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A cantora Lizzo celebrou publicamente a decisão da Justiça dos Estados Unidos de arquivar o processo movido por uma ex-assistente de guarda-roupa que a acusava de assédio e discriminação. A informação foi confirmada por sua equipe jurídica.
O caso foi apresentado por Asha Daniels, que trabalhou na turnê ‘Special’, em 2023, na etapa europeia. Daniels alegava ter sofrido assédio sexual e racial por parte de integrantes da equipe da artista, além de discriminação por deficiência e um ambiente de trabalho hostil. Lizzo e seus representantes sempre negaram as acusações.
Em dezembro de 2024, a cantora foi retirada do processo, que passou a ter como ré apenas a empresa de turnês Big Grrrl Big Touring Inc. Na terça-feira, 1º de setembro, o juiz distrital Fernando L. Aenlle-Rocha rejeitou as reivindicações restantes de Daniels, encerrando o caso, a menos que a defesa da ex-funcionária decida recorrer.
De acordo com a Billboard, o magistrado considerou que parte do comportamento relatado foi ‘inapropriado e antiprofissional’, mas entendeu que não era suficiente para comprovar assédio ou discriminação.
Em um vídeo publicado no Instagram, Lizzo afirmou estar aliviada com a decisão. ‘Hoje estou aliviada em anunciar que venci o caso contra mim e minha empresa de turnês Big Grrrl Touring. Todas as alegações ridículas de uma assistente de guarda-roupa que trabalhou na turnê por menos de três semanas (incluindo uma alegação de que ela quebrou uma unha de acrílico) foram rejeitadas’, declarou.
A cantora também comentou o fato de ter sido processada por alguém que, segundo ela, nunca a conheceu pessoalmente. ‘Foi tudo tão chocante porque eu estava sendo processada por alguém que, como ela mesma admitiu, nunca me conheceu. Rezei para que a verdade viesse à tona e, graças aos meus incríveis advogados, a verdade prevaleceu. A verdade importa mais para mim do que qualquer coisa, e eu disse que continuaria lutando contra cada alegação vil feita contra mim e meus negócios.’
O advogado de Daniels, Ron Zambrano, disse estar ‘decepcionado’ com o resultado e acredita que as evidências deveriam ter sido consideradas por um júri. Ele argumentou que o tribunal avaliou os supostos incidentes de forma muito restrita, em vez de considerar o impacto combinado deles no ambiente de trabalho. ‘Respeitosamente discordamos da abordagem do tribunal e estamos considerando as próximas medidas adequadas’, acrescentou.
A decisão não afeta o processo separado movido contra Lizzo pelas ex-dançarinas Arianna Davis, Crystal Williams e Noelle Rodriguez, em agosto de 2023. Elas acusam a cantora de assédio sexual e de criar um ambiente de trabalho hostil entre 2021 e 2023. Lizzo negou todas as alegações. Uma queixa de que Lizzo teria humilhado Davis por seu peso e depois a demitido foi descartada em dezembro, mas o restante do caso continua em andamento.
Em maio, ao falar sobre esse processo, Lizzo afirmou que não aceitaria um acordo fora do tribunal. ‘Estou lutando contra o caso porque sei que não é verdade. Não tenho medo da verdade. A verdade é menos sensacionalista do que as manchetes’, disse.
Lizzo lançou seu quinto álbum, ‘Bitch’, em junho. Após o disco não alcançar o top 100 no Reino Unido ou nos EUA, ela disse que foi forçada a repensar sua relação musical com o público. ‘Fiquei muito estressada e muito triste por alguns dias, porque este é um dos meus melhores trabalhos. Tive que aceitar o fato de que não apenas a indústria da música é diferente, mas também minha relação e minha conexão musical com o mundo são diferentes.
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Fonte: NME.
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2026-09-02 15:28:00
