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O ator William Fichtner, conhecido por seu papel como o agente Alexander Mahone em “Prison Break”, afirmou em entrevista à Fox News Digital que nunca se arrependeu de recusar um papel, mesmo quando o projeto se tornou um grande sucesso. Aos 69 anos, o ator explicou que, em certos momentos da vida, foi mais seletivo do que talvez devesse, mas que nunca aceitou um trabalho no qual não acreditasse. “Se eu não acreditasse, se não achasse que poderia fazer algo com aquilo, e há certos limites que simplesmente não cruzo. Mas, se não tenho fé naquilo, sinto um pouco de medo de ser ruim, e simplesmente não embarcarei na jornada”, disse.
Fichtner também comentou que não vê como motivo de orgulho ter recusado trabalhos que pagavam bem. Ele descreveu que, ao ler um roteiro de que não gostava, sabia imediatamente que “não vai rolar”. Em tom bem-humorado, contou que sua esposa costuma perguntar se ele gostou do texto, e ele responde: “Na verdade, está no lixo, querida. Desculpe. Vamos ao mercado agora? Precisamos ir ao Costco, certo?”
O ator vive Wayne Whittaker na minissérie “Lucky”, da Apple TV+, que teve seu último episódio, intitulado “All Good Things”, exibido em 19 de agosto. A produção é estrelada por Anya Taylor-Joy como Luciana “Lucky” Armstrong, uma criminosa reformada que é forçada a cometer atos ilegais mais uma vez para garantir sua liberdade e deixar para trás a vida no crime.
No episódio final, os personagens de Fichtner e Taylor-Joy têm um confronto. O ator elogiou a colega de elenco, conhecida por “O Gambito da Rainha”, afirmando que “ela interpreta perfeitamente”. Ele relembrou as filmagens: “Foram cinco dias num deserto alto, com plataformas de petróleo ao norte de Los Angeles, um lugar incrível. Mas fazia muito calor, e isso alimentou toda a intensidade”. Sobre Taylor-Joy, acrescentou: “Ela não recua. Ela vai jogar algumas coisas em mim, e há uma reviravolta que me faz pensar: ‘OK, tenho que dar o devido valor a essa mulher. Isso é muito bom’.”
Fichtner começou a carreira nos anos 1990 e se tornou um dos atores coadjuvantes mais reconhecidos dos anos 2000. Seu papel mais marcante foi em “Prison Break”, série em que atuou de 2006 a 2009. Ao comparar o trabalho em uma série de múltiplas temporadas com uma minissérie, ele explicou que, em “Prison Break”, muitas vezes recebia o roteiro do episódio seguinte no mesmo dia em que terminava de gravar o atual, sem saber o rumo que o personagem tomaria. Já em uma minissérie, como “Lucky”, o ator tem acesso a todos os roteiros e pode enxergar o arco completo do personagem.
Análise WeekNews: A declaração de Fichtner reflete uma postura comum entre atores experientes, que priorizam a identificação com o projeto em vez do retorno financeiro. Sua comparação entre os formatos de série e minissérie também evidencia uma mudança na indústria, em que produções fechadas ganham espaço por permitirem maior planejamento e profundidade narrativa, algo que tende a atrair artistas que buscam consistência em seus personagens.
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Fonte: Fox News.
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2026-09-06 13:00:00
