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	<title>Arquivo de mineradoras - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de mineradoras - WeekNews</title>
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		<title>Especialistas e municípios criticam PL sobre minerais críticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 19:34:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Amig Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Aprovado na Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara aprova fundo de até R$ 5 bilhões para minerais críticos]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara aprova MP que prevê renovação automática de CNH]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara permite usar fundos de minerais críticos para outros minérios]]></category>
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		<category><![CDATA[os incentivos para minerais não críticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Enquanto as mineradoras privadas elogiam o projeto de lei (PL) sobre minerais críticos, a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil) e especialistas no tema criticaram o texto, alegando que não tem capacidade de promover a industrialização desses minerais no Brasil, o que inclui também as terras raras. Aprovado na Câmara dos Deputados nessa quarta-feira (6), o PL 2780 de 2024, do relator Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O texto agora segue para análise do Senado.  Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Relator, Deputado Arnaldo Jardim, cumprimenta Hugo Motta- Lula Marques/Agência Brasil. Para analistas do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o PL da Câmara aprofunda o&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container" style="text-align:center; margin:35px 0 15px 0;">
    <a href="https://weeknews.online/" target="_blank" style="display:block;"></p>
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<p>    </a>
</div>

<p>Feed Últimas.</p>

<p></p>
<div>
<p><strong>Enquanto as mineradoras privadas elogiam o projeto de lei (PL) sobre minerais críticos, a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil) e especialistas no tema criticaram o texto, alegando que não tem capacidade de promover a industrialização desses minerais no Brasil, o que inclui também as terras raras.</strong></p>
<p><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/camara-aprova-fundo-de-ate-r-5-bilhoes-para-minerais-criticos" target="_blank">Aprovado na Câmara dos Deputados</a> nessa quarta-feira (6), o PL 2780 de 2024, do relator Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O texto agora <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3125036&#038;filename=Tramitacao-80-PL-2780-2024 " target="_blank">segue para análise do Senado</a>. </p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=461858:cheio_8colunas --><br />
            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/05/0d9a7053.jpg" alt="Brasília – DF – 06/05/2026 – Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.  ( Relator, Deputado Arnaldo Jardim) Foto: Lula Marques/Agência Brasil." title="Lula Marques/Agência Brasil."/><br />
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<p><h6 class="meta">Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Relator, Deputado Arnaldo Jardim, cumprimenta Hugo Motta- <strong>Lula Marques/Agência Brasil.</strong><!--END copyright=461858--></h6>
</p>
</div>
<p><strong>Para analistas do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o PL da Câmara aprofunda o papel do Brasil como exportador de matéria-prima.</strong></p>
<blockquote>
<p>“As falas e depoimentos que tentam associar o atual PL a uma eventual reindustrialização se mostram desconectados da realidade e sem embasamento nos instrumentos incluídos na proposta”, afirma <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://inesc.org.br/wp-content/uploads/2026/05/nt-substitutivo-pl-minerais-criticos.pdf" target="_blank">parecer do Inesc</a> divulgado nesta quinta-feira (7). </p>
</blockquote>
<p>O Instituto concluiu que o PL se baseia na noção de que a “mão invisível do mercado” vai garantir que o Brasil desenvolva a indústria de minerais críticos, grupo de materiais essenciais para a cadeia da tecnologia de ponta, da defesa militar e da transição energética.</p>
<blockquote>
<p>“O perfil de exportação do país em setores como minério de ferro, cobre, lítio, entre outros, mostram como tal pressuposto é equivocado, independentemente de quanto mais incentivos e subsídios se concedam ao setor”, diz o documento.</p>
</blockquote>
<p><strong>O Inesc cita como pontos problemáticos do texto o “acesso preferencial ao Fundo Clima”; o uso de recursos públicos para outros minerais que não os críticos; a previsão de incentivo financeiro para extração de minérios; e uma financeirização excessiva.</strong></p>
<p>Para o Instituto, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/camara-permite-usar-fundos-de-minerais-criticos-para-outros-minerios" target="_blank">os incentivos para minerais não críticos</a> e setores de extração de minérios, e não apenas a industrialização, fragilizaria o objetivo de criar uma indústria desses insumos no Brasil.</p>
<h2>Papel das terras raras</h2>
<p><strong>Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Apesar das grandes reservas, o Brasil produz menos de 1% do consumo global.</strong></p>
<p>A posição geográfica do Brasil tem sido apontada como uma vantagem importante em um mercado em desenvolvimento que opõem China e Estados Unidos (EUA) em uma disputa pelo controle desses materiais, considerados fundamentais para áreas de tecnologia, defesa e transição energética. </p>
<p><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/terras-raras-minerais-estrategicos-e-criticos-entenda-diferencas" target="_blank">>>Terras raras, minerais estratégicos e críticos: entenda as diferenças </a></p>
<h2>Municípios Mineradores</h2>
<p><strong>A Amig Brasil – que reúne 63 municípios mineradores do Brasil, a maioria em Minas Gerais (MG) – manifestou “profunda preocupação” com a forma “precipitada” com que a tramitação do PL foi conduzida.  </strong></p>
<blockquote>
<p>“[O texto] ignora os municípios mineradores — justamente os entes que convivem diariamente com os impactos sociais, econômicos, ambientais e territoriais da mineração. Mais uma vez, os verdadeiros afetados foram excluídos do debate”, diz o comunicado.</p>
</blockquote>
<p><strong>A associação argumenta que o Brasil não possui uma estrutura regulatória robusta, fiscalização adequada ou capacidade institucional compatível com os riscos envolvidos na expansão da mineração de minerais críticos.</strong></p>
<p>“Onde estão os mecanismos obrigatórios de industrialização local? Quem garante que os municípios não continuarão apenas exportando minério bruto enquanto absorvem destruição ambiental, pressão sobre infraestrutura pública e degradação territorial?”, diz a entidade.</p>
<p>A Amig ainda criticou os incentivos fiscais para o setor, que já é beneficiado pelas isenções fiscais da Lei Kandir. “A lógica tributária da mineração brasileira beneficia majoritariamente o setor exportador e penaliza municípios, estados e a própria Federação”, acrescentou a nota.</p>
<h2>Mineradoras privadas</h2>
<p><strong>Por outro lado, Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que reúne as mineradoras no país, defende o texto e elogia os incentivos fiscais e de financiamento para processos de industrialização.</strong></p>
<p>O presidente do Ibram Pablo Cesário disse à <strong>Agência Brasil</strong> que a aprovação na Câmara foi um passo importante para o desenvolvimento desse setor dos minerais críticos e terras raras.</p>
<blockquote>
<p>“O estabelecimento de incentivos para industrialização e processamento mineral é relevante, por exemplo, na área de financiamento, a industrialização em regiões especiais, créditos fiscais, incentivos em fundo de garantia, ou alguns mecanismos de pesquisa e desenvolvimento”, explicou.</p>
</blockquote>
<p>Porém, o Ibram critica mecanismos de intervenção do Estado no mercado previstos no PL, como o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).   </p>
<p>“O governo passará a ter a palavra final sobre todos os investimentos no Brasil. É um volume bastante grande de autorizações que precisam ser dadas, de homologações que precisam ser aprovadas”, reclamou.</p>
<p>O Conselho previsto pelo PL, formado majoritariamente por indicados do Poder Executivo, tem, entre as atribuições, a de homologar mudanças de controle societário de empresas; de contratos ou parcerias internacionais; entre outras.</p>
<h2>Industrialização duvidosa</h2>
<p><strong>O PL aprovado na Câmara cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) com recursos públicos da União, estimados em RS 2 bilhões, além de aportes de empresas privadas, o que poderia chegar, inicialmente, a R$ 5 bilhões.</strong></p>
<p>O texto do projeto ainda prevê uma série de benefícios fiscais estimados em até outros RS 5 bilhões, a partir de 2030, tanto para minerais críticos, quanto para os minerais considerados estratégicos, por meio do Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE).</p>
<p><strong>Um dos autores do estudo, o professor de geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), engenheiro Bruno Milanez, ressaltou à Agência Brasil que os recursos podem ser usados para minerais não críticos, assim como atividades menos elaboradas, como extração e beneficiamento, tirando recursos necessários à industrialização.</strong></p>
<blockquote>
<p>“O fundo garantidor, como um todo, é para reduzir risco de investidor. Parte dele vai poder ser direcionado para pesquisa tecnológica, mas pode ser pesquisa sobre extração. Eles podem pegar quase todo esse dinheiro e colocar em extração. E, provavelmente, é o que vai acontecer”, avalia.</p>
</blockquote>
<p>O Art. 36 define para os investimentos obrigatórios em pesquisa e inovação, entre outras finalidades, o “conhecimento geofísico, mapeamento geológico, pesquisa mineral, extração, beneficiamento e transformação mineral”.</p>
<p> </p>
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<p><h6 class="meta"><!--copyright=140056-->Unidade de Tratamento de Minérios da UTM, em Caldas (MG) &#8211; <strong>Camila Forlin &#8211; Divulgação INB</strong><!--END copyright=140056--></h6>
</p>
</div>
<h2> </h2>
<h2>Fundo Clima</h2>
<p><strong>O Inesc pontuou que o PL cria um acesso preferencial ao Fundo Clima, em “outra tentativa de facilitar ainda mais o acesso das mineradoras ao crédito climático”.</strong></p>
<p>“Considerando a já mencionada definição vaga dos minerais beneficiados pelo projeto de lei, esse instrumento permitiria, por exemplo, o desvio de recursos voltados para o combate às mudanças climáticas para a produção de concentrado de minério de ferro”, afirma o Instituto.</p>
<p>A Associação dos Municípios Mineradores também teme os efeitos ambientais da mineração de terras raras no Brasil.</p>
<blockquote>
<p>“Não existe hoje qualquer vantagem econômica concreta para um município se tornar produtor de terras raras. Os impactos ambientais potenciais são enormes, a demanda hídrica é elevadíssima e a compensação financeira recebida pelos municípios é irrisória”, diz a Amig.</p>
</blockquote>
<h2>Financeirização</h2>
<p><strong>O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) critica ainda o capítulo que prevê mecanismos de financeirização que seriam prejudiciais ao país por meio de contratos de streaming e de royalties privados.</strong></p>
<p>“Ambos os mecanismos tratam de novas formas de alavancagem financeira do setor, os quais, com graves riscos aos governos associados à redução na participação na forma de royalties públicos e impostos”, diz o documento.</p>
<p><strong>Ainda segundo o Inesc, contratos de streaming amarram contratos que podem restringir eventual destinação de minerais críticos para indústria nacional.</strong></p>
<p>“Um verdadeiro ‘tiro no pé’ de uma estratégia nacional e soberana para minerais críticos. Contratos de streaming podem facilitar e amplificar arranjos que têm como propósito adicional (além de ganhos financeiros) garantir fornecimento de minerais a baixos preços para empresas fora do país”, completa o Inesc.</p>
<h2>ANM</h2>
<p>Um dos autores do estudo, o professor de geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), engenheiro Bruno Milanez, observa que o projeto cria uma série de novas obrigações à Agência Nacional de Mineração (ANM) que, segundo ele, está subfinanciada.</p>
<blockquote>
<p>“A ANM não consegue nem garantir, fiscalizar quem está pagando <em>royalties</em>, que é a coisa mais básica. O texto coloca a Agência, que não tem capacidade, para rastrear se o minério é de terra indígena, se é ilegal”, comentou.</p>
</blockquote>
<p>A Associação dos Municípios Mineradores também expressou preocupação com a falta de capacidade da ANM para monitorar e regular o setor.</p>
<p>“Faltam servidores, fiscais, investimentos em tecnologia, sistemas modernos de monitoramento, estrutura operacional adequada, entre outros pontos essenciais”, diz a nota da Amig Brasil.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p></p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/especialistas-e-municipios-criticam-pl-sobre-minerais-criticos" target="_blank" rel="nofollow noopener">Agência Brasil EBC</a></p>
<p></p>
<p>Thu, 07 May 2026 16:29:00 -0300</p>
<p></p>

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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fraudes enfraquecem fiscalização na mineração, dizem movimentos</title>
		<link>https://weeknews.online/fraudes-enfraquecem-fiscalizacao-na-mineracao-dizem-movimentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 21:31:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[7 bi para atingidos por lama da barragem em Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Ação pede R$ 4 bi à Braskem por desvalorização de imóveis em Maceió]]></category>
		<category><![CDATA[ANM]]></category>
		<category><![CDATA[fiscalização]]></category>
		<category><![CDATA[fraudes]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Lula anuncia R$ 3]]></category>
		<category><![CDATA[mineradoras]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Rejeito]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal prende diretor da Agência Nacional de Mineração]]></category>
		<category><![CDATA[rompimento das barragens da mina do Córrego do Feijão]]></category>
		<category><![CDATA[SGB]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. As organizações da sociedade civil Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e a Associação dos Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (Muvb) se pronunciaram sobre a Operação Rejeito, da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta quarta-feira (17) que prendeu os diretores da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Serviço Geológico do Brasil (SGB) suspeitos de fraudes no processo de autorização da exploração de minério de ferro em Minas Gerais. Para o MAB, que desde a década de 1980 luta pelos direitos das populações atingidas por usinas hidrelétricas e outros empreendimentos energéticos, o suposto envolvimento de servidores públicos é “revoltante”. Notícias relacionadas: Polícia Federal prende diretor da Agência Nacional de Mineração. Ação pede R$ 4 bi à Braskem por desvalorização de imóveis em Maceió.&#8230;</p>
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        </a>
</div>
<p>
Feed Últimas.<br />
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 </p>
<p><p style="text-align:center">
                    <img decoding="async" src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px">
				</p>
<p>As organizações da sociedade civil Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e a Associação dos Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (Muvb) se pronunciaram sobre a Operação Rejeito, da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta quarta-feira (17) que prendeu os diretores da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Serviço Geológico do Brasil (SGB) suspeitos de fraudes no processo de autorização da exploração de minério de ferro em Minas Gerais.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758231066_421_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/09/1758231066_748_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>Para o MAB, que desde a década de 1980 luta pelos direitos das populações atingidas por usinas hidrelétricas e outros empreendimentos energéticos, o suposto envolvimento de servidores públicos é “revoltante”.</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Polícia Federal prende diretor da Agência Nacional de Mineração.</li>
<li>Ação pede R$ 4 bi à Braskem por desvalorização de imóveis em Maceió.</li>
<li>Lula anuncia R$ 3,7 bi para atingidos por lama da barragem em Mariana.</li>
</ul>
<p>Segundo o membro da coordenação do MAB Joceli Andrioli, a cumplicidade entre agentes do Estado e mineradoras e outras empresas, cuja atuação eles deveriam fiscalizar, compromete a segurança e a vida de milhares de pessoas suscetíveis às consequências de eventuais desastres ambientais.</p>
<p><strong>“Foram práticas como essas, de corrupção, que levaram aos crimes de Brumadinho e de Mariana”, afirmou Andrioli, referindo-se ao rompimento das barragens da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, em janeiro de 2019, e de Fundão, em Mariana, em 2015.</strong></p>
<p>“Infelizmente, estamos vendo essa cena se repetir. Teremos novos crimes? A população voltará a pagar esta conta?”, questiona o representante do MAB, em alusão à conclusão preliminar dos investigadores da PF.</p>
<p>A Polícia Federal sustenta que os investigados no âmbito da Operação Rejeito “teriam corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração, com a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas, utilizadas para usurpar e explorar, irregularmente, minério de ferro em larga escala”, inclusive em locais tombados próximos a áreas de preservação, “com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos”.</p>
<blockquote>
<p>“Temos que defender os órgãos de controle do Estado, penalizando as pessoas que cometem este tipo de corrupção. Temos que, cada vez mais, fortalecer o serviço público para que [o Poder Público] fiscalize [e impeça] estas práticas a fim de que crimes como os de Brumadinho e Mariana não voltem a se repetir”, defende Andrioli.</p>
</blockquote>
<p>Em nota, o Muvb aponta que as prisões preventivas do diretor da ANM, Caio Mário Trivellato Seabra Filho, e do diretor de Administração e Finanças do SGB, Rodrigo de Melo Teixeira, por suspeita de participação em supostas fraudes no processo de autorização da exploração de minério de ferro em Minas Gerais, “lança luz sobre uma dura realidade que o movimento vem denunciando há anos”.</p>
<p>“Não se trata de um detalhe isolado. Trata-se de um sintoma de como interesses econômicos e políticos podem se sobrepor à vida das pessoas”, argumenta a organização, lembrando que a agência reguladora e o serviço geológico são os entes responsáveis por fiscalizar e investigar o afundamento do solo em ao menos sete bairros de Maceió, em decorrência das décadas de extração, por empresas privadas, de sal-gema da área hoje sob a responsabilidade da petroquímica Braskem, que paralisou definitivamente a extração em maio de 2019.</p>
<p><strong>“A prisão de dirigentes da ANM e do SGB expõe a fragilidade e a falta de independência técnica das instituições que deveriam proteger vidas, garantir segurança e agir com transparência”, diz o Muvb, ressaltando o Serviço Geológico do Brasil como uma “entidade pública com técnicos sérios, mas que é impedida de investigar de modo isento o que efetivamente acontece em Maceió”.</strong></p>
<p>O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), que representa empresas do setor mineral, também manifestou preocupação com a operação da PF. A entidade defende a punição dos envolvidos em irregularidades. </p>
<p>&#8220;O IBRAM representa e defende uma mineração ética, transparente e sustentável; que respeita a legislação, protege o meio ambiente, valoriza as pessoas e contribui para o desenvolvimento social e econômico do Brasil. Práticas como as supostamente reveladas pela ‘’Operação Rejeito” são absolutamente incompatíveis com os princípios que orientam nossa atuação e a de nossas associadas&#8221;, diz a entidade em nota.</p>
<p>A <strong>Agência Brasil</strong> entrou em contato com a ANM e com o SGB e está aberta às manifestações.</p>
<p>Na quarta-feira (17), ao comentar a prisão de seus diretores, a Agência Nacional de Mineração garantiu ter compromisso com a legalidade e a transparência e que, sempre que formalmente demandada, e observado o devido processo legal e a continuidade dos serviços regulatórios, colabora com as autoridades. </p>
<p>Também em nota, o Serviço Geológico do Brasil reiterou seu compromisso com a ética, a legalidade e a transparência, garantindo estar à disposição para colaborar com as autoridades para investigar as suspeitas que pesam contra qualquer um de seus colaboradores.</p>
<p> Alex Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-09/fraudes-enfraquecem-fiscalizacao-na-mineracao-dizem-movimentos">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 18 Sep 2025 18:15:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/fraudes-enfraquecem-fiscalizacao-na-mineracao-dizem-movimentos/">Fraudes enfraquecem fiscalização na mineração, dizem movimentos</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Caso Mariana: escritório londrino processa mineradoras por conspiração</title>
		<link>https://weeknews.online/caso-mariana-escritorio-londrino-processa-mineradoras-por-conspiracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 23:45:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[barragem de Fundão]]></category>
		<category><![CDATA[BHP]]></category>
		<category><![CDATA[Caso Samarco: processo em Londres avança e vítimas aguardam sentença]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[mineradoras]]></category>
		<category><![CDATA[Samarco]]></category>
		<category><![CDATA[Tragédia de Mariana: governo e mineradoras assinam acordo de R$ 132 bi]]></category>
		<category><![CDATA[Tragédia em Mariana: defesa dos atingidos aponta erros de mineradoras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O escritório britânico de advocacia Pogust Goodhead entrará com nova ação na Corte de Londres contra as mineradoras BHP, Vale e Samarco. As mineradoras são acusadas de conspiração ilícita e indução à quebra de contrato de clientes do escritório, que representa mais de 620 mil vítimas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. Em nota, o escritório alega que as mineradoras “agiram de maneira coordenada para sabotar os direitos dos atingidos, frustrar representações legais legítimas e enfraquecer os processos internacionais”. Notícias relacionadas: Caso Samarco: processo em Londres avança e vítimas aguardam sentença. Tragédia de Mariana: governo e mineradoras assinam acordo de R$ 132 bi. Tragédia em Mariana: defesa dos atingidos aponta erros de mineradoras. Isso teria ocorrido ao negociarem&#8230;</p>
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<p><strong>O escritório britânico de advocacia Pogust Goodhead entrará com nova ação na Corte de Londres contra as mineradoras BHP, Vale e Samarco. As mineradoras são acusadas de conspiração ilícita e indução à quebra de contrato de clientes do escritório, que representa mais de 620 mil vítimas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/07/1754005509_18_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/07/1754005509_341_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Em nota, o escritório alega que as mineradoras “agiram de maneira coordenada para sabotar os direitos dos atingidos, frustrar representações legais legítimas e enfraquecer os processos internacionais”.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Caso Samarco: processo em Londres avança e vítimas aguardam sentença.</li>
<li>Tragédia de Mariana: governo e mineradoras assinam acordo de R$ 132 bi.</li>
<li>Tragédia em Mariana: defesa dos atingidos aponta erros de mineradoras.</li>
</ul>
<p>Isso teria ocorrido ao negociarem acordos diretamente com as vítimas, sem a participação do escritório, mesmo com contratos de representação vigentes. A acusação é de que a conduta foi intensificada desde o início do julgamento em Londres, em outubro de 2024.</p>
<p>O escritório pede uma indenização de £1,3 bilhão (aproximadamente R$ 9,8 bilhões). Nesse valor, são considerados honorários que não teriam sido pagos em acordos fechados sem sua participação. Segundo os advogados, tais acordos só teriam ocorrido por causa da pressão feita a partir dos processos internacionais em que o escritório atua.</p>
<p>A notificação destaca que acordos celebrados no Brasil teriam sido condicionados à desistência das ações no exterior. E argumenta que, sem tais interferências, todos os autores provavelmente teriam dado continuidade às ações no Reino Unido e na Holanda, e recebido indenizações maiores.</p>
<p>A fase inicial do julgamento na Corte inglesa, em que é pedida a responsabilização da BHP pelo rompimento da barragem, foi concluída em março de 2025, depois de 13 semanas de audiência. A decisão da Justiça deve sair ainda neste ano.</p>
<p>Há outra ação ajuizada na Holanda contra a Vale S.A. e a Samarco Iron Ore Europe B.V. Nesta, o escritório Pogust Goodhead assessora a fundação Stichting Ações do Rio Doce ao lado do escritório de advocacia holandês LVDK. Eles representam 75.000 vítimas do rompimento da barragem em Mariana.</p>
<h2>Programa de indenização</h2>
<p><strong>O Ministério Público Federal, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo, a Defensoria Pública da União, a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais e a Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo enviaram, nesta semana, ofício à Samarco para que reabra o Programa Indenizatório Definitivo (PID).</strong></p>
<p>O PID foi criado no âmbito do Acordo de Reparação da Bacia do Rio Doce e prevê indenização de R$ 35 mil (parcela única) para indivíduos e empresas que atendem a critérios de elegibilidade.</p>
<p>O prazo de adesão ao PID encerrou-se no dia 4 de julho. Segundo a Samarco, foram mais de 293.440 requerimentos apresentados, dentre os quais foram obtidos 232.927 acordos. Para receber a indenização, é necessário assinar um termo de quitação, que implica renúncia a eventuais ações judiciais nacionais e internacionais.</p>
<p>Segundo os autores do ofício à Samarco, a prorrogação do PID é necessária porque “há atingidos que não lograram sucesso em realizar o cadastro tempestivamente, em virtude da dúvida a respeito das cláusulas contratuais e procurações outorgadas a escritórios que litigam no exterior”.</p>
<h2>Notas das empresas</h2>
<p>Procurada pela reportagem da <strong>Agência Brasil</strong>, a BHP emitiu nota em que afirma que o Brasil é o local mais apropriado, eficaz e eficiente para as ações de compensação e reparação pelo rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, e rejeita as alegações de fato e de direito formuladas na carta enviada pelo escritório inglês Pogust Goodhead.</p>
<blockquote>
<p>A potencial demanda (ainda a ser ajuizada) não tem mérito e a BHP apresentará defesa no momento oportuno. As medidas de compensação e reparação têm sido implementadas pela Samarco e pela Fundação Renova no Brasil desde 2015 por meio de diversos programas sob a supervisão das Cortes brasileiras. Esses programas foram concebidos e implementados em conjunto com as autoridades nacionais, sendo o Novo Acordo da Bacia do Rio Doce, de outubro de 2024, o mais recente marco dessa trajetória, diz o texto.</p>
</blockquote>
<p>Até o momento, cerca de R$ 59 bilhões foram destinados a ações de reparação e compensação e, aproximadamente, R$ 111 bilhões adicionais começaram a ser pagos pela Samarco, conforme o compromisso de 20 anos firmado com as autoridades brasileiras.</p>
<p>A nota da BHP acrescenta que os que receberam compensação sob os programas de indenização brasileiros fizeram essa solicitação por sua própria iniciativa e que estes foram devidamente representados por advogados brasileiros locais, que receberam os honorários devidos a eles sob esses programas.</p>
<p><strong>As empresas Samarco e Vale, citadas pelo escritório britânico, disseram que não vão comentar o assunto.</strong></p>
<p> Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-07/caso-mariana-escritorio-londrino-processa-mineradoras-por-conspiracao">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 31 Jul 2025 20:32:00 -0300 </p>

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