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	<title>Arquivo de diz CFP - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de diz CFP - WeekNews</title>
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		<title>Caminhos da Reportagem mostra desafios para fechar manicômios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 12:13:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Editoria. No primeiro semestre de 2025, 1.655 pessoas ainda estavam internadas, em todo o país, em hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, também chamados de manicômios judiciários. São pacientes com transtornos mentais que entraram em conflito com a lei. As internações contrariam a Resolução 487 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), publicada em 2023, que determina o fechamento dos manicômios judiciários. A normativa também dita novas regras para o tratamento das pessoas que, por questões de saúde mental, são consideradas inimputáveis pela Justiça, mas precisam cumprir medida de segurança. Nesta segunda-feira (22), às 23h, na TV Brasil, o programa Caminhos da Reportagem discute a realidade dos manicômios judiciários, os desafios para a aplicação da resolução do CNJ e as alternativas para o cuidado dos pacientes que&#8230;</p>
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<p>Feed Editoria.</p>

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<p>No primeiro semestre de 2025, 1.655 pessoas ainda estavam internadas, em todo o país, em hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, também chamados de manicômios judiciários. São pacientes com transtornos mentais que entraram em conflito com a lei.</p>
<p>As internações contrariam a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/4960" target="_blank">Resolução 487 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)</a>, publicada em 2023, que determina o fechamento dos manicômios judiciários. A normativa também dita novas regras para o tratamento das pessoas que, por questões de saúde mental, são consideradas inimputáveis pela Justiça, mas precisam cumprir medida de segurança.</p>
<p>Nesta segunda-feira (22), às 23h, na <strong>TV Brasil</strong>, o programa <em>Caminhos da Reportagem</em> discute a realidade dos manicômios judiciários, os desafios para a aplicação da resolução do CNJ e as alternativas para o cuidado dos pacientes que vão passar pelo processo de desinstitucionalização.</p>
<p>A Lei da Reforma Psiquiátrica, que completou 25 anos, proíbe a manutenção das pessoas com transtornos mentais em instituições asilares, com a exceção de internações curtas em períodos de crise. Inspirada na experiência italiana, a lei tratava de princípios, de ter locais de tratamento que não fossem locais de exclusão, mas de tratamento, de cuidado e em liberdade. Mas, de fato, ela foi mais adotada na área dentro do setor saúde,&#8221; explica o pesquisador da Fiocruz Paulo Amarante. O CNJ entendeu que a normativa também deve ser aplicada aos pacientes em conflito com a lei.</p>
<p><strong>A determinação de fechar as unidades penais recebeu críticas de entidades como a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, que ajuizaram ações contra a resolução do CNJ no Supremo Tribunal (STF)</strong>. Os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro obtiveram liminares no STF para manter as instituições funcionando, com a justificativa de que falta estrutura na rede pública de saúde para tratar as pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;A gente quer sim desinternar, mas quer que as pessoas fiquem bem, não voltem. E se você não der a elas um aparato para isso, elas vão voltar&#8221;, pondera a defensora pública Ana Cristina Duarte, que atua no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Henrique Roxo, em Niterói.</p>
</blockquote>
<p><strong>Segundo a juíza auxiliar da presidência do CNJ, Andréa Britto, já é possível ver “um resultado extremamente efetivo e importante”. O número internações em manicômios judiciários passou de 2.314 pacientes, em 2023, para 1.655, no primeiro semestre de 2025. </strong>Todos os estados entregaram planos de implementação da política antimanicomial do Judiciário. Até agora, seis estados fecharam os manicômios: Ceará, Roraima, Piauí, Alagoas, Mato Grosso e Goiás.</p>
<p>&#8220;Esses espaços juntam o pior do pior. O pior do manicômio e o pior das penitenciárias. Pessoas que deveriam estar recebendo o cuidado em saúde mental com o estabelecimento de medidas terapêuticas para que pudessem ser reinseridas na sociedade, acabavam recebendo castigo físico, punição, como surras ou isolamento, quando entravam em crise&#8221;, afirma Ivani Oliveira, presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP).</p>
<p><strong>A última inspeção nacional nos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, realizada pelo CFP, apontou uma série de violações de direitos</strong>. Foi o que Adilson Nogueira do Amaral vivenciou quando passou um ano e cinco meses num hospital penal no estado do Rio. &#8220;Me colocaram num lugar que é a solitária, um buraquinho pequenininho. E você fica ali dentro daquele lugar todo escuro. O banheiro é um buraco no chão&#8221;, lembra.</p>
<p>Hoje, Adilson é compositor de blocos de carnaval ligados aos centros de Atenção Psicossocial (CAPS), onde faz tratamento. &#8220;Eu vou brincar meu carnaval para libertar o meu povo do eletrochoque, da lágrima e da dor&#8230;&#8221;, ele canta.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
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<p></p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/caminhos-da-reportagem-mostra-desafios-para-fechar-manicomios" target="_blank" rel="nofollow noopener">Agência Brasil EBC</a></p>
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<p>Mon, 29 Jun 2026 09:02:00 -0300</p>
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		<item>
		<title>Luta antimanicomial: UFJF e UFMG se desculpam por cadáveres em aulas</title>
		<link>https://weeknews.online/luta-antimanicomial-ufjf-e-ufmg-se-desculpam-por-cadaveres-em-aulas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 22:22:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ateliês de Nise da Silveira completam 80 anos]]></category>
		<category><![CDATA[carta aberta à sociedade]]></category>
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		<category><![CDATA[formalizou pedido de desculpas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Editoria. Pelo menos duas instituições públicas de ensino superior se retrataram por terem menosprezado pessoas confinadas em hospitais psiquiátricos, ao utilizar seus cadáveres em cursos de saúde. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nota relacionada ao assunto nesta segunda-feira (18), seguindo o exemplo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se manifestou no mês passado. A UFJF inicia a carta aberta à sociedade assumindo sua conivência &#8220;em dos momentos mais sensíveis da história da saúde pública do país&#8221;. O texto destaca que a segregação social feita em nome de uma suposta segurança coletiva resultou não apenas no isolamento dessas pessoas, mas em vários tipos de violências. Todo aquele que não se enquadrasse no padrão era submetido &#8220;a condições mínimas de sobrevivência e a práticas punitivas&#8221;.&#8230;</p>
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<p>Feed Editoria.</p>

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<p>Pelo menos duas instituições públicas de ensino superior se retrataram por terem menosprezado pessoas confinadas em hospitais psiquiátricos, ao utilizar seus cadáveres em cursos de saúde. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nota relacionada ao assunto nesta segunda-feira (18), seguindo o exemplo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se manifestou no mês passado.</p>
<p>A UFJF inicia a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www2.ufjf.br/noticias/2026/05/18/carta-de-retratacao-publica-da-ufjf-pelo-uso-de-cadaveres-do-hospital-colonia/" target="_blank">carta aberta à sociedade</a> assumindo sua conivência &#8220;em dos momentos mais sensíveis da história da saúde pública do país&#8221;. O texto destaca que a segregação social feita em nome de uma suposta segurança coletiva resultou não apenas no isolamento dessas pessoas, mas em vários tipos de violências. Todo aquele que não se enquadrasse no padrão era submetido &#8220;a condições mínimas de sobrevivência e a práticas punitivas&#8221;.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;A partir desse contexto, a chamada &#8216;loucura&#8217; passou a ser associada à ideia de incapacidade e periculosidade, vinculada a uma identidade social deteriorada e desumanizada. Esse processo contribuiu para a consolidação de estigmas e práticas discriminatórias&#8221;, diz a nota, enumerando como alguns dos quesitos para hierarquizar as pessoas, no período, gênero, classe social, orientação sexual e raça.</p>
</blockquote>
<p>Conforme lembra a instituição, o desprezo por essas pessoas tomou conta do país todo e faz parte da história brasileira, &#8220;de modo incontornável&#8221;. A universidade menciona, ainda, o Hospital Colônia de Barbacena (foto), por sua marcante contribuição nesse cenário de marginalização e invisibilização dos pacientes.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Estima-se que mais de 60 mil pessoas tenham morrido no local ao longo do século XX, muitas delas classificadas como indigentes, conforme relatado no livro <em>Holocausto Brasileiro</em>, da jornalista Daniela Arbex. A obra também registra que 1.853 corpos de internos foram comercializados para instituições de ensino da área da saúde, para uso em aulas de anatomia&#8221;, pontua.</p>
</blockquote>
<p>Desse total de corpos, o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, indicam os registros, recebeu, entre os anos de 1962 e 1971, 169 deles, para serem estudados em aulas de anatomia humana. Como forma de reparação simbólica, a instituição comprometeu-se a lançar e manter iniciativas como ações educativas sobre direitos humanos e saúde mental e buscar apoio para a criação de um memorial. Também planeja organizar pesquisas documentais sobre conexões entre a instituição e o Hospital de Barbacena.</p>
<p>&#8220;Desde 2010, o Departamento de Anatomia do ICB iniciou a implementação do Programa de Doação Voluntária de Corpos – Sempre Vivo. Desde então, todos os corpos recebidos pela instituição são provenientes exclusivamente de doações voluntárias, além de ações de conscientização e sensibilização à sociedade e a todos alunos ingressantes dos cursos da saúde sobre a importância da doação voluntária de corpos em conformidade com as normas vigentes e com o respeito à dignidade humana previsto em lei&#8221;, ressalta o comunicado.</p>
<p>Com teor parecido, a UFMG, também pelos vínculos sombrios com o Hospital Colônia de Barbacena, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.medicina.ufmg.br/wp-content/uploads/sites/7/2026/04/Declaracao-UFMG.pdf" target="_blank">formalizou pedido de desculpas</a> por meio de declaração pública. A universidade disse que o reconhecimento público de sua responsabilidade pelas atrocidades cometidas é acompanhado de ações de memória em conjunto com grupos da luta antimanicomial, restauração do livro histórico de registro de cadáveres e inclusão do tema em disciplinas de anatomia da Faculdade de Medicina.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Ao falecerem, muitas dessas pessoas foram enterradas como indigentes ou tiveram seus corpos destinados a uma das 17 instituições de ensino médico para viabilizar aulas de anatomia&#8221;, assinala no informe.</p>
</blockquote>
<p>&#8220;Desde 1999, a UFMG conta com um programa de doação de corpos para estudo de anatomia, que funciona de forma voluntária e consentida e é uma prática legal e ética, alinhada a padrões internacionais.&#8221;</p>
<h2>Loucura e cultura</h2>
<p>Há hoje uma imensidade de obras sobre o tema. Uma das mais famosas é o conto <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://machadodeassis.net/texto/o-alienista/27353/chapter_id/27354" target="_blank"><em>O Alienista</em></a>, do escritor Machado de Assis, um dos principais autores negros do Brasil. No <em><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://museuimagensdoinconsciente.org.br/" target="_blank">site</a></em> do Museu Imagens do Inconsciente, localizado no Rio de Janeiro, é possível conhecer mais sobre o trabalho da psiquiatra Nise da Silveira, que revolucionou os tratamentos para transtornos mentais ao aliar cuidados humanizados e arte.</p>
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<p></p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/luta-antimanicomial-ufjf-e-ufmg-se-desculpam-por-cadaveres-em-aulas" target="_blank" rel="nofollow noopener">Agência Brasil EBC</a></p>
<p></p>
<p>Tue, 19 May 2026 18:47:00 -0300</p>
<p></p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/luta-antimanicomial-ufjf-e-ufmg-se-desculpam-por-cadaveres-em-aulas/">Luta antimanicomial: UFJF e UFMG se desculpam por cadáveres em aulas</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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		<title>Tratamento humanizado ainda é desafio na luta antimanicomial no país</title>
		<link>https://weeknews.online/tratamento-humanizado-ainda-e-desafio-na-luta-antimanicomial-no-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 01:06:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ateliês de Nise da Silveira completam 80 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté]]></category>
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		<category><![CDATA[Lei 10.216/2001]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Antimanicomial]]></category>
		<category><![CDATA[Manicômios judiciários unem o pior da prisão e do hospício]]></category>
		<category><![CDATA[o Ministério da Saúde informou]]></category>
		<category><![CDATA[Rede de Atenção Psicossocial (Raps)]]></category>
		<category><![CDATA[Relatórios]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Único de Assistência Social (Suas)]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhos de psicólogos são premiados pela luta antimanicomial no DF ]]></category>
		<category><![CDATA[usuários consultados em levantamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Editoria. No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, lembrado nesta segunda-feira (18), especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que, embora o país tenha obtido avanços no cuidado de pessoas com transtornos mentais, ainda é preciso vencer barreiras para alcançar tratamentos verdadeiramente humanizados.  Em abril, a Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Antimanicomial, completou 25 anos. Entre os desafios apontados por especialistas estão a falta de regulamentação para comunidades terapêuticas e de mais interlocução do governo federal com movimentos sociais e organizações atuantes na causa, assim como a ausência de um espaço de encaminhamento a pacientes com quadros como ansiedade e depressão. A data foi instituída em 1987 – dois anos após a ditadura civil-militar-empresarial –, durante encontro de trabalhadores da saúde mental, realizado em Bauru (SP), considerado um marco na luta antimanicomial brasileira. O Conselho Federal de Psicologia&#8230;</p>
<p class="excerpt-more"><a class="blog-excerpt button" href="https://weeknews.online/tratamento-humanizado-ainda-e-desafio-na-luta-antimanicomial-no-pais/">Leia mais...</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container" style="text-align:center; margin:35px 0 15px 0;">
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<p>Feed Editoria.</p>

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<p>No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, lembrado nesta segunda-feira (18), especialistas ouvidos pela <strong>Agência Brasil</strong> avaliam que, embora o país tenha obtido avanços no cuidado de pessoas com transtornos mentais, ainda é preciso vencer barreiras para alcançar tratamentos verdadeiramente humanizados. </p>
<p>Em abril, a<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm" target="_blank"> Lei 10.216/2001</a>, conhecida como Lei Antimanicomial, completou 25 anos. Entre os desafios apontados por especialistas estão a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://frentedasaudemental.com.br/raio-x-das-comunidades-terapeuticas/" target="_blank">falta de regulamentação para comunidades terapêuticas</a> e de mais interlocução do governo federal com movimentos sociais e organizações atuantes na causa, assim como a ausência de um espaço de encaminhamento a pacientes com quadros como ansiedade e depressão.</p>
<p>A data foi instituída em 1987 – dois anos após a ditadura civil-militar-empresarial –, durante encontro de trabalhadores da saúde mental, realizado em Bauru (SP), considerado um marco na luta antimanicomial brasileira.</p>
<p>O Conselho Federal de Psicologia (CFP) é uma das entidades que têm atuado em defesa da continuidade plena da reforma psiquiátrica, que pressupõe a troca de estruturas manicomiais pelo aprimoramento da <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/tabagismo/rede-atencao-psicossocial/" target="_blank">Rede de Atenção Psicossocial (Raps)</a>.</p>
<p>A Raps abrange os centros de Atenção Psicossocial (Caps), onde pacientes têm acesso a medicamentos psicotrópicos e podem se envolver com artes e encontros em grupo ou em família, as unidades de Acolhimento (UAs), os serviços residenciais terapêuticos (SRTs), o Programa de Volta para Casa (PVC), estes dois últimos espaços para acolher pacientes que encerraram internações longas e não têm família ou saíram de hospitais psiquiátricos e <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/direitos-humanos/politica-antimanicomial-do-poder-judiciario/" target="_blank">de custódia</a>. Também integram a rede as unidades de Pronto Atendimento (UPAs).</p>
<p>Já as <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/saloes-tatuagens-creches/comunidades-terapeuticas-acolhedoras" target="_blank">comunidades terapêuticas</a>, voltadas a pessoas com problemas com drogas psicoativas e uso abusivo de álcool, reproduzem as práticas dos manicômios, conforme apontam a presidenta da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), Ana Paula Guljor, e outras autoridades da área. Não fazem parte do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas" target="_blank">Sistema Único de Assistência Social (Suas)</a> nem do Sistema Único de Saúde (SUS) e ficam em um limbo legal, consequentemente, sem propósito bem definido na prática. Ana Paula ressalta que, apesar disso, recebem verba pública difícil de se rastrear, e, com frequência, têm sido denunciadas por violar direitos básicos dos pacientes atendidos.</p>
<p>&#8220;A RDC 29 [Recomendação 29/2011, do Ministério da Saúde] é muito genérica&#8221;, afirma a presidenta, ao mencionar <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2011/res0029_30_06_2011.html" target="_blank">dispositivo</a> que trata dos requisitos básicos de segurança sanitária que servem como parâmetro às comunidades terapêuticas.</p>
<p>Em nota, a Abrasme argumenta que a maioria das comunidades terapêuticas tem caráter filantrópico e, por isso, o investimento público aplicado a elas consiste na &#8220;privatização dos serviços, distorção da finalidade pública e do marco regulatório do país&#8221;. Na esfera do cuidado, acrescenta, são fundamentais ações de redução de danos e reinserção social, não priorizadas por essas comunidades.</p>
<p>Recentemente, cinco conselhos nacionais assumiram posição semelhante: o de Saúde; o de Assistência Social; o dos Direitos Humanos; o dos Direitos da Criança e do Adolescente; e o de Política sobre Drogas, além do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.</p>
<p>Ana Paula Guljor afirma, ainda, que, embora sejam importantes, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.abrasme.org.br/inspecoes" target="_blank">relatórios</a> que documentam violações de direitos cometidos nas dependências das comunidades terapêuticas não dão conta de monitorá-las totalmente, tamanha a quantidade de ilegalidades. Um deles é elaborado pelo Ministério Público Federal (MPF). O Conselho Federal de Enfermagem (Coren) é mais uma entidade que se opõe a elas.</p>
<p>O governo diz que, há três anos, pesquisadores e auditores, inclusive da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU), têm conferido maior transparência ao que ocorre nas comunidades, e ao modo como o dinheiro da população está sendo utilizado. Em janeiro deste ano, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-01/ministerio-revisa-diretrizes-e-custeio-da-rede-de-saude-mental-do-sus" target="_blank">o Ministério da Saúde informou</a> que estava em estudo a revisão das diretrizes e normas de financiamento da Raps.</p>
<p>O punitivismo identificado na política de segurança, que enaltece ao aprisionamento de pessoas que cometem crimes de toda natureza, também dá forma às políticas de saúde mental e drogas.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Em São Paulo, se propõe a instalação de câmeras nas antessalas, nos halls das instituições que atendem pessoas usuárias de drogas, você restringe o acesso&#8221;, reflete Ana Paula Guljor.</p>
</blockquote>
<p>Representante da Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo, Moacyr Bertolino tem como lembrança de iniciativa bem-sucedida o Programa De Braços Abertos, capaz de tirar da vulnerabilidade usuários de drogas da área conhecida como Cracolândia. Foi lançado em 2014, pelo então prefeito da capital paulista, Fernando Haddad.</p>
<p>Os beneficiários tinham direito a morar em hotéis, a R$ 15 por dia, três refeições e curso de capacitação. Eles também conseguiam trabalhar a alguns metros de onde viviam, o que facilitava a melhora de seu estado médico e psicológico na tríade &#8220;trabalho, teto e tratamento&#8221;, recomendada por especialistas de todo o mundo.</p>
<p>Bertolino diz que, atualmente, os governantes não só deixam de cobrir custos da Raps, favorecendo a precarização de seus equipamentos, como colaboram para o crescimento de manicômios. Segundo ele, é um setor que acaba lucrando com a exploração do sofrimento alheio.</p>
<p>Para ele, um dos principais problemas das comunidades terapêuticas é o convencimento de que fórmulas mágicas de cura existem, discurso que não se sustenta na realidade, uma vez que cada paciente deve ter seu tratamento individualizado. Na própria Cracolândia, provou-se ineficaz a abordagem com foco na internação, pois muitos <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-10/estudo-aponta-falhas-em-tratamento-tradicional-contra-drogas" target="_blank">usuários consultados em levantamento</a> declararam vê-la como uma medida transitória, não como uma solução.</p>
<p>Durante o governo Dilma Rousseff, avalia ele, foram &#8220;incontestáveis&#8221; as conquistas, seguidas de retrocesso no governo seguinte.  “Quando há conservadorismo e um retorno ao passado, os primeiros a sofrer são os mais vulneráveis, a população em situação de rua, os usuários de drogas, álcool&#8221;, diz</p>
<blockquote>
<p>&#8220;O hospital psiquiátrico é o espaço central de um poder médico e psiquiátrico que historicamente foi construído em uma concepção de que a culpa pelo sofrimento é da pessoa. Às vezes, a pessoa está sofrendo justamente por ser alvo de diversas violências. E o que [os hospitais psiquiátricos e outros equipamentos similares] ofertam de cuidado é o isolamento&#8221;, sintetiza Bertolino.</p>
</blockquote>
<h2>Passado sombrio</h2>
<p>O Rio de Janeiro abrigou a primeira instituição à qual se encaminhavam pessoas consideradas &#8220;fora do normal&#8221;, de quem a corte imperial queria se ver livre. O Hospício Pedro II passou a funcionar em 1852, vinculado à Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, local que até então exercia essa função. A substituição coincidiu com a criação, em 1829, da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro e sua transformação, em 1835, em Academia Imperial de Medicina e inspeções da Comissão de Salubridade à Santa Casa.</p>
<p>Nessas visitas, a equipe constatou que os &#8220;loucos&#8221; viviam em condições degradantes e deviam ser submetidos a tratamentos em que a medicina fosse o centro. Começava aí o discurso a favor da medicalização de pacientes com transtornos mentais como principal recurso para sua melhora e o fortalecimento da classe médica como autoridade central no debate. </p>
<p>O &#8220;Palácio dos Loucos&#8221; comportava, inicialmente, até 140 pacientes e contou com o apoio não somente de políticos, mas de filantropos e intelectuais. Com uma reforma, poderia receber 400 pacientes e mudou um pouco de perfil apenas na virada do século 20, quando chegou à direção o médico baiano Juliano Moreira, um dos primeiros adeptos das ideias do pai da psicanálise, o austríaco Sigmund Freud. Sua implementação permitiu a eliminação das camisas de força e das grades de ferro das janelas.</p>
<p>No mesmo ano da abertura do &#8220;Palácio&#8221;, surgia, na famosa Rua São João, na capital paulista, o Hospital Provisório de Alienados, bem menor, com estrutura para nove pacientes. Inspirado pelo Congresso Internacional de Alienistas, realizado em 1889, em Paris, o médico Juliano Moreira, um dos primeiros psiquiatras brasileiros, designado para comandar o hospício paulista dois anos depois, encantou-se com a proposta de construir colônias agrícolas nos manicômios.</p>
<p>Assim, em 1898, era fundada, em Franco da Rocha (SP), a Colônia Agrícola de Alienados do Juquery, concebida para tratar 300 pacientes e que, em 30 anos, contava 2 mil, distribuídos em cinco pavilhões femininos, quatro masculinos e um para crianças, e com uma lista de espera de vagas. No século 19, houve uma multiplicação de hospícios: Hospício de Alienados de Olinda, em Pernambuco; Hospício Provisório de Alienados de Belém; Asilo de Alienados São João de Deus, em Salvador; Hospício de Alienados São Pedro, em Porto Alegre.</p>
<p>Estima-se que, ao todo, 120 mil pessoas tenham sido enclausuradas no<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://memorialdaresistenciasp.org.br/lugares/hospital-psiquiatrico-do-juqueri-e-manicomio-judiciario/" target="_blank"> Hospital Psiquiátrico do Juqueri</a>, incluindo presos políticos da ditadura instaurada com o golpe de 1964. A <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://memorialdaresistenciasp.org.br/lugares/casa-de-custodia-e-tratamento-de-taubate/?perpage=12&#038;order=DESC&#038;orderby=date&#038;pos=6&#038;source_list=term&#038;source_entity_id=395&#038;ref=%2Fclassificacao-de-lugar%2Fcentro-medico%2F%3Fperpage%3D12%26view_mode%3Dtable%26paged%3D1%26order%3DDESC%26orderby%3Ddate%26fetch_only%3Dthumbnail%252Ccreation_date%252Ctitle%252Cdescription%26fetch_only_meta%3D" target="_blank">Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté</a> ficou igualmente conhecida, por ser considerado o berço do Primeiro Comando da Capital (PCC). A instituição foi constituída em 1911, e a facção, em 1993.</p>
<p>Outro local inserido no mapeamento da história da saúde mental no Brasil é o Hospital Colônia de Barbacena, no interior mineiro. Seu fechamento foi anunciado no mês passado, o que motivou o planejamento da remoção de 14 pacientes remanescentes, todos sem família. Na ocasião, o governo do estado confirmou a manutenção do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena e do Museu da Loucura, de preservação da memória das vítimas do antigo hospital.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
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    </div>
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<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/tratamento-humanizado-ainda-e-desafio-na-luta-antimanicomial-no-pais" target="_blank" rel="nofollow noopener">Agência Brasil EBC</a></p>
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<p>Mon, 18 May 2026 20:33:00 -0300</p>
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		<title>Planos de saúde poderão abater dívidas ao atender pacientes do SUS</title>
		<link>https://weeknews.online/planos-de-saude-poderao-abater-dividas-ao-atender-pacientes-do-sus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 23:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Nacional de Saúde Suplementar]]></category>
		<category><![CDATA[diz CFP]]></category>
		<category><![CDATA[Hospitais privados poderão abater dívidas por atendimento ao SUS]]></category>
		<category><![CDATA[Manicômios judiciários unem o pior da prisão e do hospício]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde abre inscrições para o Agora Tem Especialistas]]></category>
		<category><![CDATA[Planos de Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. Planos de saúde terão a possibilidade de abater dívidas de ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) ao atender pacientes da rede pública. A portaria que oficializa a medida foi apresentada nesta segunda-feira (28) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pela presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Carla de Figueiredo Soares. A expectativa é que os pacientes do SUS sejam atendidos na rede privada a partir de agosto. A medida faz parte do programa Agora Tem Especialistas, e priorizará seis áreas com mais carência por serviços especializados: oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia. Notícias relacionadas: Ministério da Saúde abre inscrições para o Agora Tem Especialistas. Hospitais privados poderão abater dívidas por atendimento ao SUS.&#8230;</p>
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<p><strong>Planos de saúde terão a possibilidade de abater dívidas de ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) ao atender pacientes da rede pública. </strong>A portaria que oficializa a medida foi apresentada nesta segunda-feira (28) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pela presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Carla de Figueiredo Soares.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/07/1753744481_449_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/07/1753744481_331_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>A expectativa é que os pacientes do SUS sejam atendidos na rede privada a partir de agosto. A medida faz parte do programa Agora Tem Especialistas, e priorizará seis áreas com mais carência por serviços especializados: oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia.</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Ministério da Saúde abre inscrições para o Agora Tem Especialistas.</li>
<li>Hospitais privados poderão abater dívidas por atendimento ao SUS.</li>
<li>Manicômios judiciários unem o pior da prisão e do hospício, diz CFP.</li>
</ul>
<p>Segundo o Ministério da Saúde, também será considerada a demanda dos estados e municípios, que vão apresentar suas necessidades. Estima-se que, inicialmente, R$ 750 milhões em dívidas das operadoras privadas sejam convertidos em consultas, exames e cirurgias.</p>
<p>As dívidas ocorrem porque os planos de saúde têm que ressarcir o SUS quando os beneficiários dos planos de saúde usam serviços públicos e estes constam na cobertura contratual assinada.</p>
<p>As operadoras que desejarem participar do programa devem aderir ao edital conjunto do Ministério da Saúde e da ANS. É preciso comprovar capacidade técnica e operacional e disponibilizar uma matriz de oferta que atenda às necessidades do SUS. Segundo a pasta, as vantagens da adesão ao edital são a regularidade fiscal, o uso da total capacidade dos hospitais conveniados e a redução de litígios administrativos e judiciais.</p>
<p>Os valores a serem convertidos em atendimento terão que ser negociados com a ANS ou com a Procuradoria-Geral Federal, no caso de dívidas ativas. Os planos de saúde precisam realizar mais de 100 mil atendimentos por mês. De forma excepcional, será considerado valor mínimo de R$ 50 mil por mês para planos de saúde de menor porte.</p>
<blockquote>
<p>“É a primeira vez na história do SUS que implementamos um mecanismo como este. As dívidas, que antes iam para o Fundo Nacional de Saúde, mas não se convertiam em atendimento, agora viraram ações concretas para reduzir filas e dar dignidade a quem mais precisa”, disse o ministro Alexandre Padilha.</p>
</blockquote>
<h2>Plataforma de integração</h2>
<p>O Ministério da Saúde também anunciou que os dados dos atendimentos realizados pela rede pública e pela rede de saúde suplementar estarão integrados na Rede Nacional de Dados em Saúde.</p>
<p>A partir de outubro, a promessa é de que os pacientes tenham mais autonomia e facilidade para acessar o histórico clínico. Será possível consultar exames, prescrições médicas, diagnósticos e tratamentos realizados no SUS e nos hospitais, clínicas e laboratórios conveniados aos planos de saúde.</p>
<p>Segundo a pasta, as informações da rede suplementar evitarão a repetição de exames, reduzirão custos e melhorarão diagnósticos e tratamentos.</p>
<p><strong>A integração com a plataforma do SUS ocorrerá em etapas. Entre 1º de agosto e 30 de setembro, a Rede Nacional de Dados em Saúde receberá dados da população dos períodos de 2020 a 2025. A partir de outubro, a transferência será automática, conforme os atendimentos forem realizados.</strong></p>
<p>Dados dos planos de saúde serão visualizados pela população no aplicativo Meu SUS Digital. Profissionais e gestores do SUS poderão acessá-los nas plataformas SUS Digital Profissional e SUS Digital Gestor, respectivamente.</p>
<p>O Ministério da Saúde espera que o volume na Rede Nacional de Dados em Saúde<strong> </strong>passe dos atuais 2,8 bilhões de registros para mais de 5,3 bilhões. A plataforma do SUS já conta com informações referentes a atendimentos públicos: mais de 80% dos estados e 68% dos municípios brasileiros usam a rede para organizar e planejar ações.</p>
<p> Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-07/planos-de-saude-poderao-abater-dividas-ao-atender-pacientes-do-sus">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 28 Jul 2025 19:47:00 -0300 </p>

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