
O Rock in Rio, que começou nesta sexta-feira (4) na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, reafirma seu compromisso com causas sociais e ambientais. Desde 2001, quando criou o projeto Por Um Mundo Melhor, o festival acumula R$ 118 milhões investidos em iniciativas socioambientais, com apoio a mais de 200 instituições e benefício direto a mais de 1 milhão de pessoas, segundo a organização.
Entre as atrações desta edição estão Elton John, Gilberto Gil, Foo Fighters, Ivete Sangalo, DJ Alok, Maroon 5, Black Eyed Peas, Nelly e Barão Vermelho. Mas, além dos shows, o evento busca ampliar seu impacto fora dos palcos.
Uma das principais parcerias é com a Ação da Cidadania, que completa 25 anos de colaboração com o festival. O público poderá conhecer o trabalho da organização em uma área exclusiva na Cidade do Rock, onde também poderá fazer doações. A meta desta edição é alcançar 2 milhões de pratos de comida, monitorados em tempo real pelo Pratômetro, painel instalado no gramado do evento.
Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, empresa produtora do festival, explicou que as ações sociais e ambientais são trabalhadas em três escalas: curto, médio e longo prazo. No curto prazo, o foco é o combate à fome, em parceria com a Ação da Cidadania. No médio prazo, destacou a parceria com a organização Gerando Falcões, que desenvolve o projeto Favela 3D, voltado à transformação de pequenas favelas para melhorar a vida dos moradores e reduzir a pobreza extrema.
No longo prazo, estão os projetos ambientais, como a Amazônia Live, iniciativa de conscientização ecológica e preservação da Floresta Amazônica, já realizada duas vezes. Segundo Medina, o festival também adota compromissos internos de gestão de resíduos, tratamento de água e consumo de energia, buscando minimizar o impacto ambiental e ampliar o impacto social e econômico.
A acessibilidade também ganhou espaço. O evento terá estrutura para pessoas com deficiência, incluindo sala de sensibilização sensorial para acolher neurodivergentes. Medina ressaltou que, a cada edição, aumenta o número de cadeirantes e de pessoas com deficiência visual ou auditiva presentes, refletindo a intenção de ampliar a diversidade interna.
Outra novidade é o Espaço Plural, dedicado à conscientização, prevenção e combate à violência de gênero, com conteúdos imersivos. Haverá também o Espaço Delas, voltado à conexão entre mulheres. “Com essas iniciativas, o Rock in Rio amplia sua atuação para além dos palcos e reforça uma mensagem que acompanha a experiência do festival: respeito, cuidado e pertencimento também fazem parte do show”, acrescentou a vice-presidente.
Análise WeekNews: O investimento de R$ 118 milhões e a meta de 2 milhões de pratos de comida indicam que o festival consolidou uma agenda socioambiental estruturada, que vai além de ações pontuais. A divisão em curto, médio e longo prazo sugere uma estratégia de continuidade, o que tende a fortalecer a credibilidade do evento como plataforma de transformação social, não apenas de entretenimento.
Fonte: Agência Brasil.
