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	<title>Arquivo de Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática - WeekNews</title>
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		<title>Rio de Janeiro sedia a primeira Cúpula Quilombola do Clima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2025 11:44:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[33 milhão de quilombolas divididos em 1]]></category>
		<category><![CDATA[7 mil municípios]]></category>
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		<category><![CDATA[Após protesto]]></category>
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		<category><![CDATA[Comunidades Quilombolas]]></category>
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		<category><![CDATA[indígenas Munduruku são recebidos por presidente da COP]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa revela que 60% dos quilombos sofrem invasões e garimpo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A cidade do Rio de Janeiro sedia, neste sábado (15), a primeira Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima. O evento, que ocorre paralelamente à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, reunirá pelo menos 15 lideranças quilombolas e será aberto ao público.   A cúpula é promovida pela Associação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj) e pela organização não governamental Koinonia e será realizada na Fundição Progresso, na região central do Rio.  Notícias relacionadas: Pesquisa revela que 60% dos quilombos sofrem invasões e garimpo. Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática. Após protesto, indígenas Munduruku são recebidos por presidente da COP. “O que a gente sempre vê é que, nessas pautas&#8230;</p>
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				</p>
<p>A cidade do Rio de Janeiro sedia, neste sábado (15), a primeira Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima. O evento, que ocorre paralelamente à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, reunirá pelo menos 15 lideranças quilombolas e será aberto ao público.  <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763207055_953_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763207055_766_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>A cúpula é promovida pela Associação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj) e pela organização não governamental Koinonia e será realizada na Fundição Progresso, na região central do Rio. </p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Pesquisa revela que 60% dos quilombos sofrem invasões e garimpo.</li>
<li>Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática.</li>
<li>Após protesto, indígenas Munduruku são recebidos por presidente da COP.</li>
</ul>
<p>“O que a gente sempre vê é que, nessas pautas ocidentais, as comunidades negras tradicionais acabam não tendo tanta visibilidade quanto outros grupos de comunidades tradicionais, como os povos originários&#8221;, afirma a diretora executiva de Koinonia, Ana Gualberto.</p>
<p>Para ela, é necessário compreender que todas as comunidades tradicionais têm um papel importante para a manutenção da diversidade no Brasil e no mundo.</p>
<p>Segundo o Censo 2022, o Brasil tem 1,33 milhão de quilombolas divididos em 1,7 mil municípios. No Rio de Janeiro, apenas três territórios têm titulação oficial, porém segundo a Acquilerj esse número é maior, chegando a 54. A estimativa é que cerca de 20 mil pessoas vivem nesses territórios. </p>
<p><strong>Ana Gualberto destaca que a questão territorial é a principal demanda a ser discutida no sábado e afirma que, sem a titulação de territórios, não há possibilidade de garantia e de vivência de direito pleno.</strong></p>
<blockquote>
<p>&#8220;Você vai ter questões urgentes de saneamento básico, de acesso à água de qualidade, de acesso a direitos de saúde, de educação, de garantia da sua cultura. Então, as demandas são diversas, mas todas elas perpassam pela garantia do território&#8221;. </p>
</blockquote>
<p>Além das 15 lideranças quilombolas, alguns representantes da Defensoria Pública da União já confirmaram presença na cúpula. O evento é gratuito e começa às 9h, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://bit.ly/CupulaVozesQuilombolas">basta apenas retirar o ingresso no site</a>.</p>
<h2>COP30</h2>
<p>De acordo com a presidente da Acquilerj, Bia Nunes, a cúpula surgiu da falta de espaço dos territórios quilombolas em grandes centros de debate sobre preservação ambiental. Ela acredita que a realização da COP30 no Brasil seja um ótimo momento para trazer visibilidade ao tema. </p>
<p>“Sabendo que a COP30 teria um esvaziamento muito grande, muito forte, da população quilombola, a gente se organizou e se movimentou para fazer esse momento de escuta das nossas vozes”, diz. </p>
<p>A organização espera que a mensagem da primeira Cúpula Quilombola do Clima possa chegar às autoridades em Belém, e à toda sociedade civil, para unir forças no combate às mudanças climáticas. </p>
<p>“Para que essa sociedade brasileira saiba que existe uma população, que é a população quilombola, que está nos seus territórios fazendo toda a preservação, mas também sofrendo os impactos ambientais causados pela especulação imobiliária, pela invasão das grandes empresas e da falta de política pública”, finaliza Nogueira. </p>
<p><em>*Estagiária sob a supervisão da jornalista Mariana Tokarnia. </em></p>
<p> Alice Rodrigues* , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/rio-de-janeiro-sedia-primeira-cupula-quilombola-do-clima">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 15 Nov 2025 08:23:00 -0300 </p>

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		<title>Pesquisa revela que 60% dos quilombos sofrem invasões e garimpo</title>
		<link>https://weeknews.online/pesquisa-revela-que-60-dos-quilombos-sofrem-invasoes-e-garimpo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 15:01:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 ]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[COP30: Cúpula dos Povos critica omissão de países na tomada de decisão]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Sumaúma]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Povos de terreiros e quilombolas fazem encontro em paralelo à COP30]]></category>
		<category><![CDATA[quilombo]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombola]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. As invasões e o garimpo ilegal ocorrem em quase 60% das comunidades quilombolas brasileiras, segundo pesquisa inédita do Instituto Sumaúma, organização da sociedade civil sem fins lucrativos. O estudo foi lançado nesta quinta-feira (13), durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Intitulado Corpos-territórios quilombolas e o fio conectado da ancestralidade: entre as agendas de justiça climática e as práticas culturais e comunicacionais, o estudo alerta para a sobreposição entre crises climáticas e violações de direitos humanos, que ameaçam os territórios e os modos de vida dessas comunidades. Mais da metade (54,7%) desses territórios já reporta secas extremas e 43,4% sofrem com a perda de suas plantações. Notícias relacionadas: Povos de terreiros e quilombolas fazem encontro em paralelo à COP30.&#8230;</p>
<p class="excerpt-more"><a class="blog-excerpt button" href="https://weeknews.online/pesquisa-revela-que-60-dos-quilombos-sofrem-invasoes-e-garimpo/">Leia mais...</a></p>
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				</p>
<p>As invasões e o garimpo ilegal ocorrem em quase 60% das comunidades quilombolas brasileiras, segundo pesquisa inédita do Instituto Sumaúma, organização da sociedade civil sem fins lucrativos. <strong>O estudo foi lançado nesta quinta-feira (13), durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763046066_898_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/11/1763046066_703_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Intitulado <em>Corpos-territórios quilombolas e o fio conectado da ancestralidade: entre as agendas de justiça climática e as práticas culturais e comunicacionais</em>, o estudo alerta para a sobreposição entre crises climáticas e violações de direitos humanos, que ameaçam os territórios e os modos de vida dessas comunidades. Mais da metade (54,7%) desses territórios já reporta secas extremas e 43,4% sofrem com a perda de suas plantações.</p>
<blockquote>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Povos de terreiros e quilombolas fazem encontro em paralelo à COP30.</li>
<li>Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática.</li>
<li>COP30: Cúpula dos Povos critica omissão de países na tomada de decisão.</li>
</ul>
<p>&#8220;Os dados provam o que as lideranças denunciam há décadas: o racismo ambiental define quem recebe investimento e quem tem seu território invadido. Não haverá justiça climática enquanto o financiamento climático não adotar lentes antirracistas. Os quilombos não são apenas vítimas das mudanças climáticas, eles são detentores das soluções ancestrais de manejo e proteção que o Brasil precisa”, alerta Taís Oliveira, diretora do Instituto Sumaúma.</p>
</blockquote>
<p>A pesquisa também mostra que 64,2% das lideranças quilombolas enfrentam barreiras para captar recursos devido ao racismo estrutural. A exclusão é agravada por falhas no ecossistema de filantropia e investimento social, que raramente prioriza projetos liderados por comunidades negras. </p>
<p>A agenda de sobrevivência e direitos básicos é ainda mais urgente: o racismo (87%), a demanda por políticas públicas (85%) e educação (77,4%) foram os temas mais citados.</p>
<p><strong>O estudo destaca o protagonismo feminino e jovem entre comunicadores quilombolas &#8211; 58,5% são mulheres e quase 70% têm entre 18 e 39 anos de idade.</strong> Apesar do alto nível de escolaridade, 88% vivem com até cinco salários mínimos. </p>
<p>Outro dado crítico é a baixa infraestrutura digital: quase metade das comunidades enfrenta problemas de internet e sinal móvel. Ainda assim, 96% usam o celular diariamente e 87% recorrem às redes sociais como ferramenta de mobilização.</p>
<p><strong>As conclusões do estudo reforçam a urgência de políticas públicas e financiamento antirracista que reconheçam o papel das comunidades quilombolas na justiça climática e na preservação dos biomas brasileiros.</strong></p>
<p>“Ainda existe uma imagem equivocada e até estereotipada de que os quilombolas vivem isolados, e essa não é a realidade. Assim como outras populações, nós também temos acesso à internet, frequentamos faculdade e levamos uma vida como qualquer outra. A diferença está na nossa relação com a natureza, que vem de nossas heranças ancestrais e se baseia no cuidado com todas as formas de vida. Para nós, nada disso é novo, é só a maneira como vivemos”, esclarece Juliane Sousa, quilombola, jornalista e pesquisadora que atua como consultora convidada na pesquisa.</p>
<p> Rafael Cardoso &#8211; Enviado Especial , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/pesquisa-revela-que-60-dos-quilombos-sofrem-invasoes-e-garimpo">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 13 Nov 2025 11:27:00 -0300 </p>

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		<item>
		<title>Caravana social vai à COP30 denunciar megaprojetos do agronegócio</title>
		<link>https://weeknews.online/caravana-social-vai-a-cop30-denunciar-megaprojetos-do-agronegocio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2025 13:24:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Com 468 km]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades devem participar de decisões da COP30]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[está suspenso por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF)]]></category>
		<category><![CDATA[Ferrogrão]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Para especialistas]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<category><![CDATA[Trilha Amazônia Atlântica será inaugurada na COP30]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://weeknews.online/caravana-social-vai-a-cop30-denunciar-megaprojetos-do-agronegocio/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Indígenas e movimentos sociais anunciaram a Caravana da Resposta, uma mobilização que vai percorrer mais de 3 mil quilômetros entre Mato Grosso e Belém, rumo à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). O objetivo é denunciar os impactos da monocultura e dos grandes corredores logísticos do agronegócio na Amazônia e no Cerrado. Mais de 300 participantes de dezenas de organizações, povos e comunidades tradicionais seguirão pela chamada “rota da soja”. Durante o percurso, estão previstos atos públicos, manifestações culturais e espaços de diálogo com as comunidades. Notícias relacionadas: Para especialistas, comunidades devem participar de decisões da COP30. Com 468 km, Trilha Amazônia Atlântica será inaugurada na COP30. Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática. O barco que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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				</p>
<p>Indígenas e movimentos sociais anunciaram a Caravana da Resposta, uma mobilização que vai percorrer mais de 3 mil quilômetros entre Mato Grosso e Belém, rumo à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). <strong>O objetivo é denunciar os impactos da monocultura e dos grandes corredores logísticos do agronegócio na Amazônia e no Cerrado.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1761398647_690_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1761398648_519_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Mais de 300 participantes de dezenas de organizações, povos e comunidades tradicionais seguirão pela chamada “rota da soja”. Durante o percurso, estão previstos atos públicos, manifestações culturais e espaços de diálogo com as comunidades.</p>
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<li>Com 468 km, Trilha Amazônia Atlântica será inaugurada na COP30.</li>
<li>Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática.</li>
</ul>
<p>O barco que conduzirá a etapa final da viagem também servirá como alojamento coletivo e cozinha solidária em Belém, para que os participantes possam estar presentes na conferência climática. A iniciativa pretende se contrapor ao modelo exportador que, segundo os organizadores, “concentra riquezas, destrói florestas e ameaça modos de vida”.</p>
<h2>Corredores logísticos</h2>
<p>A mobilização é organizada pela Aliança Chega de Soja, uma articulação que surgiu em 2024 e hoje reúne mais de 40 organizações. Entre os objetivos do movimento estão impedir megaprojetos como a Ferrogrão, projeto de ferrovia que ligaria Sinop (MT) a Itaituba (PA), para transportar grãos e reduzir custos logísticos.</p>
<p>De acordo com estudos da <em>Climate Policy Initiative</em> (CPI), da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), a construção da Ferrogrão pode causar o desmatamento de até 49 mil km² de floresta. O projeto, defendido por corporações internacionais do agronegócio, está suspenso por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), à espera de retomada do julgamento, depois do pedido de vista do ministro Flávio Dino.</p>
<p>Além do Ferrogrão, o movimento critica os projetos de hidrovias dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, pede o fortalecimento da agroecologia e da pesca artesanal, e propõe um modelo de infraestrutura &#8220;voltado às pessoas, e não ao lucro&#8221;.</p>
<p>“Não vamos permitir que o interesse de grandes corporações destrua nossos rios e florestas. Querem transformar nossos rios em hidrovias mortas, nossas casas em corredor logístico, e entregar nossas florestas para os ricos, que ganham dinheiro com a soja, ficarem ainda mais ricos. Mas nós vamos defender nossos territórios, porque disso depende o futuro de todo mundo”, diz a liderança indígena Alessandra Munduruku.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Alessandra Korap Munduruku, líder dos povos indígenas Munduruku da Amazônia brasileira, fala durante o TEDxAmazônia <strong>Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=427184--></h6>
</div>
</div>
<h2>Alternativas</h2>
<p><strong>A Caravana da Resposta também busca dar visibilidade a alternativas agroecológicas e sistemas de sociobiodiversidade. </strong>A defesa é pela valorização da produção de pequenos agricultores e comunidades tradicionais.</p>
<p>O percurso de 14 dias seguirá tanto por terra — pela BR-163, conhecida como “rodovia da soja” — quanto por água, pelos rios Tapajós e Amazonas, com paradas em portos como Miritituba e Santarém, para ações conjuntas com comunidades locais.</p>
<p>Em Belém, os participantes se unirão às mobilizações populares Cúpula dos Povos e COP do Povo, para reforçar o protagonismo dos povos da floresta e das comunidades tradicionais na construção de uma agenda climática justa e inclusiva.</p>
<p> Rafael Cardoso &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-10/caravana-social-vai-cop30-denunciar-megaprojetos-do-agronegocio">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 25 Oct 2025 10:08:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/caravana-social-vai-a-cop30-denunciar-megaprojetos-do-agronegocio/">Caravana social vai à COP30 denunciar megaprojetos do agronegócio</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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		<title>Para especialistas, comunidades devem participar de decisões da COP30</title>
		<link>https://weeknews.online/para-especialistas-comunidades-devem-participar-de-decisoes-da-cop30/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 22:43:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[afirmou no início do mês em visita]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidades Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Conseguimos pré-consensos para negociações]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[diz presidente da COP30]]></category>
		<category><![CDATA[grandes concentrações urbanas com maior proporção]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança Climática]]></category>
		<category><![CDATA[obras irão permanecer para a população]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. “Imagine você assinar um contrato que você não entende nada, que você não sabe o que está escrito e você perder a sua terra por causa disso”. É assim que Natália Nascimento, representante da Associação dos Moradores do Baixo Riozinho (Asmobri), descreve o que ocorreu com ribeirinhos na região do Médio Rio Juruá, no Amazonas. A população, segundo Natália, é assediada por conta do mercado de carbono, um ativo cada vez mais valioso no comércio da transição energética. Notícias relacionadas: Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática. Conseguimos pré-consensos para negociações, diz presidente da COP30 . De forma simplificada, para reduzir as emissões globais de gases poluentes na atmosfera, que levam, entre outras consequências, ao aquecimento do planeta, empresas recorrem&#8230;</p>
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<p>“Imagine você assinar um contrato que você não entende nada, que você não sabe o que está escrito e você perder a sua terra por causa disso”. É assim que Natália Nascimento, representante da Associação dos Moradores do Baixo Riozinho (Asmobri), descreve o que ocorreu com ribeirinhos na região do Médio Rio Juruá, no Amazonas.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1761000184_307_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/10/1761000184_53_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p><strong>A população, segundo Natália, é assediada por conta do mercado de carbono, um ativo cada vez mais valioso no comércio da transição energética. </strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
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<li>Quilombolas lançam NDC própria e cobram inclusão na política climática.</li>
<li>Conseguimos pré-consensos para negociações, diz presidente da COP30 .</li>
</ul>
<p>De forma simplificada, para reduzir as emissões globais de gases poluentes na atmosfera, que levam, entre outras consequências, ao aquecimento do planeta, empresas recorrem àqueles que emitem menos ou mesmo reduzem as emissões para atmosfera.</p>
<p><strong>Por meio de acordos, as empresas garantem a preservação de territórios e compram créditos de emissão de carbono, o que permite que emitam mais gases poluentes, sem desequilibrar a emissão total global.</strong></p>
<p>Um dos problemas é que, como ressalta Natália Nascimento, esses acordos são feitos com populações tradicionais, sem que elas sequer entendam o que realmente está em jogo e o que podem perder; além de não ter a garantia de que a empresa tem condições de cumprir com o que está se comprometendo a fazer.</p>
<p>No caso dos acordos assinados com a Asmobri, <strong>Natália conta que a empresa prometia mais do que poderia dar e impactaria o modo de vida da população além do que estava informando. O Ministério Público Federal foi acionado e a comunidade aguarda decisão judicial. </strong></p>
<blockquote>
<p>“As pessoas que assinaram esse contrato, a maioria da comunidade, são leigas. Elas não sabem nem o que elas assinaram”, relata a representante. “Vamos permanecer firmes e confiando na Justiça”, diz.</p>
</blockquote>
<h2>Conflitos do Clima</h2>
<p>Natália Nascimento relatou o caso nesta segunda-feira (20), no evento COP30 e os Conflitos do Clima: REDD+, Mineração e as Lutas por Justiça Racial e de Gênero, promovido pelo Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).</p>
<p>O Baixo Riozinho é apenas um dos exemplos dos impactos das mudanças climáticas sobretudo nas populações e áreas mais vulneráveis.</p>
<p>De acordo com os debatedores, o tema deve ser considerado quando se discute transição energética em espaços como o da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em novembro em Belém.</p>
<h2>Excluídos das decisões</h2>
<p>A diretora de Programas da Anistia Internacional Brasil, Alexandra Montgomery, que também participou do debate, destacou que justamente as populações mais vulneráveis são as excluídas dos espaços de tomada de decisão, como a própria COP30.</p>
<blockquote>
<p>“Quando você olha quem sofreu de maneira desproporcional esses impactos [climáticos], você vai ver que é um determinado grupo da população. É um determinado conjunto populacional. Então, a gente tá na mesma tempestade, mas a gente não tá no mesmo barco”, enfatiza. &#8220;Essas pessoas são colocadas de fora, elas são intencionalmente colocadas do lado de fora das mesas de negociação.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Alexandra ressalta que o Brasil possui 16.390 milhões de pessoas que moram em favelas e comunidades urbanas, o que representa 8,1% do total da população brasileira, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>Belém, que sedia em novembro a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), lidera a lista de grandes concentrações urbanas com maior proporção de habitantes morando em comunidades, com 57,1% da população nessas condições.  </p>
<p>“Quando a gente tá falando de mudanças climáticas, de eventos climáticos extremos, de alagamento, de enchente, a gente tá falando que boa parte dessas pessoas, que moram nessas áreas de risco, não participa ou não é escutada nas discussões sobre as cidades”, diz a diretora.</p>
<h2>Impactos em Belém</h2>
<p><strong>Às vésperas da COP30, Alexandra Montgomery chama atenção também para os impactos que serão deixados na própria cidade de Belém apenas por conta da realização desse grande evento na cidade. </strong></p>
<blockquote>
<p>“Quando um grande empreendimento entra num território, o que ele faz é aprofundar todos os problemas que aquele território já tem”, enfatiza ela.</p>
</blockquote>
<p>Guilherme Carvalho, que é educador popular da organização não governamental (ONG) Fase – Solidariedade e Educação, acompanha os preparativos para a COP e também demonstrou preocupação.</p>
<p>“Belém está se transformando em uma cidade espetáculo e uma cidade espetáculo calcada no racismo ambiental, porque todos os dejetos estão sendo jogados na periferia, sem que haja qualquer indicação do governo do estado de que aqueles dejetos sofrerão algum tipo de tratamento no futuro”, afirma.</p>
<p>Ele também falou sobre os impactos dos altos preços na capital paraense não apenas para aqueles que irão participar do evento, mas também para a população local, que já está sendo afetada.</p>
<blockquote>
<p>“Como toda cidade espetáculo, você tem a gourmetização dos conhecimentos tradicionais, porque agora está cheio de cozinha utilizando os ingredientes, as ervas, falando do resgate da cultura amazônica, mas não devolvendo nada para aqueles que realmente dependem desse conhecimento tradicional”, diz.</p>
</blockquote>
<p>E acrescenta: “Os aluguéis ficaram absurdos e não só os aluguéis de quem vem para a COP, mas de quem vive na cidade. Os preços dos aluguéis dispararam e os preços do serviço de um modo geral também dispararam”.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva justifica a escolha de Belém como uma oportunidade de mostrar ao mundo a Amazônia.</p>
<p>“Eu sabia que Belém era uma cidade com problemas. Têm os problemas de drenagem, têm os problemas da pobreza. Mas veja, por que nós aceitamos do Brasil fazer a COP lá? É porque é preciso mostrar para o mundo o que é a Amazônia e o que é o Pará. Não vai ser a COP do luxo, é a COP da verdade&#8221;, afirmou no início do mês em visita ao Pará. </p>
<p>O presidente também afirmou que estão sendo feitos investimentos na cidade e que, após o fim do evento, as obras irão permanecer para a população local. Segundo ele, <strong>o governo federal está fazendo um investimento de quase R$ 6 bilhões na cidade. </strong></p>
<p> </p>
<p> Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-10/para-especialistas-comunidades-devem-participar-de-decisoes-da-cop30">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 20 Oct 2025 19:33:00 -0300 </p>

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