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O Pentágono anunciou um contrato de US$ 22,9 bilhões, com duração de sete anos, para aumentar a produção dos mísseis de cruzeiro Tomahawk, elevando o ritmo atual de cerca de 60 unidades por ano para mais de 1.000. A medida faz parte de um esforço mais amplo para reconstruir os estoques de munições dos Estados Unidos, pressionados por conflitos recentes e pela necessidade de preparo diante de ameaças futuras.
O acordo, firmado pela Marinha, integra uma série de contratos de longo prazo assinados desde janeiro com as empresas RTX e Lockheed Martin, cobrindo sete sistemas de armas principais. Juntos, os acordos preveem a ampliação da produção de mísseis AMRAAM para 1.900 unidades por ano, SM-6 para mais de 500, interceptadores PAC-3 de 600 para 2.000 e THAAD de 96 para 400.
A decisão ocorre em meio à constatação de que anos de investimento insuficiente na base industrial de defesa deixaram os arsenais americanos com pouca profundidade. A guerra no Irã evidenciou o problema, com consumo elevado de munições de precisão e interceptadores, tanto pelos EUA quanto por aliados. Países do Golfo alertaram autoridades americanas sobre estoques perigosamente baixos, e o Pentágono precisou remover baterias THAAD e Patriot da Coreia do Sul para suprir lacunas.
Embora os sistemas americanos tenham demonstrado bom desempenho em combate, a capacidade de sustentar um conflito prolongado ficou comprometida. O novo modelo de contratação, com compromissos plurianuais, busca dar previsibilidade à indústria, permitindo contratação de mão de obra, expansão de instalações e garantia de suprimentos.
Especialistas apontam, porém, que o aumento da produção levará tempo para se concretizar e depende de aprovações orçamentárias contínuas do Congresso. Além disso, o processo de aquisição de armamentos nos EUA ainda é lento, com uma média de mais de 12 anos para levar um programa importante da concepção ao campo de batalha.
Análise WeekNews: O movimento do Pentágono sinaliza uma mudança de abordagem em relação à gestão de estoques de defesa, priorizando a capacidade de produção sustentada em vez de respostas emergenciais. A ênfase em contratos de longo prazo tende a estabilizar a cadeia de suprimentos e reduzir a vulnerabilidade logística, mas o efeito prático dependerá da continuidade do financiamento e da agilidade do sistema de aquisições, que ainda representa um gargalo para a modernização das Forças Armadas americanas.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/america-faces-crisis-military-arsenal-trump-racing-fix.
Fonte: Fox News.
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2026-08-28 06:00:00


