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A divulgação da pré-temporada da AP Poll, marcada para esta segunda-feira, costuma gerar grande expectativa entre os torcedores de futebol americano universitário. Mas, nos últimos anos, a publicação do ranking inicial tem provocado mais reclamações do que celebrações. Grande parte da insatisfação vem de fãs que consideram seus times ou conferências subestimados ou sub-representados na lista. Para aqueles que se identificam com essa queixa, uma análise de campeões nacionais recentes mostra que começar fora do top 10 não impede uma temporada histórica. Desde a virada do século, diversas equipes que conquistaram o título nacional iniciaram a temporada em posições modestas no ranking da Associated Press, desafiando as expectativas e transformando uma campanha que parecia apenas respeitável em uma trajetória inesquecível.
O exemplo mais recente é o do Indiana Hoosiers, campeão nacional de 2025, que começou a temporada na 20ª posição. Na temporada anterior, a equipe havia surpreendido ao chegar aos playoffs com uma campanha tranquila e um calendário considerado acessível. Poucos analistas e torcedores acreditavam que o técnico Curt Cignetti conseguiria repetir o feito em 2025, ainda mais diante de um cronograma muito mais difícil. No entanto, os Hoosiers não apenas voltaram aos playoffs como conquistaram o título nacional, superando as dúvidas sobre um elenco considerado limitado em termos de recrutamento. O quarterback Fernando Mendoza, que chegou como um transferido pouco conhecido da Califórnia, tornou-se vencedor do Troféu Heisman e foi a primeira escolha geral do Draft da NFL. Para os torcedores de Indiana, a vitória foi ainda mais doce justamente por ter começado fora do radar.
Outro caso marcante é o do Florida State Seminoles, que em 2013 iniciou a temporada na 11ª posição, logo atrás do top 10. A equipe, que viria a ser a última campeã da era BCS, já havia vencido o ACC e o Orange Bowl no ano anterior, mas perdeu muita liderança veterana para a NFL, incluindo o quarterback EJ Manuel e dois defensores escolhidos na primeira rodada do draft. O técnico Jimbo Fisher recrutou bem para repor as perdas, mas havia incerteza sobre como os novos jogadores se encaixariam, especialmente o calouro redshirt Jameis Winston. A temporada terminou com uma campanha invicta, o terceiro título nacional da história do programa e o Heisman para Winston. O time dominou o ACC, vencendo os quatro adversários classificados da conferência por uma diferença combinada de 200 a 35, em uma demonstração de superioridade que calou os críticos.
Em 2000, o Oklahoma Sooners começou a temporada na 19ª posição, apenas uma colocação acima do Indiana de 2025. O time, que não aparecia no ranking de pré-temporada havia cinco anos, era comandado pelo técnico Bob Stoops, que havia chegado ao programa após uma campanha de 7-5 em 1999. Apesar da desconfiança, os Sooners terminaram com uma campanha perfeita de 13 vitórias e nenhuma derrota, conquistando o título nacional sobre um Florida State que havia perdido apenas um jogo nos 24 anteriores. A defesa, marca registrada de Stoops, foi sólida, mas o ataque também brilhou, como na vitória por 63 pontos sobre o rival Texas, então 11º colocado. Para uma equipe que muitos imaginavam que voltaria ao Insight Bowl, a conquista foi uma surpresa e tanto.
Outro exemplo de superação é o do Ohio State Buckeyes, que em 2002 começou a temporada na 13ª posição. O time, sob o comando do técnico Jim Tressel, vinha de uma campanha de 7-5 no ano anterior, com poucas razões para otimismo além da vitória sobre o rival Michigan. No entanto, a equipe contou com o running back calouro Maurice Clarett e uma defesa sufocante, que não permitiu mais de 17 pontos em nenhum jogo da conferência, incluindo uma vitória por 14 a 9 sobre um Michigan no top 10. O maior feito, porém, foi na final nacional, quando os Buckeyes, considerados azarões por 11,5 pontos, derrotaram o Miami, time que muitos historiadores consideram um dos melhores da história do esporte, em uma emocionante prorrogação dupla no deserto. A vitória sobre o que seria uma dinastia em formação começou com uma classificação de dois dígitos na pré-temporada.
Por fim, o Auburn Tigers, de 2010, começou a temporada na 22ª posição, mas contava com o quarterback Cam Newton, que teve uma campanha mágica. Newton carregou o time nas costas, liderando a equipe em praticamente todos os aspectos ofensivos. Para se ter uma ideia, Auburn liderou a SEC em pontos marcados, apesar de nenhum outro jogador de habilidade além de Newton ter jogado um único snap na NFL durante a temporada regular. Os Tigers venceram seis times classificados e terminaram com uma campanha perfeita de 14-0, com Newton conquistando o Heisman e o time levantando o troféu de campeão nacional. A temporada foi tão especial que, após a saída de Newton para a NFL, tanto o time quanto o técnico Gene Chizik despencaram: em 2011, Auburn terminou com 8-5, e em 2012, com 3-9, o que custou o emprego de Chizik. Uma equipe que capturou um raio em uma garrafa.
Esses exemplos mostram que, embora a pré-temporada da AP Poll seja um indicador inicial, ela não define o destino de uma equipe. Muitos campeões nacionais ao longo do século 21 começaram fora do top 10, desafiando as expectativas e provando que o futebol americano universitário é imprevisível. Para os torcedores que se sentem injustiçados com a classificação de seus times nesta segunda-feira, a história recente oferece um alento: a temporada é longa, e as surpresas são parte essencial do esporte.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/five-college-football-teams-ranked-outside-preseason-top-10-won-it-all.
Fonte: Fox News.
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2026-08-15 10:43:00


