
Latest & Breaking News on Fox News.
A cobertura da imprensa especializada na WNBA voltou a ser alvo de críticas após a falta violenta cometida pela ala do Chicago Sky, DiJonai Carrington, contra a guarda do Indiana Fever, Sophie Cunningham, no último sábado. A jogadora foi punida com falta flagrante tipo 2 e expulsa da partida após acertar Cunningham acima do pescoço durante uma tentativa de bandeja em transição. No entanto, em vez de assumir a responsabilidade pelo lance, Carrington usou as redes sociais para postar uma mensagem com acusações raciais, o que gerou uma onda de reações e levantou questionamentos sobre a postura da mídia esportiva diante de episódios envolvendo jogadoras brancas.
A publicação feita por Carrington na plataforma Threads trazia a frase “WHITE PRIVILEGE @indianafever”, em referência direta ao time de Cunningham. A atitude, que poderia ter ampliado a repercussão negativa sobre a jogadora, acabou sendo minimizada por parte da imprensa, que preferiu concentrar esforços em justificar a conduta em quadra. A ESPN foi um dos veículos que saíram em defesa de Carrington, com a analista Andraya Carter atribuindo o lance ao estilo agressivo de jogo da atleta.
Durante a transmissão, Carter afirmou que “essas são jogadas que já vimos da DiJonai”, referindo-se a tentativas de bloqueio em transição. Ela argumentou que Carrington sempre busca fazer esse tipo de esforço e que, na jogada específica, ela estava atrás de Sophie Cunningham e não conseguiu chegar a tempo de fazer o bloqueio limpo. A analista reconheceu que o contato acima da cabeça foi “demais”, mas concluiu que “isso é o que DiJonai Carrington faz”, como se o histórico da jogadora justificasse a infração.
A própria análise de Carter, no entanto, acabou enfraquecendo a defesa que pretendia fazer. Ao admitir que Carrington estava atrasada na jogada e que o contato foi acima do permitido, a comentarista reforçou a gravidade do lance, ainda que tentasse amenizá-lo com a justificativa de que se trata de um padrão de jogo da atleta. A postura da ESPN foi vista por muitos como mais um exemplo de como a mídia trata de forma diferente faltas cometidas contra jogadoras brancas, como Cunningham e Caitlin Clark.
O episódio reacendeu um debate que já vinha sendo levantado por comentaristas e torcedores: a cobertura da WNBA tende a buscar explicações para atenuar a agressividade de jogadoras negras quando as vítimas são brancas. A situação inversa, segundo críticos, seria tratada de maneira muito mais dura. A comparação ganhou força ao lembrar que, durante os playoffs de 2024, Carrington acertou um golpe no olho de Caitlin Clark, deixando a estrela da liga com um olho roxo visível, e depois zombou da repercussão negativa nas redes sociais.
Menos de dois anos depois, Carrington voltou a se envolver em uma jogada perigosa, e novamente a conversa foi desviada de sua responsabilidade. No sábado, os árbitros não tiveram dúvidas ao marcar a falta flagrante tipo 2 e expulsar a jogadora, mas a reação imediata de Carrington foi transformar a punição em uma acusação de privilégio racial, em vez de reconhecer o erro. A postagem, que permaneceu no ar, foi interpretada como uma tentativa de inverter os papéis e desviar o foco do lance violento.
A situação de Sophie Cunningham é agravada pelo fato de ela ser uma das vozes mais ativas contra a participação de atletas masculinos em competições femininas. A jogadora do Fever já havia sido alvo de críticas por se posicionar publicamente sobre o tema, e muitos acreditam que essa postura a tornou um alvo dentro da liga. A falta sofrida no sábado, seguida da reação de Carrington, reforçou a percepção de que Cunningham carrega um alvo nas costas e que a agressividade contra ela tende a ser racionalizada por parte da imprensa.
A cobertura do incidente expôs uma desigualdade persistente na forma como a WNBA e seus veículos de comunicação lidam com a violência em quadra. Enquanto jogadoras brancas como Cunningham e Clark são frequentemente retratadas como vítimas de jogadas perigosas, as agressoras recebem um tratamento mais brando, com explicações que minimizam a gravidade dos lances. A falta de critério na análise dos fatos, que deveria ser pautada pela segurança das atletas, acaba sendo substituída por narrativas que envolvem raça e posicionamento político.
O caso também trouxe à tona a atuação de figuras políticas, como o vice-presidente eleito JD Vance, que elogiou Sophie Cunningham por sua ativismo em defesa do esporte feminino. A jogadora, que se recusa a seguir a linha preferida da liga em relação à inclusão de atletas trans, ganhou apoio de setores conservadores, o que pode ter contribuído para que sua imagem fosse ainda mais associada a uma pauta polêmica dentro da WNBA.
Diante da repercussão, a pergunta que fica é: até quando a segurança das jogadoras será tratada de forma seletiva? A resposta, segundo críticos, depende de uma mudança na postura da mídia, que precisa julgar os lances com base nos fatos, e não na identidade das envolvidas. Enquanto isso, Carrington segue sem enfrentar consequências mais severas por suas ações, e Cunningham continua sendo alvo de ataques dentro e fora das quadras, em um cenário que levanta sérias questões sobre o futuro da liga.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/wnba-media-defends-dijonai-carrington-dangerous-sophie-cunningham-hit-reveals-glaring-bias.
Fonte: Fox News.
Latest & Breaking News on Fox News.
2026-08-09 18:06:00

