
Uma nova sequência de tremores de terra voltou a atingir a cidade de Granada, no sul da Espanha, na madrugada desta terça-feira (18). De acordo com o Instituto Geográfico Nacional (IGN), ao menos quatro terremotos, com magnitudes entre 3,9 e 4,8 na escala Richter, foram sentidos nas últimas horas na região, que segue em estado de alerta desde o fim de semana.
Os abalos mais fortes da série, ambos de 4,8 graus, ocorreram no sábado (14), às 23h04 no horário local (18h04 em Brasília), e na madrugada desta terça, às 8h37 (03h37 no Brasil), com epicentro na localidade de Alhendín, a poucos quilômetros de Granada. Segundo o IGN, os dois terremotos tiveram profundidade superficial e foram amplamente sentidos em mais de 500 localidades, principalmente na Andaluzia, mas também em Múrcia, no sul de Castela-La Mancha e em alguns pontos de Madri.
Desde a última sexta-feira (14), o instituto registrou 432 tremores na região, que se estende por um raio de 2 a 12 quilômetros ao sul da cidade. A maioria das ocorrências foi considerada leve e muitas sequer chegaram a ser percebidas pela população. No entanto, alguns abalos, como o do sábado, causaram estragos e assustaram moradores e turistas que visitam a área, um dos principais destinos turísticos da Espanha.
Em nota divulgada na manhã desta terça, o IGN informou que os danos e os efeitos produzidos pelos tremores seguem sendo revisados pela equipe da Rede Sísmica. O instituto acrescentou que as informações serão atualizadas à medida que novos dados surgirem.
A Junta de Andaluzia confirmou que ao menos três pessoas ficaram feridas em consequência dos tremores desta terça-feira. De acordo com o primeiro vice-presidente do governo regional da Andaluzia, Antonio Sanz, as três vítimas sofreram ferimentos leves e receberam atendimento imediato. Não há informações sobre óbitos.
A prefeita de Granada, Marifrán Carazo, informou que a polícia local recebeu, nas últimas horas, 229 pedidos de ajuda ou alertas, enquanto os Bombeiros atenderam a 168 ocorrências relacionadas aos sismos. Diante da situação, a prefeitura declarou situação de emergência. Repartições públicas que não prestam serviços essenciais de emergência e atenção à população permanecerão fechadas por tempo indeterminado, incluindo museus e instalações esportivas.
Em pronunciamento, a prefeita pediu que os cidadãos mantenham a calma, mas informem às autoridades qualquer anormalidade, como eventuais rachaduras em construções ou indícios de movimentação do terreno. Carazo lembrou ainda que tremores secundários são imprevisíveis e recomendou atenção redobrada.
A cidade de Granada, conhecida por seu patrimônio histórico e cultural, como a Alhambra, segue monitorando a situação. Autoridades locais e regionais permanecem em alerta enquanto equipes técnicas avaliam a segurança de edificações e a extensão dos danos causados pela sequência sísmica.
A população local, ainda abalada pelos tremores do fim de semana, agora convive com a incerteza de novos abalos. Especialistas do IGN continuam analisando os dados sísmicos para entender o comportamento da atividade na região, mas, até o momento, não há previsão oficial sobre a duração da crise sísmica.
Fonte: Agência Brasil.

