Proprietária em Washington D.C. denuncia invasão de imóvel e transformação em paraíso das drogas

Proprietária em Washington D.C. denuncia invasão de imóvel e transformação em paraíso das drogas
Fonte da imagem: Fox News (Fox News Digital/Kiera McDonald ; Obtained by Fox News Digital)

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Uma proprietária de um pequeno edifício de três unidades no bairro de Columbia Heights, em Washington D.C., está enfrentando uma batalha judicial para retomar seu imóvel, que há oito meses teria sido ocupado por invasores que transformaram o local em um ponto de uso e venda de drogas. Tatyana Day Velasquez afirmou à Fox News Digital que a situação é insustentável e que não recebe apoio das autoridades.

“Morei em vários países, inclusive do Terceiro Mundo, mas parece que estou vivendo em um país do Quarto Mundo em D.C.”, disse Velasquez. “Nunca vi algo assim. Não há responsabilização pelo que acontece. Todos jogam a responsabilidade para o outro, e não há ajuda. Como alguém pode resolver um problema como o meu se não recebe ajuda?”

Segundo Velasquez, o apartamento no subsolo do prédio foi ocupado por estranhos que se recusam a sair, vivem sem pagar aluguel e usam o espaço como “paraíso das drogas”. Fotos e vídeos fornecidos por ela mostram o imóvel em estado de abandono, com agulhas, cachimbos, Narcan, tiras de teste de fentanil, um facão e armas de fogo. A proprietária relatou ainda que há confrontos constantes e um odor químico que se espalha pelo edifício.

O caso foi parar no Tribunal Superior de D.C., onde Velasquez tenta reaver o imóvel. Os documentos judiciais indicam que ela descobriu a ocupação após o inquilino anterior informar que havia se mudado. Um dos ocupantes alegou ter recebido a chave do inquilino, mas o contrato de locação proíbe explicitamente ocupantes não autorizados, sublocação e atividades criminosas relacionadas a drogas.

A proprietária afirma que três inquilinos deixaram o prédio por questões de segurança, sendo que uma delas disse não se sentir mais segura para dormir no local. Para Velasquez, os ocupantes são invasores, pois não têm autorização para estar ali. “Eles não são hóspedes. Não são convidados. Esta propriedade não é um negócio. Portanto, não há consentimento implícito para entrarem; eles são invasores”, argumentou.

No entanto, a polícia local tem uma visão diferente. Um relatório do Departamento de Polícia Metropolitano, de 26 de junho, apontou que um dos ocupantes “estabeleceu residência” ao viver com um inquilino que estava no contrato, o que impediria a remoção imediata. O caso foi tratado como disputa entre locador e locatário, e ninguém foi preso. Pela lei de D.C., proprietários não podem remover ocupantes por conta própria e precisam passar pelo Tribunal Superior, um processo que pode levar meses. O Escritório do Defensor do Inquilino de D.C. afirma que os ocupantes devem ter a oportunidade de contestar as alegações do proprietário antes de uma despejo.

Velasquez critica o sistema e afirma que a situação viola seus direitos constitucionais. “Acredito que isso é tática predatória, e também acredito que dar direitos a invasores é uma violação da Quarta e da Décima Quarta Emendas, porque você não tem mais propriedade privada”, disse. “O governo decide o que será feito com sua propriedade.”

Enquanto isso, as contas continuam chegando. Velasquez diz que ainda paga impostos sobre a propriedade e multas por lixo acumulado, sem receber nenhuma renda do imóvel. Ela se vê obrigada a ir ao prédio diariamente para confrontar os ocupantes, mas afirma que já foi agredida algumas vezes e que a polícia não tem demonstrado apoio efetivo.

Um vizinho, identificado apenas como Lloyd, disse que a situação afeta toda a vizinhança e que os ocupantes também antagonizam pessoas que passam pelo local. “É como um efeito dominó, um efeito dominó de quem se sente no direito, e é uma questão de audácia”, afirmou.

A porta-voz da polícia de D.C. explicou que a autoridade do departamento é limitada quando alguém estabelece residência em uma propriedade. Os agentes podem responder a chamados, investigar possíveis crimes e fazer prisões quando há causa provável, mas não podem simplesmente remover um residente estabelecido apenas porque o proprietário o considera não autorizado. Despejos e questões de posse devem ser resolvidos no Tribunal Superior, com a execução das ordens de despejo pelos oficiais federais.

O caso reacende o debate sobre a abordagem de D.C. em relação a invasores. John Gibbs, diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica da Heritage Foundation, afirmou que o problema não é primariamente de política habitacional, mas de aplicação dos direitos de propriedade. “A falha central é que proprietários legítimos muitas vezes enfrentam maiores obstáculos para recuperar suas propriedades do que ocupantes não autorizados enfrentam para tomá-las”, disse. Gibbs apontou fatores como os efeitos das moratórias de despejo da era da COVID-19, a relutância das autoridades em tratar a ocupação como questão de direitos de propriedade e a facilidade de acesso a informações sobre como explorar os procedimentos legais como possíveis causas do aumento do problema.

Análise WeekNews: O caso ilustra uma tensão crescente entre a proteção de inquilinos e o direito de propriedade em cidades com forte regulação habitacional. A demora no processo judicial e a limitação da atuação policial, quando combinadas, tendem a favorecer ocupantes que exploram brechas legais, enquanto proprietários arcam com prejuízos financeiros e riscos de segurança. A situação sugere que, sem mudanças legislativas que agilizem a remoção de invasores e fortaleçam a autoridade policial, casos semelhantes devem continuar se multiplicando em D.C.

Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/squatter-nightmare-turns-dc-apartment-building-drug-haven-legal-battle-drags-help.

Fonte: Fox News.

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2026-09-05 07:00:00

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