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O regime iraniano estaria mais interessado em manter o confronto com os Estados Unidos e seus aliados no Golfo do que em buscar a paz, como forma de conter o descontentamento da população, segundo o ativista de direitos humanos Majid Sadeghpour, diretor político da Organização das Comunidades Írano-Americanas. Para ele, a ameaça real ao governo de Teerã não vem de bombas externas, mas de uma possível revolta popular.
As declarações foram dadas após novos ataques aéreos dos EUA contra o Irã, que interromperam uma breve trégua e reacenderam as tensões no Estreito de Ormuz. Sadeghpour lembrou que autoridades americanas ofereceram garantias a Teerã, incluindo a promessa de não buscar a mudança de regime. Mesmo assim, o Irã continuou atacando navios e bases dos EUA na região, como na Jordânia e no Bahrein.
“Para um regime militarizado que precisa de fricção, sua sobrevivência agora depende dessa fricção”, afirmou Sadeghpour, em entrevista à Fox News Digital. O Irã enfrenta, nos últimos anos, ondas de protestos motivados pelo colapso econômico, pela alta inflação e pela insatisfação com a interpretação religiosa estrita do islamismo imposta pelo governo. Observadores de direitos humanos relatam que as autoridades reprimem manifestações com força letal, prisões arbitrárias e detenções.
O conflito com os EUA ajudaria o regime a desviar a atenção da população dos problemas internos, avalia o especialista. Enquanto isso, o Irã segue mirando embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, desrespeitando acordo que proibia tais ataques, conforme afirmou o vice-presidente dos EUA, JD Vance, na quinta-feira. “Os iranianos estão fazendo o que os iranianos fazem”, disse Vance. “Acho que estão perdendo capacidades dia após dia. Estão percebendo que o controle sobre o Estreito de Ormuz está efetivamente perdido e é um ativo em declínio.”
Sadeghpour defende que, para promover uma mudança de regime, os EUA deveriam focar seus esforços na população iraniana, já que os líderes do país tendem a prolongar o conflito com Washington o máximo possível. “O regime pensa no dia, na hora em que a população exausta se acalmar e imediatamente olhar ao redor: ‘como vou me livrar desse regime? E quem vai me ajudar a fazer isso?’ É disso que o regime tem medo”, explicou.
Na quarta-feira, o presidente Donald Trump afirmou que não está focado em levar Teerã à mesa de negociação, dizendo que não se importa se o Irã assinar um acordo “sem valor”. “Estão apenas jogando o inevitável”, escreveu Trump em sua rede social. “Quando o povo iraniano vai se levantar e lutar?”
Análise WeekNews: A avaliação do especialista sugere que o Irã pode estar usando o confronto externo como ferramenta de gestão de crise interna, o que explicaria a continuidade das hostilidades mesmo diante de ofertas de negociação. A fala de Trump, por sua vez, indica que Washington também não vê espaço imediato para um acordo, o que tende a prolongar o impasse e manter a região sob tensão.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/world/iran-prefers-conflict-us-over-peace-suppress-internal-uprising-human-rights-activist-warns.
Fonte: Fox News.
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2026-09-03 19:30:00
