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	<title>Arquivo de Escolas Vivas - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Escolas Vivas - WeekNews</title>
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		<title>Mostra em SP celebra arte e modo de aprender indígenas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2026 12:15:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Com obras coletivas, uma mostra em São Paulo reúne registros e experiências do movimento indígena das Escolas Vivas. As obras apresentam modos de transmissão de saberes ligados aos povos Guarani Mbya, Baniwa, Huni Kuin, Maxakali e Tukano-Desana-Tuyuka. A exposição está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até 9 de agosto e a entrada é gratuita. O visitante poderá conhecer práticas pedagógicas, saberes e obras construídas a partir da relação entre território, memória, espiritualidade e vida coletiva. A mostra é uma correalização do Tomie Ohtake com a Associação Selvagem e teve a colaboração dos coordenadores das Escolas Vivas. “Historicamente, a colonização do Brasil foi tão violenta que atravessou profundamente os nossos corpos, as nossas memórias e os nossos territórios. O movimento das Escolas Vivas vem dizendo que&#8230;</p>
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<p>Feed Últimas.</p>

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<p><strong>Com obras coletivas, uma mostra em São Paulo reúne registros e experiências do movimento indígena das Escolas Vivas. As obras apresentam modos de transmissão de saberes ligados aos povos Guarani Mbya, Baniwa, Huni Kuin, Maxakali e Tukano-Desana-Tuyuka.</strong> A exposição está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até 9 de agosto e a entrada é gratuita.</p>
<p>O visitante poderá conhecer práticas pedagógicas, saberes e obras construídas a partir da relação entre território, memória, espiritualidade e vida coletiva. A mostra é uma correalização do Tomie Ohtake com a Associação Selvagem e teve a colaboração dos coordenadores das Escolas Vivas.</p>
<p>“Historicamente, a colonização do Brasil foi tão violenta que atravessou profundamente os nossos corpos, as nossas memórias e os nossos territórios. O movimento das Escolas Vivas vem dizendo que a transmissão de conhecimento, para nós, não se dá só através das letras e números, mas se dá através das artes, das espiritualidades, de todos os conhecimentos antigos das nossas avós e avôs”, explica a filósofa e educadora Cristine Takuá.</p>
<p>Curadora da mostra, Cristine Takuá, detalha, em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, que o projeto Escolas Vivas trata-se de um coletivo que busca transformar a relação do ensinar-aprender, valorizando o que é realmente útil e necessário &#8220;na troca constante de saberes que são ancestrais, mas que, por uma arrogância colonial e epistemológica, foram desfigurados numa escola clássica e quadrada”. </p>
<blockquote>
<p>“[A exposição revela] que nós estamos existindo, que os povos indígenas existem e que sempre semearam esses pensamentos e essa forma própria de transmitir saberes. Na verdade, todo o território indígena é Escola Viva&#8221;,  conclui a curadora.</p>
</blockquote>
<p>As obras presentes na exposição foram produzidas no âmbito de oficinas nos territórios das Escolas Vivas e também na residência Casa Escola Viva, realizada em outubro de 2025 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O encontro reuniu dez artistas indígenas em um processo de criação e troca de saberes. </p>
<h2>Obras</h2>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/06/oficina_na_escola_viva_huni_kuin_foto_acervo_selvagem.jpg" alt="11/06/2026 - São Paulo - A exposição Viva Viva Escola Viva, dedicada ao movimento indígena das Escolas Vivas, está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, na capital paulista. Com obras coletivas, a mostra apresenta modos de transmissão de saberes ligados aos povos Guarani Mbya, Baniwa, Huni Kuin, Maxakali e Tukano-Desana-Tuyuka. A entrada é gratuita.  Na foto Oficina na Escola Viva Huni Kuin. Foto: Acervo Selvagem" title="Acervo Selvagem"/><br />
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<p>A exposição Viva Viva Escola Viva, dedicada ao movimento indígena das Escolas Vivas, está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, na capital paulista. Foto: Acervo Selvagem <!--END copyright=465642--></p>
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<p>Do povo Baniwa, vem a instalação <em>O umbigo do mundo</em>, com trançados de fibra de tucum produzidos pelas mãos de mulheres Baniwa. Os Huni Kuĩ apresentam um pano professor com kenes, grafismos tradicionais que orientam o aprendizado e a transmissão de conhecimentos ligados à sua visão de mundo.</p>
<p>Entre os Maxakali, a instalação coletiva se organiza a partir de mastros &#8211; os mīmãnãns &#8211; que, segundo a tradição, orientam e tornam possível a presença dos espíritos nos rituais. A instalação <em>Pytü, o Escuro</em>, dos Guarani Mbya, é uma representação do escuro intenso, de onde pode surgir o primeiro suspiro, o primeiro ser, a primeira vida.</p>
<p>Para completar o conjunto, a mostra conta com uma farmácia amazônica, com plantas medicinais, elixires e bálsamos trazidos pelos povos Tukano, Desana e Tuyuka.</p>
<p>Um núcleo dedicado aos mais velhos integra a exposição, com obras de Ailton Krenak, Ehuana Yanomami, Tõrãmu Kẽhíri (Luiz Lana) e Moisés Piyãko. Considerados referências na preservação e transmissão dos conhecimentos indígenas, os mais velhos, afirma a curadora, são aqueles que sustentam &#8211; por meio de histórias, cantos e práticas cotidianas &#8211; a memória que atravessa o tempo e conecta diferentes planos de existência.</p>
<blockquote>
<p>“Para nós, educação não é só alfabetização, não é só teoria, não é só entrar na faculdade. É a gente conseguir lançar uma flecha em encontro ao bem-viver, em encontro à vida. Aprender a pedir licença para entrar, aprender a respeitar todas as formas de vida. Essa é a educação que para nós é verdadeira”, ressalta a curadora.</p>
</blockquote>
<p>Ela avalia que as Escolas Vivas podem contribuir para inspirar a sociedade a repensar o modelo de educação vigente no Brasil, mesmo para fora dos territórios indígenas. Ela menciona que o currículo das escolas, muitas vezes, prioriza referências de fora do país.</p>
<blockquote>
<p>“Por exemplo, na alfabetização aparece a zebra, o tigre, o elefante, a girafa. E os alunos, as crianças, que estudam na Mata Atlântica não conhecem a cutia, a paca, a lontra, os seres que habitam a Nhe&#8217;ẽry [a Mata Atlântica].”</p>
</blockquote>
<p>Ela afirma que a mostra é um convite à sociedade  para repensar a educação e a relação com a natureza.</p>
<p>&#8220;Porque a natureza não é nossa, nós somos uma parte da natureza, uma pequena partícula que constitui toda essa teia de relações. É um convite também a esse despertar de consciência para que todos possam se somar nessa luta para cuidar, para respeitar a natureza como um todo”, diz.</p>
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<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-06/mostra-em-sp-celebra-arte-e-modo-de-aprender-indigenas" target="_blank" rel="nofollow noopener">Agência Brasil EBC</a></p>
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<p>Sun, 14 Jun 2026 09:00:00 -0300</p>
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