
NME.
Courtney Love anunciou que seu aguardado segundo álbum solo está finalmente concluído. A cantora compartilhou a novidade com os fãs em um vídeo publicado no Instagram nesta quinta-feira (14), no qual também relembrou o grave problema de saúde que enfrentou em 2019, quando chegou a ser informada de que não sobreviveria. O novo trabalho é o sucessor de ‘America’s Sweetheart’, lançado em 2004, e vinha sendo preparado há meses, com a artista alimentando expectativas sobre o projeto.
No vídeo, Love respondeu às perguntas dos seguidores sobre o andamento do disco. “Muitos de vocês estão perguntando onde está o meu disco. Está pronto. Já está pronto há algum tempo. É um disco muito bom. Coloquei muito de mim nele”, afirmou. A cantora também falou abertamente sobre a doença que a atingiu em 2019, descrevendo o momento em que seu corpo “explodiu” e as frequentes internações hospitalares. “Quase morri”, disse. “Perdi todo o cabelo. Estava com cerca de 45 quilos. E me disseram que eu ia morrer. Não acreditei neles.”
Love relacionou a experiência à sua infância, quando costumava “interromper o padrão dos adultos”, e explicou como essas memórias influenciaram o novo álbum. “Eles diziam que vermelho era azul, e eu via azul. Mas azul era azul. Então eu me manipulava para pensar que talvez estivessem certos, e que vermelho era azul… e minha cabeça explodia. Tipo, lide com essa merda.
Acho que alguns de vocês podem se identificar com isso”, refletiu. Apesar das tentativas de fazê-la duvidar da própria percepção, ela manteve sua convicção: “Nunca perdi realmente minha capacidade de ver que o vermelho era vermelho, apesar de me dizerem que era azul. E quando me disseram que eu ia morrer, simplesmente não acreditei. E de alguma forma melhorei. Estou saudável, o que é incrível.”
A cantora também comentou sobre o último álbum do Hole, ‘Nobody’s Daughter’, de 2010, classificando a experiência como “espetacularmente humilhante”. “Tipo, tocar em um estacionamento do Pizza Hut às 11h enquanto o Limp Bizkit era a atração principal com o 30 Seconds to Mars. Isso é humilhante”, disse. Love aproveitou para elogiar o cenário musical atual: “As pessoas soam muito bem ao vivo. As garotas estão incríveis. A merda está incrível. Só preciso entender como fazer isso. Voltarei.”
Na legenda da publicação, Love escreveu: “Quando fiz [o disco], acreditei que seria meu último, então fiz o disco que sempre quis fazer. Passei a maior parte do tempo no hospital, mas quando não estava, só escrevia e gravava.” Ela acrescentou: “Quero fazer turnê mais do que qualquer coisa. E quero cantar. É isso que mantém minha alma e meu corpo felizes.”
O novo álbum conta com a participação do guitarrista do Echo & The Bunnymen, Will Sergeant, conforme revelado em novembro. Love também descartou a participação de PJ Harvey, a quem chamou de “rude”. Em março, a cantora confirmou que a ex-colega de Hole, Melissa Auf der Maur, também estará no disco.
Auf der Maur, por sua vez, comentou sobre a possibilidade de uma reunião do Hole, sugerindo que o atual cenário político dos EUA poderia tornar o retorno mais provável. “Se há uma coisa que sei sobre Courtney e o Hole, é que é tão misterioso quanto o amor romântico. Não se pode forçar, organizar ou planejar essas coisas”, disse ela.
“O que sei é que sempre disse não por muitos anos, e foi só com o Império do Mal nos EUA que comecei a contemplar onde o Hole, o feminismo destemido de Courtney e nossa geração poderiam contribuir para este diálogo terrível nos EUA.”
Em março, Love alimentou especulações sobre uma turnê ao compartilhar um vídeo enigmático em que Auf der Maur aparecia vestida com um vestido fluido e exibia um anel de ouro, com a música ‘Malibu’, do Hole, ao fundo. Na legenda, ela perguntou: “Então, contamos às crianças sobre a turnê?” Auf der Maur respondeu nos comentários: “Começa com amor eterno…” Pouco depois, Love esclareceu que não haveria reunião do Hole, mas confirmou que ela e Auf der Maur fariam “alguns shows, com músicas novas” juntas.
A dupla voltou a gravar juntas em 2024, pela primeira vez em mais de duas décadas, e no mesmo ano participou da versão de 070 Shake para ‘Song To The Siren’, de Tim Buckley. Em outubro de 2018, Love e Auf der Maur subiram ao palco juntas em Hudson, Nova York, para tocar sucessos do Hole como ‘Doll Parts’, ‘Miss World’ e ‘Softer, Softest’.
Em 2021, Love classificou seu primeiro álbum solo como uma das “grandes vergonhas da minha vida”, ao lado do ator Steve Coogan e do crack. A cantora também recebeu o prêmio Icon Award em 2020, ocasião em que celebrou 18 meses de sobriedade e relembrou sua ligação com a NME desde 1981.
Sobre o aguardado livro de memórias, Love garantiu que ele será lançado antes do Natal deste ano pela HarperCollins, após ter sido anunciado anteriormente como concluído em 2022.
Fonte: NME.
NME.
2026-08-15 02:57:00
