Submarinos nucleares russos da classe Yasen-M pressionam defesas da OTAN no Ártico, alerta ex-comandante

Submarinos nucleares russos da classe Yasen-M pressionam defesas da OTAN no Ártico, alerta ex-comandante
Fonte da imagem: iiss.org (Tatan Syuflana/AP Photo)

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A nova geração de submarinos nucleares russos, mais silenciosa e armada com mísseis de longo alcance, está pressionando as defesas da OTAN no Ártico e no Atlântico Norte, enquanto a aliança corre para reforçar sua vigilância nas rotas que levam à América do Norte. O alerta foi feito por um ex-comandante da aliança e ecoado pelo Comando Aliado de Forças Conjuntas de Brunssum, que classificou a ameaça como ‘séria’.

Em comunicado de 2 de setembro, o comando da OTAN destacou que a Rússia está expandindo e modernizando sua frota de submarinos, com a Península de Kola permanecendo um centro crucial para a Frota do Norte. “Algo está se movendo sob a superfície”, afirmou a aliança, referindo-se aos novos submarinos nucleares de ataque da classe Yasen-M, que trazem capacidades de ataque de longo alcance e negação de área no Alto Norte.

Former NATO commander warns Russia is moving to tighten control over strategic
Fonte da imagem: Fox News (Cheng Jiahao/Xinhua via Getty Images)

O general aposentado Philip Breedlove, que serviu como comandante supremo aliado na Europa e comandante do Comando Europeu dos EUA, explicou que os submarinos são uma das ameaças mais difíceis de rastrear. “Submarinos podem chegar bem perto da costa de qualquer nação no Atlântico, dos Estados Unidos aos aliados da OTAN, e lançar mísseis balísticos e de cruzeiro”, afirmou. Ele acrescentou que o aumento do silêncio e da supressão de ruído nos submarinos russos representa um problema para a aliança.

Os submarinos da classe Yasen-M, com 13.800 toneladas, podem carregar mísseis de cruzeiro com alcance de 1.600 quilômetros, mísseis antinavio e mísseis hipersônicos, segundo informações do Instituto Naval dos EUA e da agência russa TASS. O comandante da Marinha russa, almirante Alexander Moiseyev, afirmou que essas embarcações são capazes de cumprir todas as missões da frota em qualquer parte do oceano, permanecendo ‘invisíveis’.

Breedlove também alertou que o presidente Vladimir Putin tende a anunciar ‘novas superarmas e supercapacidades’ para desviar a atenção de problemas, como a guerra na Ucrânia. Ele destacou a importância do vão GIUK (Groenlândia-Islândia-Reino Unido), por onde os navios russos precisam passar para acessar o Atlântico, e mencionou a crescente militarização russa na Península de Kola e ao longo da Rota do Mar do Norte.

A OTAN, por sua vez, tem reforçado sua postura no norte. Em fevereiro de 2026, lançou a iniciativa Arctic Sentry, liderada pelo Comando de Forças Conjuntas de Norfolk, e em junho estabeleceu a Força Terrestre Avançada Finlândia, uma unidade multinacional liderada pela Suécia para reforçar a defesa no flanco nordeste. A Rússia, no entanto, reagiu com críticas: o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, escreveu em 30 de agosto que o aumento da atividade militar ocidental no Ártico representa uma ameaça direta à segurança russa e eleva o risco de incidentes com consequências potencialmente desastrosas.

Análise WeekNews: O movimento russo de modernizar sua frota de submarinos no Ártico, combinado com a expansão da infraestrutura militar na Península de Kola, indica uma prioridade estratégica de Moscou em controlar as rotas do norte, especialmente a Rota do Mar do Norte, que ganha importância comercial com o degelo. A resposta da OTAN, com iniciativas como a Arctic Sentry e o reforço na Finlândia, sugere que a aliança considera a região cada vez mais crítica para a segurança coletiva, diante do desafio de monitorar submarinos mais silenciosos e difíceis de detectar.

Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/world/russias-quieter-nuclear-submarines-threaten-nato-former-commander-warns.

Fonte: Fox News.

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2026-09-07 17:19:00

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