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	<title>Arquivo de Saúde cria grupo para propor ações de cuidados a pessoas com autismo - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Saúde cria grupo para propor ações de cuidados a pessoas com autismo - WeekNews</title>
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		<title>Autismo: mulheres são as principais cuidadoras, revela pesquisa</title>
		<link>https://weeknews.online/autismo-mulheres-sao-as-principais-cuidadoras-revela-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 11:50:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[>>Entenda o que é o transtorno do espectro autista]]></category>
		<category><![CDATA[<<Síndrome de Asperger: entenda por que o termo não é mais usado]]></category>
		<category><![CDATA[autismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa do Autismo no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Queima de fogos pode desencadear crise sensorial em autistas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde cria grupo para propor ações de cuidados a pessoas com autismo]]></category>
		<category><![CDATA[Senado aprova incentivo ao diagnóstico de autismo em adultos e idosos]]></category>
		<category><![CDATA[TEA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Haja emoção nos olhos da advogada Anaiara Ribeiro, de 43 anos, quando presenciou o filho, João, de 18 anos, chegar a uma faculdade em Brasília, no Distrito Federal. “Era o sonho dele fazer o curso de jornalismo”. Tamanha foi a realização que a mãe também resolveu se matricular e viver, com ele, a experiência da sala de aula. Ser parceirona de João em tudo é a razão da vida de Anaiara, muito antes do diagnóstico de autismo (de leve a moderado) no filho. Notícias relacionadas: Senado aprova incentivo ao diagnóstico de autismo em adultos e idosos. Queima de fogos pode desencadear crise sensorial em autistas. Saúde cria grupo para propor ações de cuidados a pessoas com autismo. O laudo, que ele só teve&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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				</p>
<p><strong>Haja emoção nos olhos da advogada Anaiara Ribeiro, de 43 anos, quando presenciou o filho, João, de 18 anos, chegar a uma faculdade em Brasília, no Distrito Federal. “Era o sonho dele fazer o curso de jornalismo”.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1775130649_441_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1775130649_248_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Tamanha foi a realização que a mãe também resolveu se matricular e viver, com ele, a experiência da sala de aula. Ser parceirona de João em tudo é a razão da vida de Anaiara, muito antes do diagnóstico de autismo (de leve a moderado) no filho.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Senado aprova incentivo ao diagnóstico de autismo em adultos e idosos.</li>
<li>Queima de fogos pode desencadear crise sensorial em autistas.</li>
<li>Saúde cria grupo para propor ações de cuidados a pessoas com autismo.</li>
</ul>
<p>O laudo, que ele só teve com 8 anos de idade, foi a confirmação do que ela percebia no dia a dia e das necessidades principais do menino. Desde que João tinha dois anos de idade, Anaiara passou a correr diariamente por consultas de diferentes especialistas.</p>
<p>A mãe resolveu pedir demissão do trabalho e viver como autônoma para poder dar mais suporte ao menino. Trabalha noites, feriados e finais de semana para dar conta de tudo.</p>
<blockquote>
<p>“Nada faria sentido se não fosse para ver a felicidade dele, e o seu crescimento, ver onde ele já chegou hoje”.</p>
</blockquote>
<p>A vida impôs a ela mais desafios ainda depois que veio o divórcio do pai de João. A cuidadora da pessoa com autismo ser uma mulher, como no caso de Anaiara, é uma realidade brasileira. Esse é um dos resultados do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.mapaautismobrasil.com.br/" target="_blank"><em>Mapa do Autismo no Brasil</em></a> que traz respostas de 23.632 pessoas de todos os estados.</p>
<h2>Pesquisa</h2>
<p>Os dados detalhados só serão publicados oficialmente na próxima quinta-feira, dia 9, uma semana após o dia de conscientização sobre o autismo, hoje (2). Dessas respostas, 18.175 são de pessoas responsáveis por uma pessoa autista, 2.221 são as responsáveis e também estão dentro do espectro. A pesquisa teve ainda 4.604 respostas de pessoas autistas acima dos 18 anos de idade.</p>
<p>O mapeamento inédito em cenário nacional foi uma iniciativa do Instituto Autismos, que é uma organização não governamental.</p>
<blockquote>
<p>“A maior parte das cuidadoras são mulheres. E grande parte dessas mulheres não estão no mercado de trabalho. Isso fala muito sobre o cuidado”, adiantou a presidente do instituto, a musicoterapeuta Ana Carolina Steinkopf, em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>.</p>
</blockquote>
<p><strong>&lt;&lt;Entenda o que é o transtorno do espectro autista</strong></p>
<h2>Diagnóstico precoce</h2>
<p>No entanto, um dos dados que ela antecipou foi uma situação diferente da realidade de Anaiara Ribeiro com seu filho João, que teve o diagnóstico apenas com 8 anos. É uma novidade positiva para o país.</p>
<p><strong>“A média da idade do diagnóstico tem sido igual ao dos padrões internacionais: em torno dos 4 anos de idade”, enfatiza Ana Carolina Steinkopf</strong>. Ela explica que quanto mais jovem for a pessoa diagnosticada, melhor será o caminho para os tratamentos e cuidados necessários para estímulo.</p>
<p>Um fator de alerta que o levantamento vai trazer é que as famílias gastam mais de R$ 1 mil com as terapias necessárias. “A maior parte tem usado planos de saúde para conseguir ter acesso às terapias”. Ana Carolina acrescenta que as famílias do Norte e Nordeste utilizam mais da estrutura do sistema público de saúde do que as outras regiões.</p>
<h2>Sistema público</h2>
<p>Em relação aos desafios do atendimento de pessoas com autismo no sistema público, o governo federal emitiu nota garantindo que ampliou a assistência a pessoas com transtorno do espectro autista com investimento de R$ 83 milhões.</p>
<p>O Ministério da Saúde anunciou que vai habilitar 59 novos serviços, que incluem Centros Especializados em Reabilitação (CER), oficinas ortopédicas e transporte adaptado. As portarias serão assinadas nesta quinta-feira. </p>
<blockquote>
<p>“Estamos estruturando uma rede cada vez mais preparada para cuidar das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no SUS, desde a identificação precoce na atenção primária até o atendimento especializado, com equipes multidisciplinares”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na nota.</p>
</blockquote>
<h2>Recomendações</h2>
<p>A respeito dos resultados do mapeamento, a pesquisadora acrescentou que o poder público federal e de cada estado vai receber recomendações de melhoria no atendimento com base nesses dados. Não obstante, ela entende que tem aumentado, ano a ano, a sensibilização e a conscientização sobre o autismo.</p>
<p>Não invisibilizar a doença é importante, por exemplo, para que existam mais pesquisas e especialistas em autismo. <strong>No Brasil, a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que 2,4 milhões de pessoas sejam autistas.</strong></p>
<p>Quanto mais cedo vier o diagnóstico, maior é a possibilidade de que as famílias procurem seus direitos, que vão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a ações de inclusão na educação, saúde e bem-estar, por exemplo.</p>
<p><strong>&lt;&lt;Síndrome de Asperger: entenda por que o termo não é mais usado</strong></p>
<h2>Direitos</h2>
<p>Assim como foram conquistas de Anayara e João. “A inclusão, por exemplo, em todos os espaços de lazer, em que a pessoa com autismo não paga ingresso e a acompanhante tem 50% de desconto”, diz a mãe.</p>
<p>A advogada, depois do divórcio, reconstruiu a família. Ela se casou novamente e tem uma filha desse novo relacionamento.</p>
<blockquote>
<p>“Sou uma exceção. A maioria das mães que eu conheço continuam solteiras ou separadas. Os pais abandonaram, seja fisicamente e financeiramente, mas eu tive a sorte de encontrar um parceiro que assumiu a paternidade do João. Somos muito felizes”.</p>
</blockquote>
<p> Luiz Claudio Ferreira &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/autismo-mulheres-sao-principais-cuidadoras-revela-pesquisa">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 02 Apr 2026 08:04:00 -0300 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>SP inaugura centro para pessoas com transtorno do espectro autista</title>
		<link>https://weeknews.online/sp-inaugura-centro-para-pessoas-com-transtorno-do-espectro-autista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 19:13:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[autismo]]></category>
		<category><![CDATA[Autismo: entenda os impactos do diagnóstico tardio em adultos]]></category>
		<category><![CDATA[Baixar]]></category>
		<category><![CDATA[Detecção precoce do autismo ajuda na alfabetização e inclusão escolar]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde cria grupo para propor ações de cuidados a pessoas com autismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>. Na semana em que o mundo celebra o Dia da Conscientização do Autismo, a cidade de São Paulo inaugura o Primeiro Centro Municipal para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo. O espaço fica no bairro de Santana, na Zona Norte da cidade de São Paulo, e a ideia é promover o desenvolvimento, a inclusão social e a autonomia das pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo e suas famílias. De acordo com informações da prefeitura de São Paulo, o Centro TEA vai oferecer atividades individuais e coletivas em diversas áreas. Entre elas, música, dança e teatro. Também serão realizadas oficinas para o compartilhamento de experiências e o fortalecimento de vínculos sociais. O novo espaço vai permitir ainda a prática de esportes, como natação, atletismo e futebol.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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<p>Na semana em que o mundo celebra o Dia da Conscientização do Autismo, a cidade de São Paulo inaugura o Primeiro Centro Municipal para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1743707609_892_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1743707609_601_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O espaço fica no bairro de Santana, na Zona Norte da cidade de São Paulo, e a ideia é promover o desenvolvimento, a inclusão social e a autonomia das pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo e suas famílias.</p>
<p>De acordo com informações da prefeitura de São Paulo, o Centro TEA vai oferecer atividades individuais e coletivas em diversas áreas. Entre elas, música, dança e teatro. Também serão realizadas oficinas para o compartilhamento de experiências e o fortalecimento de vínculos sociais. O novo espaço vai permitir ainda a prática de esportes, como natação, atletismo e futebol.</p>
<p>Além disso, o novo espaço também vai oferecer capacitação especializada para o acesso ao mercado de trabalho, estimulando o desenvolvimento de habilidades, oportunidades de estágios e oportunidades de emprego.</p>
<p>A prefeitura de São Paulo anunciou que outros três centros devem ser criados até 2028.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> liliane.farias , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude/audio/2025-04/sp-inaugura-centro-para-pessoas-com-transtorno-do-espectro-autista">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 03 Apr 2025 18:22:07 +0000 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>Autismo: entenda os impactos do diagnóstico tardio em adultos</title>
		<link>https://weeknews.online/autismo-entenda-os-impactos-do-diagnostico-tardio-em-adultos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2025 18:55:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[>>Senado aprova inclusão de perguntas sobre autismo no Censo]]></category>
		<category><![CDATA[Aeroportos passarão a ter salas especiais para passageiros autistas]]></category>
		<category><![CDATA[autismo]]></category>
		<category><![CDATA[autismo nível 1]]></category>
		<category><![CDATA[Detecção precoce do autismo ajuda na alfabetização e inclusão escolar]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico tardio de autismo]]></category>
		<category><![CDATA[Hoje é Dia: autismo e campanha mundial pelo lixo zero são os destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde cria grupo para propor ações de cuidados a pessoas com autismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://weeknews.online/autismo-entenda-os-impactos-do-diagnostico-tardio-em-adultos/</guid>

					<description><![CDATA[<p>. Desde que pode se lembrar, a nutricionista Beatriz Lamper Martinez, de 48 anos, sempre apresentou características distintas e que, até pouco tempo, não podiam ser facilmente explicadas.  Na infância, a mãe se referia a ela como uma criança excessivamente sensível e madura para a idade, que se envolvia emocionalmente com problemas de pessoas mais velhas.  Na adolescência, ela teve poucos melhores amigos, o que se mantém ainda hoje. Durante a vida adulta, foram muitas as dificuldades de convivência e poucos relacionamentos duradouros. Beatriz Lamper Martinez foi diagnosticada com TEA aos 47 anos Foto: Beatriz Lamper Martinez/Divulgação Em setembro do ano passado, Beatriz foi diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA). À Agência Brasil, ela disse que buscou o diagnóstico porque, desde 2013, era tratada para transtornos como depressão e&#8230;</p>
<p class="excerpt-more"><a class="blog-excerpt button" href="https://weeknews.online/autismo-entenda-os-impactos-do-diagnostico-tardio-em-adultos/">Leia mais...</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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<p>Desde que pode se lembrar, a nutricionista Beatriz Lamper Martinez, de 48 anos, sempre apresentou características distintas e que, até pouco tempo, não podiam ser facilmente explicadas<strong>. </strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1743620111_777_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1743620112_804_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>Na infância, a mãe se referia a ela como uma criança excessivamente sensível e madura para a idade, que se envolvia emocionalmente com problemas de pessoas mais velhas</strong>. </p>
<p><strong>Na adolescência, ela teve poucos melhores amigos, o que se mantém ainda hoje. Durante a vida adulta, foram muitas as dificuldades de convivência e poucos relacionamentos duradouros.</strong></p>
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            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/beatriz_lamper_martinez_diagnosticada_com_tea_.jpg" alt="Brasília (DF) 02/04/2025 -  A nutricionista Beatriz Lamper Martinez foi diagnosticada com TEA aos 47 anos&#13;&#10;Foto: Beatriz Lamper Martinez/Divulgação" title="Beatriz Lamper Martinez/Divulgação"/><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/beatriz_lamper_martinez_diagnosticada_com_tea_.jpg" alt="Brasília (DF) 02/04/2025 -  A nutricionista Beatriz Lamper Martinez foi diagnosticada com TEA aos 47 anos&#13;&#10;Foto: Beatriz Lamper Martinez/Divulgação" title="Beatriz Lamper Martinez/Divulgação"/><br />
    <!-- END scald=419562 --></div>
<p><h6 class="meta"><!--copyright=419562-->Beatriz Lamper Martinez foi diagnosticada com TEA aos 47 anos <strong>Foto: </strong><strong>Beatriz Lamper Martinez/Divulgação</strong><!--END copyright=419562--></h6>
</p>
</div>
<p>Em setembro do ano passado, Beatriz foi diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA). À <strong>Agência Brasil</strong>, ela disse que buscou o diagnóstico porque, desde 2013, era tratada para transtornos como depressão e ansiedade, mas sem sucesso. “Muda medicação, aumenta medicação, mas eu nunca ficava estável”.<strong> </strong></p>
<p><strong>Foi um relacionamento com o pai de uma criança com TEA que a fez abrir os olhos para características próprias que coincidiam com o quadro em questão. “Ao longo dos meses, comecei a me identificar com aquelas informações”.</strong></p>
<blockquote>
<p>“Foram oito meses tendo acesso a tudo isso. Comecei a ler a respeito, procurar mais coisa. Resolvi ir atrás de um psiquiatra que entendesse do assunto. Inicialmente, me deram um diagnóstico clínico de TEA. No fundo, eu já sabia, mas fui fazer testes neuropsicológicos. Procurei uma clínica, já que é uma bateria de exames, perguntas, desenhos, entrevistas. E veio a confirmação de que sou mesmo autista nível 1 de suporte. O diagnóstico também acusou altas habilidades, com QI [quociente de inteligência] acima da média.”</p>
</blockquote>
<p><strong>Com o diagnóstico, Beatriz pode entender que as crises que se manifestaram durante boa parte da vida não eram pura e simplesmente causadas por transtornos como ansiedade ou depressão</strong>. “Na literatura, mulheres que têm diagnóstico tardio de TEA, em sua maioria, desenvolvem ansiedade e depressão na vida adulta”. Atualmente, as crises, segundo ela, se mantêm presentes, mas são compreendidas de uma forma completamente diferente diante do diagnóstico.</p>
<p>“Hoje, por exemplo, estou muito, muito cansada. Não consigo me levantar, estou em crise. Antes, eu achava que isso era o início de uma depressão, uma recaída. Hoje, sei que não estou tendo uma recaída, estou tendo uma crise. Preciso descansar, ficar quieta, dormir e, com isso, vou melhorar. O diagnóstico, pra mim, trouxe uma certa libertação pra poder entender porque tenho sempre tantas crises, tantos altos e baixos.”</p>
<blockquote>
<p>“Quando recebi o diagnóstico, foi um certo alívio. Pra começar a me entender de uma outra forma. Antes, eu pensava: ‘Que sentido tem a vida? Pra quê viver desse jeito, sempre tendo crises, com vontade de ficar quieta, de não querer fazer as coisas’? Com o diagnóstico, a gente pensa: ‘Eu sou só diferente e preciso aprender a lidar com isso’. No início, foi um alívio. Mas, logo em seguida, já vieram várias questões sociais muito difíceis de lidar”, disse, ao relatar que, entre os membros da família, apenas a irmã sabe do diagnóstico.</p>
</blockquote>
<p><strong>“A sociedade não está preparada, como um todo. Pessoas muito próximas de mim foram bem resistentes ao meu diagnóstico, o que me chocou muito. Mas a gente tem que entender, a vida é assim.</strong> No trabalho, pedi pra fazer mudanças de rotina porque eu trabalhava em um ambiente com muito estímulo sensorial. Minha chefe direta me mudou de área, fui pra um setor administrativo mais calmo, mais tranquilo. O trabalho em si foi adaptado. E entrei com um pedido de reconhecimento de PCD [pessoa com deficiência] pra ter meus direitos”, explicou.</p>
<p><strong>&gt;&gt;Aeroportos passarão a ter salas especiais para passageiros autistas</strong></p>
<h2>Cecilia Avila</h2>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=419563:medio_4colunas {"additionalClasses":""} --><br />
            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/cecilia_avila_diagnosticada_com_tea_.jpg" alt="Brasília (DF) 02/04/2025 -  A publicitária Cecilia Avila foi diagnosticada com TEA aos 23 anos.&#13;&#10;Foto: Cecilia Avila/Divulgação" title="Cecilia Avila/Divulgação"/><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/cecilia_avila_diagnosticada_com_tea_.jpg" alt="Brasília (DF) 02/04/2025 -  A publicitária Cecilia Avila foi diagnosticada com TEA aos 23 anos.&#13;&#10;Foto: Cecilia Avila/Divulgação" title="Cecilia Avila/Divulgação"/><br />
    <!-- END scald=419563 --></div>
<p><h6 class="meta"><!--copyright=419563-->Cecilia Avila foi diagnosticada com TEA aos 23 anos &#8211; <strong>Cecilia Avila/Divulgação</strong><!--END copyright=419563--></h6>
</p>
</div>
<p><strong>A publicitária Cecilia Avila, de 24 anos, sempre apresentou sensibilidade extrema a sons e texturas, principalmente de roupas. Quando criança, reclamava com a mãe de etiquetas e tecidos que pinicavam</strong>. </p>
<p>Ainda na infância, também detestava que penteassem seu cabelo. “Ficava cheio de nós e, pra desembaraçar depois, era um sofrimento”, lembra. </p>
<p>Durante a adolescência, teve dificuldade pra fazer amigos e pra compreender piadas e ironias, mesmo em tirinhas simples usadas nas aulas de língua portuguesa.</p>
<blockquote>
<p>No ano passado, Cecilia também foi diagnosticada com TEA. “Eu não me encaixava em algumas relações sociais. Sempre fui mascarando essas coisas. Até que, adulta, uma colega que estudou comigo comentou que teve o diagnóstico. Conversei com ela e, assim, começou a minha busca. Querendo ou não, o diagnóstico tardio impacta porque a gente cresceu mascarando os nossos traços. Se não mascarava, as pessoas falavam que era frescura, só uma sensibilidadezinha que depois passa, birra ou drama.”</p>
</blockquote>
<p><strong>“Você cresceu de uma forma e, quando vem o diagnóstico, você sente: ‘Nossa, finalmente consigo me entender</strong>. Sei o que tenho e não fui só uma criança chata, fresca, dramática, que não queria vestir as coisas’. Por outro lado, a gente fica duvidando: ‘Será que eu realmente sou autista?’ A gente cresceu ouvindo coisas e, quando vem a explicação, a gente fica meio na dúvida. Mas, ao mesmo tempo, é um alívio.”</p>
<p><strong>Para a publicitária, um combo de fatores normalmente leva ao diagnóstico tardio de TEA, incluindo falta de informação, dificuldade de acesso aos sistemas de saúde, dificuldades financeiras e falta de apoio familiar</strong>. “Muitas vezes, os filhos são diagnosticados com TEA e os pais, quando vão pesquisar para entender os filhos, acabam se vendo muito naquelas características. Há muitos relatos assim”, disse.</p>
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<p>“Acredito que o diagnóstico, mesmo sendo tardio, é importante. Você passa a se conhecer, entende os seus limites, entende até aonde pode ir, quanto tempo você consegue ficar numa interação social, quanto tempo consegue suportar determinados barulhos ou luzes. E envolve comidas também, já que o autismo traz uma seletividade alimentar que pode variar muito de caso pra caso.”</p>
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<p>“Cabe às pessoas entender que não é frescura. ‘Ai, barulho alto’. Não é frescura, está realmente incomodando. ‘Ai, não come tal coisa’. Não é frescura, é que eu realmente não consigo comer. Nesse sentido, o diagnóstico, mesmo que tardio, ajuda, porque a gente começa a se entender e ver que, lá na infância, não era uma criança fresca, chata ou birrenta e que havia uma explicação pra você agir como agia. O diagnóstico tardio pode ajudar na qualidade de vida pra que, a partir daí, ela comece uma vida mais tranquila e dentro das limitações dela,” Cecilia.</p>
<p><strong>&gt;&gt;Senado aprova inclusão de perguntas sobre autismo no Censo</strong></p>
<h2>Especialista</h2>
<p><strong>Para o psicólogo Leandro Cunha, o diagnóstico de TEA, ainda que tardio, é fundamental no sentido de permitir que o indivíduo compreenda melhor suas características e dificuldades, facilitando o acesso a tratamentos e apoio adequados. “Isso pode melhorar significativamente a qualidade de vida do adulto, provendo bem-estar emocional e inclusão social – não só para ele, mas para as pessoas ao redor dele”.</strong></p>
<p>Segundo ele, alguns fatores contribuem para o diagnóstico tardio, sobretudo em adultos. “A criança apresenta a característica, em si, desde cedo, algo que é muito observado nos dias de hoje. Mas, nos adultos, trata-se da própria falta de conhecimento e de conscientização, tanto da própria pessoa como de quem está ao redor, além de crenças culturais que minimizam ou deixam um pouco de lado esses sinais. &#8216;O adulto não pode ter isso ou aquilo&#8217;”, disse.</p>
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<p>“Há também o próprio estigma social associado ao TEA. Além disso, alguns sintomas sutis podem ser confundidos com outras condições, como TOC, TDAH”, contou. De acordo com o especialista, muitos diagnósticos tardios de TEA estão associados ao nível 1 de suporte, popularmente conhecido como autismo leve. “Indivíduos nesse nível podem apresentar dificuldades bem sutis na interação social e na comunicação, levando ao não reconhecimento dos sinais, inclusive durante a infância”.</p>
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<p><strong>A partir do diagnóstico, ainda que tardio, o caminho a ser seguido, segundo Cunha, é simples: buscar informações detalhadas e sobre como o TEA afeta a vida adulta, além de apoio profissional por meio de terapeutas ocupacionais, aconselhamento psicológico e mesmo grupos de apoio e comunidades que compartilham da mesma experiência.</strong></p>
<p>“A ausência de diagnóstico e a falta de suporte adequado podem levar a dificuldades na vida adulta, incluindo dificuldades acadêmicas; problemas no ambiente de trabalho, afetando o desempenho profissional; dificuldades nas relações interpessoais e sociais; maior incidência de transtornos de humor e ansiedade. Por quê? Porque a pessoa não sabe nem o que tem, não tem o diagnóstico. Está tudo sendo confundido, gerando dificuldades na vida adulta”, concluiu.</p>
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<p> Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-04/autismo-entenda-os-impactos-do-diagnostico-tardio-em-adultos">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 02 Apr 2025 13:57:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/autismo-entenda-os-impactos-do-diagnostico-tardio-em-adultos/">Autismo: entenda os impactos do diagnóstico tardio em adultos</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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