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Em um momento em que o casamento está em queda e a geração Z faz menos sexo, chega aos cinemas uma comédia romântica que imagina um país onde o sexo antes do casamento é proibido — exceto por uma única noite por ano. Dirigido por Will Gluck, ‘One Night Only’ aposta em uma premissa absurda para discutir, com humor e ironia, os dilemas do sexo casual e da busca por conexão em um mundo cada vez mais solitário.
A trama se passa em uma América alternativa, onde o Congresso aprovou uma lei que proíbe relações sexuais antes do casamento, com uma única exceção anual: uma noite em que tudo é permitido. A ideia é uma espécie de ‘Uma Noite de Crime’, mas com sexo casual no lugar de crimes hediondos. A repressão é levada a sério: todos os solteiros usam sensores nos pulsos, e a polícia pode rastrear e prender qualquer um que tente fugir da regra durante o resto do ano.
Nesse cenário, os solteiros de Nova York tratam a noite de exceção como um feriado. As pessoas saem mais cedo do trabalho, há festas por toda parte e até uma contagem regressiva no estilo Ano-Novo para marcar o início do período permitido. Casais se beijam em cada esquina, em bares, e alguns até são vistos transando pelas janelas. Os apaixonados têm apenas 12 horas para aproveitar a noite e, com sorte, encontrar sua alma gêmea.
Owen, interpretado por Callum Turner, é dono de uma pizzaria e esperava passar a noite com sua namorada de longa data, vivida por Maya Hawke, famosa por ‘Stranger Things’. Mas o plano vai por água abaixo quando ela anuncia que quer tentar dormir com um dos vizinhos. A noite de Owen está arruinada antes mesmo de começar. Enquanto isso, Allie, interpretada por Monica Barbaro, é uma cantora aspirante que deveria sair com uma amiga, mas é abandonada por ela em poucos minutos, quando a amiga decide ficar com um cara no bar. Allie se vê sozinha e precisa navegar pela noite por conta própria.
Como era de se esperar, os dois se encontram por acaso, se separam e, ao longo da noite, são repetidamente trazidos de volta um ao outro, em meio a confusões e situações engraçadas. A premissa é absurda à primeira vista. No papel, isso soaria como um pesadelo distópico, e uma rebelião generalizada contra a lei, que já dura três anos, seria inevitável. Mas, surpreendentemente, funciona como comédia romântica, graças ao universo criado pelo roteirista Travis Braun, que faz sua estreia em longas-metragens depois de uma carreira em programas infantis como ‘Pupstruction’, ‘Vampirina’ e ‘Muppet Babies’.
Will Gluck, conhecido por ‘Easy A’, ‘Amigos com Benefícios’ e ‘Todos Menos Você’, nunca havia me conquistado completamente, apesar do sucesso de seus filmes. Mas ‘One Night Only’ se destaca porque ele abraça a tolice do universo em que Owen e Allie vivem, incluindo uma busca desesperada por camisinha, já que estão esgotadas em quase todos os lugares.
Callum Turner, que já apareceu em ‘Mestres do Ar’, na franquia ‘Animais Fantásticos’ e, mais recentemente, em outra comédia romântica de alta concepção, ‘Eternity’, de 2025, se encaixa bem no papel de galã, equilibrando arrogância e carisma. Monica Barbaro, lembrada por ‘Top Gun: Maverick’ e ‘Um Completo Desconhecido’ — que lhe rendeu uma indicação ao Oscar —, brilha como Allie, uma personagem bonita, mas pé no chão. Um bônus é Barbaro mostrando seus dotes vocais, depois de interpretar Joan Baez no filme sobre Bob Dylan. Fica aqui um pedido a Hollywood: escalem Monica Barbaro em um musical.
‘One Night Only’ não é exatamente ‘Quando Harry Conheceu Sally’ ou ‘Sintonia de Amor’, mas é totalmente divertido e tem boas risadas. Além das participações especiais de amigos famosos de Gluck, dois dos melhores momentos do filme são Molly Ringwald e LeVar Burton, que interpretam a mãe de Owen e seu parceiro da ‘noite única’.
Comédias com mais de 90 minutos tendem a se arrastar, e ‘One Night Only’ poderia se beneficiar de uma edição mais enxuta. Minutos preciosos são gastos com product placement explícito, especialmente de marcas como Durex e K&Y.
No geral, ‘One Night Only’ é uma sátira sobre sexo casual em forma de comédia romântica picante e divertida, marcando o melhor filme de Gluck até agora e elevando Callum Turner e Monica Barbaro como protagonistas competentes. É uma boa opção para um encontro, talvez para casais mais jovens — caso contrário, é melhor assistir em casa. O filme é classificado como R (maiores de 17 anos) por conteúdo sexual, linguagem e nudez breve, tem duração de 1 hora e 42 minutos e já está em cartaz nos cinemas.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/one-night-only-review-monica-barbaro-callum-turner-charm-lively-high-concept-rom-com.
Fonte: Fox News.
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2026-08-08 10:00:00


