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	<title>Arquivo de Música Popular Brasileira - WeekNews</title>
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	<lastBuildDate>Fri, 04 Sep 2026 00:19:10 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Música Popular Brasileira - WeekNews</title>
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		<title>Festival Palco Brasil reúne Rachel Reis, Sandra Sá, Chico César e Mariana Aydar em Fortaleza</title>
		<link>https://weeknews.online/festival-palco-brasil-reune-rachel-reis-sandra-sa-chico-cesar-e-mariana-aydar-em-fortaleza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 00:18:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil Feed Editoria Radioagência Nacional. A Caixa Cultural Fortaleza recebe, a partir desta quinta-feira (3), a 3ª edição do Festival Palco Brasil, que reúne grandes nomes da Música Popular Brasileira em uma série de apresentações. O evento, que segue até o próximo sábado, traz shows de Rachel Reis, Sandra Sá, Chico César e Mariana Aydar, com ingressos a R$ 30 e início sempre às 19h. A programação foi pensada para valorizar a diversidade de ritmos, referências e sotaques que compõem a música brasileira, em um formato intimista que destaca diferentes momentos das trajetórias dos artistas. A abertura do festival fica por conta de Rachel Reis, que apresenta o show de Divina Casca, seu segundo álbum de estúdio, além de canções dos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/09/tnrgo_carnaval_2020_abr_12012000058-1024x512.jpg" alt="Festival Palco Brasil reúne Rachel Reis, Sandra Sá, Chico César e Mariana Aydar em Fortaleza" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-09/palco-brasil-festival-reune-grandes-nomes-da-mpb-em-fortaleza" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p><a style="display:block;" href="https://weeknews.online/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"></p>
<p>    </a></p>

<p>Feed Editoria Radioagência Nacional.</p>

<p>A Caixa Cultural Fortaleza recebe, a partir desta quinta-feira (3), a 3ª edição do Festival Palco Brasil, que reúne grandes nomes da Música Popular Brasileira em uma série de apresentações. O evento, que segue até o próximo sábado, traz shows de Rachel Reis, Sandra Sá, Chico César e Mariana Aydar, com ingressos a R$ 30 e início sempre às 19h.</p>
<p>A programação foi pensada para valorizar a diversidade de ritmos, referências e sotaques que compõem a música brasileira, em um formato intimista que destaca diferentes momentos das trajetórias dos artistas.</p>
<p>A abertura do festival fica por conta de Rachel Reis, que apresenta o show de Divina Casca, seu segundo álbum de estúdio, além de canções dos trabalhos Meu Esquema e No Seu Radinho.</p>
<p>Na sexta-feira (4) e no sábado (5), sobe ao palco Sandra Sá, considerada uma das grandes vozes do país. Com mais de quarenta anos de carreira, a cantora apresenta um repertório variado, incluindo sucessos como “Bye Bye Tristeza” e “Olhos Coloridos”, transitando por MPB, soul, samba e funk.</p>
<p>Na semana seguinte, quinta (10) e sexta-feira (11), é a vez de Chico César, que traz músicas do álbum FOFO, o 11º de sua carreira. O show também revisita sucessos antigos e inclui canções inéditas, em um roteiro diversificado.</p>
<p>O encerramento, no sábado (12), fica por conta de Mariana Aydar, com o show Forrozin. A cantora, compositora e instrumentista celebra a diversidade musical do Nordeste, mesclando forró, xote, maracatu, afoxé, axé e arrocha, com referências a nomes como Dominguinhos e Geraldo Azevedo.</p>
<p>A Caixa Cultural Fortaleza fica na Praia de Iracema, no corredor cultural e turístico da capital cearense.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-09/palco-brasil-festival-reune-grandes-nomes-da-mpb-em-fortaleza" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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		<title>Duo de música instrumental apresenta show inédito no Cena Musical da TV Brasil</title>
		<link>https://weeknews.online/duo-de-musica-instrumental-apresenta-show-inedito-no-cena-musical-da-tv-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2026 21:58:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
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		<category><![CDATA[Festival de Música Rádio Nacional quebra recorde com 1.512 inscrições]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Rio Cello leva música a vários espaços do Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil O flautista Rafael Beck e o pianista Felipe Montanaro apresentam, neste sábado (15), às 23h59, o show inédito Fantasia Brasil no programa Cena Musical, da TV Brasil. A produção, realizada pela emissora pública, celebra sucessos de grandes nomes da música nacional, como Dominguinhos, Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Jacob do Bandolim, João Bosco, Chico Buarque, Djavan, Ivan Lins e Guilherme Arantes. A performance exclusiva combina clássicos do repertório nacional, incluindo hits como Jade, Sapato Velho, Aprendendo a Jogar, Pedras que Cantam, Isso Aqui Tá Bom Demais, Beatriz e Frevo Novo. O espetáculo também traz obras autorais do duo: Tema pro Ricardo e 20.23. Rafael Beck toca flauta transversal e piano elétrico, enquanto Felipe Montanaro se apresenta no piano e na sanfona.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/08/1785943329_thumb_1200x600_agbrasil-1024x512.png" alt="Duo de música instrumental apresenta show inédito no Cena Musical da TV Brasil" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/show-exclusivo-resgata-classicos-do-cancioneiro-nacional-na-tv-brasil" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p><a style="display:block;" href="https://weeknews.online/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"></p>
<p>    </a></p>
<p><br />
</p>
<p>O flautista Rafael Beck e o pianista Felipe Montanaro apresentam, neste sábado (15), às 23h59, o show inédito Fantasia Brasil no programa Cena Musical, da TV Brasil. A produção, realizada pela emissora pública, celebra sucessos de grandes nomes da música nacional, como Dominguinhos, Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Jacob do Bandolim, João Bosco, Chico Buarque, Djavan, Ivan Lins e Guilherme Arantes.</p>
<p>A performance exclusiva combina clássicos do repertório nacional, incluindo hits como Jade, Sapato Velho, Aprendendo a Jogar, Pedras que Cantam, Isso Aqui Tá Bom Demais, Beatriz e Frevo Novo. O espetáculo também traz obras autorais do duo: Tema pro Ricardo e 20.23.</p>
<p>Rafael Beck toca flauta transversal e piano elétrico, enquanto Felipe Montanaro se apresenta no piano e na sanfona. Os dois começaram a tocar juntos em 2023 e, desde então, se destacam como representantes da nova geração da música instrumental brasileira. Com arranjos inovadores e interpretações que unem técnica e sensibilidade, os artistas conquistaram reconhecimento no país e no exterior.</p>
<p>O show foi gravado no palco do Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro, e pode ser acompanhado no app TV Brasil Play e no YouTube do canal. A produção é apresentada pela jornalista e cantora Bia Aparecida e tem direção de Waldecir de Oliveira.</p>
<p>A nova temporada do Cena Musical reúne depoimentos dos convidados e bastidores das gravações. A sequência traz performances de nomes como Áurea Martins, Cristóvão Bastos, Lula Queiroga e Marcos Sacramento, entre outros astros do cancioneiro do país.</p>
<p>Lançado em 2007, o Cena Musical é um programa da TV Brasil que traz ao público performances inéditas da música nacional. Desde 2017, os shows são gravados no Espaço Cultural BNDES. A produção, com janela semanal, apresenta espetáculos que revelam e celebram a diversidade e a riqueza da sonoridade brasileira. Na nova leva de episódios, a atração exibe performances exclusivas de personalidades de vários gêneros.</p>
<p>&#8220;Estou muito feliz em celebrar a estreia de uma nova temporada do Cena Musical na TV Brasil. É muito especial apresentar um programa que acredita na força e na diversidade da música nacional e abre espaço, de forma democrática, para diferentes sons, sotaques, histórias e gerações&#8221;, conta Bia Aparecida.</p>
<p>A apresentadora considera a música uma das maiores riquezas culturais do país. &#8220;Ela é sofisticada, inventiva e profundamente conectada com quem somos. Os convidados mostram a grandeza e a diversidade desse cenário. O programa Cena Musical é esse lugar de encontro, descoberta e celebração da nossa cultura e estou bem animada para dividir essa nova temporada com o público&#8221;, completa.</p>
<p>O diretor artístico da atração, Waldecir de Oliveira, explica a proposta da nova temporada. &#8220;O Cena Musical reafirma a sua importância como um espaço plural e necessário para a música brasileira. O programa amplia a visibilidade de artistas de diferentes regiões, estilos e trajetórias para valorizar a riqueza cultural do país e fortalecer a circulação da produção nacional para novos públicos&#8221;, afirma.</p>
<p>A programação da TV Brasil pode ser acompanhada pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Os programas também estão disponíveis no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone, que pode ser baixado gratuitamente para Android e iOS, e pela WebTV.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-08/show-exclusivo-resgata-classicos-do-cancioneiro-nacional-na-tv-brasil" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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		<title>Moacir Santos: o maestro que uniu a alma afro-brasileira ao jazz completa um século</title>
		<link>https://weeknews.online/moacir-santos-o-maestro-que-uniu-a-alma-afro-brasileira-ao-jazz-completa-um-seculo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 12:06:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Flip: evento de abertura define Orides Fontela como poeta universal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil Nascido há exatos 100 anos, em 26 de julho de 1926, no Sertão de Pernambuco, na região de Serra Talhada, Moacir Santos construiu uma obra que funde ritmos afro-brasileiros com o jazz, mas ainda não tem o reconhecimento que merece no Brasil. Compositor, arranjador, multi-instrumentista e maestro, ele morreu em 2006, aos 80 anos, em Los Angeles, vítima de um derrame. Sua canção mais conhecida, Nanã, é uma homenagem à orixá mais antiga das religiões afro-brasileiras. A melodia nasceu da reza de pessoas em uma procissão. A faixa, que abre o filme Ganga Zumba, ganhou letra de Mário Telles e foi gravada por mais de cem artistas, incluindo Nara Leão, Sérgio Mendes, Tim Maia e nomes do jazz como Kenny&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/07/20150811-152905-1024x512.jpg" alt="Moacir Santos: o maestro que uniu a alma afro-brasileira ao jazz completa um século" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-07/nascido-ha-100-anos-moacir-santos-fundiu-ancestralidade-e-erudicao" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p><a style="display:block;" noopener noreferrer href="https://weeknews.online/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"></p>
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<p>Nascido há exatos 100 anos, em 26 de julho de 1926, no Sertão de Pernambuco, na região de Serra Talhada, Moacir Santos construiu uma obra que funde ritmos afro-brasileiros com o jazz, mas ainda não tem o reconhecimento que merece no Brasil. Compositor, arranjador, multi-instrumentista e maestro, ele morreu em 2006, aos 80 anos, em Los Angeles, vítima de um derrame.</p>
<p>Sua canção mais conhecida, Nanã, é uma homenagem à orixá mais antiga das religiões afro-brasileiras. A melodia nasceu da reza de pessoas em uma procissão. A faixa, que abre o filme Ganga Zumba, ganhou letra de Mário Telles e foi gravada por mais de cem artistas, incluindo Nara Leão, Sérgio Mendes, Tim Maia e nomes do jazz como Kenny Burrell e Gil Evans.</p>
<p>O contato de Moacir com a música começou cedo. Em um depoimento resgatado de um especial da Rádio MEC de 2016, ele recorda: &#8220;Quando eu entendi a vida, que era um ser vivo, a música também já estava comigo. A gente brincava de banda de música da cidade. Lá em Flores, era muito natural os meninos andarem nus, sem roupinha, até lá pelos 9, 10 anos de idade. Então, eu, com 10 anos, tinha minha banda de meninos nus no meio da rua, tocando a marchinha. Esse foi meu contato com música&#8221;.</p>
<p>Na adolescência, fugiu de casa e percorreu o Nordeste tocando em orquestras de circo e bandas militares. O multi-instrumentista e pesquisador Allan Abbadia destaca a importância dessa tradição: &#8220;No Brasil Império, a gente tinha quase que a totalidade de músicos no país, pessoas negras. Então, as bandas eram o rádio da cidade, dos eventos de domingo. O Moacir vem dessa tradição. Ao chegar aos grandes centros, ele já veio com essa tradição, e acrescentou a isso os estudos mais aprofundados&#8221;.</p>
<p>Em João Pessoa, Moacir foi regente da banda da Rádio Tabajara. Depois, seguiu para o Rio de Janeiro, onde atuou na Rádio Nacional como saxofonista a partir de 1948. Três anos depois, já era arranjador da orquestra da emissora. Foi aluno do maestro César Guerra-Peixe e professor de nomes como Baden Powell, João Donato, Paulinho da Viola, Airto Moreira e Roberto Menescal.</p>
<p>A flautista Andrea Ernest Dias, autora do livro &#8220;Moacir Santos, ou os caminhos de um músico brasileiro&#8221;, explica que ele construiu uma identidade sonora a partir de pesquisas aprofundadas em teoria musical. &#8220;Para quem queria se aprofundar um pouco, sair do campo da intuição musical e saber, o Moacir se tornou essa pessoa que fazia essa ponte entre a erudição e o popular. Então, se tornou o professor de muita gente&#8221;.</p>
<p>Na década de 1960, arranjou álbuns de Elizeth Cardoso e Baden Powell e compôs trilhas para filmes, parte delas lançadas no álbum &#8220;Coisas&#8221;, de 1965, considerado sua obra-prima. O disco reúne dez composições, todas com o título &#8220;Coisa&#8221; seguido de numeração. Andrea comenta a genialidade da fusão: &#8220;O disco Coisas é uma síntese dessa trajetória dele. Ele tem referências das bandas filarmônicas, tanto na instrumentação quanto nas jazz bands, que é uma tradição forte pelo país desde os anos 40. A pesquisa na Orquestra Afro-brasileira trazendo essa identidade afro-brasileira é uma marca mais forte nessa instrumentação e principalmente nessa estruturação musical perfeita&#8221;.</p>
<p>Em 1967, Moacir deixou a Rádio Nacional e se mudou para os Estados Unidos. Lá, continuou dando aulas e compondo trilhas para cinema, trabalhando com os maestros Henry Mancini e Lalo Schifrin. Na década de 1970, lançou álbuns pela renomada gravadora de jazz Blue Note, entre eles &#8220;Maestro&#8221;, indicado ao Grammy. Andrea explica o conceito de &#8220;mojo&#8221;, sistema rítmico criado por ele: &#8220;O mojo é uma espécie de síntese, um sistema que ele criou, muito swingado, uma coisa que a gente ouve e imediatamente fala: &#8216;Isso aí é ritmo do Moacir&#8217;. Ele sistematizava as próprias células rítmicas e transformou esse ritmo numa marca pessoal mesmo. O disco Maestro marca uma nova etapa na vida do maestro Moacir Santos, um disco realizado nos Estados Unidos e que traz ritmos intrigantes&#8221;.</p>
<p>Em 1985, foi homenageado no 1º Free Jazz Festival e tocou na abertura ao lado de Radamés Gnatalli. Sua obra foi revisitada por Zé Nogueira e Mario Adnet no projeto &#8220;Ouro Negro&#8221;, que contou com participações de Milton Nascimento, Gilberto Gil e do próprio Moacir. O álbum &#8220;Ouro Negro&#8221; foi a porta de entrada para a obra do músico para ouvintes como Allan Abbadia. &#8220;Ele é fruto de uma genialidade incrível e uma intelectualidade conquistada através dos estudos também da nossa oralidade, estudos da cultura afro-brasileira. Uma das características mais marcantes dele é o diálogo entre diferentes expressões artísticas da diáspora. Ele vem juntando várias dessas expressões com a música erudita e conseguiu trazer essa essência da música afro-brasileira, afro-diaspórica, sem se tornar folclórico&#8221;.</p>
<p>Neste ano, já ocorreram eventos em comemoração ao centenário. Em agosto, Allan Abbadia dará aulas sobre a obra de Moacir Santos no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc em São Paulo. &#8220;É muito importante reverenciar a obra do Moacir Santos. Não somente o nome, mas a estética. O público entender essa estética, entender o que ele quis dizer, é muito importante. Isso humaniza o artista&#8221;.</p>
<p>Vinícius de Moraes, parceiro em &#8220;Menino travesso&#8221; e &#8220;Se você disser que sim&#8221;, homenageou Moacir nos versos do &#8220;Samba da benção&#8221;. O maestro, que sempre desejou ser reconhecido em seu país, deixou uma obra que, segundo Andrea, &#8220;está à frente do seu tempo, mas abre um campo de possibilidades para quem vier no futuro conseguir reler aquilo e se debruçar sobre aquilo&#8221;. Ela recorda: &#8220;Quando eu era garoto, fiz workshop com ele e ele falava: &#8216;ser reconhecido no meu país é a minha maior alegria'&#8221;.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-07/nascido-ha-100-anos-moacir-santos-fundiu-ancestralidade-e-erudicao" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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		<title>Sambista Geovana obtém liminar contra Marcelo D2 e Universal por apagamento de autoria em regravação de Tataruê</title>
		<link>https://weeknews.online/sambista-geovana-obtem-liminar-contra-marcelo-d2-e-universal-por-apagamento-de-autoria-em-regravacao-de-tatarue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 16:50:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Câmara reconhece hip hop como manifestação da cultura nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[volta aos cinemas restaurado em 4K]]></category>
		<category><![CDATA[Xica da Silva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil A sambista e compositora Geovana, que durante a ditadura militar exaltava em suas canções a origem de matriz africana, obteve uma vitória parcial na Justiça do Rio de Janeiro contra o rapper Marcelo D2 e a editora Universal Music Publishing. Em uma liminar concedida no dia 30 de junho pelo desembargador Jean Albert de Souza Saadi, da 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), foi determinada a inclusão imediata do nome artístico da artista nos créditos do videoclipe e em todas as publicações da versão regravada de seu sucesso &#8220;Tataruê&#8221; (1975). A decisão atende a um pedido da defesa de Geovana, que alega não ter sido consultada nem remunerada pela regravação feita por&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/07/geovana_seq-1024x512.jpg" alt="Sambista Geovana obtém liminar contra Marcelo D2 e Universal por apagamento de autoria em regravação de Tataruê" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-07/defesa-da-compositora-geovana-busca-reparacao-por-apagamento-autoral" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p><a style="display:block;" noopener noreferrer href="https://weeknews.online/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"></p>
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<p>A sambista e compositora Geovana, que durante a ditadura militar exaltava em suas canções a origem de matriz africana, obteve uma vitória parcial na Justiça do Rio de Janeiro contra o rapper Marcelo D2 e a editora Universal Music Publishing. Em uma liminar concedida no dia 30 de junho pelo desembargador Jean Albert de Souza Saadi, da 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), foi determinada a inclusão imediata do nome artístico da artista nos créditos do videoclipe e em todas as publicações da versão regravada de seu sucesso &#8220;Tataruê&#8221; (1975). A decisão atende a um pedido da defesa de Geovana, que alega não ter sido consultada nem remunerada pela regravação feita por Marcelo D2 em 2025.</p>
<p>A ação, que tramita na 1ª Vara Civil do TJRJ, busca o ressarcimento de danos morais e materiais. A defesa da compositora, liderada pelo advogado Rafael Moura, argumenta que a Universal Music Publishing, detentora de contratos assinados por Geovana em 1976, não pagou os direitos autorais devidos e autorizou a regravação sem consultar a artista. Além disso, a ação questiona que apenas o nome civil de Geovana, Maria Teresa Gomes, foi creditado por Marcelo D2, omitindo seu nome artístico — o que, segundo a defesa, configura um apagamento de sua obra.</p>
<p>Na liminar, o desembargador Jean Albert de Souza Saadi destacou que &#8220;a postergação da medida liminar agravaria o dano psicofísico e existencial, sobretudo por se tratar de pessoa idosa&#8221;, e que a veiculação contínua da obra em plataformas de streaming, rádio, televisão e redes sociais, sem a devida menção à verdadeira criadora, &#8220;perpetuam a invisibilidade de seu trabalho técnico-criativo&#8221;. Para o magistrado, o decurso do tempo sem o devido reconhecimento poderia impor &#8220;grave dano emocional e o esvaziamento em vida de seu legado cultural&#8221;, atraindo a proteção do Estatuto da Pessoa Idosa e o princípio da dignidade humana. A liminar estabeleceu prazo de 10 dias para a inclusão do nome artístico, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, podendo chegar a R$ 100 mil.</p>
<p>A defesa de Marcelo D2, representada pelo advogado Thiago Endrigo, especializado em direitos autorais e sócio da Elemess, empresa que gerencia a carreira do rapper, afirma que a liminar é sem efeito porque o nome de Geovana já havia sido incluído na gravação antes da decisão. Segundo Endrigo, a controvérsia decorre de o contrato com a Universal Music Publishing registrar a artista apenas pelo nome civil, Maria Teresa Gomes. Ao saber da situação, Marcelo D2 teria pedido a correção, e o nome artístico foi incluído. No entanto, o advogado de Geovana, Rafael Moura, sustenta que, até a concessão da liminar, a inclusão do nome artístico em todas as plataformas ainda não havia sido atendida, apesar de vários pedidos encaminhados. &#8220;Até o momento em que foi proferida a decisão liminar, embora em algumas das plataformas, não todas, existisse indicação do nome de registro [civil] da Geovana, não havia indicação do seu nome artístico&#8221;, afirmou Moura, classificando a omissão como um apagamento.</p>
<p>Outro ponto central da disputa é a falta de autorização prévia para a regravação. Geovana, em entrevista à Agência Brasil, afirmou que nunca foi consultada: &#8220;Nunca que a Universal poderia fazer um negócio desse sem falar comigo. Eu conheço, sim, poesia. Sei cantar, sei compor. Agora, de direitos autorais, entendo que eles deveriam me consultar sobre quem quer gravar a música e não ocultar o meu nome artístico&#8221;. O advogado Rafael Moura complementou que o entendimento da defesa é de que a Universal não tinha o direito de autorizar a regravação e, ainda que tivesse, não poderia fazê-lo sem o conhecimento e a autorização de Geovana. A artista contou que chegou a convidar Marcelo D2 para participar de um álbum de duetos que pretendia produzir, mas não recebeu resposta dele nem da Universal. Pouco tempo depois, foi surpreendida com a gravação de &#8220;Tataruê&#8221; pelo rapper.</p>
<p>O advogado de Marcelo D2, Thiago Endrigo, reconheceu que o pedido de Geovana existiu, mas afirmou que só foi identificado após a ação judicial. Segundo ele, o contato foi feito para o e-mail geral da Elemess e não foi lido pela equipe. &#8220;Checando esses contatos, de fato, existiu um email de 2024, antes do pedido da autorização da gravação, de um pedido da equipe da Geovana para uma gravação com o Marcelo, porque sabiam que ele cantava a música no show. Esse e-mail nunca chegou ao Marcelo e nem em mim&#8221;, relatou. Endrigo afirmou que Marcelo D2 está à disposição para dar visibilidade a Geovana e que não há intenção de ocultar créditos. &#8220;O pagamento é devido e está sendo feito pelas plataformas. Da nossa parte, tudo que fizer sentido para a Geovana estamos à disposição&#8221;, pontuou.</p>
<p>A questão dos pagamentos de direitos autorais também é motivo de controvérsia. Geovana afirma que não recebe os valores devidos há muito tempo. &#8220;Isso acontece há muito tempo. Há muito tempo, a Universal faz este tipo de coisa. Não me presta conta e fica assim, a lá vontê, a ponto de ser surrupiada. Ninguém me diz nada a esse respeito&#8221;, criticou. O advogado Rafael Moura informou que a Universal Music Publishing não respondeu aos pedidos de declaração da Agência Brasil até o fechamento da matéria. Segundo ele, um dos motivos pelos quais o pedido de pagamento de direitos autorais está na ação é a avaliação de que a Universal já não detinha mais os direitos sobre a obra, pois Geovana teria rescindido unilateralmente o contrato em novembro de 2023, devido a omissões e problemas de relacionamento com a editora. Moura classificou o contrato original de 1976 como &#8220;leonino, muito abusivo&#8221;, e lembrou que Geovana, mulher negra e sambista, cantava músicas de matriz africana em plena ditadura militar, o que tornava difícil conseguir condições melhores.</p>
<p>Enquanto a liminar resolve emergencialmente a questão do crédito artístico, a decisão final sobre a indenização por danos morais e materiais pode demorar. &#8220;A liminar seguirá em vigor. Em paralelo, o processo tramitará normalmente para que se discuta uma indenização pelos direitos causados à Geovana. Como sabemos, é possível que a conclusão do caso leve alguns anos&#8221;, estimou Rafael Moura. O advogado considera a liminar uma primeira e importante vitória, ressaltando que &#8220;a autoria de Geovana sobre a música é inquestionável e reforçada pela liminar. O próprio Marcelo D2 veio a reconhecer este fato em seus stories do Instagram após a liminar&#8221;. A defesa de Geovana pede, além da inclusão do nome artístico, o pagamento de direitos autorais por parte da editora e uma compensação pelos danos causados.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-07/defesa-da-compositora-geovana-busca-reparacao-por-apagamento-autoral" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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		<title>Santarém recebe lançamento do festival Sonora Brasil nesta sexta</title>
		<link>https://weeknews.online/santarem-recebe-lancamento-do-festival-sonora-brasil-nesta-sexta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 19:59:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Mostra gratuita com 67 artistas ocupa Parque Glória Maria no Rio]]></category>
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		<category><![CDATA[SP: festival In-Edit começa com mais de 50 documentários musicais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A abertura oficial da 28ª edição do Sonora Brasil, festival de música brasileira que percorre o país, será realizada nos dias 19 e 20 de junho, na cidade de Santarém, no Pará. Com o tema “Reverberações Afro e Indígenas”, a turnê nacional, que é uma realização do Sesc, percorrerá 42 cidades, em 15 estados, com shows inéditos. Na sexta-feira (19), o Sesc Santarém terá shows de Gean Ramos Pankararu e Suraras do Tapajós. No sábado (20), a programação acontece na Praça Tiradentes, com apresentações de Nderé Oblé e Cabokaji. Ao longo do ano, esses artistas farão um total de 130 apresentações e 30 ações formativas em todo o país. Original do nheengatu, língua indígena do tronco tupi-guarani, a palavra “suraras” ­─ que significa&#8230;</p>
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<p>Feed Últimas.</p>

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<p>A abertura oficial da 28ª edição do Sonora Brasil, festival de música brasileira que percorre o país, será realizada nos dias 19 e 20 de junho, na cidade de Santarém, no Pará. <strong>Com o tema “Reverberações Afro e Indígenas”, a turnê nacional, que é uma realização do Sesc, percorrerá 42 cidades, em 15 estados, com shows inéditos</strong>.</p>
<p>Na sexta-feira (19), o Sesc Santarém terá shows de Gean Ramos Pankararu e Suraras do Tapajós. No sábado (20), a programação acontece na Praça Tiradentes, com apresentações de Nderé Oblé e Cabokaji. Ao longo do ano, esses artistas farão um total de 130 apresentações e 30 ações formativas em todo o país.</p>
<p>Original do nheengatu, língua indígena do tronco tupi-guarani, a palavra “suraras” ­─ que significa guerreira ou guerreiro ─ é utilizada como grito de resistência. O grupo Suraras do Tapajós surgiu desse contexto de mobilizações, que eram encerradas com rodas de música formadas por mulheres indígenas no ritmo do carimbó, tradicional do Pará.</p>
<p>“Hoje, a gente já ganhou um destaque muito grande na cena cultural e na música brasileira em si. Isso nos fortalece como mulheres indígenas, como defensoras do território, porque primeiramente a gente quer levar a nossa mensagem em defesa dos territórios, em defesa das mulheres”, disse Marina Arapiun, integrante do Suraras do Tapajós.</p>
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<p>Ela ressalta que <strong>o trabalho na música é parte da resistência indígena por garantias de direitos.</strong></p>
<p>“Todo ano a gente sofre um ataque. A gente está em uma luta contínua, sempre, mas a luta não precisa ser só árdua. No começo do ano, queriam privatizar o Rio Tapajós, e foi uma luta muito intensa e muito desgastante, e a gente conseguiu que isso não ocorresse”, lembrou. </p>
<blockquote>
<p>“O carimbó é também para fortalecer o movimento indígena. Você passa ali o dia inteiro no sol quente, enfrentando sol e chuva, e, à noite, você quer ter um momento de descanso, de alegria”, explicou Marina. </p>
</blockquote>
<p>Para as Suraras do Tapajós, a formação ser integralmente de mulheres contribuiu para a desconstrução da lógica em que os músicos eram homens, enquanto as mulheres só podiam ser dançarinas.</p>
<p>“A partir do nosso grupo, já surgiram outros grupos também de mulheres e mulheres indígenas. Então, eu acho que acaba sendo uma referência”, disse Marina. “[O grupo] acaba quebrando esse paradigma de que o carimbó era tradicionalmente dominado por homens. É o primeiro grupo de carimbó formado somente por mulheres, e mulheres indígenas. Ao ocupar esses lugares, a gente subverte essa lógica, trazendo a voz feminina para o centro da cena cultural”.</p>
<p> </p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=466355:cheio_8colunas --><br />
            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/06/suraras.jpeg" alt="Brasília (DF), 17/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Festival Sonora Brasil. Suraras do Tapajós. Foto: Bruna Callegari/Divulgação" title="Bruna Callegari/Divulgação"/><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/06/suraras.jpeg" alt="Brasília (DF), 17/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Festival Sonora Brasil. Suraras do Tapajós. Foto: Bruna Callegari/Divulgação" title="Bruna Callegari/Divulgação"/><br />
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<p><h6 class="meta">Suraras do Tapajós se apresentam no Sonora Brasil. Foto: <strong>Bruna Callegari/Divulgação</strong><!--END copyright=466355--></h6>
</p>
</div>
<p>Para Samara Borari, também integrante do grupo, o festival Sonora Brasil é uma forma de mostrar a ancestralidade dos povos indígenas por meio do carimbó.</p>
<blockquote>
<p>“O pessoal fala muito que é música regional, mas o carimbó já se difundiu, já não é apenas uma música regional, é a música brasileira.”</p>
</blockquote>
<p>“É uma oportunidade também para compartilhar nossa arte, com essa circulação musical. É uma iniciativa que promove encontros de [grupos de] diferentes territórios, a gente pode dialogar com público de diferentes regiões, não só levar o nosso [conhecimento], mas também aprender”, completou Samara.</p>
<h2>Formação de ouvintes</h2>
<p>Sonora Brasil é um dos projetos mais longevos do Sesc, criado em 1998 para promover a difusão da música e das manifestações culturais brasileiras.</p>
<p>“É um projeto que tem como foco a formação de ouvintes musicais e levar ao [público] conhecimento da sua própria riqueza e diversidade cultural”, disse Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.</p>
<p>Cada artista ou grupo terá de 30 a 40 apresentações por todas as regiões do país ao longo do ano.</p>
<p>“É um projeto muito dinâmico, muito vivo, que responde a demandas conforme os diferentes contextos da cultura brasileira”, explicou.</p>
<p>Segundo ele, a organização do festival trabalha para garantir essa diversidade cultural sempre representada e, a cada edição, trazer novidades da cena musical para o projeto.</p>
<h2>Conheça mais atrações</h2>
<p><strong>Gean Ramos Pankararu (PE)</strong>, músico indígena contemporâneo, que conecta ancestralidades indígena e negra em seu trabalho, também integra a turnê deste ano. O artista traz ainda em sua trajetória ações educativas voltadas à valorização de saberes indígenas.</p>
<p><strong>O grupo Cabokaji (BA)</strong> une referências indígenas e afro-brasileiras a ritmos eletrônicos e dançantes, com performance que envolve música, corpo e elementos rituais. No show, há referência a comunidades como Xukuru-Kariri (AL) e Fulni-ô (PE), além de discussões sobre territorialidade e reparação histórica e ambiental.</p>
<p><strong>Nderé Oblé (RS)</strong> reúne artistas do Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Costa do Marfim. A proposta do grupo é criar pontes entre ancestralidade e futuro por meio de música, palavra e corpo, dentro do circuito de música afro e indígena contemporânea.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p></p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-06/santarem-recebe-lancamento-do-festival-sonora-brasil-nesta-sexta" target="_blank" rel="nofollow noopener">Agência Brasil EBC</a></p>
<p></p>
<p>Wed, 17 Jun 2026 16:46:00 -0300</p>
<p></p>

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		<title>Rádios Nacional e MEC celebram Dia Nacional do Choro</title>
		<link>https://weeknews.online/radios-nacional-e-mec-celebram-dia-nacional-do-choro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 11:26:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[choro]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[EBC]]></category>
		<category><![CDATA[Empresa Brasil de Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Filme selecionado em edital da TV Brasil vence festival internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 10.000/2000]]></category>
		<category><![CDATA[Música Popular Brasileira]]></category>
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		<category><![CDATA[Temporada do Roda de Choro estreia com homenagem a Zé da Velha]]></category>
		<category><![CDATA[Trem do Choro chega à 13ª edição homenageando Nilze Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[YouTube]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. As Rádios Nacional e MEC celebram o Dia Nacional do Choro, nesta quinta-feira (23), com uma programação especial dedicada a um dos gêneros mais emblemáticos da música brasileira. Ao longo do dia, as emissoras públicas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) destacam a riqueza histórica, a diversidade de estilos e a influência do choro na formação da identidade musical do país. Notícias relacionadas: Trem do Choro chega à 13ª edição homenageando Nilze Carvalho . Temporada do Roda de Choro estreia com homenagem a Zé da Velha. Filme selecionado em edital da TV Brasil vence festival internacional. Na Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz, a celebração se estende por toda a grade. Os blocos iniciais de cada hora da programação musical, às 11h e às 18h, serão dedicados exclusivamente ao&#8230;</p>
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Feed Últimas.<br />
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				</p>
<p>As <strong>Rádios Nacional e MEC</strong> celebram o Dia Nacional do Choro, nesta quinta-feira (23), com uma programação especial dedicada a um dos gêneros mais emblemáticos da música brasileira.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776943615_308_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776943615_731_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Ao longo do dia, as emissoras públicas da <strong>Empresa Brasil de Comunicação (EBC)</strong> destacam a riqueza histórica, a diversidade de estilos e a influência do choro na formação da identidade musical do país.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Trem do Choro chega à 13ª edição homenageando Nilze Carvalho .</li>
<li>Temporada do Roda de Choro estreia com homenagem a Zé da Velha.</li>
<li>Filme selecionado em edital da TV Brasil vence festival internacional.</li>
</ul>
<p>Na <strong>Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz,</strong> a celebração se estende por toda a grade. Os blocos iniciais de cada hora da programação musical, às 11h e às 18h, serão dedicados exclusivamente ao gênero do choro, apresentando uma seleção de clássicos e produções contemporâneas.</p>
<p>Na mesma emissora, o programa <em>Espaço Arte</em> recebe, às 12h30, a Orquestra Pizindim. O grupo comemora três anos de trajetória e vai lançar o primeiro single de seu álbum de estreia: uma música em homenagem ao mestre cavaquinhista Evandro Barcellos.</p>
<p>Também na quinta-feira (23), a rede <strong>Nacional FM</strong> transmite ao vivo na rádio e no <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.youtube.com/@R%C3%A1dioNacionalBR">YouTube</a> show realizado por Silvério Pontes e Everson Moraes em tributo ao artista Zé da Velha, como parte do IV Festival Internacional de Choro, promovido pela Prefeitura de Niterói (RJ).</p>
<p>A transmissão será às 20h30, nas seguintes emissoras <strong>Nacional</strong>: Brasília FM 96,1 MHz, Rio de Janeiro FM 87,1 MHz, São Paulo FM 87,1 MHz, Recife FM 87,1 MHz, São Luís FM 93,7 MHz e Alto Solimões FM 96,1 MHz.</p>
<p>A programação da <strong>Rádio Nacional</strong> finaliza com o especial <em>Roda de Choro</em>, transmitido para toda a rede às 23h, que apresenta Pixinguinha como tema principal.</p>
<p>Em todas as emissoras <strong>Rádio MEC</strong>, o programa <em>Antena MEC</em> apresenta uma edição especial, com uma seleção que percorre diferentes momentos do choro, destacando nomes como Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Sivuca e Guinga.</p>
<p>O roteiro também relembra séries históricas da emissora dedicadas ao gênero. A atração vai ao ar às 18h e propõe um passeio sonoro pela trajetória do choro, evidenciando sua sofisticação melódica e rítmica.</p>
<p>Ainda na <strong>Rádio MEC</strong>, a programação musical da atração <em>Noturno</em> conta com uma curadoria especial dedicada a Pixinguinha, com a inclusão de obras do artista ao longo da grade, ampliando a presença de um dos principais nomes do gênero nas transmissões do dia. Vai ao ar às 20h em toda a rede.</p>
<h2>Sobre o Dia Nacional do Choro</h2>
<p>O Dia Nacional do Choro foi estabelecido pela <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10000.htm#:~:text=LEI%20No%2010.000%2C%20DE,Art." target="_blank">Lei 10.000/2000</a>, sendo 23 de abril escolhido em referência à data presumida de nascimento de Pixinguinha. Pesquisadores da música brasileira descobriram que, na verdade, Pixinguinha teria nascido em 4 de maio de 1897. A data de celebração, no entanto, foi mantida.</p>
<h2>Serviço</h2>
<p><strong>Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz</strong> &#8211; <em>Programação Musical</em>, às 11h e às 18h.</p>
<p><strong>Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz</strong> &#8211; <em>Espaço Arte</em>, às 12h30</p>
<p><strong>Youtube e Rede Nacional FM</strong> &#8211; Show em homenagem a Zé da Velha, às 20h30.</p>
<p><strong>Rádio Nacional</strong> (todas) &#8211; <em>Roda de Choro</em> especial, às 23h, no horário de Brasília (DF)</p>
<p><strong>Rádio MEC </strong>(todas) – <em>Antena MEC</em> especial, às 18h.</p>
<p><strong>Rádio MEC </strong>(todas)– <em>Programa Noturno</em> especial, às 20h.</p>
<p> EBC , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-04/radios-nacional-e-mec-celebram-dia-nacional-do-choro">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 23 Apr 2026 08:20:00 -0300 </p>

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		<title>Turnê pelo Brasil comemora 80 anos de Alceu Valença</title>
		<link>https://weeknews.online/turne-pelo-brasil-comemora-80-anos-de-alceu-valenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 11:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Alceu Valença]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição de Caru Brandi traz pela primeira vez cultura trans ao Rio]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>
		<category><![CDATA[Música Popular Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Peça de clássico grego discute violência de gênero e maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tuiuti homenageará a matriarca do samba Tia Ciata no carnaval de 2027]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. As oito décadas de vida do cantor e compositor Alceu Valença vão ser comemoradas com a turnê 80 Girassóis, que estreia no próximo sábado (14), no Rio de Janeiro. Em seguida, o emblemático representante da música pernambucana seguirá para São Paulo, Salvador, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Recife, Fortaleza, Belém e Belo Horizonte, com patrocínio master do Banco do Brasil.  Os shows estão programados para ocorrer até junho, e Alceu completará os 80 anos em 1º de julho. Notícias relacionadas: Tuiuti homenageará a matriarca do samba Tia Ciata no carnaval de 2027. Exposição de Caru Brandi traz pela primeira vez cultura trans ao Rio. Peça de clássico grego discute violência de gênero e maternidade. “Esta turnê vai ser uma maravilha. Está sendo muito bem projetada pela minha esposa,&#8230;</p>
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				</p>
<p>As oito décadas de vida do cantor e compositor Alceu Valença vão ser comemoradas com a turnê <em>80 Girassóis</em>, que estreia no próximo sábado (14), no Rio de Janeiro. Em seguida, o emblemático representante da música pernambucana seguirá para São Paulo, Salvador, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Recife, Fortaleza, Belém e Belo Horizonte, com patrocínio master do Banco do Brasil. <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1773402655_33_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1773402655_10_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Os shows estão programados para ocorrer até junho, e Alceu completará os 80 anos em 1º de julho.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Tuiuti homenageará a matriarca do samba Tia Ciata no carnaval de 2027.</li>
<li>Exposição de Caru Brandi traz pela primeira vez cultura trans ao Rio.</li>
<li>Peça de clássico grego discute violência de gênero e maternidade.</li>
</ul>
<p>“Esta turnê vai ser uma maravilha. Está sendo muito bem projetada pela minha esposa, Yanê [Montenegro], e Júlio Moura. A gente tem sócios em vários estados para fazer esta turnê”, disse Alceu em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>. </p>
<p>O show deste fim de semana será na Farmasi Arena, na Zona Sudoeste da capital fluminense. Com Alceu, estarão no palco os músicos Tovinho (teclados e direção musical), Cássio Cunha (bateria), Zi Ferreira (guitarra), Nando Barreto (baixo), André Julião (sanfona), Costinha (flautas) e participação ainda de Lui Coimbra (violas e violoncelo) e Natalia Mitre (percussão). </p>
<h2><em>Embolada do tempo</em></h2>
<p>Alceu contou que a temporada é resultado de seis meses de ensaios, tudo gravado em áudio e vídeo, e destacou as projeções que vão ser exibidas durante as apresentações. </p>
<p>“Esse show tem umas projeções incríveis feitas por Rafael Todeschini. A Yanê participa também. Projeções simplesmente maravilhosas, e, dentro desse acervo meu, até minha mãe e meu pai vão aparecer”.</p>
<p>A todos que o perguntam sobre a ação do tempo em sua vida desde quando era menino, em São Bento do Una, Alceu conta que vive no presente, passado e futuro, em uma <em>Embolada do Tempo</em>, que é o título de uma das suas músicas. Durante a entrevista, ele declama parte da letra. </p>
<blockquote>
<p>“<em>O tempo em si/ Não tem fim/ Não tem começo/ Mesmo pensado ao avesso/ Não se pode mensurar</em>”.</p>
</blockquote>
<p>E continua:</p>
<blockquote>
<p><em>&#8220;Buraco negro/ A existência do nada/ Noves fora, nada, nada/ Por isso nos causa medo&#8221;.</em></p>
</blockquote>
<p> </p>
<blockquote>
<p><em>&#8220;Tempo é segredo/ Senhor de rugas e marcas/ E das horas abstratas/Quando paro pra pensar&#8221;.</em></p>
</blockquote>
<p> </p>
<blockquote>
<p><em>&#8220;Você quer parar o tempo/ E o tempo não tem parada&#8221;.</em></p>
</blockquote>
<p> </p>
<p> </p>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/img_2755_2.jpg" alt="Brasília (DF), 10/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cantor Alceu Valença. Foto: Rodrigo Maluco/PECK e MV Produções" title="Rodrigo Maluco/PECK e MV Produções"><br />
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<h6 class="meta">Turnê 80 Girassóis celebra oito décadas do cantor Alceu Valença. Foto: Rodrigo Maluco/PECK e MV Produções<!--END copyright=455712--></h6>
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<p>A turnê não se restringe aos shows. Algumas das cidades por onde ela passar também receberão exposições de artes plásticas e sessões de filmes. Alceu destacou que é cineasta e já fez participações como ator em diversas produções. </p>
<p>“Fiz o papel principal no filme de Sérgio Ricardo [também cantor e compositor] <em>A Noite do Espantalho</em>. Depois, fiz um filme chamado <em>A Luneta do Tempo</em>”, contou.</p>
<p>O cantor acrescentou que tem um acervo grande de filmes realizados em diversos países como França, Alemanha, Suíça, Portugal, Espanha, Estados Unidos e Brasil. </p>
<p>“Eu sempre gostei da arte de cinema e levava câmeras comigo. Tenho muita coisa. São outras partes do meu trabalho. Não é só a música. É a trajetória”. </p>
<h2>Seleção das músicas </h2>
<p>A escolha das músicas, segundo Alceu, seguiu um método que ele próprio definiu: encadeá-las conforme os temas de cada uma.</p>
<p>“É uma narrativa poética. Por exemplo, <em>Martelo Agalopado</em>, que é uma música que advém do cantador, faz parte da cultura do sertão profundo, onde nasci, em São Bento do Una. Logo depois, vem o repertório de Luiz Gonzaga, porque ele faz parte disso e se completa. Outra, é de quando eu era criança e gostava de correr de <em>Cavalo de Pau</em> [nome de uma das músicas ]”, descreveu. </p>
<p>O lado folião não podia faltar e está representado, tanto na presença que costuma ter em Olinda como em shows de trios elétricos no período da folia. Em São Paulo, há mais de dez anos, e no Recife, em um período mais recente, ele comanda o bloco Bicho Maluco Beleza, arrastando 1 milhão de pessoas. </p>
<p>Também estará na turnê o &#8220;Alceu caminhador&#8221;, o cara que vive aqui e lá. “<em>Coração Bobo</em> eu compus em Paris, quando morei lá, com saudade muito grande de Jackson do Pandeiro e Geraldo Azevedo. Tem uma outra que compus falando sobre ruas, <em>Pelas ruas que andei</em>,<em> </em>e falo das ruas do Recife. Tem uma com lembranças de Nova York, que compus aqui, no Rio de Janeiro”, relatou.</p>
<h2><em>Anunciação</em></h2>
<p>O processo para compor as suas obras é diverso e, na música <em>Anunciação</em>, ele o classifica como um surto criativo. Alceu revelou que, andando em Olinda, criou uma música na flauta com que estava aprendendo a tocar. Quando entrava em casa, uma moça elogiou o que tinha ouvido.</p>
<p>&#8220;&#8216;Alceu que música bonita que você estava tocando? Que coisa mais linda’. &#8216;Você achou?&#8217; Perguntei. A música ia se perder se ela não tivesse falado”, afirmou.</p>
<p>Ao chegar na cozinha, Alceu pegou um papel de pão e começou a fazer a letra, escrita a lápis, de <em>Anunciação</em>. </p>
<p>O artista contou que existem diversas postagens nas redes sociais de pessoas que relatam a ligação dessa música com o nascimento de crianças.</p>
<p>“Olha o que eu encontro! Se você sair comigo por aí, todo dia é a mesma coisa. Mulheres dizendo que tinham dificuldades, e o filho nasceu [ao som da música], outras que não tinham. Tem quem diz que fez o parto ouvindo a música e crianças pequenas que dizem que ouviam desde que estavam no bucho [barriga da mãe]. Tô brincando”, disse sorrindo. </p>
<p>Alceu comemora os números de acessos das suas músicas na plataforma de streaming de áudio Spotify, na qual <em>Anunciação</em> alcançou 200 milhões. Já no YouTube, <em>Belle de Jour</em> conta com mais de 300 milhões. </p>
<p>A inspiração é uma marca de projetos que Alceu participou ao longo da vida. Mesclando o clássico com o popular, sua jornada tem concertos com orquestras do Brasil e do exterior. </p>
<p>“Eu advenho da cultura do sertão pernambucano profundo. Lá, eu ouvia aboios, toadas de vaqueiros”, recordou. </p>
<p>Essa trajetória quase seguiu outro caminho: Alceu quis ser advogado e fazer concurso para promotor. Chegou a se formar, mas não seguiu na carreira, confirmando uma frase que lembra ter ouvido da mãe, que dizia que ele veio ao mundo para levar alegria às pessoas.</p>
<p>“Coisa boa que se confirmou, porque se não tivesse se confirmado, seria chato para ela e para mim”.</p>
<p> Cristina Índio do Brasil &#8211; repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-03/turne-pelo-brasil-comemora-80-anos-de-alceu-valenca">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Fri, 13 Mar 2026 08:30:00 -0300 </p>

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		<title>Chico Buarque é homenageado pelo Quarteto do Rio na TV Brasil</title>
		<link>https://weeknews.online/chico-buarque-e-homenageado-pelo-quarteto-do-rio-na-tv-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Jan 2026 13:39:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O Quarteto do Rio interpreta sucessos do cantor e compositor Chico Buarque no show exclusivo que a TV Brasil exibe no programa Cena Musical, apresentado por Bia Aparecida, na madrugada deste sábado (31) para domingo (1), à meia-noite. O especial comemora 10 anos de criação do grupo. O espetáculo traz arranjos marcantes e cheios de emoção para o repertório de clássicos da obra do veterano que o conjunto executa no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro. A produção está disponível no app TV Brasil Play e no YouTube do canal. Chico Buarque será homenageado pelo Cena Musical. Frame: TV Brasil Notícias relacionadas: TV Brasil: racismo na escola é tema do Caminhos da Reportagem. TV Brasil exibe documentário com iniciativas de preservação da costa. Trio de Ataque: TV Brasil e Rádio Nacional lançam programa&#8230;</p>
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<p>O Quarteto do Rio interpreta sucessos do cantor e compositor Chico Buarque no show exclusivo que a <strong>TV Brasil</strong> exibe no programa <em>Cena Musical</em>, apresentado por Bia Aparecida, na madrugada deste sábado (31) para domingo (1), à meia-noite. O especial comemora 10 anos de criação do grupo.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/01/1769866777_393_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/01/1769866778_912_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O espetáculo traz arranjos marcantes e cheios de emoção para o repertório de clássicos da obra do veterano que o conjunto executa no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro. A produção está disponível no app <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://tvbrasilplay.com.br/programas/676/episodios/9732/cena-musical" target="_blank">TV Brasil Play</a> e no <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.youtube.com/watch?v=lZ9A3fie9dU" target="_blank">YouTube do canal</a>.</p>
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<h6 class="meta">Chico Buarque será homenageado pelo Cena Musical. Frame: TV Brasil<!--END copyright=451451--></h6>
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<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
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<li>TV Brasil: racismo na escola é tema do Caminhos da Reportagem.</li>
<li>TV Brasil exibe documentário com iniciativas de preservação da costa.</li>
<li>Trio de Ataque: TV Brasil e Rádio Nacional lançam programa esportivo.</li>
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<p>Durante a apresentação, o Quarteto do Rio emprega instrumentos e vozes para resgatar composições de Chico Buarque. A performance reúne músicas como <em>Apesar de Você</em>, <em>Bye Bye Brasil</em>, <em>Homenagem ao Malandro</em> e <em>Futuros Amantes</em>, entre outros hits.</p>
<p>Conhecido por valorizar a bossa nova e a MPB, o grupo vocal e instrumental é formado por Eloi Vicente (violão e voz), Neil Teixeira (baixo e voz), Leandro Freixo (teclado e voz) e Hernane Castro (bateria e voz).</p>
<p>Destaque no Prêmio da Música Brasileira nos anos de 2017 e 2018, o Quarteto do Rio foi criado há uma década, em 2016, pelos remanescentes da última formação do tradicional grupo Os Cariocas. Fundado há 80 anos, em 1946, o conjunto original tinha como primeira voz o maestro Severino Filho.</p>
<h2>Sobre o programa</h2>
<p>Lançado em 2007, o <em>Cena Musical</em> é um programa da <strong>TV Brasil</strong> que traz para o público performances inéditas da música nacional. Desde 2017, as apresentações são gravadas no Espaço Cultural BNDES, no Rio de Janeiro. A produção com janela semanal traz shows que revelam a diversidade e celebram a riqueza da sonoridade brasileira.</p>
<p>O comando do programa é de Bia Aparecida, cantora, jornalista e apresentadora do canal público. Com direção de Maíra de Assis e Waldecir de Oliveira, o Cena Musical reúne espetáculos de astros como o saudoso Jards Macalé e nomes do porte de Elba Ramalho, Joyce Moreno, Francis Hime, Olivia Hime, Gilson Peranzzetta, Geraldo Azevedo, Marcos Valle e Zé Katimba, além de grupos como MPB4, Quarteto do Rio e Arranco de Varsóvia.</p>
<h2>Ao vivo e on demand</h2>
<p>Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar" target="_blank">https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar</a>.</p>
<p>Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://tvbrasilplay.com.br" target="_blank">http://tvbrasilplay.com.br</a> ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv" target="_blank">https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv</a>.</p>
<h2>TV Brasil na internet e nas redes sociais</h2>
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<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-01/chico-buarque-e-homenageado-pelo-quarteto-do-rio-na-tv-brasil">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 31 Jan 2026 10:15:00 -0300 </p>

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		<title>Cátia de França, a fênix negra da música, é exaltada pela nova geração</title>
		<link>https://weeknews.online/catia-de-franca-a-fenix-negra-da-musica-e-exaltada-pela-nova-geracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2025 15:23:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Em novembro de 2024, a cantora e compositora paraibana Cátia de França era pura ansiedade ao embarcar em um voo para os Estados Unidos. Seu álbum, No rastro de Catarina, lançado naquele mesmo ano, fora indicado ao Prêmio de Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa no Grammy Latino. A cerimônia de premiação que aconteceria em Miami no dia 14 daquele mês e ela seguia para lá. Ao passar pela fiscalização da alfândega estadunidense, um oficial queria saber o que a senhora de corpo franzino e cabeleira branca como algodão iria fazer nos Estados Unidos. Sem fluência em inglês, Cátia contou com a ajuda de sua produção para explicar que era uma artista e, mais que isso, fora indicada a&#8230;</p>
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<p>Em novembro de 2024, a cantora e compositora paraibana Cátia de França era pura ansiedade ao embarcar em um voo para os Estados Unidos. Seu álbum, <em>No rastro de Catarina</em>, lançado naquele mesmo ano, fora indicado ao Prêmio de Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa no Grammy Latino. A cerimônia de premiação que aconteceria em Miami no dia 14 daquele mês e ela seguia para lá.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1745767385_873_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1745767386_419_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Ao passar pela fiscalização da alfândega estadunidense, um oficial queria saber o que a senhora de corpo franzino e cabeleira branca como algodão iria fazer nos Estados Unidos. Sem fluência em inglês, Cátia contou com a ajuda de sua produção para explicar que era uma artista e, mais que isso, fora indicada a um dos prêmios mais respeitados da indústria da música. O policial ficou impressionado.</p>
<p>“Ele já olhou para mim como quem diz: por que ela ainda não está quieta, numa cadeirinha, se lembrando do passado? Ele vibrou! Imagina um policial americano que é tido como ‘brutamontes’! E ali, o rosto dele acendeu uma luz. Isso já me fez um bem medonho”, relembrou.</p>
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<p><h6 class="meta"><!--copyright=422188-->&#8220;Componho até com bula de remédio&#8221;, afirma a cantora e instrumentista paraibana. <strong>Foto</strong>: <strong>Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc</strong><!--END copyright=422188--></h6>
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<p>A surpresa do policial talvez tenha se devido à aparência de Cátia, uma senhora de 78 anos, de magreza delicada e cabelos brancos ostentados com orgulho. A suposição de fragilidade sobre ela não poderia estar mais equivocada. Multi-instrumentista com mais de meio século de música, Cátia de França, que no documento é Catarina Maria de França Carneiro, é uma força da natureza com uma mente inquieta e pulsão criativa irrefreável.</p>
<p>A inventividade e a sensibilidade que embasaram seu álbum de estreia, o aclamado “20 palavras ao redor do sol”, lançado em 1979, ainda seguem firmes com ela. “Componho até com bula de remédio”, diz a paraibana. Após viver uma espécie de renascimento artístico ao ser descoberta pelo público jovem, ela tem hoje uma agenda apertada com apresentações em todo o Brasil.</p>
<p>Cátia se apresentou na última quinta-feira (24), no Festival Agô em Brasília. E parte do público que a vê nos palcos atualmente não sabe quantas voltas ao redor do sol esta mulher negra nordestina teve que dar para viver hoje sob os aplausos que reconhecem seu talento.</p>
<h2>Berço musical</h2>
<p>Cátia ainda era Catarina quando a mãe, a professora Adélia Maria de França, reconhecida como a primeira educadora negra da Paraíba, lhe apresentou aos livros. Seus preferidos eram os de José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos e João Cabral de Melo Neto, que tinham trechos de suas obras musicados pela menina.</p>
<p>“Eu nasci num berço musical. Meu pai adorava ‘sofrência’, que naquela época não tinha esse nome, era tango. E eu toco sanfona por causa disso. E mamãe era muito musical, o rádio lá em casa era ligado <em>full time</em>”, explica. A paraibana teve uma formação musical erudita na juventude, até construir sua própria poesia, que bebe da cultura popular, da tradição regional e também do rock e sua psicodelia. Sua obra ajudou a formatar o que se entende por música do Nordeste, que nada mais é do que música popular brasileira.</p>
<p>Na vida adulta, ela se mudou para o Rio de Janeiro. Cátia – que ganhou esse apelido da mãe – acompanhou o movimento de muitos cantores e compositores nordestinos que migraram para o Sul Maravilha para impulsionarem sua arte. O ano era 1972. Cantou em barzinhos e trabalhou como datilógrafa até encontrar sua “fada madrinha”, a conterrânea Elba Ramalho. Já consagrada, Elba passou a indicá-la para trabalhos na música e no teatro alternativo.</p>
<p>À medida que ia ao encontro de sua arte, Cátia lidava com os estigmas e preconceitos de ser uma mulher negra, lésbica e migrante nordestina naqueles anos de chumbo da ditadura militar no Brasil. “Era uma implicação, a polícia, né? Queriam ver se pegava a gente com alguma coisa, com erva, sem documento. O problema maior era a gente ser nordestino.”</p>
<h2>Disco de estreia</h2>
<p>Nessa época, Cátia formou uma turma com os conterrâneos Vital Farias, Pedro Osmar e Zé Ramalho. Esse último, impressionado com suas composições, produziu <em>20 palavras ao redor do sol</em>, o primeiro álbum de Cátia.</p>
<p>O disco conta com a participação de músicos do quilate de Dominguinhos, Sivuca, Lucinha Turnbull, Chico Batera, Bezerra da Silva, Lulu Santos, além de Amelinha e Elba Ramalho nos vocais. O <em>20 palavras ao redor do sol</em> seria, anos depois, considerado um clássico cult e que tem seus exemplares originais em vinil vendidos a preços altíssimos. O álbum traz canções como <em>Kukuaia</em>, <em>Coito das Araras</em> e <em>Quem vai quem vem</em>, atualmente cantadas em uníssono nos shows por gente com um terço de sua idade.</p>
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<p><h6 class="meta"><!--copyright=422192-->Mesmo celebrada, o primeiro disco de Cátia não obteve reconhecimento imediato. Hoje é cantado pelas novas gerações. <strong>Foto</strong>: <strong>Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc</strong><!--END copyright=422192--></h6>
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<p>Tudo indicava que a estreia promissora de Cátia a colocaria no mesmo patamar de Elba Ramalho ou Amelinha, artistas que já desfrutavam de reconhecimento e popularidade à época. Isso, porém, não aconteceu. Mesmo celebrada como uma instrumentista brilhante e com a boa repercussão do primeiro disco, Cátia não ganhou tanto destaque na indústria musical. Além da ausência de um empresário que investisse em sua carreira, sentiu que ser uma mulher negra também pesou.</p>
<p>“Era fácil se você fosse loira, nórdica, uma Vera Fischer ou Xuxa. Eu não era, entendeu? Eu não tinha o atributo físico. A minha história era outra”. Chegou a lançar <em>Estilhaços</em> no ano seguinte, 1980, mas sem tanto sucesso. Viu-se obrigada a empunhar o violão e voltar a tocar na noite. “Eu tinha aluguel e comida para pagar, voltei a tocar nos barzinhos em Pernambuco”. E assim se deu.</p>
<h2>Renascimento</h2>
<p>Mesmo longe dos holofotes, nunca parou de compor. “Eu disse, se eu paro eu caio. Eu componho pra me manter viva”, afirma. A artista ampliou sua discografia e, graças à internet, viu nos últimos anos muita gente redescobrir seus álbuns. Artistas da nova geração da música brasileira como Josyara, Juliana Linhares, Martins e Chico Chico são fãs declarados de Cátia, que costuma dividir o palco com seus jovens admiradores.</p>
<p>Para o músico, produtor e professor Daniel Pitanga, mestre em Música pela Universidade de Brasília (UnB), Cátia faz parte de uma geração de artistas que contribuíram diretamente para a construção de uma sonoridade da música brasileira.</p>
<p>“A obra da Cátia é imensa e vai muito além das suas composições, que por sinal, são muito especiais e representam a sua forma de existir e interpretar o mundo. Como compositora, cantora e multi-instrumentista, acredito que essa artista atemporal contribuiu, e muito, com o que hoje entendemos como música brasileira, e, sobretudo, ultrapassa essa rígida barreira do que é compreendido como música ‘regional’”.</p>
<p>Pitanga também afirma que se mais pessoas tivessem tido acesso ao trabalho de Catia, é provável que ela fosse mais reverenciada dentro do nosso panteão de grandes artistas. “Mas para pensar de uma forma mais positiva, acho que é importante ressaltar que a Cátia, ainda que não fosse a artista principal, esteve presente e colaborou nas gravações de discos memoráveis do acervo da MPB e mais, mesmo que tardiamente, ela hoje pode desfrutar, ainda em vida, de um momento de visibilidade e agenda cheia, realizando shows e turnês”.</p>
<p>Apesar de não ter conquistado o Grammy Latino, o álbum <em>No rastro de Catarina</em> foi aclamado pela crítica e integrou as listas dos melhores lançamentos de 2024. A cerimônia do Grammy também marcou um encontro entre a artista e Lulu Santos, mais de quatro décadas depois da colaboração do então jovem guitarrista em <em>20 Palavras ao Redor do Sol</em>.</p>
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<p><h6 class="meta"><!--copyright=422184-->Artistas da nova geração da música brasileira são fãs declarados de Cátia, <strong>Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc</strong><!--END copyright=422184--></h6>
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<p>Sobre os anos à sombra, Cátia não guarda ressentimentos. “Eu vejo tudo que eu vivi como uma ressurreição, porque naquele tempo você, para tocar, tinha que dar o tal do jabá. A plateia, cada vez que eu canto em qualquer parte do Brasil, predomina de jovens que cantam comigo. É um reconhecimento que chega num momento certo, é uma emoção que não existia em 1979”.</p>
<p>Prova do sucesso é que os ingressos que esgotaram mais rapidamente para o Festival Agô, em Brasília, foram para a noite de sua apresentação. Antes do show na capital federal, junto com os músicos Gean Ramos Pankararu e Cristiano Oliveira, a artista beijou seu violão, um afago no inseparável companheiro de estrada.</p>
<p>Em uma das canções de <em>No rastro de Catarina</em>, Cátia de França canta: “Agora sei porque o velho sozinho fala / Sua alma trabalha / Sua experiência não cala/ Agora sei por que o cabelo branco é condecoração/ Sabedoria em profusão”. Para alegria dos amantes da boa música e para a surpresa dos agentes da alfândega, a fênix paraibana ainda é uma potência criativa com muito a compartilhar.</p>
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<p> Cibele Tenório &#8211; Jornalista da Rádio Nacional , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-04/fenix-negra-da-musica-catia-de-franca-e-exaltada-pela-nova-geracao">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 27 Apr 2025 12:03:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/catia-de-franca-a-fenix-negra-da-musica-e-exaltada-pela-nova-geracao/">Cátia de França, a fênix negra da música, é exaltada pela nova geração</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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