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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interrompeu um discurso na manhã de sexta-feira, em Long Island, Nova York, para abraçar os pais de Jacob Freytes, um menino de 12 anos morto por uma bala perdida no Bronx no mês passado. O gesto ocorreu durante um evento na Academia de Polícia do Condado de Nassau, onde Trump falava sobre as medidas de seu governo para combater o crime.
Ao mencionar o caso de Jacob, Trump deixou o palco no meio da fala e se dirigiu a Migdalia Martinez e ao aposentado sargento da Polícia de Nova York (NYPD), Jesus Freytes, pais do menino. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, registrou o momento em vídeo e o compartilhou nas redes sociais, descrevendo-o como “um belo momento improvisado”.
Antes de descer do palco, Trump havia citado Jacob enquanto falava sobre os esforços de sua administração para reduzir a criminalidade. “Há duas semanas, um menino de 12 anos chamado Jacob Freytes — vocês leram sobre isso? — foi tragicamente baleado e morto por uma bala perdida disparada por um criminoso reincidente em uma troca de tiros”, disse o presidente. Ele acrescentou: “Jacob era filho de uma mãe amorosa e de um detetive aposentado da polícia de Nova York, e eles são pessoas incríveis. Acho que ouvi dizer que eles podem estar aqui hoje. Vocês estão aqui?”
Em seguida, Trump deixou o palco e abraçou a mãe de Jacob, que estava com os olhos marejados, e o pai, o sargento aposentado Jesus Freytes, trocando algumas palavras privadas com ambos. Ao retornar ao palco, o presidente comentou: “Incrível. História horrível. Que coisa horrível. Mas vamos atrás deles. Essas pessoas são más e doentes.”
Jacob Freytes foi morto no fim do mês passado enquanto estava sentado em sua bicicleta do lado de fora de uma mercearia no Bronx, atingido por uma bala perdida. A polícia informou que William Ferrer, de 45 anos, foi preso e enfrenta múltiplas acusações, incluindo homicídio em segundo grau. Ferrer se declarou inocente. Segundo o New York Post, ele tem um histórico criminal que remonta a mais de 25 anos, incluindo acusações anteriores por dirigir embriagado, posse de drogas, ameaça e desacato.
A morte de Jacob levou republicanos a apresentarem a “Lei de Jacob” na Legislatura de Nova York, proposta que prevê penas mais duras para criminosos cujas ações imprudentes resultem na morte de uma criança. A mãe do menino, Migdalia Martinez, contou ao programa “Fox & Friends” na terça-feira como foi o dia do crime. “Dei um beijo nele, saí, e sempre fazemos um beijinho de golfinho. Saí e fui trabalhar”, disse ela. “Por volta das cinco horas, me ligaram e disseram que ele tinha levado um tiro. E tudo o que eu podia fazer era tentar pensar em maneiras diferentes de chegar aqui mais rápido”, acrescentou. “Quando cheguei, vi meu menino morto.”
O caso de Jacob Freytes voltou a ganhar repercussão nacional após o gesto do presidente, que foi amplamente comentado nas redes sociais e na imprensa americana. A visita de Trump a Long Island ocorreu em um contexto de promessas de endurecimento no combate ao crime, com o presidente destacando a atuação das forças de segurança locais e federais.
A comoção em torno da morte do menino também reacendeu o debate sobre a violência armada e a reincidência criminal em Nova York. O pai de Jacob, que serviu por anos na NYPD, tornou-se uma figura simbólica na luta por justiça, enquanto a mãe tem feito apelos públicos por mudanças na legislação penal.
Até o momento, não há informações sobre a data do julgamento de William Ferrer, que permanece preso. A comunidade do Bronx, onde o crime ocorreu, organizou vigílias e manifestações pedindo justiça para Jacob, e a proposta da “Lei de Jacob” segue em tramitação na legislatura estadual.
O caso também chamou atenção para a situação de famílias de vítimas de crimes violentos, que frequentemente relatam dificuldades para obter respostas e apoio das autoridades. A mãe de Jacob, em sua entrevista, expressou a dor da perda e a necessidade de que medidas concretas sejam tomadas para evitar que outras crianças morram da mesma forma.
A visita de Trump ao condado de Nassau, onde discursou para agentes de segurança, fez parte de uma série de eventos voltados a destacar as políticas de lei e ordem do governo federal. Durante o discurso, o presidente mencionou outros casos de crimes violentos e prometeu continuar apoiando as forças policiais locais.
O gesto de Trump, ao descer do palco para confortar os pais de Jacob, foi visto por muitos como um momento raro de empatia em meio a um discurso político, e a imagem do abraço foi amplamente compartilhada nas redes sociais, gerando reações diversas entre apoiadores e críticos do presidente.
A família de Jacob, por sua vez, tem recebido apoio de organizações de direitos das vítimas e de líderes comunitários, que esperam que o caso sirva de impulso para mudanças na legislação penal do estado de Nova York. A proposta da “Lei de Jacob” é uma dessas iniciativas, e sua aprovação dependerá do andamento dos trabalhos na Assembleia Legislativa estadual.
Enquanto isso, a investigação sobre a morte do menino continua, e a polícia do Bronx trabalha para esclarecer as circunstâncias exatas do tiroteio que vitimou Jacob. Ferrer, o acusado, permanece detido, e sua defesa ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.
O caso de Jacob Freytes, que comoveu o país, agora se tornou um símbolo da luta contra a violência armada e a impunidade de criminosos reincidentes, e a comoção gerada pelo gesto do presidente pode dar novo impulso às demandas por justiça e por mudanças na legislação.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/trump-leaves-stage-mid-speech-embrace-parents-12-year-old-killed-stray-bullet-bronx.
Fonte: Fox News.
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2026-08-14 19:19:00

