também anunciou a criação de nova força tarefa internacional, fruto do diálogo com chefes de polícia da América do Sul em encontro realizado em Brasília, no mês passado.</strong></p>
<p>O foco será o enfrentamento de organizações criminosas transnacionais atuantes na região. “A força integrada reunirá especialistas, dados de inteligência e recursos tecnológicos da Interpol para apoiar países da região, na realização de operações conjuntas. Nosso objetivo é claro, enfraquecer as estruturas de comando dessas organizações, interromper seus fluxos financeiros e responsabilizar judicialmente seus principais articuladores”, explicou o delegado.</p>
<h2>Crimes graves</h2>
<p><strong>A organização atua na apuração de crimes como tráfico de seres humanos, exploração sexual infantil, tráfico de drogas e armas, crimes cibernéticos e ambientais.</strong> Para Urquiza, são crimes sem precedentes praticados por organizações poderosas.</p>
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<p><!--copyright=426925-->Presidente Lula condecora Valdecy Urquiza com a Ordem de Rio Branco no grau de Grande Oficial, durante cerimônia na sede da Interpol, em Lyon.<strong> Foto Ricardo Stuckert / PR</strong><!--END copyright=426925--></p>
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<p>“Esses crimes impactam profundamente nossas comunidades, nossas economias, nossas instituições. E nenhum país está imune, nenhum setor está a salvo. Mais do que nunca, torna-se inegociável a necessidade de uma resposta global, coordenada e eficaz”, disse Urquiza, destacando que a defesa do presidente Lula pelo multilateralismo também reflete o espírito que norteia o trabalho da Interpol.</p>
<blockquote>
<p>“Por meio da nossa plataforma, países discutem as principais ameaças criminais, compartilham informações de forma segura e planejam operações conjuntas em todo o globo. Apenas no último ano, nossos 19 bancos de dados foram consultados mais de oito bilhões de vezes por agências de segurança ao redor do mundo”, afirmou.</p>
</blockquote>
<p><strong>Ele contou ainda que, na área de combate à exploração sexual infantil, por exemplo, nos últimos anos, a instituição resgatou mais de 48 mil vítimas e identificou mais de 18 mil criminosos ao redor do mundo.</strong></p>
<p>Durante o evento, a Interpol concedeu a Lula medalha que reconhece sua excelência e empenho no combate ao crime transnacional. Por sua vez, Lula condecorou Valdecy Urquiza com a Ordem de Rio Branco no grau de Grande Oficial. A honraria foi instituída em 1963 para distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas, além de estimular a prática de ações e feitos dignos de menção honrosa.</p>
<h2>Agenda</h2>
<p>O evento na Interpol, em Lyon, foi o último na agenda do presidente Lula, nesta viagem à França. Os compromissos começaram no último dia 5, quando o brasileiro foi recebido pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Na ocasião, foram discutidos temas como o acordo entre Mercosul e União Europeia e assinados cerca de 20 acordos bilaterais nas áreas de saúde, segurança pública, educação e ciência e tecnologia.</p>
<p>Lula também participou de eventos culturais, no âmbito do ano do Brasil na França, foi homenageado pela Academia Francesa e pela Universidade Paris 8, se reuniu com empresários, recebeu o certificado do Brasil como país livre da febre aftosa sem vacinação e participou de eventos da Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos.</p>
<p>A comitiva brasileira retorna ainda hoje para Brasília, com previsão de chegada às 20h30.</p>
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    </div>
<p> Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-06/brasil-e-interpol-vao-ampliar-colaboracao-mutua-no-combate-ao-crime">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 09 Jun 2025 12:35:00 -0300 </p>

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