
O Planalto-GO é o campeão do Brasileirão Feminino A3. Com uma vitória por 1 a 0 sobre o Juventude-SE, no sábado (5), em Estância (SE), o time goiano confirmou o título e se tornou o primeiro clube de Goiás a conquistar uma competição nacional entre mulheres.
O gol do título saiu ainda no primeiro tempo. Aos 44 minutos, Brenda cobrou falta da esquerda e acertou o ângulo direito da goleira Monique, marcando um golaço. Na comemoração, a meia se emocionou: ela se recuperou de uma pancada na perna direita sofrida na semifinal, quando precisou sair de ambulância do estádio Teixeirão, em São José do Rio Preto (SP).
No segundo tempo, o Juventude-SE tentou pressionar, mas não levou grande perigo ao gol de Lescaut. A atacante Laureen, artilheira da competição com 11 gols, foi bem marcada e pouco apareceu. Aos 41 minutos, Idalana marcou o segundo, mas o lance foi anulado por impedimento.
O título coroa uma campanha consistente do Planalto: em 14 jogos, foram dez vitórias, três empates e uma derrota, com 28 gols marcados e 18 sofridos. A atacante Marcelly foi a artilheira do time, com sete gols, e marcou o gol da vitória por 1 a 0 no jogo de ida, em Aparecida de Goiânia.
Fundado há menos de dois anos, o Planalto-GO é vinculado à CUFA (Central Única das Favelas) de Goiás. A conquista também dá ao clube uma vaga na Série A2 do Brasileirão Feminino de 2027, assim como o vice-campeão Juventude-SE e os semifinalistas Portuguesa-AP e Realidade Jovem.
A técnica Regiane Santos, que comanda o Planalto, chegou ao terceiro acesso nacional desde 2022. Antes, ela levou o Sport à Série A2 e, dois anos depois, promoveu as Leoas rubro-negras à elite.
Com o título, o Centro-Oeste igualou o Sudeste como a região com mais conquistas no Brasileirão A3: duas. O Taubaté venceu em 2022, o Vasco em 2024, e o Mixto, do Mato Grosso, foi campeão em 2023.
O vice-campeonato frustrou o sonho do Juventude-SE de ser o primeiro clube de Sergipe campeão nacional em qualquer gênero. Mesmo assim, o Tricolor do Piauitinga, como é conhecido, garantiu a vaga na Série A2.
Análise WeekNews: A conquista do Planalto-GO reforça a descentralização do futebol feminino no Brasil, com clubes de estados fora do eixo tradicional alcançando títulos nacionais em poucos anos de existência. A vaga na Série A2 para o campeão e os semifinalistas também amplia a competitividade da divisão de acesso, dando a clubes menores a chance de estruturar seus times e sonhar com a elite.
Fonte: Agência Brasil.
