
A gestão estadual do Rio de Janeiro promoveu uma ampla reestruturação administrativa, com a exoneração de 6.145 servidores comissionados até 21 de agosto. A medida, que atinge todos os órgãos da administração, deve gerar uma economia de R$ 221 milhões até dezembro, considerando apenas os cargos que permanecerão vagos.
O corte faz parte de um processo de auditoria que identificou uma série de irregularidades. De acordo com o governo, grande parte dos exonerados não possuía sequer senha de acesso aos sistemas do estado, como o SEI, e eram considerados funcionários fantasmas, aparecendo apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto.
Em março, o estado contava com 14.340 comissionados. Desde então, foram realizadas 2.496 nomeações, sendo que a maioria dos escolhidos para o primeiro escalão é composta por servidores de carreira. Todos os nomeados passam por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com foco na preservação do erário e na aplicação eficiente dos recursos públicos.
A reestruturação também incluiu a redução do número de secretarias, que caiu de 32 para 28, por meio de fusões. A gestão interina do desembargador Ricardo Couto, iniciada em 23 de março, é responsável pelas mudanças, após a renúncia do governador Cláudio Castro para disputar uma vaga no Senado. No dia seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Castro inelegível, decisão mantida em junho por 5 votos a 2, o que o deixa fora das eleições até 2030.
Novas exonerações estão previstas conforme auditorias em andamento no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado sejam concluídas.
Análise WeekNews: A medida de cortar comissionados sem atividade real, além de gerar economia imediata, tende a fortalecer a imagem de uma gestão mais enxuta e transparente. A redução de secretarias e a priorização de servidores de carreira nos cargos de confiança sugerem uma tentativa de profissionalização da administração pública, o que pode contribuir para a recuperação da confiança nas instituições fluminenses.
Fonte: Agência Brasil.
