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Os alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado registraram queda significativa entre agosto de 2025 e julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nesta sexta-feira (7). Na Amazônia, a redução foi de quase 37%, enquanto no Cerrado a queda foi de 8%. Os números, obtidos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), servem de base para as ações de fiscalização ambiental no país.
De acordo com o levantamento, foram registrados alertas em 2.874 quilômetros quadrados de áreas na Amazônia e em 5.119 quilômetros quadrados no Cerrado. Os dados foram apresentados durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao INPE, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, e reforçam a avaliação de que o país pode cumprir a meta de zerar o desmatamento até 2030.
Em nota, o Observatório do Clima, rede de entidades ambientalistas brasileiras, afirmou que os números mostram ser plenamente possível alcançar o compromisso assumido pelo país. O presidente Lula também comentou o resultado e destacou o esforço do governo para atingir a meta. “Nós assumimos um compromisso que ninguém pediu para gente assumir. Foi um compromisso desaforado de que é possível chegar a desmatamento zero até 2030. Os números estão indicando que se a gente continuar no ritmo que a gente está, com a seriedade que a gente está e colocando os recursos necessários, a gente pode atingir”, afirmou.
Além dos dados do Deter, o INPE divulgou os números finais do Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite, que consolida as taxas anuais de perda de vegetação em todos os biomas brasileiros. De maneira geral, o Brasil registrou queda de 20% no desmatamento em 2025, na comparação com o ano anterior.
Entre os biomas, o Pantanal apresentou a maior redução proporcional, com queda de 65% no desmatamento. O Pampa, no Sul do país, teve redução de 41%, enquanto a Caatinga, predominante no Nordeste, registrou queda de 34%. Na Amazônia e na Mata Atlântica, a redução foi de 15%, e no Cerrado, de 11%.
Os dados referentes à Amazônia e ao Cerrado já haviam sido divulgados durante a COP30, a Conferência da ONU sobre Mudança do Clima, realizada em Belém, no Pará, no ano passado. A nova divulgação consolida as informações e amplia o panorama sobre a evolução do desmatamento no país.
Especialistas e ambientalistas veem com otimismo os números, mas alertam para a necessidade de manter e intensificar as políticas de fiscalização e combate ao desmatamento. O Observatório do Clima destacou que os resultados indicam que a meta de desmatamento zero é viável, desde que o país mantenha o ritmo atual de redução e invista em ações de proteção ambiental.
A queda nos alertas de desmatamento é atribuída a uma combinação de fatores, incluindo o reforço na fiscalização, a atuação de órgãos ambientais e a implementação de políticas públicas voltadas para a preservação dos biomas. O governo federal tem destacado os resultados como parte de sua agenda ambiental, que inclui o compromisso de reduzir o desmatamento a zero até 2030.
Os dados do INPE são considerados fundamentais para orientar as ações de combate ao desmatamento, permitindo que órgãos como o Ibama e a Polícia Federal atuem de forma mais eficiente na identificação e punição de crimes ambientais. A divulgação periódica dos alertas também serve como instrumento de transparência e monitoramento da situação ambiental no país.
Apesar dos avanços, especialistas ressaltam que ainda há desafios a serem enfrentados, especialmente no Cerrado, onde a redução foi menor em comparação com outros biomas. A pressão da expansão agropecuária e a falta de fiscalização em algumas regiões são apontadas como fatores que podem comprometer o cumprimento das metas de redução do desmatamento.
O governo, por sua vez, afirma estar comprometido com a agenda ambiental e com a implementação de medidas que garantam a preservação dos biomas. A meta de desmatamento zero até 2030, assumida pelo país, é vista como um compromisso internacional importante, e os números recentes reforçam a possibilidade de alcançá-la.
A divulgação dos dados ocorre em um momento em que o Brasil busca fortalecer sua imagem internacional em relação às questões climáticas. A redução do desmatamento é um dos principais indicadores avaliados pela comunidade internacional, e os resultados apresentados pelo INPE podem contribuir para a credibilidade do país nas negociações sobre mudanças climáticas.
A expectativa é que, com a continuidade das políticas de proteção ambiental e o engajamento de todos os setores da sociedade, o Brasil consiga manter a tendência de queda no desmatamento e cumprir as metas estabelecidas. Os dados divulgados nesta sexta-feira reforçam a importância do monitoramento constante e da ação coordenada entre governo, órgãos ambientais e sociedade civil.
Fonte: Agência Brasil.
