
O judô brasileiro encerrou sua participação no Grand Prix Lima 2026, no Peru, no último domingo (16), com o título de campeão geral da competição. A delegação nacional liderou o quadro de medalhas ao subir ao pódio 11 vezes, somando cinco ouros, duas pratas e quatro bronzes, o que representou o melhor desempenho do país no ano. A Itália ficou com a segunda colocação, com dois ouros, duas pratas e quatro bronzes, seguida pela Moldávia, que conquistou dois ouros, duas pratas e um bronze.
O domingo foi o dia mais produtivo para a equipe brasileira, que garantiu os dois últimos ouros da campanha e ainda somou três bronzes. Na categoria até 90 quilos, Rafael Macedo conquistou o título ao derrotar o moldavo Mihail Latisev com dois waza-aris. A vitória teve sabor de revanche, já que, em maio, o brasileiro havia sido superado pelo mesmo adversário na disputa pelo bronze no Grand Slam de Astana, no Cazaquistão.
A campeã olímpica Beatriz Souza também subiu ao lugar mais alto do pódio em Lima. Na final dos 78 kg, a brasileira venceu a italiana Asya Tavano ao encaixar um ippon. Este foi o quinto confronto entre as duas judocas na carreira, e Bia ampliou sua vantagem, somando quatro vitórias sobre a adversária, incluindo o triunfo na disputa por equipes nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Após a conquista, Beatriz Souza destacou o trabalho coletivo por trás do resultado. “Isso é um resultado do que a gente vem construindo no dia a dia. Tem uma equipe junto comigo, não estou fazendo isso sozinha. A Haz é uma grande adversária, nosso último confronto foi na olimpíada, evoluímos bastante, então precisei mudar minha estratégia”, revelou a judoca em depoimento ao site da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).
Os primeiros ouros do Brasil saíram na sexta-feira (14), dia de abertura do Grand Prix de Lima. Michel Augusto foi campeão na categoria abaixo dos 60 kg, enquanto Rafaela Rodrigues venceu nos 52 kg. Para a judoca de 19 anos, esta foi a primeira conquista de ouro em etapas de Grand Prix na carreira.
No sábado (15), David Lima subiu ao topo do pódio na categoria até 81 kg. Na decisão, o brasileiro derrotou o canadense Françoise Drapeau, atual vice-líder do ranking mundial, com um yuko.
A única prata do Brasil no Grand Prix ficou com Nauana Silva, nos 70 kg. No sábado, a paulista perdeu a final para a alemã Dena Pohl.
Além dos ouros e da prata, o Brasil levou cinco bronzes, três deles conquistados no domingo. Guilherme Schimidt superou o canadense Keagan Young na categoria até 90 kg. Na disputa pelo terceiro lugar nos 100 kg, houve duelo 100% nacional, com vitória de Leonardo Gonçalves sobre Giovani Ferreira. O último bronze do dia ficou com Thauana Silva, nos 78 kg. Irmã mais velha de Nauana, a paulista venceu a venezuelana Karen Leon na luta pelo terceiro lugar.
Na véspera, outro confronto entre brasileiros definiu o bronze nos 73 kg. Guilherme de Oliveira superou o medalhista olímpico Daniel Cargnin com um ippon no golden score, o tempo extra da luta.
Na sexta-feira, Jéssica Lima também garantiu presença no pódio. Após perder para a espanhola Adriana Rodríguez Salvador na semifinal dos 57 kg, a brasileira venceu a britânica Acelya Toprak na disputa pelo bronze.
Fonte: Agência Brasil.
