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	<title>Arquivo de desigualdade - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de desigualdade - WeekNews</title>
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		<title>Gravidez na adolescência deve ser debatida nas igrejas, diz ministro</title>
		<link>https://weeknews.online/gravidez-na-adolescencia-deve-ser-debatida-nas-igrejas-diz-ministro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 19:26:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
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		<category><![CDATA[Alexandre Padilha]]></category>
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		<category><![CDATA[UE e OMS rebatem advertências de Trump sobre autismo e gravidez]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou, nesta terça-feira (21), que não é possível reduzir a desigualdade no Brasil e na América Latina sem reduzir os casos de gravidez na adolescência. Para ele, é preciso colocar esse tema no mais alto nível de discussão política e também levantar o debate nas escolas e nos espaços religiosos. “Não tem como enfrentar esse tema sem promover um profundo diálogo com as lideranças religiosas que estão em nossos territórios”, disse Padilha durante evento promovido pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em Brasília. Notícias relacionadas: UE e OMS rebatem advertências de Trump sobre autismo e gravidez. Gravidez na adolescência é maioria nos países em desenvolvimento. Brasil discute estratégias para melhorar educação para a adolescência. De&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou, nesta terça-feira (21), que não é possível reduzir a desigualdade no Brasil e na América Latina sem reduzir os casos de gravidez na adolescência.</strong> Para ele, é preciso colocar esse tema no mais alto nível de discussão política e também<strong> levantar o debate nas escolas e nos espaços religiosos.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1761074769_212_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1761074769_772_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<blockquote>
<p>“Não tem como enfrentar esse tema sem promover um profundo diálogo com as lideranças religiosas que estão em nossos territórios”, disse Padilha durante evento promovido pelo <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.youtube.com/watch?v=IzKumKcEXA0" target="_blank">Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA)</a>, em Brasília.</p>
</blockquote>
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</ul>
<p><strong>De acordo com ele, o Ministério da Saúde está trabalhando na reorganização da atenção primária, para que os profissionais saiam da estrutura da Unidade Básica de Saúde (UBS) para conhecer os territórios onde atuam. </strong>Segundo o ministro, essa organização do serviço ficou prejudicada após a pandemia de covid-19.</p>
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Foto: José Cruz/Agência Brasil" title="José Cruz/Agência Brasil"><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/0d9a5133.jpg" alt="Brasília (DF), 30/09/2025 – O ministro Alexandre Padilha (Saúde), durante entrevista para falar sobre os casos de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, agora concentradas no estado de São Paulo, devem transcender os limites do estado.
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<h5 class="meta">O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível reduzir a desigualdade no Brasil e na América Latina sem reduzir os casos de gravidez na adolescência. Foto: <strong>José Cruz/Arquivo Agência Brasil</strong><!--END copyright=438872--></h5>
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</div>
<p>“Não tem como enfrentar a gravidez na adolescência no Brasil se a gente não conseguir entrar nas igrejas que estão nos nossos territórios, sobretudo aquelas que tentam esconder o protagonismo, o papel e a importância das mulheres”, disse.</p>
<p><strong>“Os principais espaços de convivência e, talvez, de acolhimento das comunidades onde estão as populações mais vulneráveis são nos espaços das igrejas, nas mais variadas denominações e matrizes religiosas”,</strong> afirmou, ao acrescentar, da mesma forma, a importância da discussão do tema da gravidez na adolescência nas escolas.</p>
<p>O evento Futuro Sustentável – Prevenção da Gravidez na Adolescência na América Latina e Caribe é um encontro regional que reúne governos, organismos internacionais e especialistas para fortalecer a cooperação e as políticas públicas voltadas à redução da gravidez na adolescência.</p>
<p><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M" target="_blank">&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Agência Brasil </strong>no WhatsApp</a></p>
<p>Segundo a UNFPA, as taxas de gravidez na adolescência têm caído na América Latina e o Caribe, mas a região ainda apresenta a segunda taxa de fecundidade adolescente mais alta do mundo, atrás apenas da África Subsaariana. <strong>A cada 20 segundos, uma adolescente se torna mãe na região — cerca de 1,6 milhão de nascimentos por ano.</strong></p>
<p>O órgão das Nações Unidas reforça ainda que a gravidez na adolescência está fortemente associada à pobreza, evasão escolar e desigualdade de gênero. <strong>No Brasil, 12% dos nascidos vivos têm mães adolescentes</strong>.</p>
<p>“Não se pode falar em gravidez desejada ou planejada na adolescência. É, no limite, algo que aconteceu por não ter tido acesso às tecnologias, à informação e, muitas vezes, não ter tido acesso a direitos básicos, que é o da proteção do próprio corpo, da proteção contra a violência, que é, muitas vezes, o principal motivo dessa gravidez na adolescência”, reforçou o ministro Alexandre Padilha, citando os impactos que isso traz para a vida da mulher e também dos filhos, como econômicos, educacionais, da dignidade de moradia e acesso à cultura e lazer.</p>
<p>Para Padilha, o tema deve estar no nível mais alto dos espaços governamentais e da sociedade pois, em geral, os adolescentes não tem espaço para pressionar a sociedade sobre suas demandas.</p>
<blockquote>
<p>“Às vezes, outros temas das mulheres chegam pela força do movimento, pela pauta, pela história [&#8230;]. [Os temas da adolescência] não chegam porque, às vezes, não interessa a toda a indústria farmacêutica, como a saúde da mulher, como o tema do câncer, do câncer de mama, de tecnologias que significam alto custo”, disse.</p>
</blockquote>
<p>Ainda segundo ele, <strong>o tema será pautado pelo Brasil na reunião dos ministros do Mercosul. Neste semestre, o governo brasileiro está na presidência do bloco sul-americano.</strong></p>
<h2>Acesso facilitado</h2>
<p>Entre outros temas debatidos no evento, Padilha comentou sobre a importância de reorganizar as tecnologias assistenciais para criar espaços seguros de escuta e promover o acesso à saúde aos adolescentes. <strong>No Brasil, ele destacou a iniciativa da caderneta digital do adolescente e a incorporação do implante contraceptivo popularmente conhecido como Implanon pelo Sistema Único de Saúde (SUS.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Achar que a gente vai atingir essas pessoas na nossa forma tradicional de organizar os serviços de saúde é não reconhecer que a gente está em um século absolutamente diferente, sobretudo essa geração que está muito à frente de cada um de nós”, disse.</p>
</blockquote>
<p><strong>O ministro contou que, em projeto piloto, foi identificado que o Implanon é a melhor tecnologia para a população adolescente. Para isso, o ministério está trabalhando para garantir o acesso mais amplo possível, inclusive para que enfermeiros possam fazer o procedimento na atenção primária.</strong></p>
<p>Ainda, para Padilha, é possível pensar em programas para a América Latina, de transferência de tecnologia e assistência técnica, para que haja uma oferta sustentável e acessível aos programas de saúde de todos os países, como foi com a cooperação em vacinação.</p>
<p>“Toda vez que a América Latina se reúne e na nossa diversidade encontra aquilo que nós temos em comum, nós conseguimos construir políticas públicas mais fortes e que mudam com mais força e rapidez a realidade da nossa região”, afirmou o ministro.</p>
<p> </p>
<p> Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-10/gravidez-na-adolescencia-deve-ser-debatida-nas-igrejas-diz-ministro">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 21 Oct 2025 15:53:00 -0300 </p>

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		<title>índice de Gini: desigualdade em metrópoles tem menor nível histórico</title>
		<link>https://weeknews.online/indice-de-gini-desigualdade-em-metropoles-tem-menor-nivel-historico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 21:46:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[3% após tarifaço]]></category>
		<category><![CDATA[99 bi em setembro]]></category>
		<category><![CDATA[Balança comercial registra superávit de US$ 2]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Exportações para os Estados Unidos caem 20]]></category>
		<category><![CDATA[Galípolo diz que mercado de trabalho é o mais exuberante em 3 décadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O Índice de Gini, índice criado para medir o grau de concentração de renda, caiu ao menor nível histórico nas metrópoles brasileiras, com índice 0,534 em 2024. O indicador, que se baseia no rendimento domiciliar per capita, mede o grau de distribuição desses rendimentos entre os indivíduos de uma população, variando de zero a um. Quanto mais próximo de 0, menor a desigualdade. O dado faz parte do Boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria entre o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Observatório das Metrópoles, o Laboratório de Desigualdades, Pobreza e Mercado de Trabalho da Pontífice Universidade Católica do Rio Grande do Sul e a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina.  De acordo com um dos coordenadores do estudo, o&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>O Índice de Gini, índice criado para medir o grau de concentração de renda, caiu ao menor nível histórico nas metrópoles brasileiras, com índice 0,534 em 2024.</strong> O indicador, que se baseia no rendimento domiciliar per capita, mede o grau de distribuição desses rendimentos entre os indivíduos de uma população, variando de zero a um. Quanto mais próximo de 0, menor a desigualdade.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1759787170_557_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1759787170_765_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O dado faz parte do <em>Boletim Desigualdade nas Metrópoles</em>, produzido em parceria entre o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Observatório das Metrópoles, o Laboratório de Desigualdades, Pobreza e Mercado de Trabalho da Pontífice Universidade Católica do Rio Grande do Sul e a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina.  <strong>De acordo com um dos coordenadores do estudo, o professor da PUCRS André Salata, dois fatores contribuíram de forma mais expressiva para o resultado: o aumento da renda obtida com o trabalho e a valorização do salário mínimo.</strong></p>
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</ul>
<p>&#8220;Nos últimos anos, a gente teve um mercado de trabalho mais aquecido, em grande medida se recuperando da pandemia, com baixa desocupação. E também o retorno da política de valorização real do salário mínimo, que a gente sabe que faz diferença principalmente nas camadas mais baixas&#8221;, diz o pesquisador.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;E o país está conseguindo aliar esses dois fatores com o controle da inflação. Pra todo mundo está melhorando, mas está melhorando proporcionalmente mais para quem está na base da pirâmide&#8221;, completa.</p>
</blockquote>
<p><strong>Como resultado, o aumento da renda foi maior entre os 40% mais pobres, saindo de R$ 474 por pessoa em 2021, para R$ 670 em 2024, o que também é um recorde da série histórica.</strong> <strong>Isso ajudou a diminuir também a taxa de pobreza nessas regiões, de 31,1% em 2021 para 23,4% em 2023, chegando a 19,4% no ano passado, o que significa que 9,5 milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza entre 2021 e 2024.</strong></p>
<p>Por outro lado, apesar de também ter caído, <strong>a diferença entre os dois extremos da pirâmide continua bastante expressiva</strong>. <strong>No ano passado, os 10% mais ricos tiveram rendimentos 15,5 vezes maiores do que os 40% mais pobres.</strong></p>
<p>O professor explica que o coeficiente de Gini acima de 0,5 já é um nível de desigualdade muito alto, e ressalta que a taxa de pobreza nas metrópoles é de quase 20%.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Tudo isso indica uma situação social que não é nada desejável. Então, se a gente olhar só a foto não há nada a se comemorar. Agora, quando você olha o movimento dos últimos anos, ou seja, o filme dos últimos anos, aí a gente tem motivos para se alegrar um pouco mais, e ser um pouco mais otimista, porque é um movimento de melhoria, de redução da pobreza, de aumento da renda média.&#8221; pondera.</p>
</blockquote>
<p>O boletim congrega dados das 20 Regiões Metropolitanas do país (Manaus, Belém, Macapá, Grande São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Grande Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia) e também de Brasília e da Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina.</p>
<p>&#8220;Mais de 40% da população brasileira está nas metrópoles, o que significa mais de 80 milhões de pessoas. E dentro das nossas regiões metropolitanas, a gente encontra alguns dos maiores desafios para consolidar a cidadania no Brasil, em especial para as camadas mais pobres. E quando a gente analisa a desigualdade dentro dessas regiões, a gente tá falando daquela desigualdade que o morador encara diariamente&#8221; enfatiza Salata.</p>
<p> Tâmara Freire &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/indice-de-gini-desigualdade-em-metropoles-tem-menor-nivel-historico">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 06 Oct 2025 18:39:00 -0300 </p>

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		<item>
		<title>Ricos concentram 27% da renda e pagam menos impostos no país</title>
		<link>https://weeknews.online/ricos-concentram-27-da-renda-e-pagam-menos-impostos-no-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 20:02:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[a megaoperação realizada ontem (28)]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional discute a proposta do governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[Correção de toda a tabela do IR custaria mais de R$ 100 bi por ano]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[diz ministro]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Governo defende justiça tributária e não alta de imposto]]></category>
		<category><![CDATA[Haddad]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[página do Ministério da Fazenda no Youtube]]></category>
		<category><![CDATA[Rui Costa: revisão de tabela do IR movimentará a economia do país]]></category>
		<category><![CDATA[tributos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A parcela mais rica dos brasileiros detém grande parte da renda nacional, mas paga menos impostos que o restante da população do país. É o que revelou o estudo Retrato da Desigualdade e dos Tributos Pagos no Brasil, que foi divulgado nesta sexta-feira (29) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo economista francês Gabriel Zucman, diretor do EU Tax Observatory e professor da Ecole Normale Supérieure em Paris. Segundo o estudo, no Brasil 1% das pessoas mais ricas do país e que têm renda anual superior a R$ 5,5 milhões concentra 27,4% da renda nacional total. Os milionários pagam 20,6% de alíquotas de tributos, enquanto para o brasileiro de classe média, a alíquota cobrada gira em torno de 42,5%. Os dados são&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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				</p>
<p><strong>A parcela mais rica dos brasileiros detém grande parte da renda nacional, mas paga menos impostos que o restante da população do país.</strong> É o que revelou o estudo Retrato da Desigualdade e dos Tributos Pagos no Brasil, que foi divulgado nesta sexta-feira (29) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo economista francês Gabriel Zucman, diretor do EU Tax Observatory e professor da Ecole Normale Supérieure em Paris.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1756497756_18_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1756497757_153_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>Segundo o estudo, no Brasil 1% das pessoas mais ricas do país e que têm renda anual superior a R$ 5,5 milhões concentra 27,4% da renda nacional total. Os milionários pagam 20,6% de alíquotas de tributos, enquanto para o brasileiro de classe média, a alíquota cobrada gira em torno de 42,5%. Os dados são de 2019.</strong></p>
<blockquote>
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<ul>
<li>Governo defende justiça tributária e não alta de imposto, diz ministro.</li>
<li>Rui Costa: revisão de tabela do IR movimentará a economia do país.</li>
<li>Correção de toda a tabela do IR custaria mais de R$ 100 bi por ano.</li>
</ul>
<p>“A maioria dos grupos de renda paga uma alíquota efetiva média entre 45% e 50%, refletindo o alto peso dos tributos sobre o consumo. No entanto, os milionários em dólar &#8211; isto é, adultos que ganham pelo menos US$ 1 milhão por ano [ou cerca de R$ 5,5 milhões], em linhas gerais o 0,01% do topo da distribuição &#8211; pagam apenas 20,6% de sua renda em tributos”, diz o texto da pesquisa.</p>
</blockquote>
<p>“Temos insistido em dizer que o Brasil não pode figurar entre as 10 maiores economias do mundo e ao mesmo tempo estar entre as piores economias do ponto de vista de distribuição de renda, que é exatamente a situação em que nos encontramos”, disse o ministro Haddad.</p>
<p><strong>Segundo Zucman, o estudo demonstra que a desigualdade de renda no Brasil é maior do que se imaginava. </strong></p>
<blockquote>
<p>“O que descobrimos é que se levarmos em conta um conceito mais amplo de renda, levando em conta também os ganhos empresariais, o 1% mais rico do Brasil detém 27% do total da renda nacional. Isso, sem dúvida, coloca o Brasil no topo do ranking dos países mais desiguais em termos de renda”, destacou.</p>
</blockquote>
<h2>Sistema tributário regressivo</h2>
<p><strong>De acordo com a pesquisa, o Brasil tem um sistema tributário regressivo, em que pessoas da classe média pagam mais tributos que a parcela mais rica da população.</strong> Isso seria explicado por dois fatores: </p>
<ul>
<li>O sistema depende fortemente de tributos indiretos, atingindo principalmente as pessoas de menor renda, </li>
<li>O imposto de renda de pessoas físicas não tributa dividendos.</li>
</ul>
<blockquote>
<p>“Na comparação internacional, esses milionários em dólar pagam em média, em outros países, entre 22% e 42% de sua renda, o que coloca o Brasil muito abaixo da tributação cobrada em outros países”, acrescentou.</p>
</blockquote>
<h2>Isenção do IR</h2>
<p>Para Haddad, o estudo “não poderia ser mais oportuno”, tendo sido divulgado em um momento em que o Congresso Nacional discute a proposta do governo federal de isentar do Imposto de Renda para as pessoas que ganham até R$ 5 mil e aumentando as alíquotas sobre a população mais rica. </p>
<blockquote>
<p>“Tenho muita convicção de que, com exceção de um grupo mais extremado de deputados e senadores, o bom senso há de prevalecer para que o Brasil inicie uma trajetória. Estamos falando de um passo modesto. Mas esse primeiro passo, mesmo que modesto, vai abrir uma seara, um caminho, para o Brasil buscar seu desenvolvimento sustentável. É impossível um país crescer com desenvolvimento sustentável com essa distribuição de renda que nós temos”, acrescentou o ministro.</p>
</blockquote>
<h2>Megaoperação</h2>
<p>Durante a entrevista coletiva, o ministro lembrou a megaoperação realizada ontem (28) e que identificou fraudes fiscais e econômicas de uma rede ligada à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). </p>
<p>Para ele, a ação de fiscalização da Receita Federal foi uma “prova de patriotismo e apreço ao país”, combatendo o crime organizado. Ele ressaltou a necessidade de uma legislação equilibrada para ter mais justiça social no Brasil.</p>
<h2>Estudo </h2>
<p>Elaborado por um grupo de economistas brasileiros e internacionais, resultado de uma colaboração entre um consórcio internacional de economistas coordenado pelo EU Tax Observatory e a Receita Federal do Brasil (RFB), o estudo foi divulgado por meio de uma coletiva online na <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.youtube.com/watch?v=Tq0PeBmuFc4">página do Ministério da Fazenda no Youtube</a>. </p>
<p>Para o levantamento foram utilizados dados administrativos, incluindo declarações de imposto de pessoas físicas e de empresas.</p>
<p>Além de Haddad e Zucman, também participaram da coletiva a auditora-fiscal da Receita Federal Luciana Barcarolo e o pesquisador Theo Ribas Palomo, afiliado ao EU Tax Observatory e ao PSE Stone Center.</p>
<p> Elaine Patricia Cruz &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-08/ricos-concentram-27-da-renda-e-pagam-menos-imposto-no-pais">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Fri, 29 Aug 2025 16:50:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/ricos-concentram-27-da-renda-e-pagam-menos-impostos-no-pais/">Ricos concentram 27% da renda e pagam menos impostos no país</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Renda do 0,1% mais rico cresce cinco vezes mais que a média geral</title>
		<link>https://weeknews.online/renda-do-01-mais-rico-cresce-cinco-vezes-mais-que-a-media-geral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2025 01:37:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[a menor diferença entre os maiores e os menores rendimentos desde 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Concentração de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade social acelera envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[diz estudo internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[estudo elaborado pelo FiscalData]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[Ipea: mais ricos deveriam pagar 14% para igualar à classe média]]></category>
		<category><![CDATA[Lei que cria CNH gratuita para população de baixa renda é sancionada]]></category>
		<category><![CDATA[Pnad]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto de Lei (PL) 1.087/2025]]></category>
		<category><![CDATA[Receita Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[uma das prioridades do Congresso Nacional para este segundo semestre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. Entre os anos de 2017 e 2023, a parcela 0,1% mais rica do país viu a renda crescer em uma velocidade cinco vezes maior que o conjunto dos brasileiros. Em seis anos, a renda real no topo da pirâmide, composto por 160 mil pessoas, cresceu 6,9%, superando o ritmo de 1,4% da média dos brasileiros. Com essa diferença, o 0,1% mais rico deixou de deter 9,1% da renda do Brasil, em 2017, para concentrar 12,5%, em 2023. Notícias relacionadas: Lei que cria CNH gratuita para população de baixa renda é sancionada. Ipea: mais ricos deveriam pagar 14% para igualar à classe média. Desigualdade social acelera envelhecimento, diz estudo internacional. A constatação está em um estudo elaborado pelo FiscalData, um grupo de pesquisadores dedicados a analisar dados sobre&#8230;</p>
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				</p>
<p>Entre os anos de 2017 e 2023, a parcela 0,1% mais rica do país viu a renda crescer em uma velocidade cinco vezes maior que o conjunto dos brasileiros. Em seis anos, a renda real no topo da pirâmide, composto por 160 mil pessoas, cresceu 6,9%, superando o ritmo de 1,4% da média dos brasileiros.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1755653839_756_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1755653839_718_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>Com essa diferença, o 0,1% mais rico deixou de deter 9,1% da renda do Brasil, em 2017, para concentrar 12,5%, em 2023.</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Lei que cria CNH gratuita para população de baixa renda é sancionada.</li>
<li>Ipea: mais ricos deveriam pagar 14% para igualar à classe média.</li>
<li>Desigualdade social acelera envelhecimento, diz estudo internacional.</li>
</ul>
<p>A constatação está em um <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://drive.google.com/file/d/15zmH2AXXdhKqOm1hOU-lREwC5HNrzoqO/view?usp=sharing" target="_blank">estudo elaborado pelo FiscalData</a>, um grupo de pesquisadores dedicados a analisar dados sobre orçamento público e questões tributárias, como declarações de imposto de renda.</p>
<p>O levantamento, assinado pelos economistas Frederico Nascimento Dutra, Priscila Kaiser Monteiro e Sérgio Gobetti, coletou informações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) divulgadas pela Receita Federal.</p>
<p>Gobetti é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Kaiser Monteiro é economista graduada pela UFRGS, com mestrado pela PUC-RS, e Nascimento Dutra é economista e cientista de dados na empresa Minsait.</p>
<h2>R$ 516 mil por mês</h2>
<p>Ao dividir os contribuintes em estratos,<strong> o estudo classifica o grupo do 0,1% mais rico com renda mensal a partir de R$ 146,1 mil</strong>. <strong>Essas 160 mil pessoas, entretanto, têm uma renda média mensal de R$ 516 mil.</strong></p>
<p>Os economistas também conseguiram calcular a concentração de renda em um grupo ainda mais restrito: as 16 mil pessoas que correspondem ao 0,01% mais rico do Brasil. Em 2017, elas detinham 4,3% da renda nacional, percentual que subiu para 6,2% em 2023. A renda média do grupo é de R$ 2,57 milhões mensais.</p>
<p>O estudo também retrata um grupo mais amplo, porém ainda bem restrito:<strong> o 1% mais rico ─ 1,6 milhão de pessoas que ganham a partir de R$ 34,7 mil mensais. Eles também viram sua participação na renda nacional subir, de 20,4% para 24,3%, entre 2017 e 2023.</strong> Esse grupo tem renda média de R$ 103,8 mil por mês.</p>
<p>Enquanto a renda do 1% mais rico cresceu 4,4% ao ano de 2017 a 2023, a economia brasileira se expandiu 1,8% ao ano, e a renda das famílias brasileiras como um todo, 1,4% ao ano. Todas as variações são reais, já descontadas a inflação do período (49,7%).</p>
<p>Com base nesses dados, os pesquisadores avaliam que o país ficou mais desigual de 2017 a 2023.</p>
<p> </p>
<table border="1" cellpadding="1" cellspacing="1" style="width:500px">
<tbody>
<tr>
<td class="rtecenter"> </td>
<td class="rtecenter">População adulta total</td>
<td class="rtecenter">1% mais rico</td>
<td class="rtecenter">0,1% mais rico</td>
<td class="rtecenter">0,01% mais rico</td>
</tr>
<tr>
<td class="rtecenter">Número de pessoas</td>
<td class="rtecenter">160,1 milhões</td>
<td class="rtecenter">1,6 milhão</td>
<td class="rtecenter">160 mil</td>
<td class="rtecenter">16 mil</td>
</tr>
<tr>
<td class="rtecenter">Renda média mensal</td>
<td class="rtecenter">R$ 3,4 mil a R$ 3,9 mil</td>
<td class="rtecenter">R$ 103,8 mil</td>
<td class="rtecenter">R$ 516 mil</td>
<td class="rtecenter">R$ 2,57 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td class="rtecenter">Fatia da renda nacional em 2017</td>
<td class="rtecenter">100%</td>
<td class="rtecenter">24,3%</td>
<td class="rtecenter">12,5%</td>
<td class="rtecenter">6,2%</td>
</tr>
<tr>
<td class="rtecenter">Aumento da renda entre 2013 e 2017</td>
<td class="rtecenter">1,4%</td>
<td class="rtecenter">4,4%</td>
<td class="rtecenter">6,9%</td>
<td class="rtecenter">7,9%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Distribuição de lucros</h2>
<p>O estudo aponta que o recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) foram os motores desse enriquecimento. Tanto os dividendos como os JCP são formas de uma empresa dividir parte do lucro com os acionistas.</p>
<p><strong>No grupo 1% mais rico, 87,1% do ganho de participação veio desses tipos de rendimento. Já no grupo do 0,1% mais rico, 66%.</strong></p>
<p> </p>
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    <!-- END scald=424619 --></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h6 class="meta"><!--copyright=424619-->Bolsa de Valores de São Paulo (B3), onde empresas vendem ações com distribuição de dividendos <strong>B3/Divulgação</strong><!--END copyright=424619--></h6>
</div>
</div>
<p>Os economistas chamam a atenção para o fato de a concentração ter ocorrido em momento de baixo crescimento da economia brasileira.</p>
<p>“Uma hipótese que aventamos é que a elevada inflação doméstica, somada à alta dos preços internacionais de algumas commodities (matérias-primas como as do agronegócio), possa ter alavancado os lucros obtidos por grandes empresários e exportadores, embora o volume de produção tenha se mantido com crescimento modesto, assim como a massa salarial”, escrevem.</p>
<h2>Dados do Imposto de Renda</h2>
<p>O artigo divulgado pelo FiscalData vai no sentido contrário à constatação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra, em 2023, a menor diferença entre os maiores e os menores rendimentos desde 2012.</p>
<p>A explicação, segundo os autores do estudo, está no fato de o IBGE levar em consideração dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada com base na autodeclaração dos entrevistados visitados.</p>
<p>“Como já se suspeitava, as pesquisas domiciliares tendem a subestimar a renda, especialmente no topo da distribuição, seja por omissão, seja pelo desconhecimento dos entrevistados quanto à magnitude de seus ganhos, quando se consideram múltiplas fontes de rendimento”, explicam os pesquisadores.</p>
<blockquote>
<p>“É natural que as pessoas saibam o valor exato do salário que recebem, mas não computam mentalmente, com precisão, seus rendimentos extras provenientes de aplicações financeiras, dividendos ou ganhos de capital”, exemplificam.</p>
</blockquote>
<p><strong>Para efeito de constatação, em relação ao 0,01% mais rico, o estudo indica que o rendimento médio é superior a R$ 2,5 milhões, enquanto a Pnad estima pouco mais de R$ 200 mil, citam os pesquisadores.</strong></p>
<p>Para os economistas, “qualquer conclusão sobre a desigualdade de renda que utilize apenas os dados da Pnad incorre em sério risco de erro de diagnóstico”. <strong>O caminho adequado para medir adequadamente a desigualdade de renda no Brasil, defendem, passa por combinar os dados da Pnad e do IRPF.</strong></p>
<h2>Política tributária</h2>
<p>Na conclusão do artigo, Dutra, Monteiro e Gobetti reconhecem que políticas de transferência de renda, como programas assistenciais, “cumprem papel muito importante na redução da pobreza e na atenuação da desigualdade na base da pirâmide social nas últimas três décadas”. No entanto, na visão deles, é “absolutamente insuficiente e inadequada” para enfrentar os problemas atuais que estão na raiz do aumento da concentração.</p>
<p><strong>Eles entendem que é preciso tratar a questão por meio de uma política tributária ─ de cobrança de impostos – mais ativa, revisando tratamentos especiais, como a não taxação de dividendos.</strong></p>
<p>“A boa notícia é que uma reforma da tributação da renda que enfrente esse desafio pode ser positiva, não apenas do ponto de vista distributivo, mas também do ponto de vista da eficiência econômica, na medida em que muitas das brechas e distorções que hoje beneficiam o topo da pirâmide social brasileira também parecem ser prejudiciais à competitividade e ao desenvolvimento econômico”, conclui o artigo.</p>
<h2>Reforma tributária</h2>
<p>O estudo dos pesquisadores é publicado no momento em que a reforma sobre tributação na renda é uma das prioridades do Congresso Nacional para este segundo semestre.</p>
<p><strong>A Câmara dos Deputados analisa o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2487436" target="_blank">Projeto de Lei (PL) 1.087/2025</a>, de iniciativa do governo, que prevê isenção do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduz parcialmente o imposto para quem recebe até R$ 7 mil.</strong></p>
<p>Na outra ponta, para compensar a perda de arrecadação com a isenção, o PL prevê a cobrança de uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano ─ R$ 50 mil por mês. A alíquota extra máxima, de 10%, passará a ser cobrada das pessoas que ganham a partir de R$ 1,2 milhão por ano.</p>
<p><strong>Economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Gobetti avalia que uma política tributária que taxe dividendos pagos aos sócios de empresas não faria com que empresas repassassem o encargo para os preços aos consumidores.</strong></p>
<p>“O raciocínio sobre repasse para preços pode servir se estivéssemos falando de tributar o lucro das empresas. Mas o que está em discussão é tributar os dividendos distribuídos para os sócios”, disse à <strong>Agência Brasil</strong>.</p>
<p>No caso das pequenas empresas, muitas vezes o dono gerencia o negócio e retira sua renda dos lucros obtidos. Nesse caso, Gobetti avalia que “é verdade que essas duas coisas se confundem, o lucro da empresa e o ganho do dono, mas aí precisa analisar a questão sob dois ângulos: primeiro, essas pequenas empresas já desfrutam hoje de uma tributação significativamente menor do que o das grandes; segundo, as empresas brasileiras, em geral, já reajustaram bastante os preços nos últimos anos, o que inclusive está por trás do aumento dos lucros no Brasil”.</p>
<p>Um terceiro ponto, acrescenta, é que não parece que haja “muito espaço e justificativa” para que as pequenas empresas voltem a reajustar seus preços, “ainda mais que isso poderia lhes reduzir os consumidores em relação ao das maiores empresas”.</p>
<p> </p>
<p> Bruno de Freitas Moura &#8211; repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-08/renda-do-01-mais-rico-cresce-cinco-vezes-mais-que-media-geral">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 19 Aug 2025 16:57:00 -0300 </p>

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		<title>Ao completar 15 anos, ONU Mulheres diz que desigualdade é desafio</title>
		<link>https://weeknews.online/ao-completar-15-anos-onu-mulheres-diz-que-desigualdade-e-desafio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 15:02:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[>> Siga o perfil da Agência Brasil no Facebook ]]></category>
		<category><![CDATA[15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[desafio]]></category>
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[diz ONU Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade precisa começar com representação política]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres extrativistas enfrentam preconceito e geram renda na Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Senado aprova cota de 30% para mulheres em conselhos de estatais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. &#8220;Direitos das mulheres são como ondas do mar: há retrocesso, mas avanços são persistentes&#8221;, disse a representante da ONU Mulheres no Brasil, Ana Querino, alertando para a necessidade de renovar esforços em defesa de meninas e mulheres. O mundo tem 4 bilhões de meninas e mulheres, mas a sobrevivência delas em igualdade com os homens permanece um desafio global. Elas não estão representadas proporcionalmente na política, nos cargos de decisão nas empresas e nos governos e sofrem de maneira diferenciada com a pobreza e a violência. Com o desafio de pensar ações e estratégias capazes de melhorar a vida desse contingente, a agência das Nações Unidas (ONU) para as Mulheres completa 15 anos em 2025. A entidade reconhece que a caminhada pela igualdade de gênero, nesse&#8230;</p>
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<p>&#8220;Direitos das mulheres são como ondas do mar: há retrocesso, mas avanços são persistentes&#8221;, disse a representante da ONU Mulheres no Brasil, Ana Querino, alertando para a necessidade de renovar esforços em defesa de meninas e mulheres.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/07/1751382167_609_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/07/1751382167_792_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>O mundo tem 4 bilhões de meninas e mulheres, mas a sobrevivência delas em igualdade com os homens permanece um desafio global.</strong> Elas não estão representadas proporcionalmente na política, nos cargos de decisão nas empresas e nos governos e sofrem de maneira diferenciada com a pobreza e a violência.</p>
<p>Com o desafio de pensar ações e estratégias capazes de melhorar a vida desse contingente, a agência das Nações Unidas (ONU) para as Mulheres completa 15 anos em 2025. A entidade reconhece que a caminhada pela igualdade de gênero, nesse período, não andou em linha reta, mas que as idas e vindas fazem parte do processo. Para impedir retrocessos acentuados, no entanto, propõe uma repactuação.</p>
<p><strong>Pesquisa da entidade, de março deste ano, mostra que direitos humanos das mulheres estão em risco em um a cada quatro países, além de salientar preocupação com o aumento da violência e da exclusão digital de mulheres.</strong></p>
<p><a rel="nofollow" target="_blank" href="http://facebook.com/agenciabrasil.ebc" target="_blank">&gt;&gt; Siga o perfil da <strong>Agência Brasil </strong>no Facebook </a></p>
<p>Na avaliação da entidade, o momento histórico é precário, o que, na prática, significa piora das condições de vida, como reconhece Ana Querino, representante interina da ONU Mulheres no Brasil.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;São 15 anos de atuação, de institucionalização de um trabalho que começou há 50 anos, com a intenção de acelerar os avanços&#8221;, explicou a gestora. &#8220;Quando a gente pensa em mudanças estruturantes, que mudam a sociedade, é normal que se tenha esses movimentos, que não são em linha reta. São avanços como as ondas do mar, analogia de que me apropriei, pois, vão e voltam, mas são persistentes e não têm como segurar. A força da natureza é maior&#8221;, comparou.</p>
</blockquote>
<p><strong>Entre os desafios do momento, a agência destaca a obrigação dos países de incluírem 50% de mulheres nos espaços de decisão, conforme recomendação recente da Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação com as Mulheres (Cedaw).</strong> A convenção tem força de lei no Brasil, tendo sido adotada em 1984. Hoje, as brasileiras não chegam a duas a cada dez parlamentares no Congresso Nacional. Elas são 17% do total de 513 deputados e 81 senadores eleitos no país.</p>
<p><strong>Outra preocupação da ONU Mulheres é com 600 milhões de mulheres e meninas vivendo em zonas de conflito, 50% a mais que há dez anos, segundo balanço da entidade</strong>. Além do risco de morte e das condições de vida precária, a situação é fator determinante para mortes maternas. Seis em cada dez mortes de mulheres relacionadas à gravidez ocorrem nos 35 países afetados por conflitos.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Estamos em momento de fragilidade em relação aos acordos alcançados na criação da ONU, portanto, mais do que nunca, é preciso reforçar a mensagem da Carta da ONU, que completou 70 anos. Mas a certeza que a gente tem, independentemente do conflito, é de que as mulheres e meninas são afetadas de forma específica pelas guerras e, muitas vezes, a violência contra essas mulheres e meninas, incluindo estupros, são usados como arma&#8221;, explicou a representante no Brasil.</p>
</blockquote>
<p>A organização cobra que lideranças, em especial os chefes de Estado e os parlamentos, assumam a defesa dos compromissos internacionais, como os pactuados há 30 anos na Plataforma de Ação de Pequim e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, entre outros acordos, como a Resolução 1.325 do Conselho de Segurança. O documento reconhece o impacto diferenciado das guerras sobre meninas e mulheres e a necessidade de participação delas na mediação e construção da paz.</p>
<p><strong>Nesse cenário, a ONU Mulheres quer renovar o compromisso dos Estados e instituições privadas e propõe 15 ações em diversas áreas, divulgadas nesta terça-feira (1º)</strong>. A principal é proteger as conquistas já obtidas.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Isso inclui garantir que os sistemas legais, políticos e financeiros promovam — e não dificultem — a igualdade de gênero&#8221;, destaca o informe da entidade divulgado para marcar o aniversário.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>&#8220;A gente precisa muito que essas lideranças, nos mais variados espaços, nos governos, parlamentos, nas empresas privadas e na sociedade civil, assumam esse compromisso ou pelo menos visibilizem e falem sobre [os direitos das mulheres], porque temos ouvido, com frequência, vozes de outras pessoas em posições de destaque, vamos falar assim, que estão se contrapondo [a esses direitos]&#8221;, explicou Ana. &#8220;Precisamos de vozes que reforcem o progresso&#8221;, frisou.</p>
</blockquote>
<p>Outra importante ação é incluir as mulheres digitalmente. A representante da ONU explicou que muitas têm dificuldade de usar a tecnologia, o que acaba limitando o uso por elas. Paralelamente, a entidade cobra mais mulheres na indústria digital. &#8220;Se não temos mulheres por trás desse avanço tecnológico, temos a tecnologia reproduzindo a misoginia e a discriminação&#8221;, alertou. Como resultado dessa exclusão, a ONU também observa o aumento da violência facilitada pela internet.</p>
<p><strong>Entre as 15 ações propostas pela ONU para repactuar avanços sobre a igualdade de gênero, além de impedir retrocessos e acabar com os conflitos, são prioridades erradicar a pobreza, uma vez que uma em cada dez meninas ou mulheres ainda vive com menos de US$ 2,15, ou seja, menos de R$ 12 por dia, e combater a fome. Segundo a ONU, mais mulheres do que homens enfrentam insegurança alimentar.</strong></p>
<p>Enfrentar a violência é outra ação que requer medidas imediatas, pois uma mulher ou menina é assassinada a cada dez minutos no mundo por um parceiro ou parente próximo. Em 2023, 85 mil foram assassinadas intencionalmente. A situação exige fortalecimento das leis, tolerância zero e apoio às sobreviventes.</p>
<p>A participação das mulheres nas discussões sobre as mudanças do clima e a participação delas na economia são também frentes da ONU Mulheres. A entidade propõe políticas ou sistemas de cuidado com empregos dignos no setor, além de salários iguais em todas as profissões. Elas ainda ganham 20% menos.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> Isabela Vieira &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-07/ao-completar-15-anos-onu-mulheres-diz-que-desigualdade-e-desafio">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 01 Jul 2025 08:09:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/ao-completar-15-anos-onu-mulheres-diz-que-desigualdade-e-desafio/">Ao completar 15 anos, ONU Mulheres diz que desigualdade é desafio</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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		<title>Renda dos 10% mais ricos é 13,4 vezes maior que dos 40% mais pobres</title>
		<link>https://weeknews.online/renda-dos-10-mais-ricos-e-134-vezes-maior-que-dos-40-mais-pobres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 May 2025 14:13:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp]]></category>
		<category><![CDATA[5 milhões faziam trabalho remoto em 2022]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Índice de Gini]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa considera os rendimentos do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Pnad]]></category>
		<category><![CDATA[Pnad contínua]]></category>
		<category><![CDATA[Pnad Contínua mostra que 9]]></category>
		<category><![CDATA[PNAD: mulheres gastam quase o dobro de tempo no serviço doméstico]]></category>
		<category><![CDATA[Rendimento do trabalhador]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O Brasil registrou, em 2024, a menor diferença entre os maiores e os menores rendimentos desde 2012. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8), os 10% da população brasileira com os maiores rendimentos recebem 13,4 vezes o que ganham os 40% da população com os menores rendimentos. Apesar do país ainda ser bastante desigual, essa é a menor razão registrada desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.  Em 2024, os 10% da população que ganham mais recebiam, em média, R$ 8.034. Já os 40% da população que recebem menos, ganhavam, em média, R$ 601. Em 2018, foi registrada a maior&#8230;</p>
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Feed Últimas.<br />
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<p><strong>O Brasil registrou, em 2024, a menor diferença entre os maiores e os menores rendimentos desde 2012</strong>. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8), os <strong>10% da população brasileira com os maiores rendimentos recebem 13,4 vezes o que ganham os 40% da população com os menores rendimentos</strong>.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/1746713607_795_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/1746713607_421_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Apesar do país ainda ser bastante desigual, essa é a menor razão registrada desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. </p>
<p><strong>Em 2024, os 10% da população que ganham mais recebiam, em média, R$ 8.034. Já os 40% da população que recebem menos, ganhavam, em média, R$ 601</strong>. Em 2018, foi registrada a maior diferença, os 10% mais ricos recebiam 17,8 vezes o que ganhavam os 40% mais pobres.</p>
<p><strong>Considerados os 1% com os maiores rendimentos, a diferença aumenta. O rendimento médio dessa parcela da população chegava, em 2024, a R$ 21.767, 36,2 vezes o rendimento dos 40% de menor renda</strong>. Essa razão reduziu em relação a 2023, quando era 39,2 vezes.</p>
<p>A Pnad investiga, regularmente, informações sobre os rendimentos das pessoas residentes no Brasil. A pesquisa considera os rendimentos do trabalho, de programas sociais, aposentadoria, pensões ou outras fontes, como alugueis, aplicações financeiras e bolsas de estudo.</p>
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<h2>Aumento da renda</h2>
<p>A Pnad mostra que houve um <strong>maior aumento real (descontando a inflação do período) daqueles que recebem menos</strong>. Entre os 40% com os menores rendimentos mensais reais domiciliares per capita houve um aumento de 9,3% em 2024 na comparação com 2023, (de R$ 550 para R$ 601). Já entre os 10% com os maiores rendimentos, essa variação foi menor em um ano (1,5%), passando de R$ 7.914 para R$ 8.034.  </p>
<p><strong>Em todo o país, em média, o rendimento mensal real domiciliar per capita foi de R$ 2.020, em 2024.</strong> Esse valor é o maior da série histórica e representa um aumento de 4,7% em relação a 2023, quando era R$ 1.929.</p>
<p>“Nas classes de menor renda, a gente observou que o crescimento ficou bastante acima da média do país, enquanto nas classes de maior renda, o crescimento, principalmente nos 10% de maior renda, ficaram abaixo da média do país”, diz o analista do IBGE, Gustavo Fontes.</p>
<p>Segundo a pesquisa, entre os fatores que podem explicar crescimento dos menores rendimentos estão:</p>
<ul>
<li>o <strong>dinamismo do mercado de trabalho</strong> nos últimos anos, com a elevação do nível de ocupação e o crescimento do rendimento médio do trabalho, inclusive nos décimos mais baixos da distribuição;</li>
<li>os <strong>reajustes do salário mínimo</strong>; e</li>
<li>o recebimento de <strong>benefícios de diferentes programas sociais</strong> do governo.</li>
</ul>
<p>Especificamente em relação ao ano de 2019, destaca-se também a expansão dos domicílios abrangidos pelo Programa Bolsa Família e os maiores valores médios pagos como benefício.</p>
<p>Em relação às regiões do país, de acordo com os resultados da Pnad, entre 2019 e 2024, <strong>os maiores aumentos entre os 40% com os menores rendimentos ocorreram no Norte (54,7%) e Nordeste (51,1%)</strong>. A Região Sul (16,5%) apresentou a menor expansão.</p>
<p><strong>Em valores, no entanto, a região Nordeste possui o menor valor per capita entre os 40% com os menores rendimentos, R$ 408</strong>. A região Norte aparece em segundo lugar, com R$ 444. <strong>Já a região Sul está no topo, com R$ 891, </strong>seguida pela região Sudeste, com R$ 765, e Centro-Oeste, com R$ 757.</p>
<h2>Menor desigualdade</h2>
<p>Em 2024, o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita também diminuiu, alcançando 0,506, o menor valor da série, indicando menor desigualdade. </p>
<p><strong>O Índice de Gini mede a concentração de renda da população. </strong>O indicador varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade.</p>
<p>A série histórica mostra que de 2012 a 2015, houve uma tendência de redução da desigualdade, com o índice variando de 0,540 para 0,524. </p>
<p>Em 2016, o índice começa a aumentar, mostrando também o aumento da desigualdade. <strong>Em 2018, atingiu o maior valor da série, 0,545.</strong> </p>
<p>Em 2022, o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita caiu para 0,518, estabilizando-se nesse valor em 2023.</p>
<p>Segundo Fontes, o Brasil ainda é um país desigual, mas apresentou melhoras.</p>
<blockquote>
<p>“O Brasil, inegavelmente, ainda é um país bastante desigual, se a gente comparar com diferentes indicadores de desigualdade de renda. Mas, em 2024, a gente observa uma melhoria nessa distribuição de renda.”</p>
</blockquote>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-05/renda-dos-10-mais-ricos-e-134-vezes-maior-que-dos-40-mais-pobres">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 08 May 2025 10:04:00 -0300 </p>

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		<title>SP: desigualdade na saúde concentra nas zonas norte e leste</title>
		<link>https://weeknews.online/sp-desigualdade-na-saude-concentra-nas-zonas-norte-e-leste/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2025 00:15:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[casos]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa Civil de SP testa drone de grande porte no combate à dengue]]></category>
		<category><![CDATA[Dengue]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa da Desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo se aproxima de 300 mil casos confirmados de dengue]]></category>
		<category><![CDATA[serviços especializados]]></category>
		<category><![CDATA[zonas norte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. A distribuição de equipamentos de saúde desigual na cidade de São Paulo influencia indicadores importantes para a qualidade de vida da população, e afeta as regiões mais periféricas da cidade e bolsões de pobreza no centro, aponta estudo da Rede Nossa São Paulo. A análise, que compõe um recorte específico do Mapa da Desigualdade,  ferramenta pensada pela organização para auxiliar gestores públicos e sociedade civil a identificar prioridades é construída a partir de levantamento de dados oficiais em diferentes áreas. O conjunto divulgado hoje se debruça sobre cinco indicadores da área da saúde: mortalidade materna, mortalidade infantil, incidência de dengue, tempo médio para consultas na atenção primária e mortalidade por doenças do aparelho respiratório. Esta divisão retrata o desenvolvimento destes indicadores nos 96 distritos&#8230;</p>
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<p>A distribuição de equipamentos de saúde desigual na cidade de São Paulo influencia indicadores importantes para a qualidade de vida da população, e<strong> afeta as regiões mais periféricas da cidade e bolsões de pobreza no centro, aponta estudo da Rede Nossa São Paulo.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/03/1742948105_406_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/03/1742948106_901_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A <strong>análise, que compõe um recorte específico do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://institutocidadessustentaveis.shinyapps.io/mapadesigualdadesaopaulo2024/" target="_blank">Mapa da Desigualdade</a>,</strong>  ferramenta pensada pela organização para auxiliar gestores públicos e sociedade civil a identificar prioridades é construída a partir de levantamento de dados oficiais em diferentes áreas. O conjunto divulgado hoje se debruça sobre <strong>cinco indicadores da área da saúde:</strong> mortalidade materna, mortalidade infantil, incidência de dengue, tempo médio para consultas na atenção primária e mortalidade por doenças do aparelho respiratório. <strong>Esta divisão retrata o desenvolvimento destes indicadores nos 96 distritos da cidade.</strong></p>
<p>Agregados, os <strong>dados mostram que as Regiões Norte e Leste são as mais carentes de serviços públicos e infraestrutura em saúde, principalmente nas áreas mais próximas das divisas ao norte, </strong>com outros municípios da região metropolitana como Cajamar, Caieiras e Mairiporã, e da região leste, como Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos. Via de regra <strong>bairros mais centrais tem melhores indicadores, o que não ocorre, porém, na região do Pari e Brás, há décadas marcadas por ocupações e cortiços e que atraem a população pela proximidade com áreas de comércio popular.</strong></p>
<p>Os dados refletem o distrito de residência da pessoa. No topo do <em>ranking</em> aparecem os distritos do Itaim Bibi, Pinheiros e Moema. Na outra ponta, Ponte Rasa, São Miguel e Pari. O <em>ranking </em>considera sete indicadores: idade média ao morrer e gravidez na adolescência (já divulgados anteriormente) e os cinco que estão sendo publicados nesta fase.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;O resultado que a gente tem é uma coisa muito contundente, né, no sentido de que certas regiões da cidade são grandes manchas vermelhas que mostram o pior desempenho dessas regiões, daqueles temas, e que estão concentradas nas áreas mais periféricas da cidade. Então, por mais que não seja no extremo sul, no extremo leste da cidade, mas é nas áreas mais periféricas onde esses problemas se concentram&#8221;, explicou Igor Pantoja, coordenador de Relações Institucionais da Rede Nossa São Paulo e do Instituto Cidades Sustentáveis.</p>
</blockquote>
<p>Pantoja aponta ainda que algumas regiões tem desequilíbrios específicos, em alguns indicadores, enquanto apresentam resultados positivos em outros. O distrito Jaguara, por exemplo, é aquele com maior incidência de casos de dengue, porém não tem registro de Mortalidade Materna. Os dados completos podem ser consultados diretamente no <em>site</em> da Rede.</p>
<p>Questionada sobre as desigualdades, a <strong>Secretaria Municipal de Saúde informou que foram entregues 93 equipamentos de saúde desde 2021, e que há 1.055 unidades municipais de saúde distribuídas por toda a cidade. </strong></p>
<blockquote>
<p>Segundo a pasta &#8221; todas as UBSs atendem demandas espontâneas, servindo como porta de entrada do sistema de saúde&#8221;. A gestão destacou também o aumento de Unidades de Pronto Atendimento, de 3 para 33 nos últimos quatro anos, e a transformação de 12 dos 17 Hospitais Dia em unidades de atendimento 24 horas, capazes de realizar cirurgias de baixa e média complexidade.</p>
</blockquote>
<p><em>*Com participação de Daniel Melo, da TV Brasil</em></p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> *Guilherme Jeronymo &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/sp-desigualdade-na-saude-concentra-nas-zonas-norte-e-leste">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 25 Mar 2025 20:45:00 -0300 </p>

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		<title>Dia Mundial de Combate à Tuberculose conscientiza sobre a prevenção</title>
		<link>https://weeknews.online/dia-mundial-de-combate-a-tuberculose-conscientiza-sobre-a-prevencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2025 14:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Baixar]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Tuberculose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. Essa segunda-feira (24/3) é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, data dedicada à conscientização sobre a prevenção, os sintomas e o tratamento da doença. Segundo a prefeitura de Belo Horizonte, em 2024, a capital registrou 1.091 casos de tuberculose. Já em 2025, nos dois primeiros meses, foram confirmados 121 casos. Apesar de ter cura, a tuberculose ainda é endêmica no Brasil e é de fácil transmissão, conforme explica a pneumologista da Santa Casa BH, Michele Andreata.  “A tuberculose pode ser transmitida pela tosse, espirro, fala de pessoas que têm a forma ativa pulmonar. A transmissão geralmente acontece em locais fechados, mal ventilados e com a alta aglomeração de pessoas. Os principais sintomas são tosse persistente por mais de três semanas, com febre, expectoração&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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<p>Essa segunda-feira (24/3) é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, data dedicada à conscientização sobre a prevenção, os sintomas e o tratamento da doença. Segundo a prefeitura de Belo Horizonte, em 2024, a capital registrou 1.091 casos de tuberculose. Já em 2025, nos dois primeiros meses, foram confirmados 121 casos.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/03/1742824979_724_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/03/1742824980_823_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Apesar de ter cura, a tuberculose ainda é endêmica no Brasil e é de fácil transmissão, conforme explica a pneumologista da Santa Casa BH, Michele Andreata. </p>
<p><em>“A tuberculose pode ser transmitida pela tosse, espirro, fala de pessoas que têm a forma ativa pulmonar. A transmissão geralmente acontece em locais fechados, mal ventilados e com a alta aglomeração de pessoas. Os principais sintomas são tosse persistente por mais de três semanas, com febre, expectoração amarelada, podendo ter rajas de sangue e acompanhado de um suor noturno, com perda de peso inexplicada e uma febre baixa que geralmente passa despercebida, porque ela acontece no final do dia. As populações mais vulneráveis são aquelas com o sistema imunológico comprometido, como as portadoras de Aids e aquelas pessoas consideradas desnutridas. Ou com doenças autoimune. Os locais também com alta aglomeração de pessoas, como asilos e prisões, são locais que geralmente propiciam essa disseminação, que pode aumentar também pela baixa adesão ao tratamento ou abandono do tratamento pelas pessoas já diagnosticadas com a doença.”</em></p>
<p>Outro motivo para a presença da tuberculose, de acordo com a médica, é o medo do diagnóstico e o abandono do tratamento. </p>
<p><em>“Está também relacionado à demora no diagnóstico. porque as pessoas demoram e têm medo de serem diagnosticadas com tuberculose. Sendo que o tratamento é totalmente ofertado, e somente é ofertado pelo SUS. As formas mais graves dessa doença podem ser prevenidas com uma medida simples: a vacinação de BCG. Ela é oferecida no SUS e principalmente para os recém-nascidos.”</em></p>
<p>Segundo o painel “Epidemiologia e Desigualdades – doenças e agravos na população para raça e cor”, do Ministério da Saúde, em 2023, dos 84.593 casos de tuberculose confirmados no Brasil, cerca de 60% foram registrados entre pretos e pardos, enquanto a população branca representou 23,38%. Além disso, a análise do desfecho de tratamento indica que as pessoas pretas e pardas interrompem o tratamento com maior frequência entre os casos novos da doença.</p>
<p> </p>
<p>      <!-- Relacionada --><br />
            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> rilton.pimentel , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude/audio/2025-03/dia-mundial-de-combate-tuberculose-conscientiza-sobre-prevencao">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 24 Mar 2025 13:12:24 +0000 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/dia-mundial-de-combate-a-tuberculose-conscientiza-sobre-a-prevencao/">Dia Mundial de Combate à Tuberculose conscientiza sobre a prevenção</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desemprego e a informalidade de pretos e pardos estão acima da média</title>
		<link>https://weeknews.online/desemprego-e-a-informalidade-de-pretos-e-pardos-estao-acima-da-media/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 19:22:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[1% em 2024]]></category>
		<category><![CDATA[11% em janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego de 2024 foi o menor já registrado]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE: em 14 estados]]></category>
		<category><![CDATA[mostra IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Pnad contínua]]></category>
		<category><![CDATA[Prévia da inflação desacelera e fica em 0]]></category>
		<category><![CDATA[raças]]></category>
		<category><![CDATA[Setor de serviços cresce 3]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Pessoas pretas e pardas vivenciam mais o desemprego do que as brancas, além de receberem salários menores e trabalharem mais na informalidade. A constatação faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que, no quarto trimestre de 2024, a população branca registrou taxa de desemprego de 4,9%, abaixo do índice de 6,2% da média nacional. Na outra ponta, pretos (7,5%) e pardos (7%) ficaram acima da média do país. Segundo a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, essa desigualdade é uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro, “não apenas relacionada a esse trimestre”. O estudo do IBGE apura o comportamento no&#8230;</p>
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<p>Pessoas pretas e pardas vivenciam mais o desemprego do que as brancas, além de receberem salários menores e trabalharem mais na informalidade. A constatação faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/02/1739560925_593_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/02/1739560926_202_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O levantamento aponta que, no quarto trimestre de 2024, a população branca registrou taxa de desemprego de 4,9%, abaixo do índice de 6,2% da média nacional. Na outra ponta, pretos (7,5%) e pardos (7%) ficaram acima da média do país.</p>
<p>Segundo a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, essa desigualdade é uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro, “não apenas relacionada a esse trimestre”.</p>
<p>O estudo do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.</p>
<h2>Informalidade</h2>
<p>A desigualdade por cor também é percebida quando se analisa a taxa de informalidade, ou seja, a proporção de trabalhadores que não têm garantidos direitos como férias, contribuição para a Previdência Social e 13º salário.</p>
<p>Enquanto a taxa de informalidade do país no quarto trimestre de 2024 alcançou 38,6%, a dos pretos era 41,9%; e a dos pardos, 43,5%. O índice entre as pessoas brancas ficou abaixo da média: 32,6%.</p>
<p>O IBGE destaca que &#8211; entre os terceiro e quarto trimestres de 2024 &#8211; a taxa de informalidade caiu no país (de 38,8% para 38,6%) e entre os brancos (de 33,5% para 32,6%), mas ela se elevou entre pardos (43,2% para 43,5%) e pretos (41,8% para 41,9%).  </p>
<p> “Vale ressaltar essa diferença estrutural desse indicador no recorte de cor ou raça”, frisa Beringuy.</p>
<p>De acordo com o Censo 2022, os pardos respondem por 45,3% da população. Brancos são 43,5%; pretos, 10,2%; indígenas, 0,6%; e amarelos, 0,4%.</p>
<h2>Rendimentos</h2>
<p>Quando se observa os salários dos trabalhadores, o rendimento médio mensal do país alcança R$ 3.215 no último trimestre de 2024. É mais um indicador que mostra os ocupados brancos acima da média com R$ 4.153 mensais. O inverso acontece com pretos (R$ 2.403) e pardos (R$ 2.485).</p>
<h2>Mulheres</h2>
<p>A pesquisa do IBGE apresenta, ainda, dados de desigualdade de gênero. A desemprego entre os homens no último trimestre de 2024 ficou em 5,1%. Já o das mulheres, 7,6%.</p>
<p>O desequilíbrio também é percebido no valor recebido por homens e mulheres. Eles fecharam o último trimestre de 2024 com rendimento médio mensal de R$ 3.540, enquanto elas receberam R$ 2.783.</p>
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<p> Bruno de Freitas Moura &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-02/desemprego-e-informalidade-de-pretos-e-pardos-e-acima-da-media-do-pais">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Fri, 14 Feb 2025 15:49:00 -0300 </p>

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		<title>Desigualdade é desafio para a “revolução da requalificação”</title>
		<link>https://weeknews.online/desigualdade-e-desafio-para-a-revolucao-da-requalificacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 11:35:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Biodança]]></category>
		<category><![CDATA[Carteira de Trabalho Digital agora permite consultas a vagas do Sine]]></category>
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		<category><![CDATA[Fórum Econômico Mundial]]></category>
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		<category><![CDATA[ovnis]]></category>
		<category><![CDATA[Passagens aéreas não devem subir após fusão de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[perucas: com o que trabalham as novas profissões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. O Relatório sobre o futuro dos empregos (edição de 2025), publicado pelo Fórum Econômico Mundial, avalia que as tendências da tecnologia, economia, demografia e a transição verde “devem gerar 170 milhões de novos empregos até 2030”, mas também devem eliminar 92 milhões de outras ocupações em todo o planeta. A melhor parte do saldo de 78 milhões &#8211; os trabalhos de maior remuneração, menos extenuantes e com mais proteção social &#8211; vai ficar com os países que proporcionarem mais qualificação contínua à força de trabalho e mais geração de riqueza à economia. Desta forma, a diferença de oportunidades em cada economia poderá ser decisiva para indicar se o país vai gerar mais empregos para desenvolvedores de aplicativos, o que exige conhecimento atualizado em tecnologia informacional, ou&#8230;</p>
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<p>O <em>Relatório sobre o futuro dos empregos</em> (edição de 2025), publicado pelo Fórum Econômico Mundial, avalia que as tendências da tecnologia, economia, demografia e a transição verde “devem gerar 170 milhões de novos empregos até 2030”, mas também devem eliminar 92 milhões de outras ocupações em todo o planeta.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/01/1737545704_594_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/01/1737545704_452_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A melhor parte do saldo de 78 milhões &#8211; os trabalhos de maior remuneração, menos extenuantes e com mais proteção social &#8211; vai ficar com os países que proporcionarem mais qualificação contínua à força de trabalho e mais geração de riqueza à economia.</p>
<p>Desta forma, a diferença de oportunidades em cada economia poderá ser decisiva para indicar se o país vai gerar mais empregos para desenvolvedores de aplicativos, o que exige conhecimento atualizado em tecnologia informacional, ou mais postos de trabalho como camponeses ou motoristas de serviços de entrega, atividades que produzem menos valor para a economia.</p>
<p>Ou seja, para participar da chamada “revolução da requalificação”, um fenômeno da segunda quadra século 21, países como o Brasil precisam ainda resolver um problema central do século 20, se não do século 19: a alta desigualdade socioeconômica.</p>
<h2>Passos para trás </h2>
<p>“Infelizmente ainda há essas questões bastante importantes que não podemos negligenciar quando a gente está falando de futuro do trabalho. Pensamos nos robôs, no homem interagindo com as máquinas, mas ainda temos que dar alguns passos para trás no sentido de olhar para essas pessoas que não têm acesso ao mínimo, ao básico e que também vão estar ali disputando vagas e oportunidades de trabalho no futuro”, analisa a consultora Thais Requito, especialista em futuro do trabalho.</p>
<p>“Seria importante pensarmos em subsídios e políticas públicas que favorecessem o acesso à educação para as pessoas menos privilegiadas e que vão precisar de alguma forma ser absorvidas no mercado de trabalho nos próximos anos”, pondera a consultora, que trabalha na divulgação do relatório do Fórum Econômico Mundial.</p>
<p>“Precisamos olhar para essas pessoas menos favorecidas e que justamente ocupam os postos de trabalho que são facilmente substituíveis pela tecnologia. Precisamos estar com o olhar atento para pensar em políticas públicas que absorvam essa mão de obra. Internacionalmente, se discute muito a ideia da renda básica universal como forma de garantir subsistência e uma vida minimamente digna para as pessoas que não vão conseguir ter uma ocupação”, acrescenta Thais Requito.</p>
<h2>Entraves</h2>
<p>O cenário descrito no relatório e analisado pela consultora pode ser agravado com as “tensões geopolíticas” presentes, como conflitos armados e a ascensão da extrema direita nos Estados Unidos. “Isso tem a ver com os países fechando um pouco as suas fronteiras e ocorrência de mudanças econômicas, com as nações ficando mais focadas em si em detrimento das relações internacionais.”</p>
<h2>Habilidades humanas </h2>
<p>A especialista ainda destaca que além do contexto geopolítico, é preciso considerar as mudanças demográficas em marcha que vão resultar em maior permanência no mercado de trabalho ao longo dos anos por causa do envelhecimento da população, fenômeno que já acarreta a necessidade de mais pessoas trabalhando como cuidadores.</p>
<p>Para Thais Requito, em um “mundo extremamente complexo em que as coisas vão se transformando numa velocidade muito grande, e o conhecimento vai se tornando obsoleto”, as carreiras vão deixar de ser “tão lineares como conhecemos no passado.”</p>
<p>As transformações em curso têm como um dos motores a substituição das pessoas por máquinas em diferentes atividades, mas há habilidades humanas que, calibradas com qualificação permanente, continuarão necessárias no mundo do trabalho, antevê a especialista.</p>
<p>“Imagine que você tem autoconsciência, capacidade de autorregulação. Você consegue escutar, tem empatia, se relaciona bem, consegue influenciar as pessoas. Tem um pensamento crítico e analítico, e é curioso. Essas habilidades vão seguir com você independente do que acontecer com o mundo. Então, se amanhã tiver que trabalhar numa padaria ou trabalhar como engenheiro ou virar um marceneiro, independente de para onde você for levado pelas mudanças do mundo, essas habilidades vão provavelmente garantir que você continue prosperando na sua carreira onde estiver.”</p>
<p>O documento sobre o futuro do emprego no planeta é baseado em estudos de 55 economias, inclusive a brasileira. O texto de cerca de 300 páginas está <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.weforum.org/publications/the-future-of-jobs-report-2025/" target="_blank">disponível na internet</a>.</p>
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<p> Gilberto Costa &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-01/desigualdade-e-desafio-para-revolucao-da-requalificacao">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 22 Jan 2025 08:02:00 -0300 </p>

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