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Os advogados do presidente Donald Trump voltaram a questionar a condução do processo civil movido pela procuradora-geral de Nova York, Letitia James, que quase resultou em uma multa de US$ 464 milhões. Em carta enviada à Suprema Corte de Nova York na quinta-feira, a defesa alega que James não cumpriu uma ordem judicial que exigia detalhar as práticas de preservação de provas adotadas em seu escritório.
A nova reclamação faz parte da estratégia da defesa para tentar anular o caso, que está em fase de recurso. Os advogados de Trump afirmam que James pode ter deixado de entregar comunicações relevantes com Michael Cohen, ex-advogado do presidente e testemunha-chave no julgamento. A suspeita ganhou força após um artigo publicado por Cohen em janeiro de 2026, na plataforma Substack, no qual ele afirmou ter se sentido pressionado a fornecer apenas informações que ajudassem a construir os casos contra Trump.
No documento, a defesa sustenta que o escritório de James evitou confirmar se os materiais solicitados existem e se estão sendo preservados. Em vez de cumprir integralmente a ordem, a procuradoria teria se limitado a afirmar que adotou procedimentos padrão de retenção de documentos desde a fase de investigação.
O caso remonta a 2022, quando James acusou Trump de inflar o valor de seus imóveis de forma fraudulenta. Após ser considerado responsável, Trump foi condenado a pagar US$ 355 milhões, além de juros, e ficou proibido de obter empréstimos de bancos de Nova York por três anos e de atuar como diretor de empresas no estado por dois anos. Um tribunal de apelações posteriormente suspendeu as penalidades financeiras, mas James recorreu para restabelecê-las.
Em recurso recente, os advogados de Trump apontaram cinco supostas falhas no caso: a falta de autoridade de James para processar, já que as transações eram privadas; a ausência de vítimas, uma vez que bancos e seguradoras não reclamaram de prejuízo e lucraram com os negócios; a premissa equivocada de que imóveis têm um valor único; o caráter excessivo da multa; e o viés político do processo.
A procuradoria, por sua vez, rebateu as acusações, afirmando que cumpriu todas as obrigações impostas pela corte e que as exigências da defesa configuram uma tentativa de obter descoberta extrajudicial.
Análise WeekNews: A insistência da defesa de Trump em questionar a preservação de provas e a atuação de Cohen sugere uma estratégia processual voltada a desacreditar a integridade do caso, especialmente em um momento em que a decisão original foi suspensa e o recurso de James busca reverter essa situação. A alegação de que a procuradoria não confirmou a existência de materiais pode indicar uma tentativa de ampliar o escopo da revisão judicial, mas, sem novos elementos, permanece como argumento de defesa sem comprovação.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/trump-lawyers-zero-letitia-james-wont-say-evidence-450m-case.
Fonte: Fox News.
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2026-09-04 14:51:00

