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	<title>Arquivo de Segundo a Reuters - WeekNews</title>
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		<title>Massacre na Síria viola promessa de união do governo, diz especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 17:27:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Uma guerra civil de 13 anos apoiada por potências estrangeiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Os massacres que vitimaram cerca de 1,2 mil civis de importante minoria religiosa da Síria, os alauítas, violam a promessa do atual governo de Damasco de fazer uma administração que inclua todos os sírios, respeitando as diferenças étnicas e religiosas. Essa é a avaliação de especialistas em Oriente Médio consultados pela Agência Brasil. O professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), Mohammed Nadir, avaliou que os assassinatos em massa de civis alauítas, incluindo famílias inteiras e de crianças, enfraquece o discurso do novo presidente do país, Ahmed al-Sharaa (al-Jolani), de que o novo poder irá respeitar as minorias e promover um governo de união nacional. “Com esse massacre, começa a cair por terra todo aquele discurso inicial de ponderação do&#8230;</p>
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<p><strong>Os massacres que vitimaram cerca de 1,2 mil civis de importante minoria religiosa da Síria, os alauítas, violam a promessa do atual governo de Damasco de fazer uma administração que inclua todos os sírios</strong>, respeitando as diferenças étnicas e religiosas. Essa é a avaliação de especialistas em Oriente Médio consultados pela <strong>Agência Brasil</strong>.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/03/1741800426_443_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/03/1741800427_90_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), Mohammed Nadir, avaliou que os assassinatos em massa de civis alauítas, incluindo famílias inteiras e de crianças, enfraquece o discurso do novo presidente do país, Ahmed al-Sharaa (al-Jolani), de que o novo poder irá respeitar as minorias e promover um governo de união nacional.</p>
<blockquote>
<p>“Com esse massacre, começa a cair por terra todo aquele discurso inicial de ponderação do Ahmed Sharaa, de que a Síria é para todos os sírios, que vai ser inclusiva, que não vai excluir ninguém. De certa forma, o massacre mostra a outra face do Hayat Thrir al-Sham (HTS)”, afirmou o pesquisador.</p>
</blockquote>
<p>Oriundos de extremistas jihadistas sunitas, como Al-Qaeda e Estado Islâmico (EI), o principal grupo que compõe o novo poder na Síria – o HTS – abandonou o antigo discurso de “guerra santa” e tem prometido fazer uma gestão sem sectarismos ou discriminação.</p>
<p>O professor Nadir lembrou que os alauitas formavam a principal base do antigo regime de Bashad al-Assad, cuja família, que governou o país por 60 anos, também professa essa vertente do Islã. <strong>O alauismo é uma dissidência dos xiistas e representa cerca de 10% da população Síria</strong>. </p>
<p>“Provavelmente, tem havido ações vingativas contra a minoria alauita, e isso levou a que muitos pegassem em armas para se defender”, afirmou o especialista. Ele acrescentou que, apesar do governo lamentar o que aconteceu, tem exigido que os alauitas entreguem suas armas.</p>
<p>“Portanto, o governo não só fez vista grossa [dos massacres], mas, sobretudo, desafiou a comunidade alauita para que ela se desarme para, enfim, subjugá-la de certa forma”, concluiu.</p>
<p>Há em curso uma fuga de famílias alauítas para o Líbano por temerem novos massacres em massa. <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.reuters.com/world/middle-east/syrians-flee-sectarian-killing-into-lebanon-2025-03-11/" target="_blank">Segundo a Reuters</a>, mais de 350 famílias sírias teriam cruzado a pé o rio que divide os países. </p>
<p>A onda de violência contra os alauitas teria começado após um conflito entre grupos ligados ao antigo governo e forças de segurança da atual administração, <strong>gerando uma reação contra os civis alauitas nas províncias de Lataquia e Tartus</strong>.</p>
<p>Em resposta aos massacres, o novo governo anunciou a criação de um Comitê para investigar todos os eventos ocorridos. Formado por cinco juízes, um militar e um advogado especialista em direitos humanos, o novo órgão tem prometido identificar todos os envolvidos em crimes contra civis. </p>
<blockquote>
<p>“A nova Síria está determinada a estabelecer a justiça e o estado de direito, proteger os direitos e liberdades de seus cidadãos, impedir vinganças extrajudiciais e garantir que não haja impunidade”, disse Yasser Al-Farhan, porta-voz do Comitê, que foi anunciado como independente do governo.</p>
</blockquote>
<h2>Cumplicidade</h2>
<p>O doutor em ciências sociais da PUC de São Paulo, Marcelo Buzetto, <strong>avalia que não há condições dessa comissão investigar, de forma independente, os massacres recentes na Síria</strong>. Para o pesquisador de relações internacionais, o atual governo é cúmplice dos massacres.</p>
<p>“Quem liderou os ataques são tropas e grupos armados do atual governo, são membros de organizações que apoiam o novo governo e que atuam publicamente, à luz do dia, com conhecimento do governo”, destacou.</p>
<p>O professor Buzetto lembrou ainda que as torturas e assassinatos de civis foram transmitidos pela TV e redes sociais. “Algumas chacinas transmitidas ao vivo, no melhor estilo do Estado Islâmico do Iraque e da Síria, o ISIS, organização de origem de muitos integrantes do atual governo”, completou.</p>
<p><strong>Para o especialista, trata-se de processos de expurgos da antiga base social do governo Assad que podem ser classificados como limpeza étnica e genocídio</strong>.</p>
<p>“Há uma política de limpeza étnica contra as minorias, especialmente os cristãos e alauitas/xiitas, mas também, em menor escala, contra os curdos. E uma perseguição política e expurgo contra a base social do presidente Assad, o que inclui, inclusive, setores sunitas que o apoiavam”, completou.</p>
<h2>Entenda</h2>
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<p><!--copyright=417098-->Presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, concede entrevista à Reuters no palácio presidencial de Damasco 10/03/2025 REUTERS/Khalil Ashawi &#8211; <strong>Khalil Ashawi/Reuters/direitos reservados</strong><!--END copyright=417098--></p>
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<p>A Síria vive um processo de transição de regime após quase 60 anos de governos ligados à família Assad. Uma guerra civil de 13 anos apoiada por potências estrangeiras levou à queda do governo anterior, no fim do ano passado, levando ao poder novos grupos de diferentes correntes. </p>
<p>O principal deles é o <strong>grupo islâmico fundamentalista Hayat Thrir al-Sham (HTS), que nasceu como um braço da Al-Qaeda do Iraque e com ideologia jihadista, que promove a &#8220;guerra santa&#8221;</strong>. O atual presidente do país é oriundo dessa organização.</p>
<p>Desde que assumiu o poder, o presidente Ahmed Sharaa tem adotado discurso conciliador e prometeu respeitar os direitos e liberdades individuais de todas as minorias do país. Durante a guerra civil, ele era conhecido como Abu Mohammad al-Jolani.</p>
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    </div>
<p> Lucas Pordeus León &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-03/massacre-na-siria-viola-promessa-de-uniao-do-governo-diz-especialista">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 12 Mar 2025 14:24:00 -0300 </p>

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