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	<title>Arquivo de prioridades - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de prioridades - WeekNews</title>
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		<title>Guerras no Congo e menor cooperação em saúde favorecem surto do ebola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 10:12:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[a ajuda internacional dos EUA prevista no orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[a União Europeia anunciou € 15 milhões]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paz]]></category>
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		<category><![CDATA[OMS e CDC África lançam plano de resposta ao surto de ebola na região]]></category>
		<category><![CDATA[os EUA se apresentam como maior país doador]]></category>
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		<category><![CDATA[publicaram um plano para conter a expansão do vírus]]></category>
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		<category><![CDATA[SP descarta segundo caso suspeito de ebola]]></category>
		<category><![CDATA[Três morrem no Quênia em protestos contra centro dos EUA para ebola]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. As guerras que dilaceram o Leste da República Democrática do Congo (RDC) há décadas e a redução da cooperação internacional na área da saúde favoreceram a proliferação do atual surto de ebola na África. A doença volta a assombrar o continente em meio à escassez de profissionais de saúde na região. O epicentro do surto ocorre na província de Ituri, no Nordeste da RDC, que responde por 93% do total de casos confirmados (676) no país, seguida pelas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, que são os departamentos mais afetados pelas guerras congolesas. A quase 2 mil quilômetros de distância da capital do país, Kinshasa, essa é uma região disputada por cerca de 100 grupos paramilitares que lutam pelo controle das atividades minerais da RDC.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container" style="text-align:center; margin:35px 0 15px 0;">
    <a href="https://weeknews.online/" target="_blank" style="display:block;"></p>
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<p>    </a>
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<p>Feed Últimas.</p>

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<div>
<p><strong>As guerras que dilaceram o Leste da República Democrática do Congo (RDC) há décadas e a redução da cooperação internacional na área da saúde favoreceram a proliferação do atual surto de ebola na África. A doença volta a assombrar o continente em meio à escassez de profissionais de saúde na região.</strong></p>
<p>O epicentro do surto ocorre na província de Ituri, no Nordeste da RDC, que responde por 93% do total de casos confirmados (676) no país, seguida pelas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, que são os departamentos mais afetados pelas guerras congolesas.</p>
<p>A quase 2 mil quilômetros de distância da capital do país, Kinshasa, <strong>essa é uma região disputada por cerca de 100 grupos paramilitares que lutam pelo controle das atividades minerais da RDC</strong>. Estima-se que milhões de pessoas sejam refugiadas das guerras locais.</p>
<p>“O surto está se desenrolando em um contexto humanitário complexo e afetado por conflitos, caracterizado por populações altamente móveis e frequentemente deslocadas”, diz informe da Organização Mundial da Saúde (OMS), que acrescenta que o surto continua a evoluir rapidamente.<br /> </p>
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    <!-- END scald=463273 --></div>
<p><h6 class="meta">Província de Ituri é o epicentro do surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) &#8211; <strong>Foto: Reuters/Gradel Muyisa Mumbere/Arquivo/Proibida reprodução</strong><!--END copyright=463273--></h6>
</p>
</div>
<p>O professor de história da África da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Nuno Carlos de Fragoso Vidal explica à <strong>Agência Brasil </strong>que <strong>o atual surto surgiu em uma região marginalizada da RDC que está sob influência de Ruanda, que financia o principal grupo paramilitar naquela região, o M23.</strong></p>
<blockquote>
<p>“É um conflito latente que já causou várias dezenas de milhares de mortos ao longo dos anos. É uma terra de ninguém, uma zona de grupos armados e de influência de Ruanda, que explora recursos naturais a seu favor. Esses grupos exploram, por exemplo, o coltan [mineral crítico] e depois ele é exportado via Ruanda”, afirma o especialista.</p>
</blockquote>
<p>Natural de Angola, o professor acrescenta que <strong>as equipes de saúde têm dificuldade em acessar as áreas controladas por grupos paramilitares hostis.</strong> Ele lembra que o suposto <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-06/ruanda-e-congo-assinam-acordo-de-paz-mediado-pelos-estados-unidos" target="_blank">acordo de paz</a> costurado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, com os governos de Ruanda e da RDC, em junho de 2025, não tem saído do papel.  </p>
<p>“Esses acordos não saem do papel porque emergiu em Ruanda um presidente [Paul Kagame] com pretensões de controlar uma vasta região e recursos que não pertencem ao país. E ele é muito protegido pelo Ocidente, pelos EUA, mas, sobretudo, pela Inglaterra. Existe, de fato, uma apropriação indevida de recursos daquela zona do Congo”, comenta.</p>
<p><strong>Além da República Democrática do Congo, o surto afeta também Uganda, um país vizinho. </strong>“Em Uganda, o surto permanece epidemiologicamente ligado à transmissão originada na República Democrática do Congo”, diz a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.who.int/emergencies/disease-outbreak-news/item/2026-DON607" target="_blank">OMS</a>.</p>
<h2>Menor cooperação internacional</h2>
<p>Além das guerras do Leste da RDC,<strong> especialistas acrescentam que a redução da cooperação internacional na área da saúde, nos últimos anos, também favorece o surto de ebola e citam, como agravante, a saída dos Estados Unidos da OMS.</strong> Washington figurava como maior doador da organização.</p>
<p>Além disso, <strong><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://foreignassistance.gov/cd/congo%20(kinshasa)/2024/obligations/1" target="_blank">a ajuda internacional dos EUA prevista no orçamento</a> para a República Democrática do Congo caiu cerca de 90%, saindo de US$ 1,41 bilhão em 2024, para US$ 0,14 bilhão, em 2026.</strong> Esse é um dos resultados da política de Donald Trump de reduzir a ajuda internacional estadunidense no mundo, em especial, a fornecida por meio da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID).</p>
<p>Apesar da redução no financiamento da saúde global, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.state.gov/releases/office-of-the-spokesperson/2026/06/ebola-response-update-june-5-2026" target="_blank">os EUA se apresentam como maior país doador</a> para combate ao surto de ebola, com cerca de US$ 338 milhões em assistência humanitária à RDC, ao Sudão do Sul e a Uganda.<br /> </p>
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    <!-- END scald=462955 --></div>
<p><h6 class="meta">Profissional de saúde mede a temperatura de um rebelde do M23 na entrada do Laboratório Rodolphe Merieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB), onde são examinadas amostras de casos suspeitos de ebola, como parte da resposta à epidemia em Goma, província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo &#8211; <strong>Foto: Reuters/Arlette Bashizi/Arquivo/Proibida reprodução</strong><!--END copyright=462955--></h6>
</p>
</div>
<p>O presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Rômulo Paes de Sousa, acrescenta à <strong>Agência Brasil</strong> que <strong>a postura dos EUA de esvaziar as organizações multilaterais, como a OMS, em favor de estruturas de cooperação bilaterais, traz incertezas para o combate ao novo surto.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Além da redução do nível de repasse de recursos para área da saúde, há o desmonte das estruturas de governança da saúde global. Os repasses, que antes ocorriam através de estruturas conhecidas, agora ficaram ligados a negociações bilaterais contaminadas por interesses comerciais, sobretudo em relação a terras raras, que é da pauta de interesse econômico dos EUA”, explica o epidemiologista.</p>
</blockquote>
<p>A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Africanos (Nenaf) da ESPM, Natalia Fingermann, destacou que<strong> as mudanças nos canais de cooperação internacionais dificultam o monitoramento sobre a aplicação desses recursos.</strong></p>
<p>“Era muito fácil os EUA levarem esses recursos via OMS, pois ficava completamente transparente essa transferência. Hoje a gente sabe que o CDC da África ainda não recebeu nenhuma transferência norte-americana desse montante anunciado”, explicou.</p>
<p>Na semana passada, a OMS informou que três laboratórios na RDC ficaram sem insumos para testes de detecção do vírus ebola.</p>
<h2>Potências aumentam gastos com defesa</h2>
<p><strong>O aumento dos gastos em defesa de potências europeias é apontado como fator adicional que dificulta a resposta à emergência de saúde global representada pelo ebola na África,</strong> como destaca a professora de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Natalia Fingermann.</p>
<blockquote>
<p>“Desde o ano passado, a União Europeia e alguns países importantes dentro da África, como o Reino Unido e França, optaram por reduzir os recursos de ajuda internacional para ampliar os gastos militares internos”, comenta Natalia Fingermann.</p>
</blockquote>
<p>Em 2025, os países da Europa, pressionados pelos EUA, concordaram em elevar os gastos com defesa de 2% até 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve um aumento de 20% no total gasto com defesa pelos países europeus, e pelo Canadá, se comparado com 2024, segundo o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.nato.int/en/news-and-events/articles/news/2026/03/26/nato-secretary-generals-annual-report-shows-significant-increase-in-defence-investment-from-europe-and-canada" target="_blank">Relatório Anual</a> da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).</p>
<p>Para combater o ebola, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.eeas.europa.eu/sites/default/files/2026/documents/security_ebola-response_factsheet_en.pdf" target="_blank">a União Europeia anunciou € 15 milhões</a> em assistência humanitária adicional para o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC da África).<br /> </p>
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    <!-- END scald=463719 --></div>
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<p><!--copyright=463719-->Movimentação de pessoas em Kampala, Uganda, país também afetado pelo surto de ebola &#8211; <strong>Foto: Reuters/Abubaker Lubowa/Arquivo/Proibida reprodução</strong><!--END copyright=463719--></p>
</div>
</div>
<h2>Escassez de profissionais</h2>
<p>A União Africana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-06/oms-e-cdc-africa-lancam-plano-de-resposta-ao-surto-de-ebola-na-regiao" target="_blank">publicaram um plano para conter a expansão do vírus</a>, em que solicitam aportes financeiros de US$ 517 milhões para os próximos seis meses.</p>
<p>Em comunicado, o CDC África, órgão continental de combate a doenças, destacou que, entre os principais problemas para o controle do surto de ebola, está a escassez de profissionais, como epidemiologistas, clínicos e especialistas de laboratório.</p>
<p>Para o Conselho Consultivo e Técnico do CDC África, <strong>as <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://africacdc.org/news-item/africa-cdc-advisory-council-calls-for-stronger-community-engagement-and-cross-border-cooperation-on-ebola/" target="_blank">prioridades</a> são, entre outras, a ampliação da capacidade de testes diagnósticos rápidos da doença e a melhoria do “acesso humanitário e a coordenação civil-militar para garantir que as equipes de resposta possam chegar em segurança às comunidades afetadas”.</strong></p>
<p>Para o professor de história da África da UFRJ Nuno Vidal, <strong>como ocorrem dentro do continente africano, os surtos de ebola não despertam o interesse que mereceriam.</strong></p>
<p>“Do ponto de vista exclusivamente sanitário, o medo é que isto pudesse, eventualmente, sair para fora da África. Enquanto não sair da África, ou não se espalhar muito para além daquela região, não aciona todos os alarmes à nível internacional”, avalia.</p>
<h2>Casos e mortes na RDC e Uganda</h2>
<p>Dados da OMS registrados até o dia 10 de junho informam que <strong>foram confirmados 676 casos do vírus Ebola na República Democrática do Congo, com 136 mortes.</strong></p>
<p><strong>Em Uganda, até o dia 11 de junho, foram registrados 19 casos confirmados e dois óbitos.</strong> “Uganda não relatou nenhum novo caso nos últimos seis dias”, diz a OMS. Pelo menos 37 pessoas se recuperaram da doença nos dois países.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p></p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-06/guerras-no-congo-e-menor-cooperacao-em-saude-favorecem-surto-do-ebola" target="_blank" rel="nofollow noopener">Agência Brasil EBC</a></p>
<p></p>
<p>Tue, 16 Jun 2026 07:02:00 -0300</p>
<p></p>

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			</item>
		<item>
		<title>Sociedade civil discute prioridades nesta sexta e sábado no Rio</title>
		<link>https://weeknews.online/sociedade-civil-discute-prioridades-nesta-sexta-e-sabado-no-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 16:35:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho Popular]]></category>
		<category><![CDATA[Cúpula do Brics]]></category>
		<category><![CDATA[Entenda o que é o Brics]]></category>
		<category><![CDATA[Especialistas defendem que Brics devem se unir para avançar em IA]]></category>
		<category><![CDATA[grupo que se reúne a partir de domingo no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[prioridades]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança da Cúpula do Brics terá esquema semelhante ao do G20]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. Instituições da sociedade civil dos países que integram o Conselho Popular do Brics se reúnem nesta sexta-feira (4) e sábado (5), no Rio de Janeiro. O conselho é um fórum civil criado na reunião do grupo de nações, realizada no ano passado em Kazan, na Rússia, e faz, nesses próximos dias, sua primeira reunião oficial. Na abertura da sessão oficial, na manhã de hoje, no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, afirmou que o Brics precisa promover a interação não apenas dos governos, mas também dos povos desses países. Notícias relacionadas: Especialistas defendem que Brics devem se unir para avançar em IA. Entenda o que é o Brics, grupo que se reúne a&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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        </a>
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<p><p style="text-align:center">
                    <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/02/logo-agenciabrasil.svg.svg+xml" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px">
				</p>
<p>Instituições da sociedade civil dos países que integram o Conselho Popular do Brics se reúnem nesta sexta-feira (4) e sábado (5), no Rio de Janeiro. O conselho é um fórum civil criado na reunião do grupo de nações, realizada no ano passado em Kazan, na Rússia, e faz, nesses próximos dias, sua primeira reunião oficial.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/07/1751646908_617_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/07/1751646909_480_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>Na abertura da sessão oficial, na manhã de hoje, no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, afirmou que o Brics precisa promover a interação não apenas dos governos, mas também dos povos desses países.</strong></p>
<blockquote>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Especialistas defendem que Brics devem se unir para avançar em IA.</li>
<li>Entenda o que é o Brics, grupo que se reúne a partir de domingo no Rio.</li>
<li>Segurança da Cúpula do Brics terá esquema semelhante ao do G20.</li>
</ul>
<p>“O Brics talvez seja uma das grandes inovações da história recente da geopolítica internacional, porque estabelece um diálogo de colocar prioridades do Sul Global e das populações desses países no debate internacional”, disse o ministro. “São as pessoas que sabem das suas necessidades, das suas vontades, dos seus desejos, das suas dores e isso tem que ser transformado em políticas públicas”.</p>
</blockquote>
<p>O Conselho Popular é uma plataforma que busca, por meio do fortalecimento da participação dos movimentos populares e da sociedade civil, promover o diálogo e a cooperação com os governos. A ideia é propor soluções conjuntas para desafios globais e regionais e auxiliar na formulação de políticas e na promoção do desenvolvimento sustentável para os países do Brics.</p>
<p><strong>A reunião do Conselho Popular antecede o encontro dos chefes de governo do bloco, formado por 11 países que funciona como um foro de articulação político-diplomática e de cooperação de países do Sul Global. O encontro será realizado no domingo (6) e na segunda-feira (7).</strong></p>
<h2>Brics</h2>
<p>O Brics, cuja primeira reunião ministerial ocorreu em 2006, incluía inicialmente Brasil, Rússia, Índia e China, com base na ideia de um economista do banco de investimentos Goldman Sachs, que reconhecia o dinamismo de crescimento econômico desses quatro países (o acrônimo inicial era Bric).</p>
<p>Em 2011, o grupo recebeu a adesão da África do Sul, tornando-se Brics. Mais recentemente, em 2023, outras seis nações se tornaram membros efetivos: Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes, Indonésia, Egito e Etiópia. Mais dez países são membros parceiros: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão.</p>
<h2>Conselho Popular</h2>
<p><strong>Em sua primeira sessão oficial, o Conselho Popular discutirá as recomendações elaboradas em encontros prévios de sete grupos de trabalho nas áreas de saúde, educação, ecologia, cultura, finanças, segurança cibernética (e inteligência artificial) e respeito à soberania para a paz mundial.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Esse encontro do Rio de Janeiro, coroa um processo de debate que começou em março deste ano, reunindo mais de 120 participantes, de 57 organizações brasileiras e 63 organizações dos demais países do Brics, em torno dos debates de sete grupos de trabalho, que produziram recomendações aos governos desses países”, explica a integrante do Conselho Popular Rita Coitinho.</p>
</blockquote>
<p>Segundo ela, o conjunto de recomendações dos grupos de trabalho “traz temáticas ligadas ao fortalecimento da cooperação Sul-Sul, a construção de pontes entre os países, a partir da aproximação dessas áreas sensíveis que são a educação, a cultura, os esportes e mesmo a cooperação na área de saúde. Essa cooperação, que é tão importante para o Sul Global, pensando, por exemplo, nas doenças socialmente determinadas, nesses males que são típicos dos países em desenvolvimento, dos países pobres que não recebem a atenção das grandes farmacêuticas”</p>
<p>Ao fim da sessão oficial, um documento será consolidado para ser entregue aos chefes de governo do Brics, em sua reunião de cúpula, neste domingo. Rita explica que uma versão preliminar das recomendações dos grupos de trabalho já foi entregue aos diplomatas do Brics, no fim de junho.</p>
<p>“Tem uma série de recomendações que nós fazemos na área de esporte, de cultura, de saúde, que não vemos razão para não serem acolhidas, porque elas estão muito sintonizadas com o espírito dessa reunião do Brics. É claro que o nosso documento é extenso, as recomendações são muitas, então a gente também não pode esperar que tudo neste momento vá se transmutar em parágrafos do documento final [dos líderes], mas temos boas expectativas”, disse Rita, que integra o Centro Brasileiro de Solidariedade Aos Povos e Luta Pela Paz (Cebrapaz).</p>
<p><strong>Entre as entidades que participaram das discussões está o Movimento Nacional de População em Situação de Rua.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Existem mais de 6 milhões de pessoas em situação de rua no bloco do Brics. O grupo não pode ficar falando apenas de economia, tem que falar de desenvolvimento e não de desenvolvimento só de instituições, mas desenvolvimento humano. De que adianta a gente exigir uma nova reforma da governança global sem incluir a população”, afirma o secretário executivo do Movimento, Flávio Lino.</p>
</blockquote>
<p> Vitor Abdala &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-07/sociedade-civil-discute-prioridades-nesta-sexta-e-sabado-no-rio">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Fri, 04 Jul 2025 13:22:00 -0300 </p>

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		<title>Brasil divulga prioridades de sua presidência à frente do Brics</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Feb 2025 21:47:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Brasil anuncia entrada da Indonésia como membro pleno do Brics]]></category>
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		<category><![CDATA[Brics estuda medidas para regular Inteligência Artificial]]></category>
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		<category><![CDATA[Nigéria se associa ao Brics como país parceiro]]></category>
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<p>O governo brasileiro divulgou nesta quinta-feira (13) um <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://brics.br/pt-br/documentos" target="_blank" title="https://brics.br/pt-br/documentos">documento</a> que sintetiza as prioridades de sua presidência à frente dos Brics. Ele foi disponibilizado no site recém-lançado que reúne o calendário de atividades previstas para 2025 e informações sobre o bloco, que é composto por países emergentes e voltado para o desenvolvimento socioeconômico sustentável.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/02/1739483264_139_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/02/1739483265_289_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>São elencadas duas prioridades &#8211; cooperação do Sul Global e parcerias para o desenvolvimento social &#8211; que se desdobram em seis áreas centrais: cooperação em saúde global, comércio e finanças, mudança do clima, governança de inteligência artificial, reforma da arquitetura multilateral de paz e segurança e desenvolvimento institucional.</p>
<p>Uma das discussões que deve ganhar centralidade envolve propostas de mudanças na estrutura da Organização das Nações Unidas (ONU), pauta que o Brasil vem defendendo em diferentes fóruns internacionais.</p>
<p>Na área de cooperação em saúde global é mencionada a necessidade de incremento nos investimentos na área de pesquisa e de produção de medicamentos e vacinas.</p>
<p>Entre os temas relacionados com as finanças, destacam-se a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a agenda de financiamento climático. O documento lembra que o Brasil também sedia em 2025 a 30ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP-30).</p>
<h2>Integridade e uso ético</h2>
<p>Há ainda menções ao debate sobre proteção de dados pessoais e garantia da integridade das informações para o uso ético, seguro, confiável e responsável das tecnologias de inteligência artificial.</p>
<p>A sigla Brics é uma junção da primeira letra de cada um dos cinco primeiros membros: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Nos últimos dois anos, no entanto, o bloco vem se expandindo e foram incorporados seis novos membros: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Além disso, foram admitidos como países parceiros Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.</p>
<p>A presidência é exercida de forma rotativa. A cada ano, o país que lidera o bloco organiza a Cúpula de Chefes de Estado. Em 2025, o encontro deve ocorrer no Rio de Janeiro. No atual formato, ele é precedido de um extenso calendário de eventos mobilizando diferentes áreas dos governos dos blocos.</p>
<p>A primeira Cúpula de Chefes de Estado ocorreu em 2009 na cidade de Ecaterimburgo, na Rússia. Desde então, o encontro ocorre anualmente sempre em um país diferente da edição anterior.</p>
<h2>Cooperação</h2>
<p>O Brasil foi sede em três ocasiões: 2010 e 2019 em Brasília e 2014 em Fortaleza. O calendário de 2025 está sendo organizado em torno do lema Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável.</p>
<p>O documento que elenca as prioridades do governo brasileiro classifica o Brics como espaço voltado para a construção coletiva para se encontrar soluções diante dos desafios colocados no mundo e dos conflitos.</p>
<p>São registradas preocupações com o aprofundamento das tensões geopolíticas e com a fragilidade da ordem multilateral internacional vigente. &#8220;O recurso insensato ao unilateralismo e a ascensão do extremismo em várias partes do mundo ameaçam a estabilidade global e aprofundam as desigualdades que penalizam as populações mais vulneráveis em diferentes partes do planeta&#8221;, informa o texto.</p>
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<p> Léo Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-02/brasil-divulga-prioridades-de-sua-presidencia-frente-dos-brics">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 13 Feb 2025 18:01:00 -0300 </p>

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