
A Petrobras informou que o navio-plataforma Alexandre de Gusmão, em operação no Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, alcançou seu teto de produção, extraindo 180 mil barris de óleo por dia (bpd). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (20), pela estatal.
O Campo de Mero está localizado a 180 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro, em lâmina d’água de aproximadamente 2,1 mil metros, caracterizando-se como um campo de águas ultraprofundas. Trata-se do terceiro maior campo produtor do Brasil, atrás apenas de Búzios e Tupi, ambos também situados na Bacia de Santos.
Os navios-plataforma, conhecidos pela sigla FPSO (do inglês Floating, Production, Storage and Offloading), são embarcações utilizadas em alto-mar para extrair, processar, armazenar e escoar a produção de petróleo e gás natural de poços submarinos. O Alexandre de Gusmão é uma dessas unidades e agora opera em sua capacidade máxima.
Em nota divulgada pela companhia, a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, destacou a relevância do marco. “Cada unidade que atinge o patamar máximo de produção previsto em projeto, além de contribuir para o resultado da empresa, confirma a superação de grandes desafios técnicos e o acerto das estratégias adotadas”, afirmou.
Além do Alexandre de Gusmão, o Campo de Mero conta com outras quatro plataformas do tipo FPSO em operação: Pioneiro de Libra, Guanabara, Sepetiba e Marechal Duque de Caxias. A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, informou que o ativo de Mero registrou produção média de cerca de 740 mil barris de petróleo por dia no segundo trimestre de 2026, número que ainda não incluía o desempenho máximo do Alexandre de Gusmão.
Sylvia Anjos também comentou o significado do resultado para a empresa. “O topo da unidade mostra que seguimos uma trajetória firme de aumento da eficiência operacional dos nossos ativos”, analisou.
O Campo de Mero é um dos principais ativos da Petrobras no pré-sal, região que concentra as maiores reservas de petróleo do país. Atingir a capacidade máxima de produção em uma unidade como o Alexandre de Gusmão representa um avanço na estratégia da estatal para ampliar a extração de óleo e gás em águas profundas.
A produção do pré-sal da Bacia de Santos tem sido fundamental para os resultados da Petrobras, que busca otimizar o desempenho de suas plataformas e reduzir custos operacionais. O anúncio do Alexandre de Gusmão reforça a tendência de crescimento da produção no Campo de Mero, que já é um dos maiores do país.
Com a nova marca, a Petrobras consolida sua posição no cenário global de petróleo e gás, mantendo o foco em projetos de alta complexidade técnica no pré-sal. A companhia não informou se há previsão de novas unidades para o Campo de Mero, mas o desempenho atual demonstra a capacidade da estatal em operar em condições extremas.
O resultado também tem impacto na economia do país, já que o aumento da produção de petróleo contribui para as exportações e para a arrecadação de royalties e participações especiais. A Petrobras, no entanto, não divulgou projeções sobre os efeitos financeiros do marco atingido pelo Alexandre de Gusmão.
A informação foi divulgada pela Petrobras em comunicado oficial, sem detalhes adicionais sobre o cronograma de operação da plataforma ou possíveis manutenções futuras. O Campo de Mero segue como um dos pilares da produção da estatal no pré-sal, ao lado de Búzios e Tupi.
Fonte: Agência Brasil.
