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	<title>Arquivo de Pesquisadores - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Pesquisadores - WeekNews</title>
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		<title>Distribuição de medicamentos para esclerose múltipla aumentou</title>
		<link>https://weeknews.online/distribuicao-de-medicamentos-para-esclerose-multipla-aumentou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 18:47:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Anvisa aprova medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla]]></category>
		<category><![CDATA[Cartunista trata em filme com humor experiência da esclerose múltipla]]></category>
		<category><![CDATA[Degenerativa e autoimune]]></category>
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		<category><![CDATA[SUS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma análise de dados feita por pesquisadores do Einstein Hospital Israelita revelou que, após a revisão das diretrizes nacionais, a distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS), entre 2019 e 2023, de Natalizumabe, medicamento indicado para pacientes com formas mais agressivas de esclerose múltipla, aumentou 44,5% em todo o país.   Houve também crescimento na utilização de outras terapias de alta eficácia e redução do uso de medicamentos injetáveis de menor eficácia. No mesmo período, o número de pacientes em tratamento pelo SUS aumentou 25,9%, indicando maior acesso ao cuidado especializado.  O estudo avaliou os impactos da atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a doença, implementada em 2021, e identificou avanços importantes na incorporação de terapias de alta eficácia. Foram analisados mais de&#8230;</p>
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<p>Uma análise de dados feita por pesquisadores do Einstein Hospital Israelita revelou que, após a revisão das diretrizes nacionais, a distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS), entre 2019 e 2023, de <strong>Natalizumabe, medicamento indicado para pacientes com formas mais agressivas de esclerose múltipla, aumentou 44,5% em todo o país.  </strong></p>
<p>Houve também crescimento na utilização de outras terapias de alta eficácia e redução do uso de medicamentos injetáveis de menor eficácia. <strong>No mesmo período, o número de pacientes em tratamento pelo SUS aumentou 25,9%, indicando maior acesso ao cuidado especializado. </strong></p>
<p><strong>O estudo avaliou os impactos da atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a doença, implementada em 2021, e identificou avanços importantes na incorporação de terapias de alta eficácia. Foram analisados mais de 1,7 milhão de registros de distribuição dos medicamentos.</strong> O resultado dos estudo foi publicado na revista <em>Multiple Sclerosis and Related Disorders.</em> </p>
<p>A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune e crônica em que o sistema imunológico passa a atacar estruturas do sistema nervoso central, comprometendo a comunicação entre cérebro e corpo. Embora não tenha cura, <strong>o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem reduzir a frequência dos surtos, retardar a progressão da incapacidade e preservar a qualidade de vida dos pacientes.  </strong></p>
<p><strong>Segundo a neurologista, coordenadora do Instituto do Cérebro do Einstein e uma das autoras do estudo, Lívia Almeida Dutra, os resultados mostram que políticas públicas construídas com base em evidências científicas têm potencial para transformar a prática clínica. </strong></p>
<blockquote>
<p>“Quando as diretrizes passam a incorporar terapias mais eficazes, aumentam as oportunidades de os pacientes receberem tratamentos capazes de controlar melhor a atividade da doença e reduzir o risco de incapacidade ao longo do tempo”, disse. </p>
</blockquote>
<p>De acordo com a neurologista, com essas evidências é possível identificar experiências bem-sucedidas e adaptá-las a diferentes realidades. Para ela, <strong>fortalecer a rede de atendimento especializado é um caminho para ampliar o acesso às melhores opções terapêuticas em todas as regiões do país.  </strong></p>
<p><strong>O estudo indicou ainda que a mudança no padrão terapêutico após a atualização do protocolo nacional, que permitiu a migração de pacientes para terapias de alta eficácia, aumentou 82%, enquanto as trocas entre medicamentos de eficácia semelhante diminuíram 54%, indicando maior adoção de estratégias terapêuticas alinhadas às evidências científicas mais recentes. </strong> </p>
<p>Segundo a análise a velocidade de incorporação das terapias de alta eficácia entre os estados brasileiros foi diferente, sendo mais rápida em locais com maior concentração de neurologistas e centros especializados no atendimento à esclerose múltipla. </p>
<p>&#8220;O acompanhamento de grandes bases de dados é fundamental para verificar se uma política pública está produzindo os resultados esperados, além de orientar investimentos em infraestrutura, serviços especializados e capacitação profissional. Evidências do mundo real ajudam a qualificar a tomada de decisão e a construir um sistema de saúde mais eficiente e centrado nas necessidades dos pacientes&#8221;, afirmou o gerente do Centro de Estudos e Promoção de Políticas de Saúde do Einstein Hospital Israelita e um dos autores do estudo, Lucas Hernandes Correa. </p>
<p>O estudo contou com a participação da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Registro de Doenças Neurológicas (REDONE).  </p>
<p>A atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), publicada pelo Ministério da Saúde, incorporou novas evidências científicas ao tratamento da esclerose múltipla no SUS. </p>
<p>Entre as principais mudanças, passou a recomendar o uso do natalizumabe como primeira opção de tratamento para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente de alta atividade, inclusive sem necessidade de falha prévia a outras terapias. </p>
<p><!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
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<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-08/distribuicao-de-medicamentos-para-esclerose-multipla-aumentou" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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		<title>Corte de 23,1% na ajuda internacional em 2025 é o maior da história, aponta estudo da PUC-Rio</title>
		<link>https://weeknews.online/corte-de-231-na-ajuda-internacional-em-2025-e-o-maior-da-historia-aponta-estudo-da-puc-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 19:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda internacional]]></category>
		<category><![CDATA[AOD]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil pede mais ajuda internacional para preservar meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Cortes em ajuda internacional ameaçam programas de alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[estudo Financiamento para o Desenvolvimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra da Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Guterres pede ajuda internacional para Síria devastada pela guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Leia aqui: Trump retira EUA de 66 organizações internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[nações pobres]]></category>
		<category><![CDATA[Países Menos Desenvolvidos]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil O volume de ajuda internacional destinado por países ricos a nações pobres, menos desenvolvidas e a instituições multilaterais sofreu uma redução de 23,1% entre 2024 e 2025, a maior já registrada. Os dados fazem parte do estudo &#8220;Financiamento para o Desenvolvimento&#8221;, elaborado pelo Brics Policy Center, centro de estudos ligado ao Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Em 2025, o auxílio dos países ricos somou US$ 174,3 bilhões (cerca de R$ 900 bilhões), uma queda de US$ 52,4 bilhões em termos reais, já descontada a inflação do período. Foi o segundo ano consecutivo de diminuição da ajuda internacional global, e os pesquisadores projetam um novo recuo de 6,9% em 2026, o que configuraria&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/07/dolar_moeda_0803221211-1024x512.jpg" alt="Corte de 23,1% na ajuda internacional em 2025 é o maior da história, aponta estudo da PUC-Rio" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/ajuda-internacional-sofre-corte-de-231-em-2025-o-maior-da-historia" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
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<p>O volume de ajuda internacional destinado por países ricos a nações pobres, menos desenvolvidas e a instituições multilaterais sofreu uma redução de 23,1% entre 2024 e 2025, a maior já registrada. Os dados fazem parte do estudo &#8220;Financiamento para o Desenvolvimento&#8221;, elaborado pelo Brics Policy Center, centro de estudos ligado ao Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).</p>
<p>Em 2025, o auxílio dos países ricos somou US$ 174,3 bilhões (cerca de R$ 900 bilhões), uma queda de US$ 52,4 bilhões em termos reais, já descontada a inflação do período. Foi o segundo ano consecutivo de diminuição da ajuda internacional global, e os pesquisadores projetam um novo recuo de 6,9% em 2026, o que configuraria o terceiro ano seguido de queda e levaria o patamar de doações ao mesmo nível de 2014.</p>
<p>Os pesquisadores Isabel Rocha de Siqueira, Enzo Cosenza e Luis Ehl buscaram informações do Comitê de Assistência ao Desenvolvimento (CAD), grupo de países doadores ligado à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), conhecida como &#8220;clube dos países ricos&#8221;. O Brasil não faz parte da instituição. Os valores se referem à chamada Ajuda Oficial ao Desenvolvimento (AOD), recursos públicos fornecidos por governos com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e a prosperidade em outros países. A ajuda pode ser bilateral, quando enviada diretamente ao país receptor, ou multilateral, quando os recursos são destinados a instituições como a ONU ou o Banco Mundial, que possuem seus próprios programas de desenvolvimento.</p>
<p>Apesar de o comitê ser formado por 33 países e pela União Europeia (UE), o estudo revela que os cinco maiores doadores — França, Alemanha, Japão, Reino Unido e Estados Unidos — são responsáveis por 95,7% da redução de 2024 para 2025. Os EUA cortaram a ajuda internacional em mais da metade (56,9%), e somente os americanos respondem por três quartos (75,1%) da diminuição total. O ano passado marcou também a primeira vez em que todos os grandes doadores diminuíram o volume de doações por dois anos seguidos: Alemanha (-17,4%), França (-10,9%), Reino Unido (-10,8%) e Japão (-5,6%).</p>
<p>O corte mais que pela metade da ajuda americana coincide com o início do novo mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, que tem mantido posição contrária ao multilateralismo. Outro fator apontado para a diminuição é o direcionamento de recursos para outras áreas, notadamente segurança energética e defesa. Em relação aos EUA, os gastos com defesa subiram de US$ 822,8 bilhões em 2024 para US$ 845,3 bilhões. Na União Europeia, o salto foi de 11%, chegando a 381 bilhões de euros. O estudo aponta que o investimento total em energia na UE passou de US$ 215 bilhões em 2015 para cerca de US$ 420 bilhões em 2025, ou seja, quase dobrou. &#8220;Esse impulso de investimento vem se consolidando ao longo da década e foi fortemente acelerado pelo choque de segurança energética após o início da Guerra da Ucrânia [fevereiro de 2022]&#8221;, explica o relatório.</p>
<p>Os pesquisadores sinalizam uma &#8220;retração seletiva&#8221; da ajuda internacional, marcada pelo fato de não haver queda uniforme nos canais multilaterais. O financiamento ao sistema ONU caiu 27%, o maior já registrado. No entanto, o apoio ao Banco Mundial aumentou 6,4%, e aos bancos regionais de desenvolvimento, 11,9%. &#8220;Os governos doadores estão redefinindo quais tipos de engajamento multilateral eles consideram dignos de serem preservados, por motivos estratégicos&#8221;, afirma o documento.</p>
<p>Mesmo com a queda global da ajuda internacional, a Ucrânia, país atualmente no quinto ano de guerra com a Rússia, se destaca como prioridade estratégica de países europeus. Apesar da redução de 91% da ajuda dos EUA ao país, a Ucrânia é o maior recebedor individual de toda a história da AOD. Esse patamar, com US$ 44,9 bilhões recebidos, foi compensado por 23 países que incrementaram o volume de assistência financeira. Somente as instituições da UE aumentaram os envios em 65,2%. O montante recebido pela Ucrânia supera os US$ 28,1 bilhões destinados aos 44 países do grupo classificado pela ONU como Países Menos Desenvolvidos (PMD).</p>
<p>Para apresentar os impactos do corte na ajuda internacional, os pesquisadores da PUC-Rio se utilizam de dados da Oxfam, organização internacional sem fins lucrativos focada em combater a pobreza. &#8220;A estimativa é de que os cortes na ajuda externa somente em 2025 seriam responsáveis por 695.238 mortes em excesso e que, caso a tendência de cortes na ajuda continue, poderiam causar 9.416.417 mortes até 2030&#8221;, reproduzem. A região que mais sofre com o recuo da ajuda internacional dos países ricos é a África Subsaariana, que viu em 2025 os recursos diminuírem 23%, ficando em US$ 29,2 bilhões. Para 2026, a projeção é nova redução, dessa vez de 11,6%. Se confirmado, serão US$ 11,8 bilhões a menos para essas nações. O estudo lembra que 32 dos 49 países da África Subsaariana também são do grupo Países Menos Desenvolvidos.</p>
<p>Ao citar a insuficiência de recursos, o documento lembra que durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em novembro passado em Belém, falava-se na necessidade de mobilizar US$ 1,3 trilhão para o financiamento climático, ao mesmo tempo em que havia &#8220;um consenso de que esse valor é praticamente inalcançável&#8221;.</p>
<p>Ao fim do diagnóstico, o levantamento apresenta caminhos que deveriam ser perseguidos para minimizar impactos em países mais dependentes de ajuda internacional. Entre as ações estão direcionar recursos escassos para os países mais pobres, especialmente os que dependem excessivamente de poucos doadores; planejar saídas de financiamento de forma &#8220;responsável e coordenada&#8221; e tornar a ajuda mais eficaz e geradora de mais impacto para o desenvolvimento.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/ajuda-internacional-sofre-corte-de-231-em-2025-o-maior-da-historia" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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		<item>
		<title>Carla Akotirene critica visão reducionista do racismo e denuncia violência estrutural contra negros no sistema prisional</title>
		<link>https://weeknews.online/carla-akotirene-critica-visao-reducionista-do-racismo-e-denuncia-violencia-estrutural-contra-negros-no-sistema-prisional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 12:13:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Clique aqui e confira a programação completa]]></category>
		<category><![CDATA[Copene]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Entenda o que é blackwashing e como o “antirracismo de aparência” atua]]></category>
		<category><![CDATA[Luta contra o racismo marca a 12ª Marcha das Mulheres Negras no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisadores]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[racismo estrutural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil A escritora e pesquisadora baiana Carla Akotirene criticou, na noite de terça-feira (28), a forma simplificada como o racismo é tratado na sociedade brasileira. Em palestra de abertura do 14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores (as) Negros (as) (Copene), realizado na Universidade de Brasília (UnB), ela afirmou que a discussão sobre o tema foi reduzida a episódios isolados de xingamentos, como chamar alguém de macaco, ignorando a dimensão estrutural e institucional da violência racial. Para Akotirene, a militância antirracista precisa ir além dos flagrantes filmados de agressões verbais. Ela destacou que, em ambientes como unidades de saúde e penitenciárias, o racismo e o sexismo ocorrem diariamente, mas sem registro, pois não há celulares nas cadeias. &#8220;Não é filmado porque na cadeia&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/07/whatsapp_image_2026-07-29_at_01.28.29_2_copy-1024x512.jpg" alt="Carla Akotirene critica visão reducionista do racismo e denuncia violência estrutural contra negros no sistema prisional" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/racismo-foi-reduzido-chamar-alguem-de-macaco-critica-escritora" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p><a style="display:block;" href="https://weeknews.online/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"></p>
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<p>A escritora e pesquisadora baiana Carla Akotirene criticou, na noite de terça-feira (28), a forma simplificada como o racismo é tratado na sociedade brasileira. Em palestra de abertura do 14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores (as) Negros (as) (Copene), realizado na Universidade de Brasília (UnB), ela afirmou que a discussão sobre o tema foi reduzida a episódios isolados de xingamentos, como chamar alguém de macaco, ignorando a dimensão estrutural e institucional da violência racial.</p>
<p>Para Akotirene, a militância antirracista precisa ir além dos flagrantes filmados de agressões verbais. Ela destacou que, em ambientes como unidades de saúde e penitenciárias, o racismo e o sexismo ocorrem diariamente, mas sem registro, pois não há celulares nas cadeias. &#8220;Não é filmado porque na cadeia não entra celular. A prisão é o próprio racismo&#8221;, afirmou a pesquisadora, que realizou pesquisa etnográfica em uma penitenciária feminina na Bahia. &#8220;Quanto pior é a cadeia, maior é a função racista no tempo&#8221;, completou.</p>
<p>A autora defendeu que os pesquisadores se aprofundem no conhecimento da lei de execução penal brasileira. &#8220;A gente não conhece as regras aplicadas no tratamento de presos. A gente não sabe como funciona a violência contra a mulher dentro da cadeia&#8221;, disse. Ela apontou que o poder público mantém uma estrutura de violência para pessoas em privação de liberdade, especialmente mulheres negras. &#8220;Uma mulher vítima de violência não pode gritar. Ela já está no braço do agressor, que é o Estado. As mulheres negras nunca deixaram de ser subalternizadas, escravizadas ou tomadas pelo patriarcado&#8221;, contextualizou.</p>
<p>Akotirene também abordou o racismo no sistema judicial, afirmando que, do policial ao magistrado, há tentativas de criminalizar mais indivíduos pardos e pretos. &#8220;A polícia chega em nossa comunidade e pede para ver quem vai assumir a droga. O nosso povo é submetido à tortura, principalmente à noite&#8221;, relatou. Ela acrescentou que os processos de prisão em flagrante são feitos de forma propositalmente açodada, criminalizando ainda mais as pessoas negras.</p>
<p>A pesquisadora, que foi a primeira pessoa de sua família a ingressar no ensino superior, destacou o papel do movimento negro na reconfiguração das universidades públicas brasileiras. &#8220;A gente está aqui porque o movimento negro brasileiro reconfigurou as universidades públicas desse país. Quantas pessoas morreram para que a gente pudesse estar aqui?&#8221;, questionou.</p>
<p>O 14º Copene, que ocorre na UnB até sexta-feira (31), tem como objetivo debater projetos de pesquisa, ensino e extensão sobre relações étnico-raciais no Brasil. A programação inclui discussões sobre a realidade social brasileira e a valorização de experiências comunitárias, acadêmicas e políticas que fortalecem a luta antirracista em diferentes territórios. O evento é organizado pela Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e reúne estudiosos de todo o país.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/racismo-foi-reduzido-chamar-alguem-de-macaco-critica-escritora" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/carla-akotirene-critica-visao-reducionista-do-racismo-e-denuncia-violencia-estrutural-contra-negros-no-sistema-prisional/">Carla Akotirene critica visão reducionista do racismo e denuncia violência estrutural contra negros no sistema prisional</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Blackwashing: estudo da ACT Promoção da Saúde revela como empresas usam antirracismo de fachada para lucrar</title>
		<link>https://weeknews.online/blackwashing-estudo-da-act-promocao-da-saude-revela-como-empresas-usam-antirracismo-de-fachada-para-lucrar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 17:26:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[antirracismo de aparência]]></category>
		<category><![CDATA[blackwashing]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[levantamento de 133 páginas]]></category>
		<category><![CDATA[ONG ACT Promoção da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil Um estudo de 133 páginas elaborado por pesquisadores da ONG ACT Promoção da Saúde, lançado no fim de junho, propõe uma reflexão: as corporações são, de fato, engajadas na pauta racial? O levantamento, disponível na página da organização, lista práticas de comunicação e marketing utilizadas por empresas que se “vestem” de aparência antirracista, mas que, na prática, não enfrentam as iniquidades raciais de maneira estrutural. A esse fenômeno os autores deram o nome de blackwashing. Em tradução livre, blackwashing significa “lavagem racial”, no sentido de maquiar a diversidade racial. O termo é análogo ao greenwashing (maquiagem verde ou ambiental) e ao pinkwashing (maquiagem da pauta LGBTQIA+). No estudo, blackwashing é definido como “tática corporativa que instrumentaliza a causa antirracista para&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/07/o_que_e_blackwashing-1024x512.jpg" alt="Blackwashing: estudo da ACT Promoção da Saúde revela como empresas usam antirracismo de fachada para lucrar" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/entenda-o-que-e-blackwashing-e-como-o-antirracismo-de-aparencia-atua" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p><a style="display:block;" href="https://weeknews.online/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"></p>
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<p>Um estudo de 133 páginas elaborado por pesquisadores da ONG ACT Promoção da Saúde, lançado no fim de junho, propõe uma reflexão: as corporações são, de fato, engajadas na pauta racial? O levantamento, disponível na página da organização, lista práticas de comunicação e marketing utilizadas por empresas que se “vestem” de aparência antirracista, mas que, na prática, não enfrentam as iniquidades raciais de maneira estrutural. A esse fenômeno os autores deram o nome de blackwashing.</p>
<p>Em tradução livre, blackwashing significa “lavagem racial”, no sentido de maquiar a diversidade racial. O termo é análogo ao greenwashing (maquiagem verde ou ambiental) e ao pinkwashing (maquiagem da pauta LGBTQIA+). No estudo, blackwashing é definido como “tática corporativa que instrumentaliza a causa antirracista para disfarçar a busca implacável por lucro”.</p>
<p>Os pesquisadores mapearam sete variedades de blackwashing. A primeira é a divulgação seletiva: a comunicação corporativa enfatiza apenas as áreas nas quais a empresa busca melhorar a performance sobre questões raciais, omitindo aquelas em que não houve melhora ou até houve piora. Essa estratégia é chamada de “antirracismo de aparência”.</p>
<p>Há também as políticas e reivindicações vazias, que são implementadas como uma suposta transformação radical nas relações raciais, mas que, na verdade, têm pouco poder de implementação ou baixo potencial de mudança no status quo. Outra variedade são as certificações duvidosas, em que se utilizam certificações conferidas por terceiros para promover um produto ou empresa como benéfico para pessoas negras.</p>
<p>O estudo aponta ainda o apoio e parceria com ONGs cooptadas, associação com organizações que atuam na pauta racial para conferir credibilidade aos esforços corporativos. Os programas voluntários sem eficiência são outra face do blackwashing: compromissos com programas e códigos voluntários para promover equidade racial, mas com mecanismos de aplicação fracos.</p>
<p>Narrativas e discursos enganosos também são comuns: campanhas de marketing que posicionam a corporação como referência antirracista, independentemente do histórico na área. Marcas enganosas usam logos, influenciadores e vozes estratégicas para sugerir que a marca é antirracista. Por fim, há a estratégia de acessar e influenciar a formulação de políticas, ou seja, obter acesso e influência em espaços de tomada de decisão sobre políticas de equidade racial, saúde e direitos da população negra.</p>
<p>Para ilustrar a falta de representatividade real, o estudo traz dados do Instituto Ethos com as 1,1 mil maiores empresas do país. Enquanto 55,5% da população se identifica como preta ou parda, esse grupo compõe menos de 6% dos conselhos das empresas e menos de 14% dos cargos executivos e de diretoria. O relatório afirma que muitas organizações divulgam iniciativas de diversidade, mas não apresentam informações transparentes sobre a composição racial de seus quadros de liderança.</p>
<p>Os autores do estudo afirmam que o blackwashing “não é um desvio de percurso, mas uma peça de engrenagem que mantém a desigualdade racial funcional à acumulação”. Para eles, enfrentar a prática exige mais que denúncias pontuais ou apelos éticos. “Requer a construção de respostas capazes de incidir sobre a arquitetura que o torna possível”, concluem.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/entenda-o-que-e-blackwashing-e-como-o-antirracismo-de-aparencia-atua" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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		<title>Nova espécie de perereca é descoberta no Cerrado mineiro</title>
		<link>https://weeknews.online/nova-especie-de-perereca-e-descoberta-no-cerrado-mineiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 12:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[análises genéticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileira referência em pesquisa sobre HPV é homenageada pela SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado mineiro]]></category>
		<category><![CDATA[Cientistas descobrem nova espécie de perereca-de-bromélia na Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[estudo foi publicado]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ololygon]]></category>
		<category><![CDATA[perereca]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisadores]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Paracatu]]></category>
		<category><![CDATA[UnB]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Pesquisadores descobriram uma nova espécie de perereca que habita exclusivamente o Cerrado do noroeste de Minas Gerais. Batizado de Ololygon paracatu, o anfíbio tem distribuição extremamente restrita e foi registrado apenas em duas localidades próximas no município de Paracatu. A pesquisa envolve instituições como a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Museo Argentino de Ciencias Naturales. O resultado do estudo foi publicado na revista científica Zootaxa. Notícias relacionadas: Brasileira referência em pesquisa sobre HPV é homenageada pela SBPC. Cientistas descobrem nova espécie de perereca-de-bromélia na Bahia. O estudo combinou análises genéticas, comparações morfológicas e gravações de vocalizações. Parte essencial desse processo envolveu o uso de coleções biológicas. De&#8230;</p>
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				</p>
<p>Pesquisadores descobriram uma nova espécie de perereca que habita exclusivamente o Cerrado do noroeste de Minas Gerais. Batizado de Ololygon paracatu, o anfíbio tem distribuição extremamente restrita e foi registrado apenas em duas localidades próximas no município de Paracatu.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/02/1771329649_10_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/02/1771329649_769_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>A pesquisa envolve instituições como a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Museo Argentino de Ciencias Naturales.</strong> O resultado do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.mapress.com/zt/article/view/zootaxa.5757.6.2" target="_blank">estudo foi publicado</a> na revista científica <em>Zootaxa</em>.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Brasileira referência em pesquisa sobre HPV é homenageada pela SBPC.</li>
<li>Cientistas descobrem nova espécie de perereca-de-bromélia na Bahia.</li>
</ul>
<p>O estudo combinou análises genéticas, comparações morfológicas e gravações de vocalizações. Parte essencial desse processo envolveu o uso de coleções biológicas.</p>
<p><strong>De pequeno porte, a espécie apresenta diferenças morfológicas, acústicas e moleculares em relação a outras pererecas do mesmo gênero.</strong> Os machos medem entre 20,4 e 28,2 milímetros, enquanto as fêmeas variam de 29,3 a 35,2 milímetros.</p>
<p>Assim como outras espécies do gênero Ololygon, o animal vive nas chamadas matas de galeria, vegetação florestal associadas a rios de pequeno porte, córregos de águas rápidas e leito rochoso. A nova espécie é a oitava do gênero Ololygon descrita no Cerrado, ampliando a lista de anfíbios endêmicos do bioma.</p>
<h2>Homenagem</h2>
<p><strong>O nome da nova espécie faz referência ao Rio Paracatu, um dos principais afluentes do Rio São Francisco.</strong> A escolha carrega também um alerta ambiental. Durante o trabalho de campo, os pesquisadores observaram sinais de degradação em parte dos riachos analisados, como assoreamento.</p>
<p>“A conservação dos córregos e riachos onde essa nova espécie vive é essencial não apenas para sua sobrevivência, mas para a manutenção do próprio Rio Paracatu e seus afluentes”, alerta Daniele Carvalho, pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN-ICMBio) e primeira autora do estudo.</p>
<blockquote>
<p>“Descrever uma espécie é dar um nome a ela; é torná-la visível para a ciência e para a sociedade. Esperamos que esse nome ajude a chamar a atenção para a crise hídrica e ambiental que assola essa importante bacia hidrográfica e que ameaça não apenas aos anfíbios, mas toda sociedade”, afirma Daniele.</p>
</blockquote>
<p>“A pesquisa é fruto de anos de esmero e dedicação ao estudo dos anfíbios do Cerrado, um bioma incrivelmente rico, porém severamente subestimado e ameaçado”, complementa Reuber Brandão, professor da UnB e membro da RECN, iniciativa da Fundação Grupo Boticário.</p>
<p> Rafael Cardoso &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-02/nova-especie-de-perereca-e-descoberta-no-cerrado-mineiro">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 17 Feb 2026 08:33:00 -0300 </p>

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		<title>Geólogos flagram fragmentação de placas tectônica nas Américas</title>
		<link>https://weeknews.online/geologos-flagram-fragmentacao-de-placas-tectonica-nas-americas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 13:11:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Américas]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisadores]]></category>
		<category><![CDATA[placas tectônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Um grupo de pesquisadores de universidades dos Estados Unidos e Canadá mapearam a área de encontro entre três placas tectônicas ao longo da costa oeste da América do Norte, ao redor da ilha de Vancouver. O processo permitiu entender como as placas interagem e será base para estudos sobre terremotos e processos geológicos. Na prática foi a primeira vez que um estudo geológico conseguiu detalhar essa dinâmica. O grupo de 20 cientistas fez um tipo de escaneamento do solo oceânico em uma faixa de 75 km, usando um sonar especializado. A falha da área pesquisada se estende por todo o litoral do Pacífico na América do Norte, indo do Canadá até a California, ao sul dos Estados Unidos. Entre as conclusões do estudo,&#8230;</p>
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<p><strong>Um grupo de pesquisadores de universidades dos Estados Unidos e Canadá mapearam a área de encontro entre três placas tectônicas ao longo da costa oeste da América do Norte, ao redor da ilha de Vancouver.</strong> O processo permitiu entender como as placas interagem e será base para estudos sobre terremotos e processos geológicos.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1762002666_730_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1762002666_402_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Na prática foi a primeira vez que um estudo geológico conseguiu detalhar essa dinâmica. <strong>O grupo de 20 cientistas fez um tipo de escaneamento do solo oceânico em uma faixa de 75 km, usando um sonar especializado. A falha da área pesquisada se estende por todo o litoral do Pacífico na América do Norte, indo do Canadá até a California, ao sul dos Estados Unidos.</strong></p>
<p>Entre as conclusões do estudo, publicadas em artigos em junho e setembro de 2024, estão que uma das placas está se fragmentando, processo que diminui sua atividade, mas que a região ainda é ativa e está relacionada a atividade de vulcões e à incidência de terremotos de grande intensidade.<strong> Os cientistas classificaram esse espaço de interação como um tipo de &#8220;megasistema&#8221; ou zona de subducção, onde uma placa se sobrepõe às outras. Esse tipo de sistema envolve uma quantidade enorme de energia e é muito difícil de ser parado, levando a grandes fissuras, e é esse o tipo de interação que restava inédito. </strong></p>
<p><strong>O sistema, composto pelas placas Juan de Fuca e Explorer, que deslizam sob a placa norte-americana, se desenvolve lentamente e está criando &#8220;pedaços&#8221; no leito oceânico, com a fragmentação da placa Juan de Fuca. Os dados foram coletados durante o Cascadia Seismic Imaging Experiment (CASIE21) de 2021, financiado pela National Science Foundation, dos Estados Unidos.</strong></p>
<p> </p>
<p> Guilherme Jeronymo, Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/geologos-flagram-fragmentacao-de-placas-tectonica-nas-americas">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 01 Nov 2025 09:48:00 -0300 </p>

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		<title>Grileiros ameaçam servidores do Incra e quilombolas em área de Goiás</title>
		<link>https://weeknews.online/grileiros-ameacam-servidores-do-incra-e-quilombolas-em-area-de-goias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Aug 2025 16:21:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Ameaças]]></category>
		<category><![CDATA[Arroz produzido por quilombolas abastece cozinha solidária em Sergipe]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Goiás]]></category>
		<category><![CDATA[Governo entrega certidão de autodefinição a quilombolas do Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisadores]]></category>
		<category><![CDATA[quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[revela Censo do IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Seis em cada dez quilombolas vivem em área rural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem sido ameaçada, nos últimos dias, por grileiros em extensa área rural (de aproximadamente 1,5 mil hectares), chamada de Antinha de Baixo, na cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO).  Esses profissionais avaliam se o território pode ser demarcado e titulado como remanescente quilombola. Para os descendentes, o lugar é “Antinha dos Pretos”. Lideranças da comunidade quilombola também se sentem ameaçadas (foto). Notícias relacionadas: Seis em cada dez quilombolas vivem em área rural, revela Censo do IBGE. Governo entrega certidão de autodefinição a quilombolas do Maranhão. Arroz produzido por quilombolas abastece cozinha solidária em Sergipe. “A etapa do estudo antropológico (atualmente em andamento) tem sido marcada por fortes ameaças contra&#8230;</p>
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]]></description>
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				</p>
<p>Uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem sido ameaçada, nos últimos dias, por grileiros em extensa área rural (de aproximadamente 1,5 mil hectares), chamada de Antinha de Baixo, na cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO). <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1755447667_974_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1755447667_589_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>Esses profissionais avaliam se o território pode ser demarcado e titulado como remanescente quilombola. Para os descendentes, o lugar é “Antinha dos Pretos”. Lideranças da comunidade quilombola também se sentem ameaçadas (foto).</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Seis em cada dez quilombolas vivem em área rural, revela Censo do IBGE.</li>
<li>Governo entrega certidão de autodefinição a  quilombolas do Maranhão.</li>
<li>Arroz produzido por quilombolas abastece cozinha solidária em Sergipe.</li>
</ul>
<p>“A etapa do estudo antropológico (atualmente em andamento) tem sido marcada por fortes ameaças contra os servidores do Incra-DF e Entorno”, informou o órgão em documento enviado à <strong>Agência Brasil</strong>.  </p>
<p>O Incra não divulga os nomes dos autores das ameaças e como procedem. Questionado, o órgão disse que partiriam “de pessoas e grupos, inclusive políticos, que têm interesses nessas terras”.</p>
<p><strong>Para garantir a segurança dos pesquisadores, o Incra informou que procurou apoio das “instituições do sistema de justiça e forças de segurança para acompanhar o processo investigativo por meio da Câmara Nacional de Conciliação Agrária”.</strong></p>
<p>Questionada sobre a denúncia do Incra, a Polícia Militar do Estado de Goiás informou que atua de forma preventiva e ostensiva. “Em relação ao fato mencionado, não recebeu nenhuma solicitação formal, mas se coloca à disposição de qualquer interessado”, afirmou. A Secretaria de Segurança Pública não respondeu os questionamentos da reportagem. </p>
<p> </p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=433512:cheio_8colunas --><br />
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/0d7a3913.jpg" alt="Santo Antônio do Descoberto (GO), 08/08/2025 - Desocupação de área rural no entorno do DF remanescente de quilombo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta"><!--copyright=433512-->Santo Antônio do Descoberto (GO), 08/08/2025 &#8211; Desocupação de área rural no entorno do DF remanescente de quilombo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil &#8211; <strong>Valter Campanato/Agência Brasil</strong><!--END copyright=433512--></h6>
</div>
</div>
<p> </p>
<h2>Conflito judicial</h2>
<p>Liderança comunitária em Santo Antônio do Descoberto, a professora Railda Oliveira testemunha que a equipe do Incra precisou de apoio da Polícia Federal para fazer o trabalho de coleta de material. “As pessoas estavam realmente ameaçadas na comunidade de Antinha”.</p>
<p>Para os pesquisadores, tudo pode ser importante. Rastros, pistas, reminiscências, documentos, inscrições, informações orais e até cruz de cemitério. O primeiro passo para o reconhecimento como território quilombola foi dado por parte da comunidade ao solicitar o autorreconhecimento pela Fundação Cultural Palmares. </p>
<p>O documento da Fundação Palmares foi publicado no dia 1º de agosto. Dois dias antes, uma decisão assinada pela juíza Ailime Virgínia Martins determinava a desocupação de 32 imóveis da comunidade.</p>
<p>A disputa judicial pela região começou na década de 1940. O morador Francisco Apolinário Viana pediu que a terra fosse regularizada no nome dele. Em 1985, mais três pessoas (Luiz Soares de Araújo, Raul Alves de Andrade Coelho e Maria Paulina Boss) também entraram na justiça. Lideranças da comunidade alegam que os documentos seriam falsos. Maria Paulina era esposa de Emival Caiado. Com esse argumento, os descendentes dessa família pediram a posse.</p>
<p>A comunidade reclamou que a decisão não levou em conta o pedido de remeter o caso à Justiça Federal ao ignorar o protocolo feito para a Fundação Palmares. No dia 5 de agosto, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, havia decidido suspender a ordem de desocupação. O caso passou a ser da alçada da Justiça Federal.</p>
<p>Só que pelo menos 10 casas foram destruídas por homens em tratores a serviço de beneficiários da decisão. Membros da comunidade <strong>(foto em destaque)</strong> apontaram que um fazendeiro chamado Murilo Caiado se apresentou como proprietário da área e que teria dado ordens para tomar posse dos imóveis. O empresário não foi localizado pela reportagem. </p>
<p>Outro beneficiário seria o irmão dele, o desembargador Breno Caiado. A <strong>Agência Brasil</strong> também não conseguiu contato com o magistrado.  </p>
<p>Eles são primos do atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Por meio da assessoria de comunicação, o governo afirma que Caiado não é parte do processo e que não cabe comentário sobre decisão judicial.</p>
<p>O advogado Francisco Porfírio, de 56 anos, que mora na região desde 2005 e é presidente da associação dos moradores, disse que a derrubada foi traumática. “Resta entrar na Justiça para ser indenizado”, afirmou enquanto levava móveis em uma caminhonete para a casa de um familiar.</p>
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            <img decoding="async" src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/0d7a3861.jpg" alt="Santo Antônio do Descoberto (GO), 08/08/2025 - Francisco Porfírio fala sobre área de desocupação rural no entorno do DF remanescente de quilombo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/0d7a3861.jpg" alt="Santo Antônio do Descoberto (GO), 08/08/2025 - Francisco Porfírio fala sobre área de desocupação rural no entorno do DF remanescente de quilombo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta"><!--copyright=433506-->Santo Antônio do Descoberto (GO), 08/08/2025 &#8211; Francisco Porfírio fala sobre área de desocupação rural no entorno do DF remanescente de quilombo. Foto: <strong>Valter Campanato/Agência Brasil</strong><!--END copyright=433506--></h6>
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<h2>Quilombolas</h2>
<p>A decisão do STF representou alívio para o motorista Jair da Silva Moreira, de 58 anos, uma das lideranças quilombolas do local. Ele é nascido e criado na mesma casa, construída há mais de 60 anos, e que ficou por um triz de ser derrubada na primeira semana de agosto. “Eu e minha família ficamos sem dormir. Não tem como ficar tranquilo. Meu avô Saturnino (já falecido) também sempre recebeu ameaças por ser quilombola e morar aqui”.</p>
<p>Tomar banho no Córrego da Inês, apreciar a vista do Morro da Liduvina, correr por entre o canavial, recostar-se à sombra da mangueira plantada pelo avô. Cada cantinho de Antinha de Baixo tem significados especiais para a família dele &#8211; cerca de 400 pessoas.</p>
<p> “Todos ficamos inconformados e, depois, um pouco mais aliviados. Mas ainda há pessoas armadas andando pela nossa comunidade que é de nossos ancestrais”. Nas proximidades de casa, está o cemitério em que os avós e bisavós estão enterrados.</p>
<p>O avô Saturnino, segundo o neto, já tinha sido ameaçado por fazendeiros do local, segundo Jair. “Meu avô já dizia que eles iriam criar uns documentos falsos para tomar nossa terra. Isso foi em 1995”, recorda. Desta vez, em 2025, viu de novo pessoas circulando armadas e tirando fotos das casas deles. “No dia em que iriam derrubar minha casa, um homem ficou na porta de casa e o outro ficou lá dentro”, disse. Uma marca de saudade é uma mangueira que ele viu o avô plantar há 50 anos. </p>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/0d7a3987.jpg" alt="Santo Antônio do Descoberto (GO), 08/08/2025 - Jair da Silva mostra área de desocupação rural no entorno do DF remanescente de quilombo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta"><!--copyright=433520-->Santo Antônio do Descoberto (GO), 08/08/2025 &#8211; Jair da Silva mostra área de desocupação rural no entorno do DF remanescente de quilombo. Foto:<strong>Valter Campanato/Agência Brasil</strong><!--END copyright=433520--></h6>
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<p>O primo de Jair, o agricultor Gilson Pereira, de 48 anos, diz que a roça de casa é a vida para eles. “Quem tenta tirar a gente daqui, quer nos matar. Eu não sei fazer outra coisa sem ser plantar para viver e vender na feira da cidade”.</p>
<p>Nos fundos da casa, estão as plantações de milho, feijão, banana e cana. Outra especialidade da família é a produção e venda da rapadura. “O doce é símbolo da nossa resistência também. É nossa raiz. Temos tanta história dos nossos antepassados, e a gente viu que ia perder tudo de um minuto para o outro”, afirma Gilson. </p>
<p>Quando se viu ameaçado, o agricultor lembrou do pai Espiridião Pereira, falecido há mais de seis anos, que o ensinou a plantar cana e a fazer a rapadura. Pensou também nos dois filhos, um adulto, advogado, e uma criança. Outra produtora rural quilombola, Geralda da Silva, de 56 anos, testemunha que todos na comunidade ainda estão assustados. “Inclusive as crianças que não entendiam o que estava ocorrendo. Elas choraram e agora estão mais tranquilas”.  </p>
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        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/0d7a3925.jpg" alt="Santo Antônio do Descoberto (GO), 08/08/2025 - Gilson Dionísio fala sobre área de desocupação rural no entorno do DF remanescente de quilombo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"><br />
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<h6 class="meta"><!--copyright=433513-->Santo Antônio do Descoberto (GO), 08/08/2025 &#8211; Gilson Dionísio fala sobre área de desocupação rural no entorno do DF remanescente de quilombo. Foto:<strong>Valter Campanato/Agência Brasil</strong><!--END copyright=433513--></h6>
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</div>
<p>Para outra produtora rural, Maria Aparecida da Silva, de 58 anos, que diz sentir felicidade em se identificar como quilombola, manter o chão onde nasceu significa manter a história viva para os oito filhos. “A gente ouve falar que esses fazendeiros podem estar interessados em nossa área por ser terra rara, rica em minérios. Mas nossa família só quer plantar”.</p>
<p>Diante do córrego de Antinha, em que os mais velhos se acostumaram a se refrescar, homens e mulheres da região estavam emocionados. “Essas águas são limpas. A gente pode beber. Nossos filhos e netos também viverão aqui. A gente ainda tem muito medo, mas agora também alguma esperança”, diz Jair Moreira. </p>
<p> Luiz Claudio Ferreira &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-08/grileiros-ameacam-servidores-do-incra-e-quilombolas-em-area-de-goias">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 17 Aug 2025 10:17:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/grileiros-ameacam-servidores-do-incra-e-quilombolas-em-area-de-goias/">Grileiros ameaçam servidores do Incra e quilombolas em área de Goiás</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>GO: grileiros ameaçam pesquisadores do Incra em área com quilombolas</title>
		<link>https://weeknews.online/go-grileiros-ameacam-pesquisadores-do-incra-em-area-com-quilombolas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Aug 2025 13:31:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Ameaças]]></category>
		<category><![CDATA[Arroz produzido por quilombolas abastece cozinha solidária em Sergipe]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Governo entrega certidão de autodefinição a quilombolas do Maranhão]]></category>
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		<category><![CDATA[revela Censo do IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Seis em cada dez quilombolas vivem em área rural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem sido ameaçada, nos últimos dias, por grileiros em extensa área rural (de aproximadamente 1,5 mil hectares), chamada de Antinha de Baixo, na cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO).  Esses profissionais avaliam se o território pode ser definido como remanescente quilombola. Para os descendentes, o lugar é a comunidade “Antinha dos Pretos”. Notícias relacionadas: Seis em cada dez quilombolas vivem em área rural, revela Censo do IBGE. Governo entrega certidão de autodefinição a quilombolas do Maranhão. Arroz produzido por quilombolas abastece cozinha solidária em Sergipe. “A etapa do estudo antropológico (atualmente em andamento) tem sido marcada por fortes ameaças contra os servidores do Incra-DF e Entorno”, informou o órgão&#8230;</p>
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<p>O post <a href="https://weeknews.online/go-grileiros-ameacam-pesquisadores-do-incra-em-area-com-quilombolas/">GO: grileiros ameaçam pesquisadores do Incra em área com quilombolas</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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				</p>
<p>Uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem sido ameaçada, nos últimos dias, por grileiros em extensa área rural (de aproximadamente 1,5 mil hectares), chamada de Antinha de Baixo, na cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO). <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1755437468_691_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/08/1755437469_519_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Esses profissionais avaliam se o território pode ser definido como remanescente quilombola. Para os descendentes, o lugar é a comunidade “Antinha dos Pretos”.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Seis em cada dez quilombolas vivem em área rural, revela Censo do IBGE.</li>
<li>Governo entrega certidão de autodefinição a  quilombolas do Maranhão.</li>
<li>Arroz produzido por quilombolas abastece cozinha solidária em Sergipe.</li>
</ul>
<p>“A etapa do estudo antropológico (atualmente em andamento) tem sido marcada por fortes ameaças contra os servidores do Incra-DF e Entorno”, informou o órgão em documento enviado à <strong>Agência Brasil</strong>.  </p>
<p>O Incra não divulga os nomes dos autores das ameaças e como procedem. Questionado, o órgão se limitou a escrever que partiriam “de pessoas e grupos, inclusive políticos, que têm interesses nessas terras”.</p>
<p>Para garantir a segurança dos pesquisadores, o Incra informou que procurou apoio das “instituições do sistema de justiça e forças de segurança para acompanhar o processo investigativo por meio da Câmara Nacional de Conciliação Agrária”.</p>
<p>Questionada sobre a denúncia do Incra, a Polícia Militar do Estado de Goiás informou que atua de forma preventiva e ostensiva. “Em relação ao fato mencionado, não recebeu nenhuma solicitação formal, mas se coloca à disposição de qualquer interessado”, afirmou. A Secretaria de Segurança Pública não respondeu os questionamentos da reportagem. </p>
<p>Para os pesquisadores, tudo pode ser importante. Rastros, pistas, reminiscências, documentos, inscrições, informações orais e até cruz de cemitério. O primeiro passo para o reconhecimento como território quilombola foi dado por parte da comunidade ao solicitar o autorreconhecimento pela Fundação Cultural Palmares. </p>
<p>Liderança comunitária em Santo Antônio do Descoberto, a professora Railda Oliveira testemunha que a equipe do Incra precisou de apoio da Polícia Federal para fazer o trabalho de coleta de material. “As pessoas estavam realmente ameaçadas na comunidade de Antinha”.</p>
<h2>Conflito judicial</h2>
<p>O documento da Fundação Palmares foi publicado no dia 1º de agosto. Dois dias antes, uma decisão assinada pela juíza Ailime Virgínia Martins determinava a desocupação de 32 imóveis da comunidade.</p>
<p>A disputa judicial pela região começou na década de 1940. O morador Francisco Apolinário Viana pediu que a terra fosse regularizada no nome dele. Em 1985, mais três pessoas (Luiz Soares de Araújo, Raul Alves de Andrade Coelho e Maria Paulina Boss) também entraram na justiça. Lideranças da comunidade alegam que os documentos seriam falsos. Maria Paulina era esposa de Emival Caiado. Com esse argumento, os descendentes dessa família pediram a posse.</p>
<p>A comunidade reclamou que a decisão não levou em conta o pedido de remeter o caso à Justiça Federal ao ignorar o protocolo feito para a Fundação Palmares. No dia 5 de agosto, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, havia decidido suspender a ordem de desocupação. O caso passou a ser da alçada da Justiça Federal.</p>
<p>Só que pelo menos 10 casas foram destruídas por homens em tratores a serviço de beneficiários da decisão. Membros da comunidade apontaram que um fazendeiro chamado Murilo Caiado se apresentou como proprietário da área e que teria dado ordens para tomar posse dos imóveis. O empresário não foi localizado pela reportagem. </p>
<p>Outro beneficiário seria o irmão dele, o desembargador Breno Caiado. A <strong>Agência Brasil</strong> também não conseguiu contato com o magistrado.  </p>
<p>Eles são primos do atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Por meio da assessoria de comunicação, o governo afirma que Caiado não é parte do processo e que não cabe comentário sobre decisão judicial.</p>
<p>O advogado Francisco Porfírio, de 56 anos, que mora na região desde 2005 e é presidente da associação dos moradores, disse que a derrubada foi traumática. “Resta entrar na Justiça para ser indenizado”, afirmou enquanto levava móveis em uma caminhonete para a casa de um familiar.</p>
<h2>Quilombolas</h2>
<p>A decisão do STF representou alívio para o motorista Jair da Silva Moreira, de 58 anos, uma das lideranças quilombolas do local. Ele é nascido e criado na mesma casa, construída há mais de 60 anos, e que ficou por um triz de ser derrubada na primeira semana de agosto. “Eu e minha família ficamos sem dormir. Não tem como ficar tranquilo. Meu avô Saturnino (já falecido) também sempre recebeu ameaças por ser quilombola e morar aqui”.</p>
<p>Tomar banho no Córrego da Inês, apreciar a vista do Morro da Liduvina, correr por entre o canavial, recostar-se à sombra da mangueira plantada pelo avô. Cada cantinho de Antinha de Baixo tem significados especiais para a família dele &#8211; cerca de 400 pessoas.</p>
<p> “Todos ficamos inconformados e, depois, um pouco mais aliviados. Mas ainda há pessoas armadas andando pela nossa comunidade que é de nossos ancestrais”. Nas proximidades de casa, está o cemitério em que os avós e bisavós estão enterrados.</p>
<p>O avô Saturnino, segundo o neto, já tinha sido ameaçado por fazendeiros do local, segundo Jair. “Meu avô já dizia que eles iriam criar uns documentos falsos para tomar nossa terra. Isso foi em 1995”, recorda. Desta vez, em 2025, viu de novo pessoas circulando armadas e tirando fotos das casas deles. “No dia em que iriam derrubar minha casa, um homem ficou na porta de casa e o outro ficou lá dentro”, disse. Uma marca de saudade é uma mangueira que ele viu o avô plantar há 50 anos. </p>
<p>O primo dele, o agricultor Gilson Pereira, de 48 anos, diz que a roça de casa é a vida para eles. “Quem tenta tirar a gente daqui, quer nos matar. Eu não sei fazer outra coisa sem ser plantar para viver e vender na feira da cidade”.</p>
<p>Nos fundos da casa, estão as plantações de milho, feijão, banana e cana. Outra especialidade da família é a produção e venda da rapadura. “O doce é símbolo da nossa resistência também. É nossa raiz. Temos tanta história dos nossos antepassados, e a gente viu que ía perder tudo de um minuto para o outro”, afirma Gilson. </p>
<p>Quando se viu ameaçado, o agricultor lembrou do pai Espiridião Pereira, falecido há mais de seis anos, que o ensinou a plantar cana e a fazer a rapadura. Pensou também nos dois filhos, um adulto, advogado, e uma criança. Outra produtora rural quilombola, Geralda da Silva, de 56 anos, testemunha que todos na comunidade ainda estão assustados. “Inclusive as crianças que não entendiam o que estava ocorrendo. Elas choraram e agora estão mais tranquilas”.  </p>
<p>Para outra produtora rural, Maria Aparecida da Silva, de 58 anos, que diz sentir felicidade em se identificar como quilombola, manter o chão onde nasceu significa manter a história viva para os oito filhos. “A gente ouve falar que esses fazendeiros podem estar interessados em nossa área por ser terra rara, rica em minérios. Mas nossa família só quer plantar”.</p>
<p>Diante do córrego de Antinha, em que os mais velhos se acostumaram a se refrescar, homens e mulheres da região estavam emocionados. “Essas águas são limpas. A gente pode beber. Nossos filhos e netos também viverão aqui. A gente ainda tem muito medo, mas agora também alguma esperança”, diz Jair Moreira. </p>
<p> Luiz Claudio Ferreira &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-08/go-grileiros-ameacam-pesquisadores-do-incra-em-area-com-quilombolas">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 17 Aug 2025 10:17:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/go-grileiros-ameacam-pesquisadores-do-incra-em-area-com-quilombolas/">GO: grileiros ameaçam pesquisadores do Incra em área com quilombolas</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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