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	<title>Arquivo de Indígenas de todo o Brasil ocupam a Esplanada dos Ministérios - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Indígenas de todo o Brasil ocupam a Esplanada dos Ministérios - WeekNews</title>
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		<title>Em Brasília, artesãos indígenas veem obras como ação de resistência</title>
		<link>https://weeknews.online/em-brasilia-artesaos-indigenas-veem-obras-como-acao-de-resistencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 12:07:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Abril Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Acampamento Terra Livre]]></category>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas cobram criação de comissão para apurar crimes da ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas de todo o Brasil ocupam a Esplanada dos Ministérios]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações acusam Congresso de desrespeitar direitos dos indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Com as mãos cobertas de tinta preta produzida com jenipapo, Nhak Krere Xikrin, de 26 anos, manuseia uma fina e estreita tala de madeira como um verdadeiro pincel. Desde que chegou ao Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília (DF), nesta semana, a indígena tem dificuldades para se expressar em língua portuguesa, mas não para demonstrar sua arte de pintura de corpo. Aos interessados, ela abre uma pasta e oferece com as mãos mais de 200 possibilidades de figuras para cobrir rostos, braços ou pernas. Nhak Krere Xikrin vive na Aldeia ô-ôdja, no sudeste do Pará, e aprendeu as técnicas com a mãe e a avó, um saber de toda a comunidade. “Vou ensinar minhas filhas também”, garantiu. Notícias relacionadas: Organizações acusam Congresso de&#8230;</p>
<p class="excerpt-more"><a class="blog-excerpt button" href="https://weeknews.online/em-brasilia-artesaos-indigenas-veem-obras-como-acao-de-resistencia/">Leia mais...</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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				</p>
<p>Com as mãos cobertas de tinta preta produzida com jenipapo, Nhak Krere Xikrin, de 26 anos, manuseia uma fina e estreita tala de madeira como um verdadeiro pincel. Desde que chegou ao Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília (DF), nesta semana, a indígena tem dificuldades para se expressar em língua portuguesa, mas não para demonstrar sua arte de pintura de corpo.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1775650023_695_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1775650023_158_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Aos interessados, ela abre uma pasta e oferece com as mãos mais de 200 possibilidades de figuras para cobrir rostos, braços ou pernas. Nhak Krere Xikrin vive na Aldeia ô-ôdja, no sudeste do Pará, e aprendeu as técnicas com a mãe e a avó, um saber de toda a comunidade. “Vou ensinar minhas filhas também”, garantiu.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Organizações acusam Congresso de desrespeitar direitos dos indígenas.</li>
<li>Indígenas cobram criação de comissão para apurar crimes da ditadura.</li>
<li>Indígenas de todo o Brasil ocupam a Esplanada dos Ministérios .</li>
</ul>
<p><strong>Expressões artísticas de comunidades indígenas de todo o país ocupam corredores do acampamento, um ato que reúne mais de 6 mil pessoas das cinco regiões brasileiras principalmente para pedir por implementação de demarcação de terras e outras políticas públicas. </strong></p>
<h2>Visibilidade</h2>
<p><strong>No entanto, a arte indígena expressa por manifestações como a pintura corporal com tinta de jenipapo ou pelas diferentes peças do artesanato remete à busca por visibilidade de saberes ancestrais e um modo de vida de respeito ao meio ambiente.</strong></p>
<p>No espaço organizado para as barracas de demonstração cultural no acampamento, um grupo de artesãos da Aldeia Afukuri (que fica na cidade de Querência-MT), na região do Alto Xingu, diz aos clientes que pode apresentar os trabalhos também pelas redes sociais depois que voltarem para casa. </p>
<p><strong>A liderança indígena Geraldo Kuikoro, de 40 anos, afirma que o artesanato tem se mostrado como mais um modo de garantir recursos na aldeia com 88 famílias, em dias em que o modo de produção agrícola está ameaçado pelo impacto dos fazendeiros cada vez mais próximos.</strong></p>
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<div class="meta"> Geraldo Kuikoro diz que artesanato indígena é uma forma de garantir recursos na aldeia &#8211; Foto <strong>Bruno Peres/Agência Brasil</strong><!--END copyright=458793--></div>
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</div>
<p>Além dos agrotóxicos que se espalham por cima da plantação de mandioca dos indígenas, as mudanças climáticas estão a cada dia mais evidentes para o povoado.</p>
<blockquote>
<p>“A gente estava acostumado a plantar a mandioca no início de agosto porque, antes, chovia durante o mês. Só que agora só tem começado a chover em outubro”, explica. </p>
</blockquote>
<h2>Identificação artística</h2>
<p><strong>A proximidade das ameaças dos não indígenas tem feito com que as comunidades tradicionais encontrem na arte funções que vão além da replicação estéti</strong>ca. O artesão Ontxa Mehinako, de 35 anos, da Aldeia Utawana, nasceu e vive em uma comunidade com 300 pessoas e que, segundo ele, a maior parte se identifica como artista. Ele começou a esculpir aos 18 anos de idade. “Pela arte, eu conto a história do meu povo”, garante.</p>
<p><strong>Nos trabalhos em madeira, estão animais que vivem nas redondezas da comunidade, tais como tamanduá, onça, capivara, quati, anta e arara. “A gente trabalha para preservar”.</strong> Ele quer que, com a arte do seu povo, como as esteiras de fibra de buriti ou os cocares com penas das aves, as necessidades da comunidade tenham maior alcance pelo país. “É uma arte de resistência”, afirma.   </p>
<h2>Proteção</h2>
<p>A artesã Jaqueline Kalapalo, de 26 anos, vive numa aldeia com 52 famílias, no Alto Xingu, em Mato Grosso, e está em uma barraca no acampamento próxima à saída, o que lhe tem garantido uma clientela não indígena que não para de perguntar sobre os brincos e o colar de caramujo, que representa, segundo ela, o ciclo contínuo de vida.</p>
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<h6 class="meta">Jaqueline Kalapalo fala sobre artesanato indígena no Acampamento Terra Livre 2026 &#8211; Foto <strong>Bruno Peres/Agência Brasil</strong><!--END copyright=458777--></h6>
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<p>Ao lado da barraca de Jaqueline, Mazinho Naruvôtu, de 54 anos, fica orgulhoso de mostrar as obras feitas com madeira sucupira, inclusive de gaviões, o animal que ele considera um “cacique” da natureza.</p>
<p><strong>Os trabalhos que demoram mais de dois meses para serem feitos com turnos longos, da talha ao acabamento com lixa e pintura, chegam a custar mais de R$ 3 mil.</strong> “Trabalho das 8h às 17h40 todos os dias sem parar. É um orgulho mostrar a vocês”, diz o artesão que vive no Território Indígena do Pequizal do Naruvôtu.</p>
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<h6 class="meta">Mazinho Naruvoto mostra suas obras feitas com madeira sucupira &#8211; Foto <strong>Bruno Peres/Agência Brasil</strong><!--END copyright=458779--></h6>
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</div>
<h2>“Ao nosso lado”</h2>
<p>De frente para as peças de madeira de Mazinho, Raira Kamayurá, de 22 anos, demonstra e comercializa braceletes e pulseiras de linhas coloridas feitas em diferentes formatos e larguras de agulhas. Ela diz ver com felicidade não indígenas utilizando as peças. “Cada pessoa que usa mostra que está ao nosso lado na luta”, afirma. </p>
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<h6 class="meta">Para Raira Kamaiurá, cada peça tem simbologias de proteção ao meio ambiente &#8211; Foto <strong>Bruno Peres/Agência Brasil</strong><!--END copyright=458782--></h6>
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<p><strong>Raira entende que, em cada peça, há simbologias dos valores de proteção ao meio ambiente. Nesse c</strong>ontexto, a jovem artesã lamenta que invasores não indígenas tenham poluído as águas dos rios nas proximidades da comunidade. Inclusive, a aldeia só pode ser acessada de forma fluvial ou aérea. </p>
<p><strong>Para chegar a Brasília, os representantes dos kamayurá precisaram percorrer quase uma hora de barco para chegar à estrada</strong>. “Ainda temos garimpeiros perto de nós e isso tem criado muitos problemas”, disse. Em sua aldeia, em Mato Grosso, vivem 50 famílias que têm muito a falar também pela arte.</p>
<p> Luiz Claudio Ferreira &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-04/em-brasilia-artesaos-indigenas-veem-obras-como-acao-de-resistencia">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 08 Apr 2026 08:02:00 -0300 </p>

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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Organizações acusam Congresso de desrespeitar direitos dos indígenas</title>
		<link>https://weeknews.online/organizacoes-acusam-congresso-de-desrespeitar-direitos-dos-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 21:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp]]></category>
		<category><![CDATA[Abril Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Acampamento Terra Livre]]></category>
		<category><![CDATA[Acampamento Terra Livre (ATL 2026)]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso]]></category>
		<category><![CDATA[Demarcação de Terras Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Em carta de abertura do Acampamento Terra Livre]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas cobram criação de comissão para apurar crimes da ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas de todo o Brasil ocupam a Esplanada dos Ministérios]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas esperam encontro com Lula e celeridade em demarcações]]></category>
		<category><![CDATA[Povos Indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Em carta de abertura do Acampamento Terra Livre, em Brasília, organizações indígenas acusam o Congresso Nacional de tratar os direitos constitucionais dos povos originários como “moeda de troca” em negociações com setores privados, sobretudo do agronegócio e da mineração. “Repudiamos que o Congresso Nacional funcione como uma máquina de retrocesso, atuando como inimigo dos povos [indígenas], produzindo ataques cotidianos às nossas vidas e submetendo nossos direitos a um balcão de negócios”, denunciam as entidades na carta. Notícias relacionadas: Indígenas cobram criação de comissão para apurar crimes da ditadura. Indígenas de todo o Brasil ocupam a Esplanada dos Ministérios . Indígenas esperam encontro com Lula e celeridade em demarcações. O Acampamento Terra Livre (ATL 2026) reúne, em Brasília, milhares de indígenas, desde domingo (5).&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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				</p>
<p><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://apiboficial.org/2026/04/06/nosso-acampamento-expressao-da-nossa-luta-carta-de-abertura-do-atl-2026/" target="_blank">Em carta de abertura do Acampamento Terra Livre</a>, em Brasília, organizações indígenas acusam o Congresso Nacional de tratar os direitos constitucionais dos povos originários como “moeda de troca” em negociações com setores privados, sobretudo do agronegócio e da mineração.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1775597760_36_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1775597760_551_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>“Repudiamos que o Congresso Nacional funcione como uma máquina de retrocesso, atuando como inimigo dos povos [indígenas], produzindo ataques cotidianos às nossas vidas e submetendo nossos direitos a um balcão de negócios”, denunciam as entidades na carta.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Indígenas cobram criação de comissão para apurar crimes da ditadura.</li>
<li>Indígenas de todo o Brasil ocupam a Esplanada dos Ministérios .</li>
<li>Indígenas esperam encontro com Lula e celeridade em demarcações.</li>
</ul>
<p>O Acampamento Terra Livre (ATL 2026) reúne, em Brasília, milhares de indígenas, desde domingo (5).</p>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/pzzb9090.jpg" alt="Brasília (DF) 07/04/2026 - Indígenas de todo o país realizam marcha em Brasília em defesa de seus direitos Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta">Indígenas de todo o país marcham em Brasília em defesa de seus direitos &#8211; Foto: <strong>Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</strong><!--END copyright=458681--></h6>
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<blockquote>
<p>“Transformaram a casa do povo em uma casa de apostas, querem fazer uma bet do Congresso Nacional, onde os nossos direitos viram moeda de troca entre parlamentares e setores privados, e empresas e corporações nacionais e estrangeiras lucram sobre as nossas vidas”, afirmam as organizações no texto.</p>
</blockquote>
<p>Assinada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), principal organizadora do ATL 2026, e por outras sete entidades que abrangem todo o território nacional, a carta critica o Executivo, Legislativo e o Judiciário, sobretudo o governo federal, pela demora na definição das áreas da União destinadas ao usufruto exclusivo indígena. </p>
<p>De acordo com a Constituição Federal, em vigor desde 1988, a União deveria concluir a demarcação das terras indígenas em até cinco anos de sua promulgação, ou seja, até 1993.</p>
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<h6 class="meta"><!--copyright=458669-->Indígenas de todo o país protestam em Brasília em defesa de seus direitos &#8211; Foto: <strong>Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</strong><!--END copyright=458669--></h6>
</div>
</div>
<p><strong>“A demarcação tímida de poucas terras indígenas descumpre o compromisso político de garantir todos os nossos territórios”, apontam as entidades indígenas.</strong></p>
<p>Elas sustentam que a “omissão” do Estado tem contribuído para o clima de insegurança, com crescentes casos de violência; invasões das áreas indígenas homologadas, demarcadas ou reivindicadas, e exploração ilegal de recursos naturais.</p>
<p>“A União tem a obrigação de demarcar e proteger os territórios e as vidas indígenas, além de garantir a consulta livre, prévia e informada. Exigimos ação concreta para a regularização fundiária, a proteção territorial e o respeito à autonomia e ao protagonismo dos nossos povos”, defendem as entidades.</p>
<p><strong>As organizações indígenas, no entanto, reconhecem avanços, como a criação do Ministério dos Povos Indígenas e a homologação de 20 terras indígenas entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, após um hiato de quatro anos, de 2019 a 2022, sem a criação de nenhuma nova área.</strong></p>
<p>“A presença indígena nos espaços institucionais avançou como resultado direto da nossa luta”, destacam as organizações, citando a presença de lideranças históricas do movimento à frente de órgãos responsáveis pela gestão de políticas públicas, como o próprio Ministério dos Povos Indígenas e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), e o crescente número de representantes do segmento no Congresso Nacional, assembleias estaduais e câmaras municipais.</p>
<p>“[Mesmo assim] Nossos inimigos históricos avançam por diferentes caminhos, praticando crimes para reduzir nossos direitos originários. Buscam travar as demarcações das terras indígenas e afrouxar as regras do licenciamento ambiental, abrindo espaço para empreendimentos como mineração, ferrovias, hidrovias, hidrelétricas, estradas, linhas de transmissão, entre outros”, denunciam.</p>
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<p><strong>Considerado a maior e mais importante mobilização do movimento indígena no Brasil, o Acampamento Terra Livre começou no domingo e segue até sábado (11), no Eixo Cultural Ibero-Americano, na região central de Brasília.</strong> </p>
<p>A expectativa dos organizadores é que entre 7 mil e 8 mil pessoas, entre indígenas e não indígenas, participem do evento.</p>
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            <img decoding="async" src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/pzzb9390.jpg" alt="Brasília (DF) 07/04/2026 - Indígenas de todo o país realizam marcha em Brasília em defesa de seus direitos Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/pzzb9390.jpg" alt="Brasília (DF) 07/04/2026 - Indígenas de todo o país realizam marcha em Brasília em defesa de seus direitos Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta">Indígenas de todo o país participam, em Brasília, do Acampamento Terra Livre &#8211; Foto: <strong>Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</strong><!--END copyright=458691--></h6>
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<h2>Nova política</h2>
<p>Em nota à <strong>Agência Brasil</strong>, o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) destacou que a criação da pasta, em 2023, fez com que indígenas ocupassem cargos estratégicos e decisórios, conforme o próprio movimento reconheceu.  </p>
<p><strong>&#8220;A criação do MPI foi uma ruptura da visão tutelar que há décadas orientou a política indigenista&#8221;, afirma o ministério.</strong></p>
<p>Ainda segundo o ministério, as decisões sobre os direitos e as necessidades dos mais de 391 povos indígenas brasileiros passaram a ser tomadas por pessoas que conhecem e entendem as demandas e os desafios. </p>
<p>&#8220;As ações do MPI nos últimos três anos foram relevantes para recuperar direitos e políticas desmanteladas na década anterior à atual gestão&#8221;, ressalta.</p>
<p><strong>A pasta reforça que, entre as principais ações dos últimos quatro anos para garantir os direitos e a segurança dos povos originários está a homologação de 20 territórios indígenas, o que equivale a cerca de 2,5 milhões de hectares de terras protegidas em 11 unidades federativas.</strong></p>
<p> Alex Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/organizacoes-acusam-congresso-de-desrespeitar-direitos-dos-indigenas">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 07 Apr 2026 17:34:00 -0300 </p>

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		<title>Indígenas cobram criação de comissão para apurar crimes da ditadura</title>
		<link>https://weeknews.online/indigenas-cobram-criacao-de-comissao-para-apurar-crimes-da-ditadura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 20:03:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[15 anos: os fatores misóginos por trás do crime]]></category>
		<category><![CDATA[Abril Indígena]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Participantes do Acampamento Terra Livre (ATL 2026) cobram do Estado brasileiro a instalação de uma comissão responsável por aprofundar a investigação das violências que agentes públicos cometeram contra comunidades indígenas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988. A criação de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade é uma das 13 recomendações que a Comissão Nacional da Verdade (CNV) fez, em 2014, para que o Estado brasileiro comece a reparar as “graves violações de direitos humanos ocorridas contra os povos indígenas” no período investigado. Notícias relacionadas: Indígenas de todo o Brasil ocupam a Esplanada dos Ministérios . Indígenas esperam encontro com Lula e celeridade em demarcações. Massacre de Realengo, 15 anos: os fatores misóginos por trás do crime. “A&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>Participantes do Acampamento Terra Livre (ATL 2026) cobram do Estado brasileiro a instalação de uma comissão responsável por aprofundar a investigação das violências que agentes públicos cometeram contra comunidades indígenas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1775592198_707_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1775592198_543_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>A criação de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade é uma das 13 recomendações que a Comissão Nacional da Verdade (CNV) fez, em 2014, para que o Estado brasileiro comece a reparar as “graves violações de direitos humanos ocorridas contra os povos indígenas” no período investigado.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Indígenas de todo o Brasil ocupam a Esplanada dos Ministérios .</li>
<li>Indígenas esperam encontro com Lula e celeridade em demarcações.</li>
<li>Massacre de Realengo, 15 anos: os fatores misóginos por trás do crime.</li>
</ul>
<p>“A própria <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-07-21/comissao-da-verdade-investigara-crimes-cometidos-contra-indios-na-ditadura-militar?_gl=1*1cyeivf*_ga*MTkxNjkwMDI1My4xNzc0OTY1Mzkw*_ga_TGW7R30M20*czE3NzU1ODQ2MDUkbzExJGcxJHQxNzc1NTg0Njk5JGo2MCRsMCRoMTcxNDA4OTYwMw.." target="_blank">CNV investigou</a> e descobriu que ao menos 8.350 parentes [indígenas] foram assassinados [no período]”, afirmou o assessor político da Articulação dos Povos Indígenas (Apib), Paulino Montejo.</p>
<p>Instituída em 2012 para apurar as graves violações aos direitos humanos ocorridas no Brasil entre 1946 e 1988, a CNV apresentou relatório final em dezembro de 2014. Com o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-09-26/filho-de-procurador-que-apurou-crimes-contra-indios-na-ditadura-diz-que-pai-e-personagem-esquecido-da?_gl=1*1wr9hq*_ga*MTkxNjkwMDI1My4xNzc0OTY1Mzkw*_ga_TGW7R30M20*czE3NzU1ODQ2MDUkbzExJGcxJHQxNzc1NTg0NjQ5JGoxNiRsMCRoMTcxNDA4OTYwMw.." target="_blank">objetivo de fortalecer o Estado democrático de direito</a> e evitar que os fatos apurados voltem a ocorrer, os sete membros do colegiado nomeados pela então presidenta Dilma Rousseff recomendaram a adoção de várias medidas institucionais e legais. Entre as medidas está a criação da Comissão Nacional da Verdade Indígena.</p>
<p>“Vamos ter que fazer esta luta por justiça. Que só acontecerá se caminharmos com a verdade, com a memória, com a reparação e, sobretudo, com a não repetição [dos fatos]”, disse a professora da Universidade de Brasília (UnB), Elaine Moreira, coordenadora de um projeto de pesquisa que dá continuidade às investigações iniciadas pela CNV, ao mesmo tempo que capacita estudantes indígenas a trabalharem com o conceito acadêmico de Justiça de Transição.</p>
<blockquote>
<p>“A Justiça de Transição precisa [do resgate] da memória, de que a gente lembre as coisas, vá atrás dos documentos que relatam estas coisas [fatos]. Ela também precisa falar a verdade, precisa da Justiça, da reparação e, sobretudo, de mecanismos de não repetição”, acrescentou Elaine</p>
</blockquote>
<p> A professora destaca que “os indígenas nunca esqueceram das violações”. “Sobretudo no Mato Grosso do Sul, eles estão falando. Muitos falaram que já contaram esta história a alguém e que nada aconteceu”.</p>
<p>Coordenador da Comissão Memória Verdade e Defesa da Democracia da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), o procurador regional da República Marlon Alberto Weichert lembrou que, em outubro de 2025, o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.forumjtpi.org.br/" target="_blank">Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas</a> entregou a membros do governo federal uma sugestão do texto legal para a criação da comissão nacional da verdade indígena.</p>
<p>“Esta proposta coloca os povos indígenas na centralidade dos povos indígenas na produção da verdade histórica sobre mais de 500 anos de violações de direitos dos povos indígenas em busca de uma reparação integral”, afirmou Weichert.</p>
<p><strong>O procurador ressaltou que os não indígenas precisam conhecer a verdadeira versão da História, &#8220;contada por aqueles que sofreram e até hoje suportam as consequências das violações de direitos”.</strong></p>
<p>O Fórum Memória é composto por organizações indígenas como a Articulação dos Povos Indígenas (Apib), Ministério Público Federal (MPF), entidades da sociedade civil e acadêmicos.</p>
<p>Foi o fórum quem organizou, nesta segunda-feira (6), a plenária sobre Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas, um dos vários debates que integram a programação do Acampamento Terra Livre, que reúne a milhares de indígenas no Eixo Cultural Ibero-Americano, em Brasília, até sábado (11).</p>
<p> Alex Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/indigenas-cobram-criacao-de-comissao-para-apurar-crimes-da-ditadura">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 07 Apr 2026 16:46:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/indigenas-cobram-criacao-de-comissao-para-apurar-crimes-da-ditadura/">Indígenas cobram criação de comissão para apurar crimes da ditadura</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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