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O prefeito do condado de Knox, no Tennessee, Glenn Jacobs, pediu uma “pausa nacional” na implantação das câmeras de vigilância Flock, durante participação no programa “The Sunday Briefing”. Na ocasião, Jacobs argumentou que a tecnologia levanta preocupações constitucionais, de privacidade e de segurança, além de carecer de salvaguardas suficientes. A declaração ocorre em meio a um debate crescente nos Estados Unidos sobre os limites do uso de sistemas de reconhecimento de placas veiculares equipados com inteligência artificial.
Jacobs afirmou que as forças de segurança devem ter acesso a ferramentas que ajudem a resolver crimes, mas ressaltou que a nova tecnologia da Flock vai além dos leitores convencionais de placas e não deveria ser implantada em larga escala até que sejam estabelecidas diretrizes claras e um marco regulatório atualizado. “Não se trata de privar [as forças de segurança] das ferramentas. Trata-se de descobrir como essas ferramentas podem ser usadas de maneira apropriada e consistente com a Constituição”, disse Jacobs, mencionando “dezenas de casos” de abuso.
O prefeito também destacou a defasagem das leis estaduais que regulam o uso de leitores de placas no Tennessee. Segundo ele, a legislação vigente data de 2014, com uma atualização menor em 2021, enquanto a tecnologia avançou significativamente desde então. “Não existe um marco regulatório federal que governe [as câmeras Flock]. As leis sobre leitores de placas no Tennessee datam de 2014, com uma atualização muito menor em 2021. A tecnologia avançou muito desde então. Queremos que [as forças de segurança] tenham as ferramentas de que precisam. Ao mesmo tempo, essas ferramentas devem estar em conformidade com a Constituição”, afirmou.
A Flock Safety, uma das principais fornecedoras de leitores automatizados de placas veiculares, tem registrado crescimento expressivo em sua adoção por forças policiais, municípios e empresas nos últimos anos. De acordo com estimativas da ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis), há entre 80 mil e 100 mil câmeras Flock implantadas em todo o país. A própria empresa afirma estar presente em mais de 6 mil comunidades, trabalhando com mais de 1 mil empresas e mais de 5 mil agências de segurança pública, o que resultaria em bilhões de leituras de veículos por mês.
Em resposta à reportagem da Fox News, a Flock declarou que os dados coletados são automaticamente excluídos após 30 dias por padrão, a menos que uma agência estabeleça um período de retenção diferente. A empresa não comentou diretamente as críticas de Jacobs sobre a falta de salvaguardas ou sobre a precisão do sistema.
Jacobs classificou o sistema de vigilância como “notoriamente errôneo”, um termo que reforça as preocupações sobre a confiabilidade das leituras e o potencial de vigilância em massa. O debate sobre as câmeras Flock não se limita ao Tennessee. Na Virgínia Ocidental, parlamentares integrantes do Freedom Caucus estadual buscam proibir o uso das câmeras em todo o estado, argumentando que a tecnologia viola o direito à privacidade garantido pela Quarta Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
A discussão sobre as câmeras Flock ocorre em um momento em que estados do sul do país ampliam o uso desses dispositivos, enquanto legisladores locais tentam restringir ou eliminar essas ferramentas de vigilância. A expansão da tecnologia tem gerado debates sobre os limites entre segurança pública e proteção de direitos individuais, especialmente diante da capacidade de rastreamento contínuo de veículos.
Apesar das críticas, Jacobs reconheceu a importância de fornecer às forças de segurança ferramentas que auxiliem na solução de crimes. No entanto, ele enfatizou que é necessário encontrar um equilíbrio entre a eficácia policial e a proteção das liberdades civis. “Queremos que [as forças de segurança] tenham as ferramentas de que precisam. Ao mesmo tempo, essas ferramentas devem estar em conformidade com a Constituição”, reiterou.
O pedido de pausa nacional feito por Jacobs se soma a outras vozes que pedem maior regulamentação do uso de tecnologias de vigilância. Enquanto isso, a Flock Safety continua expandindo sua presença, e a discussão sobre os limites éticos e legais desses sistemas promete se intensificar nos próximos meses, especialmente com a atuação de grupos como a ACLU e de legisladores estaduais preocupados com a privacidade dos cidadãos.
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Fonte: Fox News.
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2026-08-09 17:53:00

