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	<title>Arquivo de Vamos seguir cobrando nossos direitos - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Vamos seguir cobrando nossos direitos - WeekNews</title>
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		<title>Cercado por fazendas, povo Rikbaktsa luta para manter modo de vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2025 11:47:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Abril Indígena]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. “A gente nunca irá deixar de ser indígena”. É com essa frase que o cacique Ademir Rikbakta, da aldeia Beira Rio, da Terra Indígena (TI) Erikpatsa, fala sobre a importância da preservação da cultura do povo Rikbaktsa. “A gente conversa muito com a comunidade. Aprendi assim com meu pai. A gente conversa muito na língua. Temos dança tradicional e a chicha é nossa bebida. Nunca vamos deixar de fazer cultura. Hoje, estou com meu povo lutando”. A aldeia Beira Rio foi uma das três visitadas pela equipe da Agência Brasil nos dias 8 e 9 de abril. A luta da qual fala o cacique Ademir Rikbakta fica clara quando se sobrevoa a região. Os trechos de Floresta Amazônica disputam espaço com as fazendas de cultivo&#8230;</p>
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<p>“A gente nunca irá deixar de ser indígena”. É com essa frase que o cacique Ademir Rikbakta, da aldeia Beira Rio, da Terra Indígena (TI) Erikpatsa, fala sobre a importância da preservação da cultura do povo Rikbaktsa.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1745063255_668_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1745063255_354_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<blockquote>
<p>“A gente conversa muito com a comunidade. Aprendi assim com meu pai. A gente conversa muito na língua. Temos dança tradicional e a chicha é nossa bebida. Nunca vamos deixar de fazer cultura. Hoje, estou com meu povo lutando”.</p>
</blockquote>
<p>A aldeia Beira Rio foi uma das três visitadas pela equipe da <strong>Agência Brasil</strong> nos dias 8 e 9 de abril. A luta da qual fala o cacique Ademir Rikbakta fica clara quando se sobrevoa a região. <strong>Os trechos de Floresta Amazônica disputam espaço com as fazendas de cultivo de soja e milho e de criação de gado.</strong> A Terra Indígena, cercada por lavoura, sente os impactos de ter cada vez menos caça e menos peixes nos rios, além de contar menos polinizadores para manter as plantas da região.</p>
<p>Os Rikbaktsa, de acordo com o Instituto Socioambiental (ISA), vivem na bacia do Rio Juruena, no noroeste do Mato Grosso, nas TI Erikpatsa, Japuíra e Escondido. São 34 aldeias distribuídas pelos territórios, e o povo tem um histórico de luta em defesa de suas terras: até 1962, os Rikbaktsa resistiram contra os seringueiros que avançavam na região para a extrair borracha. </p>
<p>Na década de 1960, os jesuítas, financiados pelos seringueiros, foram os responsáveis pela chamada “pacificação” do povo. O processo levou à dificuldade do ensino da língua materna, uma vez que <strong>as crianças, em internatos, eram punidas ao falarem o próprio idioma e obrigadas a se comunicar em português</strong>. Com isso, a língua Rikbaktsa passou a ser a segunda mais falada, principalmente entre a população mais jovem. A dita pacificação também levou ao adoecimento e morte de 75% da população e à perda de território.</p>
<p>Hoje, a população voltou a crescer, mas as disputas fundiárias na região permanecem, de acordo com o ISA, principalmente contra madeireiros e garimpeiros.</p>
<p>“O que a gente tem aqui dentro da nossa comunidade é cultura. A nossa cultura é o povo”, diz o cacique Ademir Rikbakta. “É isso que a gente quer passar também para essas novas gerações, esses ensinamentos. Desde os anciãos até hoje, a gente veio aprendendo também”.</p>
<p>A esposa do cacique, Angélica Zokdo, também luta pela resistência da cultura. “Eu, como mãe, sempre eu falo: vocês têm que aprender a fazer. A gente, como mãe, está ensinando a essas crianças que estão vindo agora também, para, depois, eles mostrarem [a cultura], como a gente está mostrando. No dia em que a gente não estiver mais, vai ficar para eles”, diz.</p>
<p>Os Rikbaktsa dividem-se em clãs, sendo os principais Makwaraktsa, que significa arara amarela, e Hazobiktsa, ou arara cabeçuda, que é vermelha. Cada clã e sub grupo da etnia tem a sua pintura corporal específica, e foi assim que eles receberam a equipe de reportagem da <strong>Agência Brasil</strong>. Com pinturas, artesanato, dança e música.</p>
<h2>Avanço das lavouras</h2>
<p>Embora a busca seja por manter os costumes, <strong>os indígenas não encontram mais no território tudo que precisam para sobreviver.</strong> Na aldeia Pé De Mutum, na TI Japuíra, o cacique Francisco Rikbaktsa chamou atenção para o avanço das lavouras.</p>
<blockquote>
<p>“A gente era grande e tinha fartura de peixe e carne de animais. Vocês estão vendo que as coisas estão diminuindo para nós. Nosso costume é comer esses alimentos tradicionais. <strong>Hoje, estamos cercados.</strong> Em volta, é lavoura, e tem a questão de contaminação da água por agrotóxico. Vocês estão vendo, estão pisando aqui dentro da nossa aldeia, dentro da área indígena. Eu falo isso para vocês, porque a gente também sofre que nem um de vocês”, discursou para os visitantes. </p>
</blockquote>
<p>Na aldeia Barranco Vermelho, na TI Erikpatsa, Lauro Ruwai Rikbakta foi um dos responsáveis pela refeição servida à reportagem, com caça e peixes. Ele contou que está cada vez mais difícil encontrar os animais.</p>
<p>“A gente fez o impossível. Esta aqui é anta, e este aqui é peixe”, disse, apontando para cada um dos alimentos servidos. “Aqui perto, começaram a plantar milho e soja. Então, o animal vai para o lugar mais fácil de buscar alimento para ele, em vez de estar aqui dentro do mato”.</p>
<p><strong>A caça, que era encontrada com uma caminhada de um quilômetro (km), agora está a cerca de 15 km.</strong> Para encontrar alguns animais específicos, é preciso andar ainda mais, cerca de 60 km. Os alimentos colhidos também estão mais escassos. “A nossa roça [plantação] é a cidade, eu vou falar a verdade”.</p>
<h2>Cultura na educação</h2>
<p><strong>Nas aldeias, o desafio é fazer com que os mais jovens se interessem pelas tradições e conheçam a cultura da qual fazem parte.</strong> Uma das estratégias é incorporar o ensino nas escolas do território. Pelo menos uma vez por semana, os estudantes têm aulas sobre práticas culturais, aprendem a língua rikbaktsa, as danças e os costumes.</p>
<p>O professor Givanildo Bismy, da Escola Estadual Myhyinymykyta, em Barranco Vermelho, está terminando o mestrado, no qual estuda literatura indígena. Ele busca trazer para as salas de aula esses ensinamentos.</p>
<blockquote>
<p>“É transformar para que as crianças possam ter o conhecimento das histórias. Isso é uma coisa muito importante para nós. A gente já começa a fluir, já começa a ser o protagonista da nossa própria história, do próprio nosso povo. Nós, indígenas, do próprio povo, estamos escrevendo a nossa história, que não tem ninguém que escreveu assim. E a gente começou agora”, diz o professor.</p>
</blockquote>
<p>Uma das dificuldades para o ensino da cultura é justamente a falta de materiais específicos. “A gente tem muito pouco esse material próprio que é do nosso povo Rikbaktsa. A gente recebe os materiais de fora, que às vezes não servem para nosso povo. Não é de acordo com o que a gente quer”, diz a professora Gesilene Aikdopa, da mesma escola.  </p>
<p>Na Escola EstaduaI Indígena Pé de Mutum, o professor André Apyton, responsável pelo ensino da língua, diz que a falta de materiais impacta no ensino. Até mesmo porque, lá, os alunos não conseguem praticar em casa, pois muitas famílias têm o português como primeiro idioma.</p>
<p>“A ideia é que eles aprendam com as famílias a fala na língua materna e, na escola, eles aprenderiam mais a escrita. Mas isso não vem acontecendo. As famílias não falam. Só os mais idosos que têm domínio da língua. Aí, em casa, geralmente os pais também já não falam mais”, diz.</p>
<h2>Retorno para a comunidade</h2>
<p>Para Gesilene Aikdopa, a intenção do ensino da cultura não é manter os jovens nas aldeias necessariamente, mas que eles conheçam, defendam o povo e possam, caso sigam os estudos fora, voltar e trazer os conhecimentos para a comunidade.</p>
<p>“Da mesma forma que eles cresceram, nasceram aqui, a gente tenta formá-los em cada profissão para que eles defendam a gente também. Porque têm muitos vindo para a aldeia tirar coisas nossas. Então, a gente também forma para trazer retorno para a comunidade”.</p>
<p>Cumprir essa expectativa é o sonho de Rogerderson Natsitsabui, da aldeia Pé de Mutum. Hoje, aos 30 anos, ele segue na aldeia participando de projetos e se aprimorando, com o sonho de cursar direito para advogar pelo próprio povo.</p>
<blockquote>
<p>“Eu acredito que, futuramente, eu vou, se Deus quiser, ingressar numa faculdade. Para mim, isso é um avanço, mas eu nunca vou deixar o que eu aprendi aqui”, diz. “Meu foco, desde quando eu comecei a participar de mobilizações, sempre foi direito. Eu nunca desisti disso”.</p>
</blockquote>
<p>Assim como diz o cacique Ademir Rikbakta, para Rogerderson Natsitsabui, algumas coisas podem mudar, mas ele nunca deixará de ser indígena.</p>
<p>“No mundo afora, têm pessoas que têm uma visão dos povos indígenas em que, se eu estou com um <em>iPhone</em> meu, eu perdi a minha cultura, eu não falo mais a minha língua materna. A gente precisa mostrar [que não é assim], levar [nossa cultura] daqui para fora, mostrar quem somos. Isso eu acredito que nos fortalece”.</p>
<p><em>*A equipe da Agência Brasil viajou a convite da Petrobras, patrocinadora do projeto Biodiverso</em></p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> Mariana Tokarnia* &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-04/cercado-por-fazendas-povo-rikbaktsa-luta-para-manter-modo-de-vida">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sat, 19 Apr 2025 08:32:00 -0300 </p>

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		<title>Conheça o brasileiro indicado à Comissão de Direitos Humanos da OEA</title>
		<link>https://weeknews.online/conheca-o-brasileiro-indicado-a-comissao-de-direitos-humanos-da-oea/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2025 13:58:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[asseguram lideranças indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Chacina de Acari]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Interamericana de Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio de Sá e Silva]]></category>
		<category><![CDATA[imigrantes ilegais nos Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Maria da Penha]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa da Defensoria Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Ministra destaca multilateralismo na solução de questões da humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[OEA]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório aponta violação de direitos em comunidades terapêuticas]]></category>
		<category><![CDATA[sistema penitenciário que o próprio STF]]></category>
		<category><![CDATA[Vamos seguir cobrando nossos direitos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Bacharel e mestre em direito e doutor em direito, política e sociedade, o técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Fabio de Sá e Silva é o indicado do governo brasileiro a uma vaga na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), instituição que representa 35 países do continente americano. A CIDH é formada por sete comissários eletivos. Este ano, serão renovados três deles. Os novos mandatos serão de 2026 a 2029. A eleição ocorrerá de 25 a 27 de junho, durante a Assembleia Geral da OEA, em Antígua e Barbuda, no Caribe. Oficializada no fim de março, a candidatura de Fabio de Sá e Silva será apresentada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) em&#8230;</p>
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<p>Bacharel e mestre em direito e doutor em direito, política e sociedade, o técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Fabio de Sá e Silva é o indicado do governo brasileiro a uma vaga na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), instituição que representa 35 países do continente americano.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744984692_476_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744984692_960_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p><strong>A CIDH é formada por sete comissários eletivos. Este ano, serão renovados três deles. Os novos mandatos serão de 2026 a 2029. A eleição ocorrerá de 25 a 27 de junho, durante a Assembleia Geral da OEA, em Antígua e Barbuda, no Caribe.</strong></p>
<p>Oficializada no fim de março, a candidatura de Fabio de Sá e Silva será apresentada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) em visitas a embaixadas e aos países integrantes da OEA. São representantes desses países que escolherão os novos comissários. Ao todo são sete concorrentes. <strong>Além do Brasil, apresentaram candidaturas Colômbia, México, Honduras, Estados Unidos, Peru e Bahamas.</strong></p>
<p><strong>Em conversa com a Agência Brasil, Fabio de Sá e Silva, que se declara negro, apontou que desigualdades étnico-raciais, de gênero e econômicas são o grande desafio para a garantia dos direitos humanos.</strong></p>
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            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/fabio_de_sa_02.jpg" alt="Rio de Janeiro (RJ), 14/04/2025 - Fabio de Sá e Silva é o indicado do governo brasileiro a uma vaga na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA)&#13;&#10;Foto: Hélio Montferre/Divulgação" title="Hélio Montferre/Divulgação"/><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/fabio_de_sa_02.jpg" alt="Rio de Janeiro (RJ), 14/04/2025 - Fabio de Sá e Silva é o indicado do governo brasileiro a uma vaga na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA)&#13;&#10;Foto: Hélio Montferre/Divulgação" title="Hélio Montferre/Divulgação"/><br />
    <!-- END scald=420952 --></div>
<p><h6 class="meta">Fabio de Sá e Silva disputará eleição com seis candidatos &#8211; Foto: <strong>Hélio Montferre/Divulgação</strong><!--END copyright=420952--></h6>
</p>
</div>
<p>Assim como ele reconhece que o Brasil tem o que aprender com nações da região, o país tem também uma postura de liderança no assunto em questão.</p>
<p><strong>Fabio de Sá e Silva tem histórico de atuação – seja no setor público, seja em instituições acadêmicas e organismos internacionais – nas áreas de direitos humanos, justiça, segurança pública, cidadania e governabilidade demográfica.</strong></p>
<p>De 2004 e 2006, trabalhou no Ministério da Justiça, quando atuou em políticas voltadas à promoção da educação nas prisões e à melhoria do tratamento de pessoas privadas de liberdade.</p>
<p>Sá e Silva está no Ipea – instituição ligada ao Ministério do Planejamento e Orçamento – desde 2009. Entre as realizações no instituto está o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.ipea.gov.br/sites/mapadefensoria" target="_blank">Mapa da Defensoria Pública</a>, elaborado em 2013, que ofereceu um diagnóstico inédito sobre a cobertura desse serviço no país.</p>
<p>Sá e Silva também é professor na Universidade de Oklahoma (Estados Unidos) e pesquisador associado do Centro de Profissões Jurídicas da Faculdade de Direito de Harvard (Estados Unidos), além de ter colaborado com organismos como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a própria CIDH.</p>
<p>Confira a entrevista:</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Qual o papel principal da CIDH?<br /><strong>Fabio de Sá e Silva:</strong> A CIDH engloba 35 países nas Américas, inclusive o Brasil, há mais de 65 anos e tem um mandato amplo. Há um sistema de petições e casos, pelo qual a comissão recebe denúncias de violações de pessoas que sofrem violações, organizações não estatais e dos próprios Estados. Mas a CIDH também tem mandatos mais voltados ao monitoramento da situação dos direitos humanos nos países da OEA, na promoção de boas práticas e no estímulo ao fortalecimento de uma consciência regional de direitos humanos.</p>
<p>O sistema de petições e casos muitas vezes acaba tendo mais visibilidade para o público, quando ficamos sabendo que um estado foi &#8220;condenado&#8221; (teve sua responsabilidade por violações reconhecida). Mas entendo que a comissão deve agir em todas essas frentes para transformar situações de violações, que em geral têm raízes estruturais e históricas, nos países. Deve trabalhar para cumprir seu mandato de forma integral.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> O representante brasileiro, cargo para o qual está concorrendo, atua em defesa dos direitos do Estado brasileiro, ou pode ter postura contrária, por exemplo, a favor de condenações em casos que envolvam o Brasil como réu?<br /><strong>Fabio de Sá e Silva:</strong> Se eleito, eu não seria um representante brasileiro, mas sim um brasileiro ocupando essa posição para agir com autonomia.</p>
<p>Ainda assim, há normas do sistema que impedem os comissários de terem participação direta e indireta, nos casos e situações envolvendo os países de suas nacionalidades – normas que servem de salvaguarda para que os nacionais não atuem no interesse dos seus Estados, reforçando, assim, a autonomia e independência da comissão como um todo.</p>
<p>Assim, eu não tomaria parte nesses casos.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> O Brasil já teve condenações, como o caso da Chacina de Acari, no Rio de Janeiro, e, bem recentemente, por violação de direitos de comunidades quilombolas em Alcântara, no Maranhão. Como essas condenações podem contribuir para a política de direitos humanos no Brasil?<br /><strong>Fabio de Sá e Silva: </strong>O Brasil, historicamente, valoriza muito o diálogo com sistemas internacionais – o que eu entendo inclusive ser uma grande virtude do nosso país. Essas condenações, e antes delas os próprios casos que correram na comissão e na Corte [Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), que atua em uma tarefa distinta, judicial, para os casos não resolvidos por meio da atuação da comissão], criam uma oportunidade para o país refletir sobre suas políticas e adotar medidas não apenas para reparar danos causados a indivíduos ou grupos, mas também evitar a repetição das violações.</p>
<p>Por exemplo, a Lei Maria da Penha, que revolucionou o combate à violência doméstica de gênero no Brasil, é resultado desse engajamento. A vítima levou seu caso à comissão, que reconheceu a omissão do Estado brasileiro em protegê-la e ordenou medidas de reparação, o que gerou a aprovação de uma lei e a formulação de uma política que sobreviveu no tempo.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> O Brasil enfrenta outros processos na CDIH?<br /><strong>Fabio de Sá e Silva:</strong> O Brasil tem vários casos em trâmite na comissão e também na Corte Interamericana, embora proporcionalmente menos do que países com sistemas jurídicos e linguísticos de matriz espanhola, que fazem a maioria dos países da região.</p>
<p>Alguns desses casos, inclusive, correm há décadas. Infelizmente, quando se trata de análise de casos, os sistemas internacionais de direitos humanos trabalham em um tempo mais prolongado, seja porque a atuação é &#8220;subsidiária&#8221; [só se torna possível quando se esgotam os mecanismos internos de resposta àquela violação], seja ainda porque são estruturas sem recursos humanos e materiais adequados para dar conta da demanda.</p>
<p>Isso é mais uma razão para pensarmos nesses sistemas de uma forma ampla, considerando os diferentes mandatos, pois às vezes o trabalho de monitoramento ou a difusão de boas práticas podem dar resultados mais imediatos do que se esperarmos um caso ser concluído.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Como o Brasil é visto dentro da OEA em termos de respeito aos direitos humanos, há algum calcanhar de Aquiles do país em matéria de direitos humanos?<br /><strong>Fabio de Sá e Silva:</strong> Não há como ignorar que violações de direitos humanos ainda acontecem cotidianamente – como também acontecem em outros países –, mas contam a nosso favor o histórico de reconhecimento internacional de direitos e o engajamento com organismos e sistemas. O Brasil está aberto a escrutínio internacional, a encarar, internacionalmente, a responsabilidade pelas violações de direitos que cometeu ou deixou cometer, e tomar medidas para evitar que essas violações continuem ocorrendo. Por esse histórico, e também por seu tamanho, o Brasil acaba visto como uma liderança.</p>
<p>Em termos de calcanhares de Aquiles, não só no Brasil, mas nas Américas como um todo, o maior deles é a desigualdade – econômica, étnico-racial, de gênero. Porque a desigualdade acaba sujeitando certos contingentes da população a processos sistemáticos de violação.</p>
<p>Por exemplo, o Brasil tem altas taxas de homicídio [violação do direito à vida] e um sistema penitenciário que o próprio STF [Supremo Tribunal Federal] já chamou de &#8220;medieval&#8221;, onde direitos básicos são negados. Em ambos esses casos, as vítimas de violações são, desproporcionalmente, jovens negros.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Olhando para os Estados americanos, o Brasil tem mais a aprender ou a contribuir para o respeito aos direitos humanos no continente?<br /><strong>Fabio de Sá e Silva:</strong> No tema internacional dos direitos humanos, as duas noções, aprender e contribuir, estão de mão dadas. Nossa contribuição é bastante notável, temos políticas como o Bolsa Família ou de agricultura familiar que foram amplamente exportadas. Mas também podemos aprender bastante e, para isso, precisamos continuar participando de espaços multilaterais e investir em esforços de integração.</p>
<p>Por conta das barreiras linguísticas, jurídicas e da geopolítica do conhecimento, temos uma certa dificuldade de dialogar com países da América Latina e Caribe, mas esses são os países que têm uma história muito próxima da nossa e que em muitos debates servem como vanguarda. Formulações em direitos ambientais, por exemplo, devem muito à academia e à própria sociedade civil e movimentos sociais desses países – como o indígena, trabalhadoras e trabalhadores do campo, entre outros.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> O tratamento dado a imigrantes ilegais nos Estados Unidos é uma preocupação prioritária da CIDH?<br /><strong>Fabio de Sá e Silva: </strong>O tema das migrações é sempre muito importante em um hemisfério como o nosso, onde a desigualdade a que aludi, assim como a atual crise climática e instabilidades políticas e econômicas, é vetor de mobilidade humana, inclusive dos deslocamentos forçados.</p>
<p>Há uma tendência compreensível de que esse tema seja trabalhado sob uma ótica securitária em muitos países – e também sabemos que cada país tem soberania para adotar suas políticas migratórias, mas os países também soberanamente reconhecem parâmetros mínimos de tratamento decente e dignidade que não podem ser violados.</p>
<p>Nesse sentido, eu diria que a forte relação entre migração e direitos humanos está bem presente na nossa consciência regional de direitos humanos – inclusive com o reconhecimento de que há um direito a migrar e que a condição de migrante não deve privar ninguém de outros direitos civis básicos.</p>
<p>A comissão está acompanhando de perto esse tema em diversos países e, recentemente, chegou a emitir comunicações importantes a respeito.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>A presença brasileira na CIDH funciona como uma ferramenta de <em>soft power</em> (poder suave, em tradução livre), algo como poder de influência no cenário internacional exercido de forma conciliadora?<br /><strong>Fabio de Sá e Silva:</strong> Pode ser um viés da minha parte falar isso, porque sou brasileiro e creio que nosso país ofereceu, em diferentes momentos da história, uma contribuição valiosa para debates internacionais. Mas entendo que, até como decorrência da nossa condição semiperiférica – não temos instrumentos de força a utilizar – carregamos, sim, compromissos com multilateralismo, com equidade e diálogo nas relações internacionais. E que isso pode fazer diferença em momentos como o atual, de muita turbulência e incerteza no mundo.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> Bruno de Freitas Moura &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-04/conheca-o-brasileiro-indicado-comissao-de-direitos-humanos-da-oea">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Fri, 18 Apr 2025 10:40:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/conheca-o-brasileiro-indicado-a-comissao-de-direitos-humanos-da-oea/">Conheça o brasileiro indicado à Comissão de Direitos Humanos da OEA</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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		<title>Aldeia terena de Avaí, em São Paulo, inicia gincana cultural</title>
		<link>https://weeknews.online/aldeia-terena-de-avai-em-sao-paulo-inicia-gincana-cultural/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 14:13:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[asseguram lideranças indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Avaí]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças indígenas entregam manifesto pelo meio ambiente a ministras]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[gincana cultural]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Araribá]]></category>
		<category><![CDATA[Vamos seguir cobrando nossos direitos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Para marcar o Abril Indígena, moradores da aldeia Ekeruá, da Terra Indígena Araribá promovem a 4ª edição da Gincana Cultural. A comunidade fica localizada no município de Avaí, no interior de São Paulo, próximo a Bauru.  O evento conta tem o apoio do professor Rodolfo Langhi, do Departamento de Física e Meteorologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Com programação concentrada no período da tarde, a gincana permite ao público, entre outras atividades, saber mais sobre constelações indígenas, por meio de palestra ministrada por Langhi.  Nessa terça-feira (15), os visitantes participaram de sessões de observação do céu, aplicando os novos saberes que assimilaram na palestra feito por Langhi, que tem vínculo com o Observatório Didático de Astronomia. Ele falou ainda sobre a relação da agricultura tradicional com os astros. A aldeia recepcionará&#8230;</p>
<p class="excerpt-more"><a class="blog-excerpt button" href="https://weeknews.online/aldeia-terena-de-avai-em-sao-paulo-inicia-gincana-cultural/">Leia mais...</a></p>
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Feed Últimas.<br />
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<p>Para marcar o Abril Indígena, moradores da aldeia Ekeruá, da Terra Indígena Araribá promovem a 4ª edição da Gincana Cultural. A comunidade fica localizada no município de Avaí, no interior de São Paulo, próximo a Bauru. <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744812786_515_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744812786_147_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O evento conta tem o apoio do professor Rodolfo Langhi, do Departamento de Física e Meteorologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Com programação concentrada no período da tarde, a gincana permite ao público, entre outras atividades, saber mais sobre constelações indígenas, por meio de palestra ministrada por Langhi. </p>
<p>Nessa terça-feira (15), os visitantes participaram de sessões de observação do céu, aplicando os novos saberes que assimilaram na palestra feito por Langhi, que tem vínculo com o Observatório Didático de Astronomia. Ele falou ainda sobre a relação da agricultura tradicional com os astros.</p>
<p><strong>A aldeia recepcionará o público para as atividades até o próximo domingo (20). Serão cinco dias de feira com acessórios e objetos de arte indígena, palestras sobre etnoturismo e etnobotânica, contação de histórias, brincadeiras, apresentações culturais e jogos em diversas modalidades como zarabatana e corrida com tora. A feira e a praça de alimentação funcionarão todos os dias.</strong></p>
<p>A aproximação de não indígenas é um processo que completa quase duas décadas, conforme explicou à <strong>Agência Brasil</strong> Davi Terena, professor e gestor cultural da aldeia. Segundo ele, o projeto inclui tanto a ideia de proporcionar uma imersão a quem é de fora quanto a de fortalecer a identidade de seu povo, que divide o território com grupos guarani e kaingang.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;A aldeia Ekeruá foi fundada em 2002 e, desde 2007, praticamente, veio fortalecendo os trabalhos com atividades de visitações. Com isso, foi ganhando um público, que passou a frequentar e foi sendo conquistado pela organização da aldeia&#8221;, disse Davi, ressaltando que em sua aldeia vivem 60 famílias e cerca de 180 pessoas.</p>
</blockquote>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> Letycia Bond &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-04/aldeia-terena-de-avai-em-sao-paulo-inicia-gincana-cultural">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 16 Apr 2025 07:48:00 -0300 </p>

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		<title>CCBB do Rio recebe mostra com filmes de cineastas indígenas</title>
		<link>https://weeknews.online/ccbb-do-rio-recebe-mostra-com-filmes-de-cineastas-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 13:42:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Abril Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Abril Indígena em SP terá show]]></category>
		<category><![CDATA[asseguram lideranças indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[bb.com.br/cultura]]></category>
		<category><![CDATA[CCBB]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto e debates]]></category>
		<category><![CDATA[Nova etapa do projeto Restaura Amazônia é lançado durante ATL]]></category>
		<category><![CDATA[Povos Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Vamos seguir cobrando nossos direitos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, apresenta a partir dessa quarta-feira (16) uma mostra de filmes produzidos por cineastas indígenas. Serão exibidas, até 12 de maio, 33 obras, sendo 12 longas e 21 médias e curtas-metragens. Com o nome &#8220;Cosmologias da Imagem: cinemas de realização indígena&#8221;, o evento apresenta filmes produzidos entre 2011 e 2024 por diferentes povos. Ele é organizado pela produtora Filmes de Quintal, coordenado pela antropóloga e documentarista Júnia Torres, que também assina a curadoria com a cineasta e artista visual Olinda Tupinambá. A produção executiva é de Tatiana Mitre, da Amarillo Produções. Segundo os organizadores, a mostra reflete sobre a identidade e a ancestralidade brasileiras, e procura valorizar cineastas originários de várias regiões e povos. “Acredito&#8230;</p>
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<p>O Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, apresenta a partir dessa quarta-feira (16) uma mostra de filmes produzidos por cineastas indígenas. <strong>Serão exibidas, até 12 de maio, 33 obras, sendo 12 longas e 21 médias e curtas-metragens.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744810942_505_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744810942_26_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Com o nome &#8220;Cosmologias da Imagem: cinemas de realização indígena&#8221;, o evento apresenta filmes produzidos entre 2011 e 2024 por diferentes povos. Ele é organizado pela produtora Filmes de Quintal, coordenado pela antropóloga e documentarista Júnia Torres, que também assina a curadoria com a cineasta e artista visual Olinda Tupinambá. A produção executiva é de Tatiana Mitre, da Amarillo Produções.</p>
<p>Segundo os organizadores, <strong>a mostra reflete sobre a identidade e a ancestralidade brasileiras, e procura valorizar cineastas originários de várias regiões e povos.</strong></p>
<p>“Acredito que o cinema indígena apresenta um olhar de descolonização à imagem dos indígenas. E, assim como é extremamente importante que os povos possam fazer seus próprios filmes, é importante pensar em distribuir essas produções, pois só assim teremos a possibilidade de fortalecer o cinema nacional feito pelos povos indígenas”, diz a curadora Olinda Tupinambá.</p>
<p>A curadoria da mostra diz que buscou a diversidade de formas, propostas fílmicas e temáticas. Há documentários, filmes-rituais, filmes híbridos (que misturam documentação e encenação da vida cotidiana, da história e da cosmologia), vídeo-performances e clipes musicais.</p>
<p><strong>Entre os povos que contribuem para a mostra estão: Maxakali/Tikmũ’ũn (MG), Kuikuro (MT/Xingu) Yanomami (AM e RO), Mbya-Guarani (RS e SP), Guarani Nhandeva (MS), Tupinambá (SP e BA), Karapotó (AL), Awa Guajá/Tentehara/Guajajara (MA), Huni Kuin (AC), Xakriabá (MG), Mebêngôkre-Kayapó (PA), Baniwa (AM), Krahô (TO), Xavante (MT), Tupi (SP), Fulni-ô (PE) e Kaiabi (MT).</strong></p>
<p>Para a curadora Júnia Torres, &#8220;o foco da mostra está no poder transformador do audiovisual indígena, capaz de reconstruir nossa autoimagem como uma nação pluriétnica e de construir uma identidade contemporânea inclusiva, protagonizada por novos atores sociais e artísticos através da auto-representação”.</p>
<p>Além das exibições, estão programadas atividades complementares como a mesa-redonda <em>Retomada e transformação nos cinemas e nas artes indígenas</em>, com as curadoras, Júnia Torres e Olinda Tupinambá, e o cineasta indígena Guarani Nhandewa Alberto Alvares.</p>
<p> </p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=420959:cheio_8colunas --><br />
            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/filme_a_transformacao_de_canuto_-_leonardo_mecchi.jpg" alt="Rio de Janeiro (RJ), 14/04/2025 - CCBB do Rio recebe mostra com filmes de cineastas indígenas - Filme A Transformação de Canuto.&#13;&#10;Foto: Leonardo Mecchi/Divulgação" title="Leonardo Mecchi/Divulgação"/><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/filme_a_transformacao_de_canuto_-_leonardo_mecchi.jpg" alt="Rio de Janeiro (RJ), 14/04/2025 - CCBB do Rio recebe mostra com filmes de cineastas indígenas - Filme A Transformação de Canuto.&#13;&#10;Foto: Leonardo Mecchi/Divulgação" title="Leonardo Mecchi/Divulgação"/><br />
    <!-- END scald=420959 --></div>
<p><h6 class="meta"> Filme<em> A Transformação de Canuto </em>estará em cartaz no CCBB do Rio. <strong>Leonardo Mecchi/Divulgação</strong><!--END copyright=420959--></h6>
</p>
</div>
<p> </p>
<h2>Serviço</h2>
<p><em>Cosmologias da Imagem: cinemas de realização indígena</em></p>
<p><strong>Data:</strong> de 16 de abril a 12 de maio;</p>
<p><strong>Local:</strong> Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro / RJ;</p>
<p><strong>Entrada franca.</strong> Ingressos disponibilizados às 9h do dia da sessão, na bilheteria física ou em <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://bb.com.br/cultura" target="_blank">bb.com.br/cultura</a>.</p>
<p> </p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-04/ccbb-do-rio-recebe-mostra-com-filmes-de-cineastas-indigenas">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 16 Apr 2025 08:02:00 -0300 </p>

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		<item>
		<title>Célia Xakriabá pede que PF investigue violência em marcha indígena</title>
		<link>https://weeknews.online/celia-xakriaba-pede-que-pf-investigue-violencia-em-marcha-indigena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Apr 2025 14:57:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Acampamento Terra Livre (ATL)]]></category>
		<category><![CDATA[asseguram lideranças indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[atingida por spray de pimenta e bombas de efeito moral lançadas pelas forças de segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Célia Xakriabá]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão internacional indígena vai participar de negociações da COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças indígenas entregam manifesto pelo meio ambiente a ministras]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[marcha indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Vamos seguir cobrando nossos direitos]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL/MG) encaminhou ofícios aos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e dos Povos Indígenas (MPI) pedindo providências depois de ser alvo de violência policial na marcha do Acampamento Terra Livre (ATL), na quinta-feira (10), em Brasília. Ela pede providências urgentes para a apuração dos fatos, responsabilização dos envolvidos e garantia de sua segurança pessoal. A deputada diz que foi atingida por spray de pimenta e bombas de efeito moral lançadas pelas forças de segurança. “Quando a polícia lança bombas de gás e spray de pimenta contra um ato pacífico, com mais de 6 mil indígenas reunidos para defender a Constituição, não estamos diante de um excesso isolado. Estamos diante de uma ação institucional que precisa ser investigada&#8230;</p>
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<p>A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL/MG) encaminhou ofícios aos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e dos Povos Indígenas (MPI) pedindo providências depois de ser alvo de violência policial na marcha do Acampamento Terra Livre (ATL), na quinta-feira (10), em Brasília.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744556227_769_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744556228_474_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Ela pede providências urgentes para a apuração dos fatos, responsabilização dos envolvidos e garantia de sua segurança pessoal. A deputada diz que foi atingida por spray de pimenta e bombas de efeito moral lançadas pelas forças de segurança.</p>
<blockquote>
<p>“Quando a polícia lança bombas de gás e spray de pimenta contra um ato pacífico, com mais de 6 mil indígenas reunidos para defender a Constituição, não estamos diante de um excesso isolado. Estamos diante de uma ação institucional que precisa ser investigada com rigor e punida”, defende a deputada.</p>
</blockquote>
<p><strong>Célia Xakriabá também pede a instauração de inquérito pela Polícia Federal</strong>, a liberação das imagens de segurança do Congresso Nacional no dia da marcha, a emissão de recomendações para prevenção de novos episódios de violência e audiências com os ministérios.</p>
<p>Ela relata que, durante a manifestação <em>A Resposta Somos Nós</em>, promovida pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), se identificou como parlamentar em exercício, e mesmo assim foi impedida de entrar nas dependências da Câmara dos Deputados e sofreu queimaduras nos dedos. <strong>Mulheres e crianças indígenas também foram feridas na ação.</strong></p>
<p>Os ofícios falam ainda em truculência das polícias Militar do Distrito Federal (PMDF) e Legislativa do Congresso (Depol), omissão do Detran-DF e do Corpo de Bombeiros (CBMDF), por terem se recusado a prestar socorro imediato sob alegação de falta de autorização superior.</p>
<p><strong>Célia Xakriabá denuncia que na véspera da manifestação houve discursos racistas e de incitação à violência em reunião virtual da Secretaria de Segurança Pública do DF.</strong> O que, para ela, indica premeditação na repressão ao protesto. Foi apresentada uma representação ao Supremo Tribunal Federal (STF), e a Procuradoria da República no DF abriu investigação.</p>
<h2>Outras medidas</h2>
<p>A deputada também acionou o Ministério das Mulheres, o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH). </p>
<p>A denúncia é de que houve violência política de gênero, racial e institucional. Ela entende que por ser uma mulher indígena que utiliza vestimentas tradicionais e pinturas corporais foi alvo claro de deslegitimação e hostilidade.</p>
<blockquote>
<p>“A violência que sofremos naquele dia não foi só física. Ela carrega o peso do racismo, do machismo e do colonialismo que insiste em negar a legitimidade de uma mulher indígena ocupar espaços de poder. Usar cocar, pintura e falar em nome do nosso povo não deveria ser motivo de violência, e sim de respeito. Não é só contra mim. É contra todas as mulheres indígenas que ousam existir e resistir no espaço político”, disse a deputada.</p>
</blockquote>
<p>Célia Xakriabá pediu ao Conselho Nacional dos Direitos Humanos a abertura de um procedimento de apuração. <strong>Ela disse que os fatos configuram um ataque à democracia e ao exercício do mandato parlamentar.</strong></p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-04/celia-xakriaba-pede-que-pf-investigue-violencia-em-marcha-indigena">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Sun, 13 Apr 2025 11:30:00 -0300 </p>

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		<item>
		<title>Greve de médicos peritos da Previdência termina após 235 dias</title>
		<link>https://weeknews.online/greve-de-medicos-peritos-da-previdencia-termina-apos-235-dias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Apr 2025 18:35:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[abusos no movimento grevista]]></category>
		<category><![CDATA[asseguram lideranças indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Atesmed]]></category>
		<category><![CDATA[diz pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Greve dos Peritos]]></category>
		<category><![CDATA[INSS]]></category>
		<category><![CDATA[manteve o corte de ponto]]></category>
		<category><![CDATA[Metade dos brasileiros quer comprar ovos de Páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[Meu INSS]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Previdência Social]]></category>
		<category><![CDATA[não aderiram à greve]]></category>
		<category><![CDATA[Servidores receberão reajuste retroativo a janeiro em 2 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[Vamos seguir cobrando nossos direitos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://weeknews.online/greve-de-medicos-peritos-da-previdencia-termina-apos-235-dias/</guid>

					<description><![CDATA[<p>. Após 235 dias de paralisação, os médicos peritos do Ministério da Previdência Social encerraram a greve nesta sexta-feira (11). O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) normalizará o atendimento a partir de segunda-feira (14). Com a assinatura do acordo, a categoria reporá os dias parados, e o ministério restituirá o salário descontado. Desde agosto do ano passado, cerca de 300 médicos peritos, cerca de 10% do total, estavam parados, na maior greve da história da carreira. Em nota, a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) informou que os ganhos ficaram aquém do esperado, mas que o acordo assinado traz abertura para futuros avanços. A entidade também comemorou a reversão de riscos disciplinares e a restituição dos salários descontados. “Por certo, o pacto firmado não&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="welcome-container">
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<p><strong>Após 235 dias de paralisação, os médicos peritos do Ministério da Previdência Social encerraram a greve nesta sexta-feira</strong> (11). O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) normalizará o atendimento a partir de segunda-feira (14).<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744482957_688_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/04/1744482957_646_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Com a assinatura do acordo, a categoria reporá os dias parados, e o ministério restituirá o salário descontado. <strong>Desde agosto do ano passado, cerca de 300 médicos peritos, cerca de 10% do total, estavam parados, na maior greve da história da carreira.</strong></p>
<p>Em nota, a <strong>Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) informou que os ganhos ficaram aquém do esperado, mas que o acordo assinado traz abertura para futuros avanços</strong>.<strong> A entidade também comemorou a reversão de riscos disciplinares e a restituição dos salários descontados.</strong></p>
<p>“Por certo, o pacto firmado não corresponde à expectativa das partes envolvidas, mas garante a estabilização do conflito classista e a segurança dos peritos médicos federais, especialmente mediante a exclusão dos riscos funcionais e disciplinares. Apesar de não constituir aquilo que a categoria almejava, a saber, a manutenção das cláusulas do Termo de Acordo nº 01/2022, o novo pacto sinaliza a consolidação de novas conquistas”, destacou o texto.</p>
<p>O comunicado não detalhou os ganhos da categoria. Os médicos peritos reivindicavam o cumprimento de um acordo de 2022.</p>
<h2>Investigação de abuso</h2>
<p>Em janeiro, os médicos peritos grevistas estavam com o salário suspenso. Após recurso da ANMP, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o corte de ponto.</p>
<p>Também em janeiro, o INSS anunciou o reagendamento automático das perícias não realizadas para médicos que não aderiram à greve. Em abril, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu à Procuradoria-Geral da República que apurasse possíveis abusos no movimento grevista.</p>
<h2>Agendamento</h2>
<p>O INSS informou que quem precisar marcar atendimento pode acessar o aplicativo <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.dataprev.meuinss&amp;hl=pt_BR" target="_blank">Meu INSS</a> ou ligar para o telefone 135. O atendimento telefônico funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h.</p>
<p>Nos casos de afastamento do trabalho por até 180 dias, o INSS recomenda a utilização do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/previdencia/pt-br/assuntos/atestmed" target="_blank">Atesmed</a>, serviço online que permite realizar a perícia documental, dispensando a necessidade de perícia presencial.</p>
<p>Para o atendimento presencial é preciso ter:</p>
<p>•     Documento de identificação com foto;</p>
<p>•     Laudo médico com diagnóstico e tratamentos;</p>
<p>•     Exames;</p>
<p>•     Prescrições médicas.</p>
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<p> Wellton Máximo &#8211; Repórter da Agência Brasil , . </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-04/greve-de-medicos-peritos-da-previdencia-termina-apos-235-dias">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Fri, 11 Apr 2025 19:20:00 -0300 </p>

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