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Em um mundo que parece cada vez mais fora de controle, muitos cristãos se sentem sozinhos em uma batalha que não escolheram. De um lado, o indivíduo; do outro, uma lista interminável de problemas, mudanças, ofensas, contas, medos, perguntas e prazos. A sensação é de estar em desvantagem numérica, superado, superado em ritmo, superado em tudo, perdido em meio à tempestade. As probabilidades parecem estar contra nós. Para o profeta Elias, no Antigo Testamento, a desvantagem era de 850 para 1. E é exatamente essa história que o pastor e escritor Max Lucado usa para oferecer uma mensagem de esperança e coragem inabalável em tempos de ansiedade, caos e exaustão.
Lucado, autor de mais de 150 milhões de livros impressos e conhecido como ‘o pastor da América’, segundo a revista Christianity Today, aborda o tema em seu mais novo livro, ‘Unbreakable Courage: Strong Faith in an Age of Anxiety, Chaos and Exhaustion’, com lançamento previsto para 11 de agosto de 2026 pela Thomas Nelson. Em um artigo recente, ele reflete sobre a história de Elias e a compara com os desafios enfrentados pelos cristãos na atualidade.
O cenário descrito por Lucado é sombrio: caos, ansiedade, exaustão, medo. Em um piscar de olhos histórico, a sociedade estaria abandonando velhas crenças e se agarrando a novas, tornando aceitável o que antes era impensável. O autor admite que nunca foi simpático a comentários sobre ‘os bons velhos tempos’, sempre os descartando como nostalgia romântica. Mas, diante do cenário atual, ele mudou de ideia.
Os desafios são muitos: a economia, a ameaça de guerra nuclear, os tiroteios em escolas, os acampamentos de sem-teto nas cidades, o estado do país. Não são apenas as más notícias nos manchetes que pesam, mas também as más notícias no consultório médico, no escritório em casa, na sala do administrador escolar. As pessoas tentam se manter à tona, remando primeiro para um lado, depois para o outro, mas as correntes puxam e as torrentes caem, e às vezes surge a dúvida: será que vamos sobreviver?
É nesse contexto que a história de Elias se torna relevante. No século IX a.C., Israel vivia uma era de corrupção. Rei após rei era corrupto até o âmago. Menos de cem anos antes, o rei Salomão havia dedicado o glorioso templo em Jerusalém, e alguns judeus ainda se lembravam da era de ouro da fé. Mas, ao longo de uma vida, o povo se afastou. Quando Elias apareceu em cena, Israel estava há seis décadas e quatro reis imerso em um ‘poço de morte e decadência’, com adoração a ídolos ímpios, clero não santificado, maldade desenfreada e escândalos sórdidos. Lucado pergunta: parece uma boa era para se viver? Parece a era em que vivemos?
A resposta, para o autor, é que a visão de mundo de um seguidor de Cristo não é a mesma de um não crente. Vivemos em uma cultura que tem pouco interesse em pessoas que vivem sua fé, mas não estamos sem ajuda. A vida de Elias afirma que é possível manter a fé em um mundo que tem pouco dela e que, quando a cultura menospreza a crença, o crente pode gerar força. ‘Sim!’, escreve Lucado.
Para ilustrar essa coragem, ele conta a história de LeeAdianez Rodriguez-Espada, uma menina de 12 anos que se inscreveu em uma corrida de 5 km em Rochester, Nova York. Sua mãe a deixou no local e foi esperá-la perto da linha de chegada, prevendo vê-la em cerca de uma hora. Mas a hora passou e nada da menina aparecer. A mãe entrou em pânico e contatou organizadores da corrida e policiais. Eventualmente, a menina foi encontrada, mas não na corrida de 5 km: ela estava correndo uma meia maratona!
O que aconteceu? A jovem chegou à linha de partida logo após o início da corrida, ficou no final do grupo e se estabeleceu em um ritmo. Por volta da milha quatro, começou a suspeitar que algo estava errado, pois a linha de chegada não aparecia. Perguntou a um colega corredor onde era o fim da corrida e percebeu o erro: estava participando do evento errado, não de 5 km, mas de 13,1 milhas.
Lucado compara essa situação à vida cristã: a corrida é mais longa do que pensávamos, os desafios são mais numerosos do que imaginávamos, e as lutas são tantas que às vezes queremos desistir. Mas a jovem, ao perceber o erro, escolheu permanecer na corrida. Um policial a encontrou no percurso da Meia Maratona Flower City e disse que as pessoas estavam preocupadas. Ela respondeu que não podia desistir: a corrida era diferente da que ela havia planejado e se preparado, mas ela queria terminá-la. E ela terminou, colocando um pé na frente do outro até cruzar a linha de chegada.
A mensagem final de Lucado é de encorajamento: ‘Isso é tudo o que Deus quer de nós. Não precisamos terminar primeiro, nem rápido, nem sem falhas ou tropeços. Só precisamos terminar.’ Ele conclui que, embora possamos nos sentir cercados por adversidades, também estamos cercados pela divindade. Com a ajuda de Deus, é possível viver nestes tempos incertos com coragem inabalável, imóvel, determinado, com o queixo erguido e resoluto, como LeeAdianez e como Elias.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/max-lucado-world-changing-fast-faith-does-not-have-break-under-pressure.
Fonte: Fox News.
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2026-08-09 05:00:00

