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	<title>Arquivo de diz mãe que perdeu os filhos em Brumadinho - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de diz mãe que perdeu os filhos em Brumadinho - WeekNews</title>
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		<title>Grupos terapêuticos ajudam mães a lidar com &#8220;dor inominável&#8221; do luto </title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2025 15:05:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA["Tenho obrigação de lutar"]]></category>
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		<category><![CDATA[Dia das mães]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. Em 2011, Márcia Noleto perdeu a filha Mariana em um acidente de helicóptero. Desde então, o luto passou a fazer parte da sua vida não apenas como experiência pessoal, mas como objeto de estudo e foco de trabalho. A fundadora do grupo Mães sem Nome estudou psicologia para compreender melhor as múltiplas experiências de luto e como é possível continuar vivendo e reencontrar a alegria, mesmo que a ausência nunca possa ser preenchida. Em 14 anos, o grupo já ajudou milhares de mães em luto e alguns desses relatos se juntam à pesquisa de mestrado de Márcia, em seu recém-lançado livro Luto Materno. Atualmente, mais de 20 psicólogas atendem voluntariamente mães de todo o Brasil que se reúnem em grupos virtuais e presenciais, para&#8230;</p>
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<p>Em 2011, Márcia Noleto perdeu a filha Mariana em um acidente de helicóptero. Desde então, o luto passou a fazer parte da sua vida não apenas como experiência pessoal, mas como objeto de estudo e foco de trabalho.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/1746889541_486_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/1746889542_829_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A fundadora do grupo Mães sem Nome estudou psicologia para compreender melhor as múltiplas experiências de luto e como é possível continuar vivendo e reencontrar a alegria, mesmo que a ausência nunca possa ser preenchida. <strong>Em 14 anos, o grupo já ajudou milhares de mães em luto e alguns desses relatos se juntam à pesquisa de mestrado de Márcia, em seu recém-lançado livro <em>Luto Materno</em>.</strong></p>
<p><strong>Atualmente, mais de 20 psicólogas atendem voluntariamente mães de todo o Brasil que se reúnem em grupos virtuais e presenciais,</strong> para compartilhar suas experiências e se apoiar durante esse processo tão unicamente doloroso. No Dia das Mães, elas se revezam em esquema de plantão para dar auxílio individual àquelas que mais precisam.</p>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, Márcia explica que esta é uma data de grande vulnerabilidade para essas mulheres, que não deixaram de ser mães, mas infelizmente não podem mais celebrar a data ao lado dos filhos que partiram. Mas ela também deixa uma mensagem de esperança: &#8220;a mãe que perde um filho jamais vai conseguir superar isso. Mas ela pode fazer um movimento de realinhamento com a vida&#8221;. </p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=423822:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --><br />
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<p><h6 class="meta">Após perder a filha, Márcia Noleto fundou o grupo Mães sem Nome e estudou psicologia <strong>Foto: Fernando Rabelo</strong><!--END copyright=423822--></h6>
</p>
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<p><strong>Agência Brasil: </strong>Como o grupo começou?<br /><strong>Márcia Noleto: </strong>Eu tinha uma outra vida. Eu fui secretária do Consulado Geral da França durante 20 anos, até que aconteceu o acidente, em 2011. Um pouco antes, a Mariana tinha me ensinado a usar o Facebook, então eu pedi orações por ela no meu perfil e foi uma coisa surpreendente porque muitas mulheres do Brasil, e até de fora do Brasil, começaram a me mandar mensagens de esperança e de fé. <strong>E aí eu comecei a me comunicar com essas mulheres e muitas delas já tinham perdido filhos também.</strong> E naturalmente foi se formando um grupo de mulheres no Facebook que perderam filhos. Então, eu pensei assim: ‘Meu Deus, que universo é esse, que sofrimento é esse? É uma dor que não tem fundo, né? Ela é imensurável.’</p>
<p><strong>E aí eu decidi estudar psicologia e eu já entrei com isso na cabeça: Eu quero fazer um trabalho nesse sentido.</strong> Porque é uma população que não tem amparo no poder público, e é também uma questão social enorme. Quantas mulheres ficam desempregadas depois que perdem seus filhos? Quantas mulheres precisam de auxílio saúde pela Previdência Social? Porque você tem direito a no máximo uma semana de luto. Isso se você tiver uma proteção trabalhista. E aí eu tive a ideia de fazer esses grupos terapêuticos, com a ajuda de duas psicólogas.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> E por que o grupo se chama Mães sem Nome?<br /><strong>Márcia:</strong> Esse nome faz referência a esse fato da gente não ter uma denominação, né? Porque existe a viúva, o órfão&#8230;  mas no dicionário não tem nome para essa dor, é uma falta de lugar. Fica uma sensação de estar entre dois mundos. E essa mulher fica mesmo com uma sensação de estar entre dois mundos, presa entre a vida e a morte. O tempo não faz mais sentido: nem o passado, nem o presente, nem o futuro.</p>
<p><strong>Quem passa por uma circunstância como essa, fica com o sentido da vida completamente esvaziado, então, o presente não faz mais sentido. </strong>Mas também não faz sentido você fazer planos para o futuro, porque você já perdeu tudo que você não podia perder. E a gente vai para o passado para rememorar, para sentir saudade, mas o passado já passou. Então, você fica em lugar nenhum. E realmente não tem nome para essa dor. Ela fica realmente no lugar do inominável.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>Considerando o tamanho dessa dor, as mães em luto sentem que as outras pessoas não compreendem ou que, às vezes, não estão dispostas a ouvir sobre o que elas estão passando?<br /><strong>Márcia:</strong> Totalmente. É uma dor que as pessoas não estão preparadas para enfrentar na família, no meio social, no trabalho&#8230; não estão. As pessoas não sabem o que vão te dizer. Porque sentem medo também. Todo mundo que tem um filho, quando vê uma mãe perder seu filho diz assim: ‘Deus me livre’. <strong>Então, as pessoas se afastam de você, porque elas ficam desconfortáveis do seu lado.</strong> E às vezes as pessoas que chegam junto ficam durante um certo tempo, mas depois elas vão embora. E a dor é sua e você tem que continuar lidando com ela, sabe?</p>
<p>E quando eu escrevi esse livro (<em>Luto Materno</em>), a minha intenção também é que os psicólogos leiam. Porque eu recebo muitas mães que disseram para mim que foram em psicólogos, mas eles disseram: ‘Isso vai passar, você vai se cuidar e ficar melhor’. E não era isso que elas queriam ouvir, entende? A palavra &#8220;superação&#8221;, por exemplo, é uma palavra condenada. Horrível! A mãe que perde um filho jamais vai conseguir superar isso. Mas ela pode fazer um movimento de realinhamento com a vid, de rearticulação com a vida.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>Mesmo que seja um sofrimento muito grande, você defende muito enfaticamente que o luto não seja tratado como doença?<br /><strong>Márcia:</strong> Sim! Hoje em dia você tem no DSM, que é um manual onde os médicos listam todas as doenças, o luto é considerado como um transtorno. E isso é uma coisa muito complicada, porque muitos psiquiatras, quando vão atender essas mulheres, entendem que elas precisam sempre ser medicadas. E eu afirmo com todas as letras que não. A dor do luto é uma dor existencial. <strong>A mulher está profundamente triste, mas ela não está deprimida clinicamente.</strong></p>
<p>Se essa mulher já sofria de depressão antes da morte do filho, ela pode sim ter essa depressão potencializada, mas isso não quer dizer que toda mãe que perde o filho vai desencadear uma depressão. Eu não considero transtorno, e também não considero nenhum desvio, nenhuma inadequação. Pelo contrário. Então a gente tem que escutar essa mulher, porque também é uma coisa muito singular. Se você colocar duas mães na minha frente que tenham perdido os filhos de formas similares, mesmo assim, o luto não vai ser idêntico. Eu destaco bastante isso no meu livro.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Além de reunir esses relatos, você também traz uma abordagem filosófica e histórica do luto?<br /><strong>Márcia:</strong> Isso! Esse livro, na verdade, é uma tese de mestrado. Depois da psicologia, eu fiz uma formação em fenomenologia, e essa abordagem traz justamente esse conceito, de que a gente não vê o transtorno, a gente vê o sofrimento. Então, eu fui lá atrás no Freud, que é uma das primeiras pessoas que vai falar de luto, e aí eu vou no Heidegger, que é um filósofo que está na base da abordagem fenomenológica, e ele diz que a gente é um ser jogado nesse mundo aqui e que a gente tem que lidar com a nossa finitude.</p>
<p>Mas como a gente lida? Se esquivando da morte. Então, qual é a saída? Eu trago como uma das possibilidades de tratamento a clínica compartilhada em grupo.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Que se relaciona com o trabalho que vocês fazem no Mães sem Nome, né? Como o grupo funciona?<br /><strong>Márcia:</strong> A gente tem uma página no Instagram (<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.instagram.com/maessemnome2023/">@maessemnome2023</a>), e a mulher que precisa de ajuda, entra na página e deixa um recado lá. Aí a coordenadora da rede de psicólogas pega o nome dessa mãe e distribui para alguma psicóloga voluntária. Elas fazem uma entrevista de triagem, que é uma entrevista preliminar para entender como é que essa mãe está se sentindo, e se for uma história muito difícil, a gente propõe uma terapia em algumas sessões, para dar acolhida e perceber se ela vai estar apta para escutar outras histórias. Quando a gente percebe que sim, ela começa a participar. Nós temos dois encontros online nas quartas e nas sextas, e aos sábados aqui no consultório presencial.</p>
<p><strong>O grupo é aberto, isso quer dizer que qualquer mulher pode entrar e sair a hora que quiser</strong>. Você pode entrar e ficar com a sua câmera fechada. Se você não está a fim de falar nesse dia, você pode só ouvir. E ela participa pelo tempo que quiser. O importante é elas saberem que sempre que quiserem e precisarem, a gente está ali. Para o livro, eu transcrevi alguns encontros e fui pensando algumas palavras que se repetiram. Mas com muito cuidado, porque eu não queria que essas palavras fossem entendidas como características do luto materno. Não tem como padronizar.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Datas comemorativas de maneira geral costumam ser complicadas para as pessoas em luto, mas o Dia das Mães é um desafio maior para essas mulheres?<br /><strong>Márcia:</strong> Tem um complicador a mais, sim. <strong>A gente não deixa de ser mãe, mesmo que perca o único filho que tem. </strong>E essa data lembra que a gente é mãe. E lembra que a gente perdeu esse filho. E para algumas mães que ainda têm filhos vivos, essa mulher fica dividida: eu tenho aqui uma vida para viver, eu tenho um filho para cuidar, mas eu perdi um outro filhinho.</p>
<p>Então assim, eu sei que é uma data comercial, mas ela toca numa ferida muito exposta. <strong>Por isso que a gente faz plantão psicológico para ouvi-las. </strong>Para que elas possam falar sobre isso e voltar para as suas casas e passar o dia bem com o filho que ela tem aqui nesse mundo, e para que ela possa em algum momento também fazer uma prece, se reconectar, mandar boas energias universo, enfim, pra que ela possa encontrar um lugar que seja confortável para ela nesse dia.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>E quem está ao redor dessas mulheres, como pode ajudar?<br /><strong>Márcia:</strong> Estar presente, mas verdadeiramente presente. Eu acho que a gente precisa se conectar verdadeiramente com as pessoas, olhar no olho, abraçar, aquele abraço duradouro, aquele amor sincero, aquela energia boa. <strong>Você não precisa estar falando sobre o assunto, mas você pode estar presente e mostrar para essa pessoa que a vida tem outros prazeres, como sentar numa mesa, almoçar junto com a família. </strong>E se algo for dito, ou for transmitido no olhar&#8230; deixa dizer, se a vontade de chorar vier, deixa chorar e acolher essa dor. Entender que ela existe, mas a gente pode viver com essa dor guardadinha em algum lugar do coração, uma um lugar que seja respeitoso, cuidadoso, como um relicário, sabe? E, ao mesmo tempo, que tem alegria também.</p>
<p>A gente pode ter as duas coisas ao mesmo tempo, sim. Tem como acomodar as duas coisas dentro de si em lugares diferentes, mas num universo só, que somos nós mesmos. Essa é a arte de viver. E as mulheres que precisarem de ajuda podem procurar o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.instagram.com/maessemnome2023/">nosso Instagram</a>, que a gente entra em contato, a gente acolhe e cuida.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script> Tâmara Freire &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-05/grupos-terapeuticos-ajudam-maes-lidar-com-dor-inominavel-do-luto">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 10 May 2025 11:36:00 -0300 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>Sirene toca em SP para lembrar vítimas de Brumadinho</title>
		<link>https://weeknews.online/sirene-toca-em-sp-para-lembrar-vitimas-de-brumadinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jan 2025 18:43:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA["Tenho obrigação de lutar"]]></category>
		<category><![CDATA[brumadinho]]></category>
		<category><![CDATA[diz mãe que perdeu os filhos em Brumadinho]]></category>
		<category><![CDATA[estava tudo contaminado]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo detecta presença de metais na urina de crianças em Brumadinho]]></category>
		<category><![CDATA[Geólogo que atuava na Vale em Brumadinho tem registro cancelado]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ocorrido há seis anos]]></category>
		<category><![CDATA[rompimento de barragem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. Às 12h28 deste domingo (26), o som de uma sirene ecoou pela Avenida Paulista, em São Paulo. O alerta era para lembrar as 272 pessoas que morreram no rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, ocorrido há seis anos. A escolha pelo toque da sirene é para marcar o horário em que a tragédia teve início e relembrar que, naquele mesmo dia, há seis anos, a sirene não tocou. A homenagem às vítimas da tragédia também é uma forma de denunciar a impunidade e reafirmar o compromisso com a prevenção de novos episódios. O ato foi promovido pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, entidade que foi criada em homenagem aos dois filhos de Helena Taliberti, que morreram em consequência do rompimento da barragem. Ambos estavam hospedados na&#8230;</p>
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<p>Às 12h28 deste domingo (26), o som de uma sirene ecoou pela Avenida Paulista, em São Paulo. O alerta era para lembrar as 272 pessoas que morreram no rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, ocorrido há seis anos.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/01/1737917029_711_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/01/1737917030_313_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A escolha pelo toque da sirene é para marcar o horário em que a tragédia teve início e relembrar que, naquele mesmo dia, há seis anos, a sirene não tocou. A homenagem às vítimas da tragédia também é uma forma de denunciar a impunidade e reafirmar o compromisso com a prevenção de novos episódios.</p>
<p>O ato foi promovido pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, entidade que foi criada em homenagem aos dois filhos de Helena Taliberti, que morreram em consequência do rompimento da barragem. Ambos estavam hospedados na Pousada Nova Estância, engolida pelos rejeitos.</p>
<p>Eles não foram as únicas vítimas da família. Aos 30 anos, Fernanda Damian, mulher de Luiz Taliberti, também teve sua vida interrompida. Ela estava grávida de cinco meses do primeiro neto de Helena. Estava presente ainda o ex-marido de Helena, pai de Camila e Luiz. Ele acompanhava a viagem junto com a esposa.</p>
<p>“Sou mãe da Camila e do Luiz. Sou sogra da Fernanda, que estava grávida de cinco meses do meu neto Lorenzo. Todos morreram nessa tragédia. Morreram também o pai biológico e a madrasta deles. A família toda”, contou Helena Taliberti, presidente da associação, e que participou do ato hoje na Avenida Paulista. “Não é um luto normal porque sabemos que é um luto que poderia ter sido evitado. Eles poderiam estar aqui conosco. A gente sabe que isso ocorreu por negligência e ganância. A dor é diária. Ela está no nosso cotidiano por causa da ausência deles e pela impunidade”, denuncia.</p>
<p>A programação do ato teve início às 10h da manhã com distribuição de sementes de girassóis, intervenção artística e uma ação de plantio de mudas e pintura em argila com crianças.</p>
<h2>Não esquecer</h2>
<p>“Esse é um ato para lembrar o ocorrido e não deixar que ele caia no esquecimento. O esquecimento é um perigo para que novas tragédias possam acontecer. Estamos aqui relembrando aquele momento, dos seis anos de rompimento daquela barragem”, disse Marina Kilikian Rossi, coordenadora de projetos do Instituto Camila e Luiz Taliberti. “Este também é um ato para honrar a memória das vítimas e por pedido de Justiça. Este é outro fator que faz com que grandes tragédias ocorram novamente”, acrescentou.</p>
<p>Marina relembrou que a tragédia não afetou apenas as famílias de todas essas vítimas. Houve também danos e prejuízos territoriais, sociais, econômicos e ambientais. “Não foi só perda humana. Houve perda ambiental, que afetou o substência de muitas pessoas, como as que viviam do rio, da agricultura, da pesca. E teve prejuízos também à água, que foi contaminada e eles precisaram ser abastecidos com água vindo de fora porque estava tudo contaminado ali”, ressaltou.</p>
<p>“Fazemos esse ato todos os anos aqui na Avenida Paulista, fora de Minas Gerais, justamente para ampliar a conscientização da sociedade sobre o que aconteceu e o que está acontecendo. Fazer esse ato é trazer a memória. E quando você constrói a memória, você não deixa que essa tragédia seja esquecida e luta para que ela não se repita e, principalmente, para que a morte deles não tenha sido em vão”, conclui Helena.</p>
<p>Durante o evento também foram coletadas assinaturas para o manifesto Basta de impunidade: Justiça por Brumadinho, para pressionar por celeridade dos processos sobre o rompimento da barragem..</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-01/sirene-toca-em-sp-para-lembrar-vitimas-de-brumadinho">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 26 Jan 2025 15:25:00 -0300 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>Após estudo, famílias pedem novo protocolo da saúde em Brumadinho</title>
		<link>https://weeknews.online/apos-estudo-familias-pedem-novo-protocolo-da-saude-em-brumadinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jan 2025 16:03:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA["Tenho obrigação de lutar"]]></category>
		<category><![CDATA[brumadinho]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[diz mãe que perdeu os filhos em Brumadinho]]></category>
		<category><![CDATA[estudo divulgado pela Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[Hanseníase: conheça verdades e mitos sobre a doença]]></category>
		<category><![CDATA[MAB]]></category>
		<category><![CDATA[uma semana de atividades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) defenderam neste sábado (25) a necessidade de criação de um protocolo de saúde para acompanhar a situação das populações afetadas pelo rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho. A reivindicação ocorre após um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) detectar elevação na presença de metais em amostras de urina de crianças de 0 a 6 anos que vivem na região afetada. &#8220;Precisamos de um protocolo específico para enfrentar esse cenário. Estamos muito preocupados porque cada vez o nível de contaminação aumenta no sangue das pessoas, nos animais, em todas as plantas. Tudo isso traz problemas sérios de saúde. O estudo da Fiocruz comprova o que temos falado. Esse aumento do índice de contaminação, especialmente&#8230;</p>
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Feed Últimas.<br />
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<p>Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) defenderam neste sábado (25) a necessidade de criação de um protocolo de saúde para acompanhar a situação das populações afetadas pelo rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho. A reivindicação ocorre após um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) detectar elevação na presença de metais em amostras de urina de crianças de 0 a 6 anos que vivem na região afetada.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/01/1737907393_355_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/01/1737907394_32_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>&#8220;Precisamos de um protocolo específico para enfrentar esse cenário. Estamos muito preocupados porque cada vez o nível de contaminação aumenta no sangue das pessoas, nos animais, em todas as plantas. Tudo isso traz problemas sérios de saúde. O estudo da Fiocruz comprova o que temos falado. Esse aumento do índice de contaminação, especialmente nas crianças, é um absurdo. Exigimos um protocolo específico e que a Vale arque com essa situação&#8221;, disse Joceli Andrioli, integrante da coordenação do MAB.</p>
<p>Neste sábado (25), o rompimento da barragem completou exatos 6 anos. Para marcar a data, a Associação dos Familiares das Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem em Brumadinho (Avabrum) organizou um ato no centro da cidade, fechando uma semana de atividades em que cobraram por justiça. A manifestação contou com a presença do MAB.</p>
<p>&#8220;A contaminação das pessoas é um tema que nos preocupa muito. Essa lama tóxica tem se espalhado, criado consequências. A gente vê pessoas doentes em toda a bacia do Rio Paraopeba. O mesmo acontece na Bacia do Rio Doce, atingida em 2015 pelo rompimento da barragem do complexo da mineradora Samarco em Mariana. É urgente uma política específica de saúde aos atingidos por barragens&#8221;, acrescentou Joceli.</p>
<p>Em Brumadinho, o colapso da estrutura liberou uma avalanche de rejeitos que gerou grandes impactos ambientais e socioeconômicos, afetando milhares de pessoas em diferentes municípios mineiros da bacia do Rio Paraopeba. Ao todo, foram perdidas 272 vidas, incluindo nessa conta dois bebês de mulheres que estavam grávidas.</p>
<h2>Contaminação</h2>
<p>O estudo divulgado pela Fiocruz na sexta-feira (24) traz os resultados de análises de amostras de sangue e urina coletadas em 2023, quatro anos após a tragédia. Foi encontrado pelo menos um de cinco metais &#8211; cádmio, arsênio, mercúrio, chumbo e manganês &#8211; na urina de todas as crianças de 0 a 6 anos que foram avaliadas.</p>
<p>Em comparação com análises realizadas em 2021, notou-se uma piora do cenário. No caso do arsênio, por exemplo, o percentual total de crianças com níveis acima do valor de referência passou de 42% para 57%.</p>
<p>&#8220;Os resultados encontrados demonstram uma exposição aos metais e não uma intoxicação, que só pode ser assim considerada após avaliação clínica e realização de outros exames para definir o diagnóstico. Dessa forma, recomenda-se uma avaliação médica para todos os participantes da pesquisa que apresentaram níveis acima dos limites biológicos recomendados, de forma que os resultados sejam analisados no contexto geral da sua saúde&#8221;, ponderam os pesquisadores da Fiocruz.</p>
<p>Em adultos, a situação também chama a atenção: o arsênio foi detectado em níveis elevados em cerca de 20% das amostras de urina. É metal que mais frequentemente aparece acima dos limites de referência. De outro lado, na população adolescente, o percentual de amostras detectadas com metais acima dos valores de referência diminuiu de 2021 para 2023.</p>
<p>O estudo analisou ainda outros fatores como os diagnósticos médicos. Chamou atenção um aumento na prevalência de algumas condições, como colesterol alto, que passou de 4,7%, em 2021, para 10,1%, em 2023. Situação similar se deu com um grupo de doenças que inclui enfisema, bronquite crônica ou doença pulmonar obstrutiva crônica, que saltou de 2,7% para 10,7%.</p>
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<p> Léo Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-01/apos-estudo-familias-pedem-novo-protocolo-da-saude-em-brumadinho">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 26 Jan 2025 12:30:00 -0300 </p>

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		<title>Geólogo que atuava na Vale em Brumadinho tem registro cancelado</title>
		<link>https://weeknews.online/geologo-que-atuava-na-vale-em-brumadinho-tem-registro-cancelado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2025 18:02:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Brumadinho: atingidos cobram transparência de programa gerido pela FGV]]></category>
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		<category><![CDATA[multa de R$ 27 milhões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) cancelou o registro do geólogo Cesar Grandchamp. Ele é um dos réus no processo criminal que investiga responsabilidades envolvendo o rompimento da barragem da mineradora Vale ocorrido há exatos seis anos em Brumadinho (MG). O rompimento da barragem ocorreu em 2019 e completa seis anos neste sábado (25). No episódio, foi liberada uma avalanche de rejeitos que gerou grandes impactos ambientais e socioeconômicos afetaram milhares de pessoas em diferentes municípios mineiros da bacia do Rio Paraopeba. Ao todo, 272 pessoas morreram, incluindo dois bebês e mulheres grávidas. Grandchamp é um dos signatários do laudo que atestou a estabilidade da estrutura. O documento, que deve ser emitido periodicamente, é uma exigência para que uma&#8230;</p>
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<p>O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) cancelou o registro do geólogo Cesar Grandchamp. Ele é um dos réus no processo criminal que investiga responsabilidades envolvendo o rompimento da barragem da mineradora Vale ocorrido há exatos seis anos em Brumadinho (MG).<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/01/1737828129_601_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/01/1737828130_875_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O rompimento da barragem ocorreu em 2019 e completa seis anos neste sábado (25). No episódio, foi liberada uma avalanche de rejeitos que gerou grandes impactos ambientais e socioeconômicos afetaram milhares de pessoas em diferentes municípios mineiros da bacia do Rio Paraopeba. Ao todo, 272 pessoas morreram, incluindo dois bebês e mulheres grávidas.</p>
<p>Grandchamp é um dos signatários do laudo que atestou a estabilidade da estrutura. O documento, que deve ser emitido periodicamente, é uma exigência para que uma barragem continue operando. Ele é emitido após avaliações de uma empresa terceirizada que deve ser contratada pela mineradora.</p>
<p>No caso da barragem de Brumadinho, esse trabalho foi feito pela consultoria alemã Tüv Süd. O laudo foi emitido em junho de 2018 trazendo duas assinaturas: a do engenheiro Makoto Namba, pela Tüv Süd, e a de Grandchamp, pela Vale. A estabilidade foi atestada mesmo após as análises levarem ao cálculo de um fator de segurança de 1.09, embora as boas práticas de engenharia internacional estabelecem que o mínimo deve ser de 1.3.</p>
<p>Com o cancelamento do registro, Grandchamp não pode desenvolver as atividades profissionais que são fiscalizadas pelo Crea-MG. A decisão ocorreu em processo ético aberto no ano seguinte à tragédia. O geólogo pôde apresentar defesa e recursos cabíveis, e a última palavra coube ao plenário do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).</p>
<h2>Má conduta </h2>
<p>A decisão foi tomada com base no artigo 75 da Lei Federal 5.194/1966, que prevê punição em caso de má conduta pública e escândalos praticados pelo profissional. O aviso de cancelamento do registro também menciona dois incisos da Resolução 1.090/2017 do Confea. </p>
<p>O primeiro define má conduta pública como &#8220;a atuação incorreta, irregular, que atenta contra as normas legais ou que fere a moral quando do exercício profissional&#8221;. Já o segundo traz o conceito utilizado para escândalo, que pode estar relacionado ao desprezo às convenções ou à moral vigente, com consequente perturbação à sensibilidade do homem comum. Também pode derivar do mau exemplo ou da ação vergonhosa, leviana e indecente, que causa indignação e que constitui acontecimento imoral ou revoltante que abala a opinião pública.</p>
<p>Procurado pela <strong>Agência Brasil</strong>, o Crea-MG informou que o acesso aos autos é vedado e que apenas o resultado final pode ser divulgado. Dessa forma, não é possível saber exatamente quais ações do geólogo foram consideradas má conduta e escândalo.</p>
<p>A <strong>Agência Brasil </strong>também procurou o escritório Ariosvaldo Advogados, responsável pela defesa de Grandchamp, mas não obteve retorno. Em depoimento prestado em 2019 no curso das investigações, o geólogo afirmou que assinou o laudo de estabilidade confiando na Tüv Süd. No entanto, reconheceu que a única barragem com fator de segurança de 1.09 que ele trabalhou foi a de Brumadinho.</p>
<p>&#8220;Eu, como geólogo, não tenho especialidade em barragens. Eu não sou geotécnico em barragens e muito menos especialista na questão de liquefação. Então, eu confio e confiei plenamente na avaliação que foi feita por especialistas da Tüv Süd e pelas equipes da geotecnia corporativa e da geotecnia operacional da Vale&#8221;, disse na ocasião.</p>
<h2>Processo criminal</h2>
<p>No processo criminal, Cesar Grandchamp é um dos 16 denunciados. São 11 nomes ligados à Vale e cinco vinculados à empresa alemã Tüv Süd. No entanto, no ano passado, o ex-presidente da Vale, Fábio Schvartsman, obteve um habeas corpus e deixou a condição de réu. O Ministério Público Federal (MPF) recorre da decisão.</p>
<p>A tramitação do caso passou por diversas reviravoltas. Inicialmente movido pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o processo foi federalizado em 2023 e reiniciou na estaca zero. Atualmente, está correndo o prazo para que os advogados dos réus apresentem a defesa por escrito.</p>
<p>Fora do processo criminal, Grandchamp não é o único que foi penalizado em outras esferas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que tem como uma de suas tarefas a fiscalização das boas práticas das corporações, impôs uma multa de R$ 27 milhões a Gerd Peter Poppinga. No mesmo processo, no entanto, o ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, foi absolvido.</p>
<p>Poppinga era o diretor-executivo de Ferrosos e Carvão da mineradora na época da tragédia. Daniel Maeda, diretor da CVM e relator do caso, sustentou que Poppinga recebeu sinais dos riscos de rompimento da estrutura e falhou ao &#8220;não acompanhar de perto os temas envolvendo a segurança desta barragem&#8221;. Segundo ele, não houve interesse em investigar a situação.</p>
<h2>Outros envolvidos</h2>
<p>No Crea-MG, não há informações se outros envolvidos no caso ainda podem ser penalizados. Questionado pela <strong>Agência Brasil</strong>, o conselho não respondeu se ainda estão tramitando processos éticos relacionados com a tragédia.</p>
<p>Em outro caso de rompimento de barragem, ocorrido em 2015, ocorreram três cancelamentos de registros. No episódio, a estrutura da mineradora Samarco, que integrava um complexo minerário em Mariana (MG), entrou em colapso causando 19 mortes e gerando danos em dezenas de municípios mineiros e capixabas ao longo da bacia do Rio Doce.</p>
<p>As decisões do Crea-MG foram tomadas entre 2022 e 2023 e um dos afetados foi o ex-presidente da mineradora, Ricardo Vescovi de Aragão. Já no processo criminal relacionado à tragédia em Mariana, ninguém foi condenado. Dos 22 réus, alguns obtiveram habeas corpus e o restante foi absolvido.</p>
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<p> Leo Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-01/geologo-que-atuava-na-vale-em-brumadinho-tem-registro-cancelado">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 25 Jan 2025 14:36:00 -0300 </p>

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