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	<title>Arquivo de Maria da Penha - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Maria da Penha - WeekNews</title>
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		<title>SP: ato critica uso de escola pública em filme contra Paulo Freire</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 20:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Paralelo]]></category>
		<category><![CDATA[Censo: 50% de alunos cotistas nas federais concluem graduação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Justiça do Ceará]]></category>
		<category><![CDATA[Lula diz que país não precisa de escola cívico-militar na educação]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Penha]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Freire]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Nacional prevê 10% do PIB para educação; veja outras metas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares fizeram neste sábado (18), na capital paulista, um ato contra a utilização de uma escola infantil municipal como cenário para a produção de um filme. A obra, da produtora Brasil Paralelo, difama a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira.  A manifestação, uma aula pública, ocorreu na Praça Roosevelt, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão (Pagu), onde a produtora gravou imagens para o filme Pedagogia do Abandono, ainda não lançado.  Notícias relacionadas: Plano Nacional prevê 10% do PIB para educação; veja outras metas. Lula diz que país não precisa de escola cívico-militar na educação. Censo: 50% de alunos cotistas nas federais concluem graduação . A produtora produz conteúdo&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares fizeram neste sábado (18), na capital paulista, um ato contra a utilização de uma escola infantil municipal como cenário para a produção de um filme. A obra, da produtora Brasil Paralelo, difama a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira. </strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776545460_715_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776545460_335_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>A manifestação, uma aula pública, ocorreu na Praça Roosevelt, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão (Pagu), onde a produtora gravou imagens para o filme<em> Pedagogia do Abandono</em>, ainda não lançado. </p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Plano Nacional prevê 10% do PIB para educação; veja outras metas.</li>
<li>Lula diz que país não precisa de escola cívico-militar na educação.</li>
<li>Censo: 50% de alunos cotistas nas federais concluem graduação .</li>
</ul>
<p><strong>A produtora produz conteúdo para a extrema-direita e já teve parte de seus colaboradores tornados réus em razão da produção de outro filme, <em>A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha</em>. </strong>A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público do estado e tornou dois colaboradores da produtora réus por suspeita de participação em uma campanha de ódio contra Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.</p>
<blockquote>
<p>“A gente está aqui para dizer que Paulo Freire está presente. Ele está presente nas nossas escolas, nos nossos pensamentos, nos nossos estudos, e não só na EMEI Patrícia Galvão. Ele está presente na cidade toda, no Brasil a fora e fora do Brasil inclusive”, disse a diretora da Emei Patrícia Galvão, Sandra Regina Bouças.</p>
</blockquote>
<p>Sandra não deu entrevista à imprensa, mas, em uma carta publicada em suas redes sociais, questionou a produção que utilizou imagens internas da escola. As gravações foram autorizadas pela prefeitura de São Paulo. </p>
<p>“Identificamos que se trata de um projeto para destruir a educação pública, bem como a imagem de Paulo Freire com identificações muito equivocadas. Será que há, nesta proposição, uma tentativa de contribuir com as ideias de que a terceirização/privatização da Educação Infantil seria a solução para uma educação de qualidade?”.</p>
<p>Na carta, a diretora afirma que soube apenas na véspera das gravações que a produtora seria a Brasil Paralelo. “Na noite anterior à data marcada para a agravação, fomos surpreendidas por um termo de anuência em nome da Brasil Paralelo&#8221;, contou.&#8221;Era a produtora responsável por vídeos de caráter marcadamente ideológico, em que diversas produções têm por objetivo descaracterizar e objetificar o ensino público pejorativamente”, completou.</p>
<p>A professora da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e educadora popular Denise Carreira afirmou que a produção pretende enfraquecer políticas públicas de cunho social e racial e a agenda de gênero.</p>
<blockquote>
<p>““Precisamos estar atentas contra esse absurdo. E defender a escola democrática, a escola que promova uma educação transformadora baseada no pensamento, na trajetória, na ação de Paulo Freire”, acrescentou.</p>
</blockquote>
<p>Eduarda Lins, mãe de uma das alunas da escola, fez elogios aos funcionários e criticou a produtora e a prefeitura. “Quando a gente descobre que a nossa prefeitura está disponibilizando um espaço público para uma empresa privada com fins, no mínimo, obscuros, que inclusive está sendo investigada pelo MP, dói no nosso coração”, disse.</p>
<h2>Outro lado</h2>
<p>A Spcine informou que recebeu o pedido para gravação e, após análise técnica da SP Film Commission, responsável por receber, processar e encaminhar pedidos de filmagem, autorizou as gravações. </p>
<p>&#8220;O procedimento é padrão e foi o mesmo adotado em todas as outras 253 solicitações feitas ao município para essa finalidade até o momento em 2026. Somente no ano passado, foram autorizadas mais de mil gravações&#8221;, informou o órgão em nota. A Spcine ressaltou, ainda que a checagem de aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é de inteira responsabilidade dos produtores.</p>
<p>A <strong>Agência Brasil</strong> procurou a produtora Brasil Paralelo, mas ainda não recebeu resposta.</p>
<p> Bruno Bocchini &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-04/sp-ato-critica-uso-de-escola-publica-em-filme-contra-paulo-freire">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 18 Apr 2026 17:29:00 -0300 </p>

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		<item>
		<title>Ataques a Maria da Penha tentam enfraquecer conquistas, diz Instituto</title>
		<link>https://weeknews.online/ataques-a-maria-da-penha-tentam-enfraquecer-conquistas-diz-instituto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 00:07:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA["Avançada”]]></category>
		<category><![CDATA[direitos das mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[disseminar campanha de ódio]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Maria da Penha]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Maria da Penha faz 19 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Lei nº 11.340/2006]]></category>
		<category><![CDATA[luta contra a violência doméstica]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Penha]]></category>
		<category><![CDATA[mas violência não diminuiu]]></category>
		<category><![CDATA[Quatro acusados por campanha de ódio contra Maria da Penha viram réus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O Instituto Maria da Penha divulgou nesta terça-feira (10) posicionamento após a Justiça do Ceará ter aceito tornado réus quatro pessoas acusados de disseminar campanha de ódio contra Maria da Penha e a lei que leva o seu nome.  Para a entidade, ataques contra Maria da Penha não atingem apenas uma mulher e tentam enfraquecer as conquistas na proteção dos direitos das mulheres no Brasil. Notícias relacionadas: Quatro acusados por campanha de ódio contra Maria da Penha viram réus . &#8220;Avançada”, Lei Maria da Penha faz 19 anos, mas violência não diminuiu. Símbolo da luta contra a violência doméstica no país, Maria da Penha tem sido alvo, nos últimos anos, de uma campanha organizada de ataques, desinformação e perseguição que buscou distorcer sua história&#8230;</p>
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				</p>
<p>O Instituto Maria da Penha divulgou nesta terça-feira (10) posicionamento após a Justiça do Ceará ter aceito tornado réus quatro pessoas acusados de disseminar campanha de ódio contra Maria da Penha e a lei que leva o seu nome. <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1773187676_338_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1773187676_104_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>Para a entidade, ataques contra Maria da Penha não atingem apenas uma mulher e tentam enfraquecer as conquistas na proteção dos direitos das mulheres no Brasil.</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Quatro acusados por campanha de ódio contra Maria da Penha viram réus .</li>
<li>&#8220;Avançada”, Lei Maria da Penha faz 19 anos, mas violência não diminuiu.</li>
</ul>
<p>Símbolo da luta contra a violência doméstica no país, Maria da Penha tem sido alvo, nos últimos anos, de uma campanha organizada de ataques, desinformação e perseguição que buscou distorcer sua história e descredibilizar a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm">Lei nº 11.340/2006</a>, que leva seu nome.  </p>
<blockquote>
<p>“Para quem convive com Maria da Penha e acompanha sua trajetória de perto, sua história nunca foi apenas sobre um caso individual. É sobre uma mulher que transformou uma tentativa brutal de feminicídio em uma luta coletiva por justiça, dignidade e proteção para milhões de mulheres no Brasil”, disse o Instituto Maria da Penha.</p>
</blockquote>
<p>Em seu posicionamento, o instituto alerta ainda que os ataques não buscavam o debate público ou divergir sobre a questão, mas de difamação, intimidação e violência digital. </p>
<p>“A decisão da Justiça de aceitar a denúncia do Ministério Público do Ceará representa um passo importante para reafirmar um princípio essencial em uma democracia: criticar leis faz parte da liberdade de expressão. Difamar, perseguir e intimidar pessoas é crime e demanda responsabilização”, diz a nota pública.</p>
<p><strong>A nota destaca ainda o como fundamental o direito à informação íntegra, confiável e de qualidade</strong>, além da importância de sempre se verificar as fontes das informações; não repassar informações duvidosas e de denunciar conteúdos fraudulentos. </p>
<blockquote>
<p>“Maria da Penha é um símbolo vivo da luta contra a violência doméstica. Defender a verdade sobre sua história é também defender a memória de uma conquista coletiva que salvou e continua salvando vidas, diz o instituto. “Proteger essa história é também proteger todas as mulheres que encontram na lei um caminho para viver sem violência”, finaliza a nota. </p>
</blockquote>
<h2>Entenda</h2>
<p><strong>Ontem (9) a Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público (MP) do estado e tornou réus quatro suspeitos de participação em uma campanha de ódio contra a farmacêutica Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.</strong></p>
<p>Os acusados são:</p>
<ul>
<li>O ex-marido da ativista, Marco Antônio Heredia Viveiros; </li>
<li>O influenciador digital Alexandre Gonçalves de Paiva; </li>
<li>O produtor do documentário A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha, Marcus Vinícius Mantovanelli e </li>
<li>O editor e apresentador do documentário, Henrique Barros Lesina Zingano. </li>
</ul>
<p><strong>Os quatro foram denunciados por atuar de forma organizada para atacar a honra da ativista e descredibilizar a lei que leva o nome dela. </strong></p>
<p>Entre os mecanismos utilizados estão perseguições virtuais, notícias falsas e um laudo de exame de corpo de delito forjado para sustentar a inocência de Heredia, já condenado por tentativa de homicídio contra Maria da Penha.</p>
<p>As investigações mostram que os denunciados promoviam a perseguição, <em>cyberbullying</em>, disseminação de conteúdos misóginos (ódio, desprezo ou preconceito contra mulheres ou meninas), deturpavam informações e atacavam Maria da Penha, em sites e redes sociais.</p>
<h2>Maria da Penha</h2>
<p><strong>A ativista foi vítima de dupla tentativa de homicídio em 1983, por parte do então esposo Marco Heredia. Primeiro, ele a feriu com um tiro nas costas enquanto ela dormia, que causou lesões na coluna e medula deixando-a paraplégica.</strong></p>
<p>O marido declarou à polícia que o ataque teria sido uma tentativa de assalto, versão que foi posteriormente desmentida pela perícia. Quatro meses depois, quando Maria da Penha voltou para casa – após duas cirurgias, internações e tratamentos –, ele a manteve em cárcere privado durante 15 dias e tentou eletrocutá-la durante o banho.   </p>
<p>O primeiro julgamento de Marco Antonio Heredia ocorreu em 1991, oito anos após o crime. Na ocasião, ele foi condenado a 15 anos de prisão, mas deixou o fórum em liberdade após a defesa apresentar recursos contra a sentença. Um novo julgamento foi realizado em 1996, quando o ex-marido recebeu pena de 10 anos e seis meses de prisão. No entanto, a defesa voltou a alegar irregularidades processuais e a condenação novamente não foi cumprida.</p>
<p>Em 1998, o caso foi denunciado para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA) que responsabilizou o Estado brasileiro por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica praticada contra as mulheres brasileira, em 2001.</p>
<p>A história de Maria da Penha transformou uma experiência pessoal de violência em um marco legal na proteção dos direitos das mulheres no Brasil. Foi assim que, em agosto de 2006, o Brasil sancionou a Lei 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, considerada uma das legislações mais avançadas do mundo no enfrentamento à violência doméstica contra a mulher. </p>
<p> Luciano Nascimento &#8211; Repórter da Agência Brasil  , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/ataques-maria-da-penha-tentam-enfraquecer-conquistas-diz-instituto">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 10 Mar 2026 20:58:00 -0300 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>Quatro acusados por campanha de ódio contra Maria da Penha viram réus</title>
		<link>https://weeknews.online/quatro-acusados-por-campanha-de-odio-contra-maria-da-penha-viram-reus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 00:02:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA["Avançada”]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos da Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Maria da Penha]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Maria da Penha faz 19 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Penha]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Penha pede rede direta de apoio para mulheres do interior]]></category>
		<category><![CDATA[mas violência não diminuiu]]></category>
		<category><![CDATA[símbolo da luta contra a violência doméstica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público (MP) do estado e tornou réus nesta segunda-feira (9) quatro suspeitos de participação em uma campanha de ódio contra a farmacêutica Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica. Os acusados são: O ex-marido da ativista, Marco Antônio Heredia Viveiros; O influenciador digital Alexandre Gonçalves de Paiva; O produtor do documentário A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha, Marcus Vinícius Mantovanelli e O editor e apresentador do documentário, Henrique Barros Lesina Zingano. Notícias relacionadas: Maria da Penha pede rede direta de apoio para mulheres do interior. &#8220;Avançada”, Lei Maria da Penha faz 19 anos, mas violência não diminuiu. Os quatro foram denunciados por atuar de forma organizada para atacar a honra da ativista&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público (MP) do estado e tornou réus nesta segunda-feira (9) quatro suspeitos de participação em uma campanha de ódio contra a farmacêutica Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1773100964_379_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1773100964_498_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Os acusados são:</p>
<ul>
<li>O ex-marido da ativista, Marco Antônio Heredia Viveiros;</li>
<li>O influenciador digital Alexandre Gonçalves de Paiva;</li>
<li>O produtor do documentário <em>A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha, </em>Marcus Vinícius Mantovanelli e</li>
<li>O editor e apresentador do documentário, Henrique Barros Lesina Zingano.</li>
</ul>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Maria da Penha pede rede direta de apoio para mulheres do interior.</li>
<li>&#8220;Avançada”, Lei Maria da Penha faz 19 anos, mas violência não diminuiu.</li>
</ul>
<p><strong>Os quatro foram denunciados por atuar de forma organizada para atacar a honra da ativista e descredibilizar a lei que leva o nome dela. </strong></p>
<p>Entre os mecanismos utilizados estão perseguições virtuais, notícias falsas e um laudo de exame de corpo de delito forjado para sustentar a inocência de Heredia, já condenado por tentativa de homicídio contra Maria da Penha.</p>
<p>As investigações mostram que os denunciados promoviam a perseguição, <em>cyberbullying</em>, disseminação de conteúdos misóginos (ódio, desprezo ou preconceito contra mulheres ou meninas), deturpavam informações e atacavam Maria da Penha, em sites e redes sociais.</p>
<p>Para o MP, os riscos foram além das redes sociais, pois Alexandre Paiva se deslocou até a antiga residência de Maria da Penha, em Fortaleza, onde gravou vídeos e divulgou o conteúdo nas redes.</p>
<h2>Denúncias</h2>
<p><strong>Marco Heredia foi denunciado por falsificação de documento público e Alexandre Paiva por <em>stalking</em> e <em>cyberstalking</em>.</strong></p>
<p>Já Zingano e Mantovanelli respondem por uso de documento falso, ao utilizarem um laudo adulterado no documentário <em>A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha</em>, produzido pela Brasil Paralelo S/A.</p>
<p><strong>O MP aponta que a peça difundiu informações sobre uma suposta fraude processual no caso que condenou Heredia e apresentou um laudo adulterado de um exame de corpo de delito do ex-marido de Maria da Penha. </strong>Ele alegava que o casal tinha sido vítima de assaltantes, e que a luta corporal com os prováveis bandidos teria provocado o disparo de tiro em Maria da Penha e lesões no queixo, mão e pescoço dele próprio.   </p>
<p><strong>O material foi submetido à análise, que concluiu que o documento passou por uma montagem. </strong></p>
<p>Entre as falsificações identificadas estão a inclusão de informações sobre lesões no pescoço e braço de Marco Heredia, que não estavam no documento original, diferenças nas assinaturas dos peritos e marcas de carimbos, numerais e rubricas compatíveis com montagem.</p>
<p>O laudo forjado foi utilizado no documentário e amplamente divulgado para corroborar com a tese de que Marco seria vítima e não autor da tentativa de assassinato da então esposa. As alterações no documento foram feitas tendo como base o laudo original do exame de corpo de delito.</p>
<p>Além disso, os investigados utilizavam grupos de WhatsApp para planejar estratégias da campanha de ódio nas redes sociais e para produzir o documentário.</p>
<p><strong>Para o MP, o grupo buscava lucro com a desinformação. Extratos bancários de Alexandre Paiva, acessados com autorização judicial, revelaram depósitos da Google LLC e da Meta Platforms Ireland Limited, além de ganhos com publicidade.</strong></p>
<p>O caso será julgado pela 9ª Vara Criminal de Fortaleza. Não há prazo para julgamento.</p>
<p>A <strong>Agência Brasil </strong>não conseguiu contato com a defesa de Marco Antonio. O espaço está aberto para manifestação. </p>
<h2>Operação    </h2>
<p>A investigação, iniciada em 2024 pelo Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc), resultou na operação “Echo Chamber”, realizada em duas fases. Em dezembro de 2024, buscas no Espírito Santo e Rio de Janeiro levaram à suspensão do perfil de Paiva e à proibição de contato e aproximação com Maria da Penha e suas filhas.</p>
<p>Em julho de 2025, buscas em Natal apreenderam documentos e eletrônicos, incluindo um pen drive com o laudo adulterado, e suspenderam a veiculação do documentário. Diante da gravidade dos ataques, Maria da Penha foi incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos pelo Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Violência (Nuavv) do MP do Ceará.  </p>
<h2>Maria da Penha</h2>
<p><strong>A ativista foi vítima de dupla tentativa de homicídio em 1983, por parte do então esposo Marco Heredia. Primeiro, ele a feriu com um tiro nas costas enquanto ela dormia, que causou lesões na coluna e medula deixando-a paraplégica.</strong></p>
<p>O marido declarou à polícia que o ataque teria sido uma tentativa de assalto, versão que foi posteriormente desmentida pela perícia. Quatro meses depois, quando Maria da Penha voltou para casa – após duas cirurgias, internações e tratamentos –, ele a manteve em cárcere privado durante 15 dias e tentou eletrocutá-la durante o banho.   </p>
<p> Luciano Nascimento &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/quatro-acusados-por-campanha-de-odio-contra-maria-da-penha-viram-reus">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 09 Mar 2026 20:43:00 -0300 </p>

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		<title>Maria da Penha pede rede direta de apoio para mulheres do interior</title>
		<link>https://weeknews.online/maria-da-penha-pede-rede-direta-de-apoio-para-mulheres-do-interior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 02:01:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[direitos das mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 11.340/2006]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Maria da Penha]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Penha]]></category>
		<category><![CDATA[Mutirão cumprirá mil mandados de prisão contra agressores de mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia quer quebrar sigilo telefônico de réus por estupro coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[Santos terá centro de memória para vítimas de violência do Estado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O combate à violência doméstica no Brasil precisa chegar nos pequenos municípios. O posicionamento é da ativista Maria da Penha, que dá nome à Lei 11.340/2006 que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres nestas situações. Ela defende que a proteção deve ser direta, como quando recebeu o apoio dos movimentos de mulheres após as duas tentativas de feminicídio, em 1983, pelo ex-marido. Um tiro disparado pelo economista Marco Antônio Heredia Viveiros a deixou paraplégica. Notícias relacionadas: Santos terá centro de memória para vítimas de violência do Estado. Polícia quer quebrar sigilo telefônico de réus por estupro coletivo. Mutirão cumprirá mil mandados de prisão contra agressores de mulheres. Maria da Penha participou,&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>O combate à violência doméstica no Brasil precisa chegar nos pequenos municípios. O posicionamento é da ativista Maria da Penha, que dá nome à <a rel="nofollow" target="_blank" href="http:// https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm" target="_blank">Lei 11.340/2006</a> que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres nestas situações.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1772676096_592_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1772676096_792_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Ela defende que a proteção deve ser direta, como quando recebeu o apoio dos movimentos de mulheres após as duas tentativas de feminicídio, em 1983, pelo ex-marido. Um tiro disparado pelo economista Marco Antônio Heredia Viveiros a deixou paraplégica.</p>
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<li>Santos terá centro de memória para vítimas de violência do Estado.</li>
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</ul>
<p>Maria da Penha participou, nesta quarta-feira (4), do seminário <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.youtube.com/live/lCF8_nZWPQ8" target="_blank"><em>Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres</em></a>, organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), apelidado de Conselhão, em Brasília.</p>
<p><strong>As discussões têm o objetivo de reafirmar o enfrentamento ao feminicídio como prioridade nacional e compromisso de Estado.</strong></p>
<h2>Violência invisibilizada</h2>
<p><strong>Penha destaca que, em muitas cidades pequenas, o julgamento social ainda protege o agressor, se ele cumpre o papel de sustento material do lar.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Se acostuma a ver violência e continuar calada porque ninguém vai falar mal do marido dela. Até dizem: ‘Ele é tão bom em casa porque não deixa faltar comida em casa’.</p>
</blockquote>
<p>Para ela, essa mentalidade ignora o sofrimento psicológico e físico da mulher.  “Aquela mulher sofre quando o marido não a escuta, se não há respeito e inclusive abusa de seus filhos”.</p>
<p>Ela própria conta que não tinha consciência de que era vítima de violência doméstica.</p>
<blockquote>
<p>“Eu quis ter saído de um relacionamento e eu não consegui. Começaram a surgir na mídia alguns casos de violência doméstica do meu estado [Ceará], mas eu nunca pensei que poderia chegar até mim.”</p>
</blockquote>
<p>O agressor ainda exercia um domínio total sobre a casa, a esposa e as filhas pequenas (de 6, 4 e 2 anos de idade, à época), o que gerou a Maria da Penha um sentimento de profunda impotência.</p>
<h2>Falhas no Judiciário</h2>
<p>Aos presentes no seminário, Maria da Penha Maia Fernandes relembrou a morosidade extrema do julgamento pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, durante quase 20 anos; e as manobras jurídicas que tentaram anular o julgamento.</p>
<p>Apesar dos avanços legais, Maria da Penha aponta que o sistema de justiça ainda revitima as mulheres, por meio do machismo institucional.</p>
<blockquote>
<p>“Quantos absurdos acontecem no poder Judiciário? Quem tem um bom linguajar consegue anular uma pena justa.”  </p>
</blockquote>
<p>Maria da Penha aponta sofrimento às vítimas de violência de gênero pela morosidade nos julgamentos e pelas injustiças cometidas. “A vítima é desacreditada porque o poder Judiciário disse que ele [o agressor] é inocente. Isso desvirtua a finalidade da Justiça.” </p>
<h2>Educação</h2>
<p>Para Maria da Penha, a transformação real vem da escola. Pelo do Instituto Maria da Penha, ela promove o projeto Maria da Penha vai às Escolas, focado em traduzir a lei para uma linguagem acessível a todas as comunidades.</p>
<p>Nesta semana, a ministra das Mulheres anunciou que o ministro da Educação, Camilo Santana, irá regulamentar o programa com o objetivo de educar crianças e adolescentes para prevenir e coibir a violência contra a mulher no país.</p>
<h2>Novo capítulo</h2>
<p>A ativista também anunciou que está preparando uma reedição de livro <em>Sobrevivi&#8230; posso contar</em>, de 2014.</p>
<p>Na obra, Penha relata as violências sofridas como uma forma de contribuir com transformações urgentes, pelos direitos das mulheres a uma vida sem violência.</p>
<blockquote>
<p>“Eu considero o meu livro Sobrevivi&#8230; posso contar a carta de alforria das mulheres brasileiras.”</p>
</blockquote>
<p>A nova versão incluirá os desdobramentos recentes da própria luta. Ela adianta que fará referência histórica ao marco de dezembro de 2025, em Fortaleza, quando recebeu um pedido de desculpas público do Tribunal de Justiça de seu estado pela omissão e demora de décadas no julgamento de seu agressor.</p>
<p>A retratação segue recomendação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).</p>
<p>Maria da Penha esclarece que graças à publicidade dada pelo livro, o Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos das Mulheres (Cladem) e o Centro pela Justiça e Direito Internacional (Cejil) se apropriaram da causa e dela e denunciaram o Brasil na OEA.</p>
<h2>Julgamento</h2>
<p><strong>O julgamento do caso de Maria da Penha Maia Fernandes pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) foi caracterizado por uma morosidade extrema, durando quase 20 anos.</strong></p>
<p>As agressões e tentativas de homicídio ocorreram em 1983, mas o ex-marido, Marco Antônio Heredia Viveros, só foi preso em 2002, após a condenação definitiva e a repercussão internacional do caso. </p>
<p>Em maio de 2001, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Brasil por negligência e omissão quanto à violência doméstica.</p>
<p> Daniella Almeida &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/maria-da-penha-pede-rede-direta-de-apoio-para-mulheres-do-interior">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 04 Mar 2026 20:06:00 -0300 </p>

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		<title>Mutirão cumprirá mil mandados de prisão contra agressores de mulheres</title>
		<link>https://weeknews.online/mutirao-cumprira-mil-mandados-de-prisao-contra-agressores-de-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 22:59:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Casa da Mulher Brasileira (CMB)]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[direitos das mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>
		<category><![CDATA[Feminicídio Nunca Mais: campanha internacional é lançada no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Penha]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres negras são maioria das vítimas de feminicídio no país]]></category>
		<category><![CDATA[Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais]]></category>
		<category><![CDATA[Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Contra a Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A poucos dias do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o Comitê do Pacto Brasil entre os Três Poderes apresentou nesta quarta-feira (4) um plano de trabalho para o enfrentamento ao feminicídio no país. Um dos destaques é a realização de um mutirão nacional para o cumprimento de cerca de mil mandados de prisão contra agressores, que seguem soltos em todo o país. O mutirão será coordenado nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em articulação com forças de seguranças estaduais. Notícias relacionadas: Mulheres negras são maioria das vítimas de feminicídio no país. Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais. Feminicídio Nunca Mais: campanha internacional é lançada no Brasil . As medidas foram anunciadas durante&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>A poucos dias do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o Comitê do Pacto Brasil entre os Três Poderes apresentou nesta quarta-feira (4) um plano de trabalho para o enfrentamento ao feminicídio no país</strong>. <strong>Um dos destaques é a realização de um mutirão nacional para o cumprimento de cerca de mil mandados de prisão contra agressores, que seguem soltos em todo o país.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1772665188_865_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1772665188_11_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O mutirão será coordenado nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em articulação com forças de seguranças estaduais.</p>
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<li>Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais.</li>
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</ul>
<p>As medidas foram anunciadas durante o seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres, realizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, e pelo Ministério das Mulheres, no Palácio do Planalto. O evento contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de autoridades do governo federal, como as ministras Márcia Lopes (Mulheres) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além de representantes de outros órgãos de Estado e da sociedade civil.</p>
<p><strong>Entre os presentes, esteve a ativista brasileira Maria Penha Maia Fernandes, que após duas tentativas de feminicídio lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. A farmacêutica dá nome ao principal mecanismo para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher do Brasil: a Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006).</strong></p>
<p>&#8220;De caráter dinâmico e sujeito a atualizações permanentes, o plano tem como foco prioritário três desafios: celeridade nas medida protetivas de urgência e responsabilização dos agressores; fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às mulheres em situação de violência; e mudança cultural para um país de segurança e paz para as mulheres&#8221;, informou o governo, em nota para detalhas as ações.</p>
<p>Instituído há cerca de um mês, o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio é uma iniciativa coordenada e permanente entre os Três Poderes com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil. O acordo reconhece que a violência contra mulheres no país figura como uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas.</p>
<h2>Rastreamento eletrônico</h2>
<p><strong>Além da realização de operações para o cumprimento de mandados de prisão, o pacto anunciou a adoção de um sistema de rastreamento eletrônico para agressores cujas vítimas estão com medida protetiva e a criação do Centro Integrado Mulher Segura, que irá centralizar dados e monitoramento.</strong></p>
<p>No âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado um diagnóstico sobre as medidas protetivas de urgência. Pelo Ministério das Mulheres, serão implementados protocolos para registro e investigação do feminicídio e atendimento às meninas e mulheres vítimas de violência e fornecimento de 52 unidades móveis das chamadas Salas Lilás Itinerantes, que funcionam como espaço de acolhimento e atendimento a mulheres em situação de violência.  </p>
<p>Também foi anunciada a abertura de novas unidades da Casa da Mulher Brasileira (CMB), sendo duas ainda em março e outras duas no segundo semestre. Ao menos seis Centros de Referência da Mulher Brasileira (CRMBs) também serão inaugurados ao longo do ano, segundo informou o governo.</p>
<p>Pelo Ministério da Saúde, a previsão é de realização de 4,7 milhões de atendimentos psicológicos para a saúde mental de mulheres em situação de violência, ao longo do ano.</p>
<h2>Delegacias especializadas</h2>
<p>O Comitê do Pacto Brasil entre os Três Poderes anunciou uma reunião com os secretários estaduais de Segurança Pública para alinhamento sobre o atendimento às mulheres em situação de violência, com foco no fortalecimento das delegacias especializadas de atendimento às mulheres e implementação de salas reservadas, ambas com funcionamento 24 horas, bem como a qualificação dos agentes de segurança no tema.</p>
<p>Outras medidas incluem a disseminação de uma campanha de conscientização dos homens, articulada entre os Poderes, e o envio à Organização Mundial de Saúde (OMS) de pedido para criação do Código Internacional de Doenças (CID) com a classificação de feminicídio, a serem incluído nos atestados de óbito das vítimas. O objetivo é melhorar a vigilância, prevenção e dados sobre a causa de morte das mulheres. </p>
<p>Também foi anunciada a ampliação da divulgação do &#8220;ZAP Delas&#8221;, canal de escuta, acolhimento e orientação disponíveis para mulheres em cargos públicos, candidatas, servidoras e demais vítimas de violência política de gênero.</p>
<h2>Ligue 180</h2>
<p>Em caso de violência contra a mulher, ligue gratuitamente 180.</p>
<p>A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 oferece orientação, acolhimento e encaminhamento de denúncias. <strong>O atendimento também pode ser realizado pelo WhatsApp, no número (61) 99610-0180.</strong></p>
<p>O serviço público e sigiloso funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive nos feriados e pode ser usado por mulheres em situação de violência ou qualquer pessoa que queira denunciar uma situação de violência contra a mulher.</p>
<p>A central também informa sobre direitos, garantias e serviços especializados.</p>
<p>Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar do estado, por meio do telefone 190.</p>
<p> Pedro Rafael Vilela &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/mutirao-cumprira-mil-mandados-de-prisao-contra-agressores-de-mulheres">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 04 Mar 2026 19:04:00 -0300 </p>

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