
Os candidatos à Presidência da República cumpriram, nesta segunda-feira (31), uma série de compromissos de campanha em Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. Entrevistas, sabatinas, panfletagens e reuniões com setores produtivos marcaram o dia, com destaque para temas como desenvolvimento econômico, pequenos negócios, privatização dos Correios e combate à corrupção.
Em Curitiba, Augusto Cury (Avante) defendeu um novo modelo de desenvolvimento econômico, com maior incentivo à produção e ao empreendedorismo. “Precisamos mostrar o Brasil como um supermercado do mundo, e não apenas como uma fazenda do mundo”, afirmou, defendendo também a ampliação do acesso ao financiamento para pequenos negócios. Mais tarde, participou da inauguração do comitê do partido em Gravataí (RS).
Hertz Dias (PSTU) esteve em Porto Alegre, onde conversou com trabalhadores dos Correios durante panfletagem. O candidato reafirmou sua posição contrária à privatização da estatal, classificando-a como “patrimônio do povo brasileiro” e essencial para a integração nacional. “Os Correios são patrimônio do povo brasileiro. É uma empresa que chega aos lugares mais distantes do país, presta serviços essenciais e garante a integração nacional. Somos contra qualquer tentativa de privatização”, declarou. Ele também visitou a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), sindicatos e o Hospital de Clínicas.
Romeu Zema (Novo) começou o dia em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba, conversando com apoiadores e integrantes de movimentos ligados à Lava Jato. À tarde, reuniu-se com moradores do bairro Santa Cândida para tratar do tema corrupção.
Em São Paulo, Ronaldo Caiado (PSD) participou de sabatina na rádio Jovem Pan e se reuniu com a diretoria da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e com membros do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). Sobre a escala 6×1, o candidato afirmou que os empresários não têm dificuldade com a questão em si, mas com a forma como a matéria foi discutida, sem permitir adaptações à realidade do setor. “Eu pretendo dar viabilidade para a indústria, para o comércio, para os varejistas e para o pequeno e microempresário. Lógico que ninguém vai insistir em situações que amanhã possam provocar o colapso do setor industrial brasileiro”, disse.
Renan Santos (Missão) concedeu entrevista ao jornal O Estado de São Paulo e participou de sabatina na Gazeta do Povo. À tarde, convocou coletiva para falar sobre a suspensão de sua propaganda eleitoral, determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Foi uma inflexão autoritária. Não dá para justificar de maneira racional”, declarou, informando que o partido pretende recorrer da decisão.
Clariana Barão (Democracia Cristã) foi entrevistada pela Rádio Pinel, no Rio Grande do Sul. Wilson Grassi (Democrata) participou de reunião de alinhamento com o comitê de campanha e gravou vídeos para a campanha com a área de marketing.
Os candidatos Edmilson Costa (PCB), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) não tiveram agenda pública de campanha nesta segunda-feira.
Análise WeekNews: A concentração de compromissos em capitais das regiões Sul e Sudeste, com forte ênfase em pautas econômicas e na defesa de posições sobre privatizações, sugere que os candidatos buscam consolidar apoio em segmentos específicos do eleitorado, como trabalhadores de estatais e empresários. A diversidade de temas abordados indica uma tentativa de ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade a poucos dias do pleito.
Fonte: Agência Brasil.
