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	<title>Arquivo de história do Quilombo Saracura - WeekNews</title>
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		<title>Coletivo do Bixiga quer resgatar e valorizar história afrobrasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2025 21:56:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[a primeira pastoral afro do Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Bolo do Bixiga completa 40 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Bolo do Bixiga volta a ser oferecido no aniversário de São Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[O evento teve início às 15h]]></category>
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		<category><![CDATA[Prefeitura de SP fecha acordo sobre área para Parque do Rio Bixiga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. O coletivo Negros do Bixiga realizou nesse sábado (3), em São Paulo, mais uma edição do passeio que aproxima participantes de pessoas e locais fundamentais para a memória e para sustentar a pulsação vigorosa da cultura negra da região. A rota de afroturismo tem dez paradas, dura aproximadamente cinco horas e começou a ser trilhada em 2018. Conforme explicou à Agência Brasil o idealizador do projeto, Wellinton Souza, a região em que o Bixiga fica é chamada oficialmente de Bela Vista. Mas, quando alguém utiliza o nome Bixiga está subjacente o vínculo afetivo que mantém com o lugar. &#8220;Bixiga é um nome de pertencimento&#8221;, sintetiza ele. O curador ressalta que a iniciativa gera um debate importante: o de que nem sempre o termo periferia&#8230;</p>
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<p><strong><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.instagram.com/negrosdobixiga/" target="_blank">O coletivo Negros do Bixiga</a> realizou nesse sábado (3), em São Paulo, mais uma edição do passeio que aproxima participantes de pessoas e locais fundamentais para a memória e para sustentar a pulsação vigorosa da cultura negra da região. A rota de afroturismo tem dez paradas, dura aproximadamente cinco horas e começou a ser trilhada em 2018</strong>.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/1746395764_128_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/05/1746395764_105_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Conforme explicou à <strong>Agência Brasil</strong> o idealizador do projeto, Wellinton Souza, a região em que o Bixiga fica é chamada oficialmente de Bela Vista. Mas, quando alguém utiliza o nome Bixiga está subjacente o vínculo afetivo que mantém com o lugar. &#8220;Bixiga é um nome de pertencimento&#8221;, sintetiza ele.</p>
<p>O curador ressalta que a iniciativa gera um debate importante: o de que nem sempre o termo periferia se refere a uma localidade distante do centro da cidade, podendo remeter à falta de garantia de direitos básicos. Souza lembra que a fundação do Bixiga coincide com a história do Quilombo Saracura, algo que voltou à tona recentemente, de forma mais intensa, com a necessidade de preservação diante dos danos que as obras da Linha 6 &#8211; Laranja do metrô poderiam ocasionar.</p>
<p>Morador do Bixiga há 17 anos, Souza observa que, permitindo que pessoas de fora de São Paulo compreendam que o discurso prevalecente é de que a região é associada à imigração italiana, perspectiva que o afroturismo busca transformar. &#8220;É mais bonito e mais vendável contar a história branca&#8221;, critica.</p>
<h2>Favelização</h2>
<p>Outro exemplo de apagamento existente na capital, bastante conhecido, é o do processo de favelização da comunidade de Paraisópolis, que vive na penúria ao lado do bairro Morumbi, de classes média e alta.</p>
<p>Uma segunda comparação comum é a da tentativa de destruição do passado das populações negra e indígena que viveram escravizadas e deixaram sua marca no bairro da Liberdade. Também localizado na zona central da cidade, o bairro é fortemente identificado como um endereço da cultura japonesa.</p>
<p><strong>&#8220;Lá a história negra ficou apagada, abafada. No Bixiga, isso também acontece, mas não com as pessoas que moram no bairro. Esse apagamento histórico não é feito por pessoas que moram no Bixiga, mas por conta da sociedade. Pessoas que não conhecem o bairro, que vêm de fora, até mesmo de outros bairros de São Paulo, conhecem por ser um bairro italiano, um bairro branco, não por ser um bairro negro. É um universo paralelo, um multiverso, quando você vem para um restaurante italiano, para a <em>Achiropita</em>, e quando você vem para um ensaio da [escola de samba] Vai-Vai, um samba do bairro&#8221;, afirma.</strong></p>
<p>&#8220;São coisas diferentes, o público é diferente, a história que é contada é diferente, as narrativas são outras, o pertencimento é outro&#8221;, acrescenta.</p>
<p>Também em 2018, os integrantes do projeto engrenaram a produção de um documentário com diversas figuras importantes para narrar essas histórias sobre o Bixiga, trabalho que se estende até os dias de hoje.</p>
<p>Uma pessoa que contribui com seus relatos é uma mulher de 83 anos que recupera recordações da<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://achiropita.org.br/pastoral-afro/" target="_blank"> Pastoral Afro da Paróquia da Nossa Senhora Achiropita, a primeira pastoral afro do Brasil</a>, segundo Souza.</p>
<p>&#8220;Essa produção audiovisual não é para falar do bairro, é para falar das pessoas. Mas, como a pessoa tem uma ligação muito afetiva com o bairro, acaba falando dele de uma forma diferente&#8221;, diz.</p>
<blockquote>
<p>Outra fonte de importantes reminiscências, também abordada no contexto de uma &#8220;oralidade que não está presente no livro da história e não é ensinada&#8221;, é um musicista que morou em pensões e mencionou que a rua Santa Madalena foi, outrora, caracterizada por um conjunto de cortiços, algo que talvez não se imagine ao se ver os prédios que o substituíram. Desse modo, destaca Souza, é que o coletivo vai juntando valiosos retalhos, recortes históricos de diversas épocas.</p>
</blockquote>
<p>Para este domingo (4), o coletivo organizou uma conversa com a escritora, artesã, professora e pedagoga Maria Aline Soares. O tema foi a literatura e o território como lugar de afirmação e memória negra. <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.instagram.com/p/DJAMpMTxcYd/?img_index=4" target="_blank">O evento teve início às 15h, na Livraria Simples</a>.</p>
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<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script> Letycia Bond &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-05/coletivo-do-bixiga-quer-resgatar-e-valorizar-historia-afrobrasileira">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 04 May 2025 18:05:00 -0300 </p>

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