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	<title>Arquivo de Temperaturas em São Paulo voltam a subir a partir de quarta-feira - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Temperaturas em São Paulo voltam a subir a partir de quarta-feira - WeekNews</title>
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		<title>Pesquisadora alerta para ondas de calor negligenciadas no Brasil e riscos com El Niño</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 23:49:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil As ondas de calor ainda são tratadas como um desastre &#8220;completamente negligenciado&#8221; no Brasil, apesar de terem provocado cerca de 50 mil mortes no país entre 2000 e 2020. O alerta é da professora do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Renata Libonati, que também integra o Comitê de Especialistas em Monitoramento Climático da Organização Meteorológica Mundial (OMM). A pesquisadora apresentou os dados durante o painel &#8220;O que esperar do El Niño&#8221;, realizado na terça-feira (11) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Segundo ela, o número de mortes associadas às ondas de calor é 20 vezes maior do que o registrado por deslizamentos de terra no mesmo período, o que evidencia a falta&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/08/mg_7105-1024x512.jpg" alt="Pesquisadora alerta para ondas de calor negligenciadas no Brasil e riscos com El Niño" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/ondas-de-calor-ainda-sao-negligenciadas-no-brasil-diz-pesquisadora" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p><a style="display:block;" href="https://weeknews.online/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"></p>
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<p>As ondas de calor ainda são tratadas como um desastre &#8220;completamente negligenciado&#8221; no Brasil, apesar de terem provocado cerca de 50 mil mortes no país entre 2000 e 2020. O alerta é da professora do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Renata Libonati, que também integra o Comitê de Especialistas em Monitoramento Climático da Organização Meteorológica Mundial (OMM).</p>
<p>A pesquisadora apresentou os dados durante o painel &#8220;O que esperar do El Niño&#8221;, realizado na terça-feira (11) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Segundo ela, o número de mortes associadas às ondas de calor é 20 vezes maior do que o registrado por deslizamentos de terra no mesmo período, o que evidencia a falta de prioridade dada ao problema no país.</p>
<p>&#8220;Esse número é 20 vezes maior do que o número de mortes por deslizamentos de terra no mesmo período. Isso significa que as ondas de calor ainda são um desastre completamente negligenciado no nosso país. Não têm o impacto de outros tipos de tragédia, em que as mortes são imediatas. Estamos acostumados a achar que, por morarmos em um país tropical, estamos acostumados com calor. E isso não é verdade&#8221;, afirmou Renata Libonati.</p>
<p>A análise foi feita com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS) de 14 regiões metropolitanas do país. Além dos impactos diretos na saúde, a pesquisadora também relacionou o El Niño ao aumento do risco de incêndios. Segundo ela, o fenômeno climático pode intensificar a combinação de secas, ondas de calor e propagação do fogo, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.</p>
<p>&#8220;Nos últimos 40 anos, as condições de perigo elevado de fogo aumentaram cerca de 18% durante anos de El Niño nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Temos um contexto de mudança climática com um acoplamento maior entre seca, fogo e ondas de calor&#8221;, explicou.</p>
<p>O painel também contou com a participação dos pesquisadores Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo (USP), e José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Eles alertaram que o El Niño, que altera a circulação dos ventos e o clima em todo o planeta, deve fazer com que 2026 registre temperaturas excepcionalmente altas.</p>
<p>José Marengo ressaltou que os efeitos do fenômeno não serão uniformes no Brasil. No Sul, a tendência é de aumento das chuvas e maior risco de enchentes. No Norte e no Nordeste, a expectativa é de redução das chuvas e elevação do risco de seca. No Centro-Oeste, pode haver atraso no início da estação chuvosa e mais ondas de calor. Já no Sudeste, são esperadas temperaturas elevadas e maior irregularidade das chuvas.</p>
<p>&#8220;O El Niño não cria problemas. Ele agrava a situação de problemas que já existem&#8221;, resumiu Marengo. O pesquisador também destacou que os impactos do fenômeno vão além da meteorologia e podem afetar a produção de alimentos, o transporte, o fornecimento de energia e a economia como um todo.</p>
<p>&#8220;Não vemos o El Niño só como um fenômeno climático que aquece as águas do Oceano Pacífico. É um choque climático que afeta todos esses setores, portanto, tem impacto sobre a vida de todas as pessoas&#8221;, disse.</p>
<p>Paulo Artaxo, que participou dos três últimos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), defendeu que o Brasil acelere a adaptação a um clima que já apresenta temperaturas mais elevadas e maior frequência de eventos extremos. Segundo ele, o país já registra aquecimento médio próximo de 2°C, acima da média global.</p>
<p>Para Artaxo, as experiências anteriores com desastres deveriam ter servido de lição para os governos municipais, estaduais e federal. &#8220;A gente tinha que estar mais bem preparado para a chegada de um próximo El Niño, para não repetir sofrimentos iguais aos que tivemos em 2024&#8221;, afirmou.</p>
<p>O pesquisador também chamou atenção para a necessidade de considerar as desigualdades sociais nos processos de adaptação climática, já que os efeitos dos eventos extremos não atingem a população de maneira uniforme. &#8220;Esses fenômenos impactam principalmente os mais vulneráveis, os mais pobres&#8221;, disse.</p>
<p>A vulnerabilidade, segundo ele, está relacionada ao acesso desigual aos serviços de saúde, às condições de moradia, à exposição ao ar livre e à possibilidade de usar mecanismos de refrigeração. Artaxo citou a diferença entre pessoas que podem utilizar ar-condicionado durante períodos de calor extremo e moradores de comunidades que vivem em casas com telhados de zinco, que podem permanecer expostas a temperaturas elevadas durante a noite.</p>
<p>&#8220;É responsabilidade nossa cuidar para minimizar esses danos na população&#8221;, afirmou. &#8220;O Brasil é a nona maior economia do planeta. Nós não somos um país pobre. Nós não precisamos nem podemos passar por esses problemas que temos passado por falta de estratégia de adaptação climática.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/ondas-de-calor-ainda-sao-negligenciadas-no-brasil-diz-pesquisadora" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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